One Thing
9 "London Today"
Notas iniciais
"Os ventos que as vezes tiram
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre..."
[Bob Marley]
POV. Emilly
Acordei com pequenas frestas de luzes que passava da janela adentro, estava com dor de cabeça e meu corpo parecia pesado e minha visão doía, eu já sabia o que era, como nos velhos tempos, a ressaca. Eu não me lembro de quase nada do que aconteceu ontem, só lembro-me de ter ido à balada com Harry e Louis. Na verdade não reconheço onde estou só sei que de relance e rapidamente vejo que estou em uma cama, as paredes do quarto são verdes e tem um frigobar com uma pia e tem um banheiro com a porta entre aberta. Até que sinto uma respiração atrás de mim que bate em minha nuca, seguido de um ronco abafado. Quando me viro vejo algum tipo de cabelo cacheado e um corpo seminu, o rosto já me é familiar, sim Harold.
– AAAAAAAAAAAAA! – não me poupo de um grito dramático. Harry acorda caindo da cama segurando o travesseiro em modo de ataque, seu olhar está assustado e ele grita como uma garotinha assustada com algum inseto.
– Que foi? Que há? Meu Deus! – Ta chega, agora ele ta estranho.
– Harry olha aqui! Eu mais você, mais cama, mais lingerie, – nessa hora me analiso – mais corpo musculoso seminu, – olho para ele – mais um quarto que não é o do hotel! – eu solto como uma doida, tentando relembrar de tudo, o que é falho. Em seguida solto a respiração. – por acaso agente não... errr... você sabe... aquele negócio lá.
– Se... – espero que não seja
– Não fale isso! – o interrompo tapando os ouvidos.
– Ta, eu não lembro muito, mas eu sei que a nós fomos expulsos da casa noturna, por eu ter batido em um velho com cheiro de cerveja, ai a gente ficou bêbados, tomamos chuva e encontramos esse motel pra dormir, por que não tinha outro lugar, além de não acharmos o Louis que devia ter ido embora. Ai, depois, felizmente, tiramos as roupas por que estavam molhadas e...
– Eu te beijei e...- não termino — o despertador tocou e ai eu dormi! – relembro de tudo o que aconteceu.
– Eu acho melhor esquecermos tudo o que aconteceu ontem! Estávamos bêbados e tudo mais, e aquilo nem foi verdadeiro. – “Aquilo nem foi verdadeiro”. Essa frase, não essa frase foi a mínima coisa pra estragar meu dia, de alguma forma eu fiquei chateada, não, na verdade eu fiquei revoltada.
– É nunca aquilo iria ser verdadeiro, eu mais você puuufh! Nunquinha. Você nem é meu tipo! – digo sarcasticamente me levantando da cama, mas ele parece perceber minha ironia e começa a jogar.
– É, já tive garotas melhores, você não é boa o bastante para mim! – o que? Não só boa o bastante, começo a imita-lo mentalmente com uma voz bem fininha. Não queria demonstrar minha raiva. Levanto-me bruscamente da cama e me analiso no espelho com o lingerie preto com brilhantes. Sim era bem sexy, eu não estava nada mal em relação ao corpo, agora entendo porque todos me olhavam quanto estava de biquíni. Relembro de ter lido que Harry gostava de ver garotas de lingerie pretas. Isso me deu pontos a mais.
– Verdade Harry! Nem sou boa o bastante. O que você acha dessa parte aqui? – apontei para a parte de trás da coxa chegando mais perto dele e colocando minha perna em cima da cama em posição estratégica, ele estava deitado ainda então coloquei meu pé em cima de seu tórax.
– Errr... Está legal! – ele engole seco e suspira.
– E aqui mais pra cima? – tiro os pés da cama e me viro de costas para ele, se você não sabe, é aquela parte do corpo que toda Brasileira tem de sobra e se orgulha. Acho que nem preciso falar! Preciso?
– Vou me trocar! – ele se levanta bruscamente da cama me fazendo tropeçar e quase cair. – Emy, é melhor você se trocar! Sabe, intuição masculina. – ele já está pegando todas as roupas estendidas no minivaral do banheiro.
– Algum problema Harry? – olho para ele pervertida, é parece que ganhei de novo.
– Não, imagina! Você só esta me deixando um pouco... um pouco...
– Excitado?- o interrompo.
– Errr, não sei se são essas as palavras corretas – ele está vestindo a roupa.
– Não, tudo bem Harry... Afinal eu não sou boa o bastante, para o poderoso Harry e ainda mais tudo que tenha relação a MIM e VOCÊ não é verdadeiro! Eu já estou acostumada com esse tipo de coisa, afinal, eu sou um lixo descartável, não é assim que fala? Esqueci... reutilizável, descartável e vamos fingir também que eu não tenho sentimentos. – Me visto rapidamente enquanto falo, enquanto solto tudo de uma vez, já estava cansada de tanto faz de conto, de tanta ilusão, eu pensava que talvez Harry não fosse como a maioria dos meninos, que fosse um amigo legal, honesto, cavalheiro e romântico, talvez até mais que um simples amigo. Ele me olha assustado e surpreso.
