One Step Closer
11 Finalmente...
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo.
Lowrayne Witchlook
Paramos na frente da casa de Car. Ia falar com Klaus agora, precisava falar com ele. Meu estomago doía a cada vez mais. Ansiedade, medo, não sei, mas era quase que insuportável. Damon tentou me oferecer mais sangue, mas eu não quis beber, porque alias, eu não sou uma vampira, sou normal.
- Quer que eu vá junto? — Damon se referiu em entrar comigo na casa da Car.
- Sim, por incrível que pareça, eu me sinto seguro com você comigo... — sorri.
- E eu quero te proteger.
Ele me abraçou. A cena era tão doce, que ficava clichê, e aquele definitivamente não tinha nada a ver com o Damon do mal que todos conheciam. Mas só eu podia ver no fundo o que ele era, que é esse homem maravilhoso e lindo. Toquei a campainha e uns minutos depois, a loirinha veio me atender na porta.
- Oi Low! — ela falou animada. — Conseguiu alguma pista? — perguntou.
Eu encarei o Damon e ele passou o olhar para a garota de novo.
- Que foi gente? — ela perguntou.
- Cadê o Klaus, Barbie? — perguntou ele.
- Gente... Quês caras são essas? — ela arregalou os olhos.
- Eu preciso falar com ele Barbie... — falei baixo.
- Até você me chamando Barbie? — ela riu. — Entra que ele já está descendo.
- Tá bom.
Entramos e logo sentamos no sofá e de longe vi Klaus descendo as escadas.
- Falar comigo? — perguntou e franziu a testa. — Sobre o que? — sentou-se no sofá e puxou Car para sentar-se do seu lado.
- Então... — comecei. — Fui até New Orleans e falei com a tal bruxa que Bonnie falou. Ela me contou varias coisas da historia de lá, e falou um pouco sobre os meus pais...
- E eu entro aonde na historia? — perguntou. — Você quer ajuda para encontra-los?
- Não... Eu já encontrei meu pai Nik... — respondi.
- Então...?
- E ele é você! — falei rápido.
- QUE? — ele gritou e fez Car e Damon tamparem os ouvidos. — Como assim seu pai? Isso é sem sentido.
- Não! Isso tem sentido! — Car falou. — Vocês são tão parecidos... Como não percebemos?
- E minha mãe é a Tatia... A primeira na linhagem Petrova... — falei um pouco baixo.
- Não acredito! Como isso foi acontecer? É impossível! Eu não posso ter filhos! Sou ser sobrenatural... Tem alguma coisa errada nisso tudo! — ele me parecia nervoso.
- Também achei o mesmo... Mas simplesmente estava errada. — falei.
- Parece que tinha uma maldição em Tatia. — falei. — E com o primeiro que ela... Hm... Ce sabe! Ela ia engravidar. — dei de ombros.
- Não acredito! — ele bateu com as duas mãos na parede.
- Tudo bem. — falei. — Tenho que ir. Vamos Damon?
Ele assentiu e segurou minha mão, me passando confiança. Saímos da casa de Car e logo entramos no carro.
Seguimos o caminho totalmente quietos, sem se quer uma palavra.
Meus pensamentos estavam à milhão por hora. Tudo com o que eu estava com medo aconteceu. Rejeição. Sim! Pelo jeito que ele se comportou, foi um jeito de não me querer por perto. As lagrimas começaram a descer pelos meus olhos, e fiquei chorando em silencio, para que Damon não ouvisse.
- Ei? — ele chamou e continuei quieta. — Não fica assim! Não chora...
- Como...? — virei pra ele e ele indicou o ouvido. — Ah.
- Ele vai aceitar bem... — falou. — Eu espero.
- Ele não vai! — falei convicta. — Não vai, porque se não já teria aceitado agora Damon.
- Não fique chateada... — ele sussurrou. — Você ainda me tem. Eu não vou te fazer mal.
- Porque você... — fiz uma pausa. — Me trata tão bem? — perguntei.
- Ah, — ele sorriu de canto. — eu gosto de você!
- Eu também gosto de você! — sorriu.
- Mas não do jeito que você pensa! — ele foi carinhoso e meu coração começou a bater mais forte. — Eu gosto de você assim... — ele passou a mão no meu rosto e deu-me um beijo quente e carinhoso.
- Dam... — falei parando o beijo.
- Hm? — resmungou.
- Melhor não irmos adiante com isso! — falei. — Podemos nos magoar...
- Deixa rolar Low. — ele deu-me um selinho. — Só vamos saber se não da certo se deixarmos acontecer... E eu não vou te magoar.
- Promete? — perguntei com os lábios perto dos dele.
- Eu prometo... — sussurrou.
Passei minha mãe para o seu pescoço e assim beijei-o carinhosamente.
Saímos de dentro do carro e assim que entrei em casa, Deeck estava sentado no sofá. Meus olhos se fecharam não sabendo o real motivo daquilo tudo.
- Deeck? — perguntei e ele levantou os olhos.
- Low... Am... Nos... Poderíamos sei lá... Conversarmos a sós? — perguntou e lançou um olhar fulminante para Damon.
- Claro! — falei e quando olhei para Damon ele já estava fora de casa. — Diga!
