#One-Shot #Of #Christmas
1 "My Wishlist"
Notas iniciais
Essa é uma história que já era para ter postado no natal passado, mas, fazer o quê...
Bom, antes de começar a história seria bom ouvir a música a qual me inspirei para fazer essa história:"Wishlist", da maravilhosa banda R5...para entrar no clima...
E quero agradecer as pessoas que comentaram na minha outra história "#One-Shot#Auslly"...
Pov. Austin
A noite nunca me pareceu tão linda como agora.
As estrelas brilham intensamente na vasta escuridão do céu.
O ar está de uma maneira tão agradável aqui em Nova York.
Faz tempo que estou apoiado com os braços sobre o muro da sacada de meus pais.
Apenas pensando...
Pensando em como sou abençoado de todas as maneiras por ter uma família perfeita de uma maneira imperfeita.
Pensando em como minha vida está tomando um rumo certo em relação a minha carreira de músico, e...
Pensando em como eu sou um tolo.
Tolo por perceber (tarde demais) que dentre todos os sentimentos que eu sentia em relação a minha melhor amiga,...o amor era o que ardia mais.
Percebi isso justo quando ela está a quilômetros de distância.
Miami.
Ah, Miami.
Mas agora, não importa, porque...da última vez que nos falamos, há exatamente um mês, ela estava muito animada contando sobre seu novo amigo John, e disse que iria passar o natal com ele, já que as passagens ficavam realmente caras nessa época do ano (e também porque, vir para Nova York a faz lembrar de seus pais que morreram em um acidente de carro).
E ele seria um tolo se não se apaixonasse por ela.
E eu simplesmente não posso fazer nada, pois o medo de perder nossa amizade tão verdadeira, me faz ficar impossibilitado de agir.
...
Consulto meu relógio de pulso.
É quinze pra meia-noite...
Mais alguns instantes, e todos vibraremos pela data natalina...quase todos.
Saio de minha posição, e desço as escadas, que dá direto para a sala de jantar, aonde se encontram todos reunidos, entretidos demais em suas conversas para perceberem meu desânimo.
Até que minha mãe me chama para achegar-se junto a ela em uma das poltronas.
Ela diz algo para meu irmão retirar-se, com o objetivo de ficarmos a sós...
Quando me aproximei, sentei-me ao seu lado em outra poltrona, e por um momento, apenas ficamos em silêncio, até que ela pergunta:
—Sabe o que o seu pai me disse?
Balancei a cabeça em negatividade.
—Que você precisa urgentemente de um pente, porque o seu cabelo está pior do que o do seu tio Ben.
No mesmo instante, não pude demonstrar outra coisa se não rir, afinal, meu pai consegue comparar pessoas com outras, e muitas vezes, precisamos nos controlar para não rir quando estamos em frente a uma pessoa que foi vítima de um de seus deboches, porque meu pai é muito bom em comparar e em imitar alguém...e, realmente, o cabelo do tio Ben, é algo que, nenhum bicho ousa se aproximar.
Rascunho terminado pelo celular
Pov. Austin
A noite nunca me pareceu tão linda como agora.
As estrelas brilham intensamente na vasta escuridão do céu.
O ar está de uma maneira tão agradável aqui em Nova York…
Faz tempo que estou apoiado com os braços sobre o muro da sacada dos meus pais.
Apenas pensando…
Pensando em como sou abençoado de todas as maneiras por ter uma família perfeita de uma maneira imperfeita.
Pensando em como minha vida está tomando um rumo certo em relação a minha carreira de músico, e….
Pensando em como eu sou um tolo.
Tolo por perceber(tarde demais) que dentre todos os sentimentos que eu sentia em relação a minha melhor amiga,…o amor era o que ardia mais.
Percebi isso justo quando ela está a quilômetros de distância.
Miami.
Ah, Miami.
Mas agora, não importa, porque… da última vez que nos falamos, há exatamente um mês, ela estava muito animada contando sobre seu novo amigo John, e disse que iria passar o natal com ele, já que as passagens ficavam realmente caras nessa época do ano (e também porque, vir para a Nova York a faz lembrar de seus pais, que morreram em um acidente de carro).
E ele seria um tolo se não se apaixonasse por ela.
E eu simplesmente não posso fazer nada, pois o medo de perder nossa amizade tão verdadeira, faz eu ficar impedido de agir.
…
Consulto meu relógio de pulso.
É quinze pra meia-noite...
Mais alguns instantes, e todos vibraremos pela data natalina… quase todos.
Saio de minha posição, e desço às escadas, que dá direto para a sala de jantar, aonde se encontram todos reunidos, entretidos demais em suas conversas para perceberem meu desânimo.
Até que minha mãe, me chama para achegar-se junto à ela em uma das poltronas.
Ela diz algo para meu irmão retirar-se, com o objetivo de ficarmos a sós…
Quando me aproximei, sentei-me ao seu lado em outra poltrona, e por um momento apenas ficamos em silêncio, até que ela pergunta:
—Sabe o que o seu pai disse?