– Emilly, não, eu não quis falar isso. – Eu sei que tudo que eu pensava que era verdadeiro no fundo era ilusão, um pedaço de papel sem valor.
– Tudo bem, sabe nem precisa se desculpar, porque em primeiro lugar eu não estou pedindo as suas desculpas. Eu sei que com um tempo as pessoas vão me jogando fora, aquela garotinha mimada, chata, estúpida e sem sentimentos, assim que todos me enxergam e você querido Harry está na grande lista. – nessa hora meus olhos já estão pesando de eu tanto segurar o choro. – A é, por um segundo eu pensei que você fosse diferente. – Eu peguei minha bolsa e sai porta afora. Até que quando me distancio do Hotel vejo um fotografo me seguindo, um paparazzo. Pra piorar a situação eu estava chorando e provavelmente ele vio eu e o Harry, bêbados entrando no Motel.
Harry, um nome eu qual eu nunca vou esquecer, mas posso fingir que esqueco. Pensar nisso me dava enjoo, mais uma pessoa me descartando e me fazendo de uma pobre garota sem sentimentos. Simples assim, já tinha acostumado àquilo era o meu trabalho, ser ignorada, eu era muito boa nisso.
Quando percebo que o paparazzo está se aproximando mais acelero o passo até que sinto alguém me puxar na esquina e ma bato com algo alto. Parece bruxaria, por que além de pensar na pessoa, me debato com ela. Harry me puxou e começou a correr segurando a minha mão para dentro do ônibus.
– Se você acha que eu vou te perder você está muito enganada. – Ele me abraça como um urso e me manda um sorriso caloroso. Mas não esqueço as suas palavras.
– Não adianta fazer essa cara, tudo que você disse eu não vou e nunca irei esquecer. Você disse: “Aquilo nem foi verdadeiro” e
também disse “você não é boa o bastante para mim”. – imitei e o encarei por segundos.
– Mas você estava me provocando, e afirmou que não tinha sido verdadeiro. – ele se explica, o ônibus está em movimento e já despistamos o paparazzo.
– Mas eu afirmei por que estava com raiva, até parece que você não em conhece.
– Então você está dizendo que foi verdadeiro. – ele me segura me queixo me forçando à olhar em seus olhos e seu rosto está estampado um sorriso malicioso.
– Harry! Para...por favor – digo com o tom de voz baixo e envergonhada.
– Sabia que você fica linda quando está vermelha. – como estávamos de pé ele segura minha cintura com umas das mãos com firmeza enquanto a outra estava na barra de apoio, seu toque era leve e aconchegante, suas mãos quentes me relaxava. – Mas responde... Foi verdadeiro? – dessa vez ele não desvia o olhar e seus olhos estão pedindo a verdade.
– Talvez sim Harry Styles. – Digo conseguindo sorrir. Na hora o Routemaste [tipico onibus londrino de dois andares] balança um pouco e harry acaba cambaleando e sentando no banco, me fazendo cair junto, sentando em seu colo ja que estavamos na parte de baixo.
– Pode se aproximar? – ele diz e eu me aproximo, ele encosta seus labios em meu ouvido e sussurra me fazendo arrepiar. – você é tão boa o bastane para mim quanto é muita areia para o meu caminhãozinho. – Ele se afasta balança a cabeça em afirmação, a unica coisa que faço é rir.
– Pode se aproximar? – eu pergunto o imitando e ele corresponde – Você baba enquanto dorme. – Me afasto para ver a sua reação, ele está corado e ele fecha os olhos e ri silenciosamente. – Harry? Você disse que felizmente tivemos que tirar a roupa.
– Não! Eu nunca disse isso! – ele olha espantado. Touche.
– Harry! – o fuzilo com o olhar quarenta e três.
– Ta, eu posso ter falado “felismente”.
– Harry? – eu o chamo.
– Sim Emy. – ele não para de olhar para mim e percebo que ainda estou em seu colo. Mas quer saber? Não estou com a minima vontade de me levantar dele. – Você sabe que a gente não fez Se... – não termino a palavra, e ele entende.
– Não. – ele só diz isso. – Você não gosta muito desse palavra né?
– Não. Na verdade eu odeio ela. Parece infantil? – digo fazendo uma careta.
–Na verdade parece bem comovente. – como assim? Que seja! Não era a toa que as suas piadas não tinham a menor graça. Enfim conversamos até que eu acabo cochilando.
POV. Harry.
Eu não queria perder a Emy. Eu nunca iria perder a Emy!
Depois que ela cochilou, começei a rir sozinho com tudo que passamos, o quão engraçado toda aquela maluquice foi. Andamos muito tempo sem rumo e acabamos longe do hotel. Então agora eu estava no onibus com a Emilly dormindo no meu colo como um bebezinho e isso era bem reconfortante, ter elas nos braços. Aquilo era tudo para me fazer feliz. Passei a analisar mais e no onibús tinha uma velhinha que estava perto de mim um casal e duas adolecentes que olhava eu e Emy o tempo todo furiozas, provavelmente fãn que estava com raiva de mim. Até que eu olho para Emy e dou um beijo em sua testa.
