Notas iniciais
O conto foi inspirado nesse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=DysRSDacLTM

Chovia muito e a neve cobria quase tudo que Elena conseguia ver. Ela estava indo em direção a Mystic Falls, onde esperava chegar a tempo para a ceia de natal na casa do irmão. Ela não contava que iria dormir mais do que o planejado naquele dia. Faltavam apenas duas horas para a meia-noite e ela não chegaria a tempo. Ela vê uma pequena luz vermelha a alguns metros. Depois de chegar mais perto, consegue ler o que estava escrito. Era um pequeno motel, um pouco precário em sua opinião, mas havia vagas e não tinha porque continuar dirigindo rezando para o carro não atolar na neve sendo que não chegaria a tempo de qualquer jeito.

Ela estaciona seu carro e manda uma mensagem para o irmão avisando que só chegaria no dia seguinte, enquanto outro carro toma a vaga a sua direita. Era um carro de luxo em um hotel barato, ela imaginou que a pessoa provavelmente estaria em uma situação parecida com a dela. Ao sair, ela olha para quem sai do carro ao lado. Ele era muito alto e, apesar da luz fraca, dava para perceber que era bonito. Usava um sobretudo preto que cobria quase todo seu corpo. Os dois flertam com olhares e um meio sorriso até começarem a andar em direção a recepção, sem dizer uma palavra. Quando chegam lá, uma senhora pequena os atende. Ela sorri com seus dentes brancos.

--- Ah. Vocês deram sorte! Só temos mais um quarto disponível. --- Ela diz.

Os dois se olham e tentam se explicar.

--- Não estamos juntos. --- Diz Roman. A senhora parecia decepcionada.

--- Sinto muito em lhes informar mas, não temos dois quartos vagos. Parece até mentira. --- Ela diz, tendo consciência do estado do motel. --- Mas é verdade, nessa época muitas pessoas acabam se perdendo na estrada ou apenas procurando um lugar sossegado para passar o natal sozinhos. E esse é o único motel em 50km.

--- Não há nada que possa fazer? --- Elena começa a falar. --- Tenho mais quatro horas de viagem e nessa neve...

--- Vamos ficar com o quarto. --- Interrompe Roman. --- Não tem porque um de nós dirigir nesse tempo.

Elena não soube o que dizer. A senhora pareceu estranhar mas acabou cedendo. Enquanto ela se levanta e vai até um painel no fundo da sala, Elena se vira para a pessoa que nem ao menos sabia o nome.

--- A gente nem se conhece. --- Ela começa a dizer. Ele a olha firmemente, era difícil decifrá-lo. O jeito que ele a olhava era penetrante, e ela se sentia desconfortável quando o encarava.

--- Não estou pedindo pra fazer sexo comigo, apenas vamos dividir uma cama. --- Ela respira fundo ao ouvir a palavra “sexo”. --- Tem algum problema com isso? Se tiver pode entrar em seu carro e ir embora porque eu não vou. --- Ele estava sério demais. Como se Elena estivesse fazendo uma tempestade em copo d’água.

Ela estava um pouco incomodada. Não o conhecia e não confiava em estranhos mas, aquela parecia ser a melhor e, talvez, única opção. Ele pega as chaves e ela apenas o segue sem dizer nada.

O quarto era melhor do que os dois esperavam. Havia uma cama grande no fundo do cômodo. No lado direito, se encontrava uma estante de madeira que ia do chão até o teto e estava repleta de livros surrados e antigos. As cortinas da janela, no lado esquerdo onde se encontrava a porta de entrada, eram velhas mas ainda tinham seu charme. Os lençóis pareciam novos mas o cobertor era claramente velho. No lado aposto a parede da cama, havia uma porta que dava para um banheiro apertado.

Elena deu graças quando viu um aquecedor ao lado da estante. Suas mãos estavam congelando mesmo com luvas. Roman pareceu sentir o mesmo alívio e começou a tirar o sobretudo. Elena tentou não olhar e manteve seus olhos em suas mãos. Sua boca estava seca, então ela se dirigiu ao frigobar mas lá só havia três garrafas de cerveja barata e uma garrafa de água vazia.

--- Eu vou ver se tem mais água. --- Ela diz se virando para olhar para Roman. Ela se lembrou na hora que ainda não sabia o nome da pessoa com quem iria dividir a cama.

--- Tudo bem. --- Ele diz e vai em direção ao banheiro. Elena pensou em lhe perguntar seu nome mas ele parecia pouco interessado em conversa então, deixou para lá e saiu do quarto.

Quando voltou, a porta do banheiro estava entreaberta e ela viu Roman lavando o rosto. Ele se virou quando ela entrou mas não falou nada. Elena pega a pequena mala que tinha pego no carro e colocou sobre o criado-mudo. Se sentou na cama e abriu sua água. Ela não conseguiu não olhar quando Roman saiu do banheiro sem camisa. Ele foi até o cabide onde havia pendurado seu casaco e uma camiseta de manga curta. Ele pega a camisa e a veste, sentindo Elena o olhar de canto enquanto o faz. Ele sorri para si mesmo.

Elena pega a mala e vai em direção ao banheiro. A porta não tinha trancas e não fechava direito mas ela fez o melhor que pode.

