One Thing

13 O nosso lugar


Notas iniciais
Oi Directioners leitores! Eu posso demorar para postar eu sempre dou um jeitinho e posto! NOTAS FINAIS IMPORTANTES!Boa Leitura.

\"\"

“Milagre é a realização do impossível aos olhos do homem, através da fé.” [Nilson Roberto Custódio]

Pov. Emilly

Iria demorar um tempo para me acostumar com a minha perna direita, iria ter que esperar algum milagre, eu só sei que mais nada importava ali, eu só queria senti-la de volta.

O mundo é feito de pessoas amargas, que só pensam nelas mesmo, rodeadas por luxuria e egoísmo, e elas se dão bem tanto a isso. Mas eu, sem sã consciência, resolvi ajudar na pior hora possível, não pensei só em mim, não fui egoísta, e era disso que eu precisava. Quando cidadãs são egoístas precisam de compaixão, mas quando tem compaixão precisam de egoísmo. A filosofia humana não parece estar muito ao meu favor.

Eu poderia estar tendo a maior atenção e carinho do mundo que vinham dos meus amigos ou quem estivesse do meu lado. Mas destes nunca provariam do sentimento que dominava meu coração de tal forma. Não sei se eu estava desesperada ou abismada, todos os sentimentos estavam em meu corpo, ou melhor, eu estava sem sentimentos e a emoção não vinha a minha cabeça. Eu procurava forças e elas não respondiam ao meu pedido, eu procurava por lagrimas, mas elas queriam descansar. O que estava acontecendo comigo eu não sabia explicar para mim mesma. Meu coração estava desencaixado e minha mente distante. Quando alguém me contava algo eu só demonstrava um sorriso mal dado e torto.

- Emy? Emy? Você esta ai? – perguntou o Harry, fazendo meus pensamentos bagunçarem.

- Que? Oi? Hmmm? – pergunto confusa.

- Emy a moça disse que já levou alta e pode ir embora! Mas você fica ai viajando na maionese. – Disse o Harry que já estava de pé com a cadeira em suas mãos. Provavelmente Silvia e os meninos já tivessem esperando lá fora porque só tinha permanecido o Harry e o Chris.

- Ata, foi mal... – resmunguei tentando me levantar da cama. O bom é que a enfermeira já havia tirado todas as “agulhas” de mim e eu já estava vestida, pois a Silvia me ajudou a se vestir. Mas minha tentativa de ficar de pé foi falha e acabei tropeçando e caindo em cima de Chris me fazendo segurar em sua cintura como apoio principal. – ops... Desculpa... Harry me ajuda aqui. – achei melhor fazer isso, pois... Eu não sei o porquê, mas eu estava envergonhada e pude perceber o tórax forte de Chris e sentir o seu cheiro que me lembrava de sorvete de chocolate.

- Não pode deixar Harry, eu te ajudo. – Chris disse firme, na hora que Harry ia saindo de perto da cadeira de rodas, o que fez ficar com raiva, e estava bem na cara. Depois que fomos para fora, Silvia e Niall me ajudaram a sentar no carro. Minha vida com a perna imóvel estava me incomodando, não era possível fazer a maioria das coisas e eu não gostava de receber ajuda.

Quando chegamos, recebi de novo ajuda e fui direto para o quarto de Hotel, o qual agora eu dividia com Silvia. Os meninos nos deixaram lá e Chris me deixou seu número de celular, mas Harry se ofereceu de pega ló para mim, e não achei nenhum problema nisso.

Isso! Enfim eu e Silvia. Cheguei perto dela e queria falar “tudo bem Silvia eu superei, se Deus quiser vai melhorar”, mas não saio nada de minha boca e comecei a chorar como um bebe, ele me levou sobre seus ombros me consolando, naquela hora eu soltei tudo que tinha que soltar. Quando mais eu chorasse melhor eu ficaria, pois eu já estava carregada e não sabia o que fazer. Pessoas podiam falar que iria ficar tudo bem, mas elas não estavam em minha situação, eu tinha 70% de chances de sentir minha perna novamente, mas eu também tinha 30% de não voltar a andar com duas. E pela primeira vez eu queria estar com meus pais, queria voltar para casa e sentir o cheiro do frango frito de minha mãe.