– Você tem uma namorada linda. – Diz a velhinha de cabelo grisalho e oculos miudos.
– Errr, ela não é... – aquela senhora estava feliz e eu também, eu tinha gostado do elogio e amava o fato de ela tar usado a palavra “namorada”. – Obrigada senhora, ela é mesmo muito linda. – Digo olhando Emy e ela está um um sorriso discreto nos lábios, mas duvido que esteja acordada.
– Você é um rapaz de muita sorte. – ela ainda sorri.
– é, eu sou mesmo. Obrigado mais uma vez.
– Não à de que. – Eu passei a maioria do tempo conversando com a Senhora. Seu nome era Darcy e ela tinha 69 anos, tinha perdido o marido à dois anos e ele tinha sido seu primeiro marido e só brigaram 3 vezes. Ela estava indo visitar sua sepultura e sempre deixava uma orquidia de enfeite, pois era a flor que ele dava à ela toda segunda- feira na época que abrochava. Aquilo era amor de verdade. Eu estava emocionado com toda a hitória. Mas percebi que mesmo tudo o que ocorrera ela não tirava o sorriso do rosto. Então perguntei se ela não estava triste e ela respondeu
que ela estava triste, mas ela sabia que ele estava com ela todos os momentos desde os felizes até os mais deprimentes. Sabia que ele estava no coração dela e que mesmo sem as orquideas de Segunda, mesmo sem ele por perto, ela prescisava segir em frente e que ele está feliz por ela nunca se deixar levar pelo mundo sem alegria. Infelismente ela teve que decer no próximo ponto.
Se passaram 10 minutos e chegamos ao Hotel 16:50. Eu deixei Emy no quarto dela e fui direto para o meu, quando cheguei lá Louis estava jogando video game com o Liam, Zayn dormia e Niall estava atacando a geladeira, o que não é novidade, já que é seu esporte favorito, ja o meu esporte favorito podemos não comentar.
– Oi pessoal! Cheguei. – disse me jogando no sofá em cima das costas de Zayn que dormia de bruços e soltou um pequeno gemido quando se ouvio um estralo. – Louis seu corno, onde você tava criatura. Não sabe o que eu e a Emy passamos.
– Foi mal é que me deu sono e quis voltar. – ele disse dando de ombros.
– Mas querido Louigi, você analisou o fato de ter deixado eu e a Emy à pé? – disse me levantando a indo até a mini cozinha.
– Analisei! – filho da puta.
– E ai? – disse sarcastico.
– eu falei Foda-se. – ele disse gritando gol, já que estava jogando Fifa 2012.
– Ata, entendi... papai te ama – disse fazendo uma voz fininha. – não tem idéia de como foi minha noite.
– Não tenho mesmo. – disse o Niall fazendo cara de safado.
– O que você quis dizer Nialler? – disse ja irritado.
– Nada, é que eu só to dando uma olhada no pequeno grande chupão ai do lado!
– Chupão? – putz, fudeu. Me analiso no espelho ao lado da mesa de jantar e lá estava o grande chupão roxo.
– Foi a Emilly? – ele pergunta.
– Nãoooo... não... Imagina... que nada. – minha tentativa de blefe parece inutil.
– ata vou fingir que acredito. Sabe como é que é né? Você é meu brother. – ele bate nas minha costas e vai assistir o jogo.
– Onde vocês passaram a noite? – Agora o Liam me surpreende enquanto pego meu suco de maça na geladeira.
– Errr... a gente? Foi no...no-no...- eu dou um grande gole no suco. – Vou tomar banho. – foi melhor, mas eu tinha certesa que aquilo ia dar merda porque os meninos não paravam de dar risada.
POV. Emilly
Depois de tudo aquilo acabei dormindo no colo do Harry e acabei tendo um sonho estranho. Não sei se foi bem um sonho, mas eu escutava a voz do Harry e uma voz rouca, velha e feminina. Eles comentavam coisas, mas o que me chamou atenção foi o fato de Harry me afirmar sua namorada, depois não escutei mais nada.
Chegamos no Hotel e quando me vi no espelho eu estava acabada, sem brilho e estava palida. Não sei como Harry me aguentou, além de meu bafo horrivel. Depois quando tomei meu banho e coloquei minha roupa de ginastica resolvi decer para o saguão para pegar a ficha da musculação. Eu acho que esquici de contar, mas eu amo exercicios. Voltando ao saguão... quando me aproximo do balcão de marmore lá esta o jornal “London Today”mas lá está escrito “ Harry é pego bebado indo para o Motel com uma desconhecida”... Aquilo parou o meu coração e não foi preciso pensar muito para saber que a desconhecida era eu. Pego o jornal e subo descabeladamente para o quarto do Harry e do Louis.
Nem bato na porta e entro como uma doida gritando.
– HARRY! HARRY! HARRY! PEGARAM A GENTE INDO PRO MOTEL! – Mas não me deparo com o Harry, me deparo com os outros
integrantes da banda e todos olham para mim espantados. – Ops, o Harry ta ai?
Fale com o autor