Balancei a cabeça em negatividade.
—Que você precisa urgentemente de um pente, porque o seu cabelo está pior do que o seu tio Ben.
No mesmo instante, não pude demonstrar outra coisa se não rir, afinal, meu pai consegue comparar pessoas com outras, e muita vezes, precisamos nos controlar para não rir quando estamos em frente a uma pessoa que foi vítima de um de seus deboches, porque meu pai é muito bom em comparar e em imitar alguém… e, realmente, o cabelo do tio Ben é algo que, nenhum bicho ousa se aproximar.
—Infelizmente, papai não entende o atual estilo jovial -digo a ela.
Minha mãe apenas deu um revirar de olhos.
—Meu filho, e quanto a Ally?
No mesmo instante, minha cara de sofrência voltou, mas dei um sorriso forçado e disse:
—Espero que realmente esteja bem.
Minha mãe compreendeu, afinal, só descobri realmente o que eu sentia quando desabafei há um ano atrás com ela.
Eu só podia estar cego mesmo, afinal, sua mãe ter que te dizer que você está amando é algo totalmente,... estranho.
Não pudemos prosseguir mais em nosso diálogo, pois meu pai chamou a atenção de todos os nossos parentes que puderam estar presentes, para fazer um discurso.
Ele adora dar discursos.
—Queridos familiares…, é mais um ano que está se findando, e graças à Deus, todos estão vivos, alguns distantes, mas vivos em nossos corações…quero aqui apenas lembrá-los de que não precisa chegar essa época do ano para fazermos nosso melhor…todo dia em que abrimos nossos olhos…todo dia em que respiramos…e todo dia que podemos beijar nossas esposas -seguiu-se um riso após está fala- é mais uma chance dada por nosso Deus, assim creio eu, de fazermos escolhas que nos façam pessoas melhores e sábias… portanto, faça o que se pode fazer hoje, abrace com todo carinho aqueles ao seu redor, dando-lhes palavras de bençãos… e o mais importante… não perca tempo!
Neste momento, o relógio soou o badalar da meia-noite…
Meu pai colocou-se ao lado de minha mãe, a abraçando pela cintura…olhou ao redor, e disse:
—Feliz Natal, minha família!
…
Depois de todos os abraços, palavras e presentes trocados… meu pai e eu fomos até o terraço.
—Você deve estar se remoendo todo por dentro para saber o por quê de eu não ter te dado um presente de natal, não é mesmo?- perguntou meu pai.
—Na verdade pai, não tinha pensado nisso ainda…mas agora que tocou no assunto… o que você está tramando?
—Como assim Austin?
—Ué, todos os anos você comprou presentes para mim… e para todos… e tenho certeza que você não esqueceu…pera aí… -então minha voz mudou de desconfiado para animado-… você vai me dar um carro, é isso?
Então ele me olhou como se estivesse confirmando, colocou a mão em meu ombro e disse com um sorriso:
—Não.
Minha expressão mudou para desanimado e confuso.
—Austin, escuta… eu sou mais inteligente do que você, e sei do que você precisa… apenas aguarde mais um pouquinho…
A maneira como ele falou foi misteriosa.
Mas, o que me resta fazer é esperar.
—Vem filho, vamos descer, queria apenas um momento com você, e agora o frio parece uma alternativa desagradável.
…
É uma hora da manhã, e ninguém sequer está com sinal de sono, e algo estranho está no ar…
Todo mundo parece que está aguardando algo que eu não sei, e quando eu começo a falar com alguém,a pessoa me olha esquisito, do tipo “há-eu-sei-de-tudo-e-você-não!”
É totalmente irritante!
Não aguento todo esse mistério, então decido ficar sozinho em frente à lareira… e me lembro de algo que faço quando fico frustrado...
Música…
E comecei a despejar tudo o que está dentro de mim,…com uma caneta e um pedaço de guardanapo.
…
"And all of presents under the tree
Don't compare to you and me
I'll slides the snow is falling
Inside the temperature's rising
…
You make my heart beat
Faster than you know
When you meet me
Underneath the mistletoe
Cause all I want for Christmas
Is a kiss
Just a kiss
One kiss from you"
…
Tirei minha atenção do papel, quando instalou-se um silêncio atrás de mim… e eu senti um formigamento em meu corpo…como se tudo o que eu precisasse estivesse atrás de mim…
O Natal nunca foi tão assustador…
—Austin, acho que você precisa ver seu presente de natal, meu filho…chegou a hora…
—Ah claro…- respondi enquanto me levantava- mas por que de repente todo mundo ficou em silênc…
Me calei ao virar e me deparar com ela.
Ally.
Na minha frente.
Aqui.
Linda.
Simplesmente maravilhosa em seu vestido vermelho, com seus lábios da mesma cor e seus cabelos castanhos (com luzes) trançados de uma maneira totalmente atraente.