Silvia estava cansada com o Fuso-horário e eu também. Poderia fazer alguma coisa de útil como fazer comida para o Niall e passear pela cidade, já que esse era o objetivo de toda a minha viagem, mas não, eu tinha que estar doente. Eu estava me sentindo inútil. Tomei um banho, o que não foi muito receptivo. E depois deitei na cama. Silvia já havia dormido. Eu queria esvaziar a minha cabeça, então e levantei com muito
esforço, peguei umas bengalas que o Hospital proporcionou para mim, sai do meu quarto e fui direito para o elevador. Eu não iria para o térreo, eu iria para a cobertura, e não falo de corredor.

Fui ao ultimo andar, mas o verdadeiro último andar, aquele que era recebido por helicópteros de famosos que não gostavam de entrar pela porta da frente do Hotel. Pura sorte minha a porta estar aberta e não ter ninguém lá, pois era proibida a entrada de hóspedes. Eu fui andando pelo longo espaço vazio me sentei perto da beira das extremidades, a altura não me incomodavam em uma hora dessas. Eu queria ficar sozinha e olhar as estrelas, esvaziar a minha mente com tanta beleza. Queria-me
sentir livre, queria fazer daquele lugar meu. De lá eu podia olhar a
movimentação das ruas e avenidas. E o melhor de tudo, o sol estava se pondo. Até que olho para traz com o barulho da porta, e não nada mais como Harry Styles. Ele vinha em minha direção e sorria. Eu não pude evitar fazer o mesmo. Os seus olhos estavam fixos nos meus e a cada passo que ele dava ficava ainda mais lindo com os raios de sol batendo em seu rosto e o fazendo brilhar. Parecia que ele estava em câmera lenta, ele bagunçava o seu cabelo e o jogava de lado, e tudo aquilo me dava paz. Eu queria ter aquele momento... Aquele momento em que só exista eu, Harry e nada mais.

POV. Harry

Tudo estava me deixando confuso. Chris... Aquele garoto me irritava e eu não ia com a sua cara. Apesar de nosso encontro não ter sido nada agradável. Eu fiquei de pegar o telefone dele, eu fui um bom rapaz e peguei só que joguei o papel onde estaria o telefone na privada... ops. Iríamos só ficar mais 4 dias no Hotel por causa que amanhã iria ser nosso ultimo show pela região de Londres.

Eu não conseguia dormir, não sei como, pois tinha ficado acordado até 3:00 horas da tarde, e não tinha dormido. O sol enfim estava para se por. Ninguém sabia que ia para um lugar quase todas as noites para refletir e pensar sobre a minha “nova” vida. Lá era no ultimo andar, mas onde se pousa os helicópteros. Saio do quarto e quando dou conta Emy estava andando em direção ao elevador sem notar a minha presença, a curiosidade tomou conta de mim e tive que segui-la.

E a Emy foi para o lugar que eu sempre ia. O ultimo andar. Ela sentou cuidadosamente na beirada das extremidades do prédio e ficou observando o longo e lindo por do sol que refletia em seu rosto. Eu queria participar daquele momento nobre e foi o que eu fiz. Ela, enfim, me notou e sorrio de volta.

- Então você descobriu o meu “lugar secreto”? – perguntei sentando do seu lado.

- Era seu? Desculpe-me, mas agora é meu. – ela disse irônica.

- Tudo bem, eu divido com você! – disse sorrindo e olhando em seus olhos que ela desviara.

- Harry, eu estava querendo te dizer uma coisa, mas ai aconteceu tudo isso e eu acabei esquecendo...

- Pode falar Emy – eu disse olhando para o horizonte.

- Eu falei com meus pais e... eles disseram que posso morar por aqui. – ela me olhava feliz, esperando uma reação.

- Serio? Isso é maravilhoso! Parabéns – eu a dei um abraço e ela o retribuiu, ela cheirava como as flores... Como sempre. – e você tem que arrumar uma casa!

- Eu sei... – ela sorri fraco.

- Pode morar comigo se quiser. – eu não consegui evitar um sorriso malicioso.

- Obrigada... Mas não vai te atrapalhar? – só o fato que eu não vou poder mais andar nu.

- Não – Eu realmente estava alegre com essa ideia.

Passamos horas conversando, e o assunto nunca morria, eu dava ideias e ela me falava sobre o Brasil e seus pais. Que pareciam bem legais. Me contava piadas.

- Sabia que quando eu ganhei um carro pela primeira vez eu acabei atropelando um cachorro? – ela disse rindo.

- Pelo jeito os cachorros não vão com a sua cara... – disse eu.

- Não mesmo... Mas Harry me conta como é ter toda essa fama, as garotas em seus pés, o que não é o que faço... – ela disse revirando os olhos, mas eu sabia que ela estava nos meus pés. Mentira, ela nunca caia na minha.

