One Thing To Make It Right.
1 Here I go London
Notas iniciais
Até que enfim saíria desse país, um ano fora daqui, dessas pessoas falsas e que só sabem julgar o alheio. Uma vez na minha vida estou feliz, meu pai finalmente me permitiu fazer intercâmbio me fazendo prometer que pararia de lhe dar trabalho, bom, ele ralou muito para conseguir o dinheiro e eu aprecio sua atitude. Porém, como nada na minha vida é perfeito, tem a minha mãe que enche meu saco todo santo dia pedindo para que eu não vá. Eu vou e se pudesse não voltaria.
Ah, desculpe-me não me apresentei me chamo Alice, tenho 17 anos e sou problemática, pelo menos é o que dizem, sou alta, morena, meu sonho sempre foi viajar o mundo e desfrutar das aventuras que a vida pode me oferecer. Porém, nunca pude realizá-lo por ser altamente protegida pela minha mãe, uma religiosa que pensa que tudo que há na vida não relacionado á Deus é errado.
Isso até hoje que vou para Londres, capital da Inglaterra, terra de uma das minha bandas preferidas, 1D, talvez esse fato ajudou muito a escolher meu destino, É, talvez..
– Tchau filha, toma juízo, viu? Saiba que se voce for pega fazendo as coisas que você faz aqui voltaria no mesmo dia, ok? — Disse meu pai me olhando. Senti um pouco de pena, mas se faço o que faço é porque essa é a única forma de me sentir livre na minha vida medíocre.
– Ok, pai. Tomarei cuidado. Te amo. — Disse e o abracei. Acho que ele seria a única pessoa que realmente sentiria falta, ah, e da minha amiga Beatriz também mas se afastou de mim, então, acho que daqui um tempo nem notarei sua ausência e tenho certeza que já não sente a minha.
– Também te amo. Não vai se despedir da sua mãe? — Ele me olhou sério.
– Não, você sabe que nossa relação não é boa. — E nunca será, mas não faz diferença. O taxi chegou e dei graças á Deus pois não precisaria discutir esse assunto mais uma vez com o meu pai, já estou cansada do mesmo bláblá. — Olha, o taxi chegou! Tchau. Te ligo quando chegar lá. — Dei-lhe um beijo e entrei no taxi.
Finalmente! Quantas vezes não havia sonhado com esse momento, sair do Brasil e tomar conta do meu próprio nariz. Por mais que seja só por um ano, quando voltar estarei próximo de completar 18 anos, e ai sim não precisarei de pais para pagar minhas contas, serei livre por completo.
Quando cheguei no aeroporto estava pensando no que poderia vir a acontecer de agora em diante, senti borboletas no meu estômago só em pensar estaria embarcando para uma nova fase da minha vida em alguns minutos.
Fiz o check-in e todo o restante do procedimento até me pegar sentada no avião. O avião decolou, e como havia acordado muito cedo, cai no sono em menos de vinte minutos.
Não tem muito o que contar sobre minha "estadia" no avião, só acordei para comer e ir ao banheiro e só fui acordar com o susto do pouso, dei um grito tão alto que aqueles que não haviam acordado ainda, definitivamente, acordaram.
Já era de noite quando finalmente consegui sair do aeroporto e chamei um taxi, tudo tão diferente; o clima, as pessoas, e eu estava adorando isso. Quando o taxi estacionou, eu entrei e falei meu destino.
Quando cheguei á casa que iria ficar, achei realmente que havia falado o endereço errado, a casa era enorme, bem rústica, muito bonita. Pensei em rever o endereço mas lembrei que no e-mail que recebi da família que me hospedaria que a casa batia com o que haviam me falado.
Estava frio e eu estava cansada, resolvi tocar a campainha. Em menos de segundos atenderam
– Oh, Alice? — era minha host mom, a reconhi por causa das fotos que me mandou. Seu nome é Tish.
– Sim, prazer. — Estendi minha mão.
– Você é linda! Entre, entre! — Haha, que piada. Bom, depois de raciocinar o elogio, entrei.
A casa por dentro parecia de cinema, muito bem decorada, devia valer milhões, nem se meu pai trabalhasse his ass conseguiria comprar uma como aquela.
Tish, foi me apresentando a casa, até chegar em uma sala aonde toda a família estava reunida. Havia um homem que provavelmente seria meu host dad, uma menina morena, alta como eu, aparentava a mesma idade e muito bonita e um menininho sorridente que aparentava seis anos.
– Esse é Russel, Debby e Ryan.
– Prazer, obrigada por me receberem em suas casas. — Fui o mais gentil possível porque apesar de não ser tão socíavel assim, sabia que teria que me dar bem com eles pois seriam meus companheiros durante um ano.
– O prazer é nosso. — Disse Russel
– É, é bom eu ter alguém da minha idade. — Debby riu, e eu retribuiu sinceramente.
– Você é muito bonita — Comentou Ryan.
Apenas ri, e lhe dei um beijo na bochecha. É, essa família parece ótima.
Depois de um tempo conversando, pedi que alguém me levassem ao meu quarto, estava muito cansada, não quis nem comer só queria capotar. Lembrei que precisava ligar para meu pai, mas faria isso amanhã.
Debby me acompanhou.
– Obrigada. — Agradeci
– Tanto faz. Boa noite — Ela virou as costas e eu franzi a testa.
– Ahn? — Perguntei
– Estou brincando, não vou ser igual nos filmes. Boa noite — Ela riu.
Confesso que fiquei com medo, mas ri da situação. Entrei no quarto, nem reparei a decoração, amanhã faria tudo que tinha que fazer.
Tomei banho e cai na cama.
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