- Eu queria me desculpar... Não queria ter ido daquele jeito... Desculpe-me. — ele chegou mais perto. — Eu amo você, e quero voltar. Descobri que não vivo sem você Low. Volta comigo?
- Deeck... Eu... Bom... — sorri sem graça. — Acho melhor continuarmos assim! Já estamos separados, e é melhor que assim seja! Não vamos complicar mais as coisas para nós dois.
- É aquele cara ne? — perguntou. — Você está com ele Low?
- Deeck...
- VOCE TÁ OU NAO COM AQUELE CARA?- gritou.
- CALA BOCA! — gritei. — NAO GRITA COMIGO! — o encarei seria. — Se eu estiver ou não algo com ele, não é da sua conta, nós já terminamos. E eu não devo satisfações alguma da minha vida para você!
- Tudo bem Lowrayne! — ele falou. — Mas você vai se arrepender.
- Sai daqui Deeck! — mandei. — Não aparece mais!
Ele saiu pela porta e logo em seguida senti a mesma dor no estomago. Aquela ânsia de vomito deu de novo, e lá se foi. Outra vez vomitei sangue. Olhei para cima e Damon entrava pela sala. Ele deu dois pacos e eu cai no chão, desmaiada.
***
Damon Salvatore
Ouvi os gritos de Lowrayne e Deeck, aquele ex-namoradinho chato e patético que ela tinha. Assim que ele saiu de lá de dentro, eu entrei e ela estava se contorcendo de dor. Tinha sangue que ela havia vomitado para todo lado, e seu nariz também sangrava muito. Abaixei até ela, desesperado.
- Ei, o que houve? — falei nervoso.
Ela estava desacordada. Dei uns tapinhas em seu rosto e ela logo voltou num folego só.
- Dói! — ela sibilou.
- Quer sangue? — perguntei.
— NÃO! — gritou. — Me leva para o hospital!
Peguei-a no colo e carreguei-a até o carro. Seus gritos eram horríveis de se ouvir. Doíam até em mim. Ela chorava muito. Corri até o hospital de Mystic Falls no carro e logo dei entrada com ela nos braços. A primeira coisa que fizeram, foi injetar morfina na veia dela e ela ficou mole. Sentei na cadeira ao lado da cama e ali eu fiquei. Até ela acordar.
***
Lowrayne Witchlook
Abri os olhos e a luz branca do hospital me incomodou um pouco. A dor havia passado. Nunca senti uma dor como essa, era horrível. Olhei para o lado e Damon estava sentado na cadeira do quarto. Ele mexia no celular, jogava um jogo, não sei.
- Ei. — sussurrei e ele logo me olhou.
- Oi. — levantou-se e beijou minha testa. — Tudo ok?
- Sim... — sussurrei. — Doía demais.
- Eu sei, mas passou. — falou.
- Obrigada por tudo. — agradeci.
- Faria tudo pela minha garota. — ele sorriu e me deu um selinho.
Esse realmente não me parecia o Damon. Ele estava muito carinhoso. O que está havendo? Ele deve estar gostando de mim de verdade. E eu estou gostando dele também. O que eu sinto agora é tão... Inexplicável. É diferente gostar de um vampiro, não sei. Mas com ele eu me sinto mais que protegida, sei que ele nunca me machucaria. Puxei-o para baixo e beijei-o delicadamente. Ele retribuiu com carinho o beijo. Fomos atrapalhados por Larry e Damon se afastou de mim na mesma hora.
- Você já deve estar bem né Low? — Larry fuzilou Damon.
- Sim, eu estou. — ri um pouco.
- Pouca vergonha até no hospital! — ele falou. — Como se sente?
- Não sei... Bem. — sorri.
- Fiquei preocupado com você. — ele falou. — Você sumiu durante um dia Low. Onde você estava?
- Eu... Fui para New Orleans com o Damon! — falei.
- Fazer o que lá querida? — perguntou.
- Descobrir a realidade sobre mim. — respondi. — Encontrei meus pais.
- Ah. — falou desanimado.
- Minha mãe ela é sumida alias... Mas meu pai mora aqui em Mystic Falls. Ele é namorado de uma amiga minha.
- Ah sim. — falou.
- Mas... Ele não me aceitou bem. Então... — dei de ombros.
- Tenho que ir. — ele saiu do quarto rápido.
Tentei chama-lo, mas ele não me ouviu e assim se foi, infelizmente.
- Acho que ele ficou chateado. — Damon falou e eu assenti. — Low... Eu sei o que você tem.
- SERIO? — gritei. — Ops, — sorri. — serio? Me fala por favor?
- Bonnie descobriu tudo e me contou. Pediu para que eu falasse com você. — ele falou. — Você esta passando mal assim, por que tomou meu sangue. E como você ficou dezessete anos sem tomar sangue, agora estava tomando direto, e parou, você ficou ressecada, desidratada... Por isso seus vômitos de sangue, por isso as dores. Você não é uma adolescente normal. Você é hibrido. — ele falou. — Você é a mistura de vampiro, lobo e humano. Ou seja... Você também é um ser sobrenatural Lowrayne...
Notas finais
Qual vai ser a reação dela?
Socorro!!!
Até mais, x
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