One Thing

2 Capítulo 2


Notas iniciais
As coisas mudam, certo ?

Quando Minha mãe chega ela me chama e diz que precisa falar sério comigo. Fico olhando para ela com uma cara de quem não está entendendo nada. Até que ela fala. –

Mãe : Espero que você tenha se despedido de seus amigos .

Eu : Mas porque ? Mãe, não estou intendendo nada – Respondo.

Mãe : Porque nós vamos nos mudar. – Ela fala.

Eu : Para onde ? Porque você está falando assim ?. – Já estou ficando desesperada.

Mãe : Para Londres.

Eu : Londres ? Você está louca ? Eu nem sei falar em inglês, eu não quero mudar de casa, não quero mudar de escola.. E meus amigos ? Você sabe que isso vai acabar comigo ?

Mãe : Mais minha filha, isso é para o nosso bem. – Ela diz ficando nervosa.

Eu : Nosso bem ? Você quis dizer para o seu bem, porque pra mim isso é o fim. Não acredito que você vai fazer isso comigo. Eu te odeio mãe ! – Grito e começo a chorar e vou me trancar em meu quarto.

Eu não saio do quarto nem para comer, nem beber agua, nem pra nada. Fiquei lá trancada, sozinha e chorando sem parar. Então minha mãe vai na porta e diz :

Mãe : Posso entrar ?

Eu : Eu não quero falar com você – Respondo com a voz rouca.

Mãe : Mas eu vou entrar mesmo assim. – Ela fala — Você precisa entender que vai ser para o nosso bem. Você vai poder estudar, conhecer pessoas novas, aprender coisas novas. Não será demais ? – Ela diz tentando inverter a situação.

Eu : Posso levar todos os meus amigos ? Posso levar essa casa ? Posso levar essa cidade ? Não mãe, eu não posso. Então não será demais. – Eu falo chorando.

Mãe : Vai se acostumar, você vai ver. Agora vai arrumar suas coisas.

Eu : Porque ?

Mãe : Nós vamos amanhã de manhã. O dia será bem corrido. Vou ir arrumar as minhas.

Eu : Eu não quero arrumar nada, eu não vou para lugar nenhum. – Eu digo cheio de ódio nos olhos.

Ela sai do quarto e vai para o quarto dela, ela estava chorando. – Ai meu Deus, Oque eu fiz ?

Ligo para a Isabelý e conto tudo, ela começa da chorar no telefone junto comigo. Então eu peço para ela ir em casa, para podermos passar o fim do dia juntas e peço pra ela chamar a Amanda. Alugamos um filme e passamos aquele pouco tempo grudadas, conversando, e falando que não importa a distancia, que nós sempre seremos amigas. Elas vão embora 3 horas da manhã, pois eu tinha que dormi porque o dia seria longo.

Nem consigo dormir, não estou suportando a ideia de mudar de casa, de escola, Eu sei que lá é lindo, mas ainda não quero mudar. Será que alguém vai gostar de mim ? Será que eu vou me acostumar ? Será que irei achar uma amiga que me entenda ? Essas são perguntas que não saem da minha cabeça. Vou ao quarto da minha mãe ver se ela está acordada. Quando abro a porta ela diz :

Mãe : Oque foi filha ? – Pergunta com uma voz de sono.

Eu : Me desculpa mãe ? Por tudo que eu disse, por tudo que eu fiz. Eu não te odeio, eu amo você, mas eu não quero mudar de casa, nem de país. Não era minha intenção te magoar. – Falo já chorando.

Mãe : Eu sei que falou aquilo porque estava nervosa, eu intendo isso. Eu imagino quanto dói. Mas pensa que lá você pode encontrar novos amigos, e será muito bom. Agora vai dormir porque amanhã o dia será corrido. – Ela diz.

Acho que ela me entende. – Penso — Então tá mãe, até depois.

Notas finais
E agora, oque será da minha vida ?