One Shots Snowbarry
7 You're my happiness
Notas iniciais
Pov Caitlin
Voltando para casa, depois de mais um dia longo trabalhando com o Team Flash, paro em um semáforo. Pego minha bolsa no passageiro e procuro meu celular. Nada. Solto um suspiro. Não acredito que esqueci ele no laboratório!
Assim que o sinal abre, faço o retorno para o STAR labs. Logo ao entrar na sala principal, vejo o aparelho em cima da mesa. Pego e coloco na minha bolsa.
Uma das telas de computador monitorava as câmeras do lugar. Uma imagem me chama a atenção, largo minhas coisas em uma das cadeiras e vou para o local.
Quando chego no córtex, fico surpresa com o velocista escarlate, sentado abraçando as próprias pernas e chorando silenciosamente, tão imerso na própria tristeza, que nem me percebe ali.
–Barry? –chamo delicadamente e ele me olha assustado- O que aconteceu? –pergunto já me aproximando de coração partido.
–Nada! –responde com a voz rouca. Tentando inutilmente limpar suas lágrimas.
–Você acha mesmo que eu vou acreditar nisso? –dou um meio sorriso e sento ao seu lado. Ele não responde, parece constrangido- Ei... –acaricio uma de suas bochechas molhadas- Tudo bem chorar... Você não é de ferro! Mesmo sendo um herói, ainda é humano!
Ficamos em silêncio por um momento, eu não o pressiono. Só espero o momento dele se sentir à vontade para dizer.
–Hoje era o aniversário da minha mãe... –fala finalmente- Eu sinto tanta falta dela, Caitlin! –ao dizer isso volta a chorar e esconde o rosto no espaço entre seus braços.
Vê-lo tão vulnerável, faz meu peito doe mais do que eu pensei.
–Eu sei... –sussurro acariciando suas costas. É verdade, eu sei exatamente o que ele está passando- Também sei que não ajuda dizer, mas eu sinto muito!
Ele assente e continua chorando.
–Quer que eu saia? –digo depois de um tempo. Ele levanta a cabeça e responde:
–Não...
–Ótimo, porque eu não ia sair de verdade! –falo e Barry solta um sorriso sem forças- Quer falar sobre isso?
O velocista acena que não. Ele olha para o meu colo e depois para mim.
–Posso?
Não entendo muito bem o que, mas digo que sim. E fico surpresa quando Barry deita a caça em minhas pernas. Começo a acariciar seu cabelo e o mesmo fecha os olhos.
–Minha mãe costumava a fazer isso em mim... –diz e eu paro como um reflexo, ele abre os olhos- Continua... –sorri me fazendo sorrir também, então continuo com o carinho- Quando eu voltei no passado para finalmente salva-la, mas não pude, ainda tive tempo de falar com ela... –lágrimas escorriam silenciosamente do canto dos seus olhos- Dizer que eu e o meu pai ficamos bem...
–E que você é um herói? E não salvou ela, para salvar a cidade? –o interrompo.
–Não... –sussurra.
–Mas você sabe que isso é verdade né?
–Eddie foi o herói Caitlin... –ele dá ombros.
–Sim... Ele foi mesmo! –sorrio- Mas você também foi... Só um herói desistiria de salvar a mãe, para poupar o mundo!
–Não fiz aquilo pelo mundo, fiz por você, pelo Cisco, meu pai, Joe, Iris e todos os outros meus amigos... –fala com sinceridade, já não chorando mais.
–E está orgulhoso de sí mesmo por ter feito isso? –pergunto, ele se senta e fica pensando por um tempo.
–De uma certa forma... Sim! –Barry responde olhando pra mim.
–Sua mãe não poderia pedir outra coisa de aniversário... Ela, e todos nós, só queremos que você seja feliz... –sorrio e o velocista instantaneamente sorri também.
O moreno segura meu rosto com as duas mãos delicadamente, eu fecho o olho absorvendo seu toque, meus batimentos cardíacos aceleram e então abro os olhos e consigo ver no fundo das suas íris verdes –tenho que admitir, tenho uma queda (lê-se penhasco) por elas-, ele acaricia uma de minhas bochechas com o polegar e se aproxima, sua atenção se vai para minha boca e eu faço o mesmo.
Sem mais preliminares, meu amigo me beija. Devagar, como se estivesse só experimentando a sensação. Uma corrente elétrica percorre meu corpo a todo momento. Sei que ele sente o mesmo, quando aprofunda o beijo. Logo em seguida minhas mãos voam para seu cabelo, acariciando-o novamente só que dessa vez, mais intensamente, passo a unha pela sua nuca e ele sorri sem desgrudar nossos lábios. Sorrio também.
Nos separamos e pergunto imediatamente:
–Por que fez isso? –com a respiração levemente falhada e meu coração ainda batendo muito rápido.
–Porque você sempre sabe o que dizer, sempre está cuidando de mim e eu estou cansado de fingir que isso não é uma grande coisa! Estou cansado de tentar convencer a mim mesmo que não estou apaixonado por você! –diz em um só folego. Não acredito que estou realmente ouvindo isso.
–Sério?! –pergunto maravilhada. Comecei a perceber meus sentimentos por ele quando Ronnie foi embora. Na verdade eu já gostava dele desde quando ele acordou do coma, e conseguiu me fazer a voltar a sorri, eu só não tinha percebido ainda- Espera... O que isso tem haver com o que estávamos falando?
–Você é minha felicidade... –Barry responde e eu me derreto por dentro- Caitlin, você tem esse poder incrível de mudar meu humor de um minuto para o outro! –ele se levanta e eu o acompanho.
–Eu... Eu não sei o que dizer... –estou sentindo tantas coisas que nem sei como explicar.
–Que tal que também está apaixonada por mim? –usa seu tom brincalhão e se aproxima tocando em uma mecha do meu cabelo.
Sorrio e dou um passo para frente, ficando mais próxima ainda. Coloco minha mão em sua nuca, me estico um pouco (por conta da nossa diferença de altura) e sussurro no seu ouvido:
–Eu também estou apaixonada por você...
Ele sorri, coloca as mãos em minha cintura e se inclina para me beijar de novo.
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