Sua respiração estava ofegante e ela não estava mais com frio. No lugar, havia um calor em seu peito mesmo que suas mãos continuassem geladas. Ela tira a roupa e entra no chuveiro. A água queimava seu corpo mas ela gostava da sensação. Se lembrou que no começo daquele ano tinha prometido a si mesma que sairia da zona de conforto. Que seria imprudente e que teria aventuras mas, como a maioria das promessas de ano novo, aquela não se realizou. O mais fora de sua zona de conforto que ela conseguiu sair fora dormir demais e dirigir a noite em uma estrada de neve. Sem contar o fato de dividir o quarto com um completo estranho.

Mas não era suficiente.

O ano estava acabando e ela não queria passar mais um ano se arrependendo de tudo que não fez. Ela estava atraída por ele, isso era de certeza. Mas ela não sabia se ele estava atraído por ela. Sim, eles flertaram ao se virem mas logo depois, ele foi frio e direto com ela. Não mostrou interesse. Mesmo assim ela podia jurar que o viu sorrindo enquanto ela o observava secretamente. Ela queria se arriscar.

Ao sair do chuveiro, ela se enrola em sua toalha e puxa um pouco a porta. Apenas o suficiente para ela se abrir um pouco sozinha. Por sorte, Roman não estava olhando e a porta não rangia.

Ele havia se levantado para pegar seu maço de cigarro que estava no bolso de sua roupa, no cabide. Quando voltou e se sentou na beirada da cama, ele percebeu que a porta do banheiro estava entreaberta. O cigarro acesso ficou parado em sua boca enquanto seus olhos seguiam a curvatura do corpo da garota que ele nem sabia o nome. Ela tinha feito de propósito, ele sabia. Enquanto ela se vestia, ele a observou de cima a baixo. Depois de tragar seu cigarro, ele se levanta para guardar seu maço quando sente algo tocando seu braço.

Os dedos da garota estavam gelados e davam uma sensação boa em sua pele. Ele apaga o cigarro e coloca na ponta da janela antes de se virar. Ela parecia nervosa mas determinada. Ele não pensou duas vezes antes de puxá-la para perto de seu corpo e beijá-la. Seu lábios se tocaram enquanto Roman apertava o cabelo molhado dela. Elena sentiu a língua dele pedindo passagem e finalmente abriu a boca, tornando tudo mais intenso. Ela parecia estranhar a sensação mas aos poucos foi se soltando. Quando pararam para se olharem, ela passou o dedo indicador contornando o lábio de Roman. Ele começou a tirar o casaco que ela usava, passando as mãos por seus ombros. Conseguia ouvir o coração dela batendo cada vez mais rápido e sua respiração ficando cada vez mais ofegante. Ele retira a blusa de Elena, se lembrando que ela não havia colocado sutiã. Roman passa as mãos pelo pescoço dela, descendo até seus seios e contornando sua cintura.

Ela é pega de surpresa quando num impulso rápido, ele a pega no colo, entrelaçando suas pernas em sua cintura e a joga na cama. Roman sobre em cima de Elena e ela é uma mistura de medo e excitação. Ele começa a chupar seus seios, os mordendo e depois desce até sua barriga, enquanto ela se remexe e coloca um dedo dele em sua boca. Roman abre a calça dela e começa a retirá-la lentamente enquanto a olha nos olhos. Quando termina, desce da cama e começa a retirar a própria roupa. Ele faz um não com a cabeça quando Elena faz menção de se levantar. Quando sobe novamente na cama, Elena se ergue e o beija com muito mais intensidade do que antes, isso o excita ainda mais. Ele volta a beijá-la enquanto as mãos dela percorrem todo seu corpo. Ele a provoca com mordidas e então antes que ela se dê conta, ele puxa seu cabelo, fazendo ela se encurvar e a penetra com brutalidade. Ela geme alto de dor e prazer ao senti-lo dentro dela ao mesmo tempo que uma onda de eletricidade percorre seu corpo, algo que ela nunca havia sentido antes.

Ele fazia movimentos rápidos e brutos, fazendo a cama se mexer muito. Roman começa a beijar e dar mordidas em seu pescoço. Os próximos segundos pareciam ter passado mais rápido do que o normal e ao mesmo tempo em câmera lenta. Ele apoiou uma das mãos na cabeceira da cama e com um último golpe, a penetrou com mais força do que antes, liberando suas presas, mordeu seu pescoço, fazendo a gemer e chegar ao clímax. A força que ele aplicou fez a cabeceira rachar. Enquanto sentia seu corpo se contorcer, ela começou a ficar confusa.

O prazer era misturado com a dor das presas se aprofundando em sua pele. Ela relutou um pouco mas ele a segurou até que ela se deixou levar e a dor de ser mordida virou um prazer bizarro e singular.

No dia seguinte, Roman acorda e vê a cama vazia. Havia um pouco de sangue no travesseiro. Ele olha para o banheiro e vê Elena examinando a mordida no espelho.

--- O que foi? --- Ele pergunta, se levantando e indo em direção a ela. Não se importava com sua nudez.

Elena não se vira mas o olha pelo espelho.

--- O que você fez comigo? --- Ela aponta para a mordida que ainda estava um pouco aberta e sangrava, fazendo o sague escorrer por seu ombro. Isso o excitava.

Roman se aproxima por trás dela e lambe o sangue. Ela tenta se afastar mas ele a segura. Ela poderia gritar, pedir ajuda, mas não o fez. Quando termina, ele a vira.

--- Você me assustou. --- Ela diz. Ele pega a mão dela e passa o dedo indicador no canto de sua boca, onde havia um pouco de sangue. Então chupa seu dedo e a olha. Ela estava tão excitada quanto ele, dava pra notar.

--- Eu nem sei seu nome, ou o que você é, e... --- Ela diz.

--- Cala a boca e me beija.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!