- Eu realmente não sei o que essas garotas veem em mim...

- Eu sei... – ela sussurrou.

- Como? – Ela falou que sabia?

- Nada...

- Mas você falou...

- Eu não falei nada. – ela me interrompeu.

- Mas juro que ouvi...

- Shhhhhhhh – ela leva seu dedo indicador na minha boca e segura a minha mão. Aquilo era bom.

O tempo passou até que escuto:

- “When I look into your eyes my heart will beat fast, when I look into your eyes I’ve no words… I got two seconds, to think… the moments we pass on…” (quando eu olho dentro de seus olhos meu coração vai bater mais rápido, quando eu olho dentro de seus olhos eu não tenho palavras... Eu tenho dois segundos, para pensar... o momento que passamos...).

- Emy, seu celular ta tocando...

- Não é meu celular! – ela diz.

- Mas você ouviu essa musica? – pergunto olhando ao redor.

- Harry, fui eu... seu lerdo. – ela me diz como se fosse normal.

- você que cantou isso? – perguntei pasmo.

- Não foi nada Harry, só uma musica que eu compus... – eu não sabia descrever a sua voz, não era a primeira vez que à ouvia cantar, mas agora estava perfeito... o sol se pondo, ela segurando as minhas mãos. O clima perfeito.

- Isso foi perfeito! Emy você me surpreende cada vez mais! – mas era verdade. – sua voz é linda! Porque você não vira nossa compositora ou alguma coisa do ramo?

- hei! Devagar garotão... Muita informação pra garota aqui.

- Foi mal, mas qual foi a sua inspiração para essa composição? – depois que perguntei isso ela apareceu intimidada.

- Um ex-namorado... – ela deixou uma lágrima escapar.

- Não precisa me contar mais... – a abracei, parecia que quando qualquer um falava sobre a vida amorosa dela, ou sobre seu passado ficava mais sensível. Era um mistério e eu iria desvendá-lo. Ela me olhou com aqueles seus olhos castanhos brilhantes que viajavam profundos aos meus, sua mão ainda estava sobre a minha, seu rosto tão perto do meu que podia sentir a sua respiração calma. Ela estava me envolvendo e eu a envolvendo, estávamos envolvidos... O sol estava lindo iluminando nossos
rostos que parecia sonho. Ela aproximava seus lábios dos meus e quando os tocamos eu levei um choque e senti a melhor coisa do mundo. Mas paro de beija-lá – “Baby you light up my world like nobody else, the way that you flip your hair gets me overwhelmed, but when you smile at the ground it ain’t hard to tell, you don’t know oh oh… You don’t know you’re
beautiful”
– canto o meu solo... ele se encaixa perfeitamente na Emy, que me olhava com atenção, a cada palavra que eu cantava e sorria olhando para os meus olhos e apertando a minha mão contra a sua. Mas estava bom de mais para continuar...

- Harry! Harry! – ela se distrai e olha para sua perna – Eu estou sentindo a minha perna! – agora ela estava chorando, só que desta vez era de felicidade. – Isso foi um milagre! Meu Deus... Eu achava que iria ficar assim para sempre. – eu estava feliz por ela e triste por aquilo que acabou de acontecer acabado, e também estava com medo de nunca mais acontecer aquilo. – Vamos, levanta, vamos contar para Silvia e os
outros. – ela tentava me levantar.

Eu não sabia o que tinha acontecido a 2 minutos atrás. Eu não era mais O Harry Styles, eu só era eu... Eu me sentia livre com Emilly. Ela iluminava meu mundo como ninguém mais. Eu não era o garoto que arrasava corações e fazia sexo toda semana com uma Directioner.
O que não é verdade. Eu só era eu, o garoto com sentimentos.

Eu não podia ter outra coisa com Emy além da amizade, não tinha possibilidades. Eu não podia me apaixonar. Não com a minha Emy.

Notas finais
Eai gostaram? Queria falar que grandes coisas estão por acontecer e nos próximos cápitulos vai ter bastante drama mas também partes engraçadas para não ficar aquela coisa chata.
Enfim, eu acabo demorando para postar porque eu fico esperando resultado com meus REVIEWS! Eu fiquei triste pois não consigui tantos! Vou postar o 14ª capitulo quando chegar à 50 reviews... RECOMENDEM A MINHA FIC!
Amo vocês.
MEU BLOG: http://artourlove.blogspot.com.br/
Por favor me entendam.