Eu poderia ter feito como todas as pessoas e ficar embasbacado enquanto repetisse o nome dela… ou então desmaiar… ou sei lá…ir abraçá-la…mas tudo o que eu fiz… ou melhor disse, foi:
—O Melhor presente que eu poderia ganhar!
Ela abriu um de seus sorrisos que me fazem perder o chão.
E então ela se aproximou e me abraçou.
…
Não lembro o que se passou a seguir… só me lembro de estar sendo acariciado na nuca, por mãos geladas e pequenas, que transpassavam ondas de arrepios pelo meu corpo… até que um flash me tirou do momento…
—Mãe! -exclamei.
—O que foi? -disse ela se fingindo de inocente -Preciso captar cada momento, então… Júlio! Traga o apoio da câmera… preciso de uma foto de todo mundo!
Enquanto preparavam o espaço do "momento Selfie", puxei Ally para perto da lareira.
— E-eu estou tão feliz que você está aqui… senti tanta a sua falta -e a abracei de novo-… conversar apenas por vídeo não é o bastante…
Ela riu.
— Eu sei, pra mim também não é o bastante Austin…
Nos desvencilhamos…
—Pessoal, se arrumem, todo mundo se agrupa.- gritou minha mãe.
Abracei Ally de lado, e a mesma abraçou minha mãe até todo mundo formar um semicírculo, então Júlio apertou o botão do cronômetro, se juntou a nós, e exclamou:
— Todo mundo dizendo: Feliz Natal! Em…3…2…1!
— FELIZ NATAL!!!
…
Eu e Ally estávamos na sala de estar, sentados em frente a lareira comendo a sobra dos biscoitinhos de natal…
— Pensei que passaria seu natal com o tal de John — disse com descontentamento.
— Não existe nenhum John, eu apenas inventei ele porque não aconteceu muita coisa interessante comigo, e também pra te fazer essa surpresa — ela respondeu.
—Ah- foi tudo o que eu consegui dizer, afinal, senti ciúmes de alguém que não existe.
— Mas então… você vai voltar pra Miami?
—Sim,… semana que vem… — disse ela pesarosa- mas não vamos pensar nisso agora, okay?
— Como não pensar nisso Ally? Esses meses sem você foram insuportáveis, uma pacata mesmice de coisas desinteressantes…
— Austin, por favor, não comece…
Minha angústia em perdê-la novamente começou a remoer dentro de mim… será que ela não entende que eu não posso viver sem ela?
Não conseguia mais ficar sentado… e fiquei andando de um lado para o outro feito louco…
—Austin, quer parar… você sabe que eu não posso ficar, não posso abandonar minha faculdade agora, ainda mais no meu último ano …
Olhei pra ela derrotado.
—Sim eu sei, não quero bancar o egoísta, apenas não quero ficar separado de você de novo…
Ela veio em minha direção, parando perto da árvore de natal.
— Escuta… eu tenho uma ideia, que pode nos beneficiar…- ela me olhou esperançosa.
— E o que é?
— Por que você não vem comigo? Afinal, você tem mais chances de fazer sucesso lá em Miami, já que estão precisando de pessoas talentosas. Você já não fez sua faculdade? Então, você pode arranjar uma outra gravadora lá em Miami… eu posso pedir a ajuda lá da escola e…
— Ally -interrompi, indo em direção a ela, e de tão desastrado que sou, acabei esbarrando em algo na árvore, e quase dei uma manobra pisando em seu alicerce, mas enfim, me recuperei do desastre (quase) ambulante e continuei — Não sei… eu teria que recomeçar tudo de novo sabe? É difícil alguém te contratar em pouco tempo, e você sabe que eu não gosto de depender dos outros…e…- parei de falar quando minha cabeça foi atingida por algo.
Era um visco.
Parecia que estava preso em meio aos falsos galhos da árvore, e é claro, se desprendeu pela minha falta de coordenação motora.
— Olha… um v-visco — falei sem jeito, abaixando meus olhos para os papéis de presente rasgados. O que são esses preciosos papéis jogados pelo esplendoroso chão?
—Pois é — respondeu Ally, meio corada, fazendo a mesma coisa, porém olhando para seus dedos como se fosse a 8°maravilha do mundo.
Mas então… toda a minha timidez se foi no momento em que nossos olhos se cruzaram… por que tudo nela me atraí? Ah cara… Ally às vezes pode ter os seus defeitos, como falar demais, porém, neste momento, eu me arrisco à dizer que ela é perfeita… completamente maravilhosa.
E como eu já disse antes, eu tenho um problema na minha coordenação motora, e minhas mãos "incontrolavelmente" rodearam seu rosto, fazendo a mesma suspirar e fechar seus olhos, enquanto me rodeava pela cintura…
Nos aproximei mais,até que nossos narizes se roçaram, e num sussurro perguntei:
— Devo?
— Regras são regras…- disse ela em uma voz muito doce.
E por mais que eu a beijaria porque estávamos embaixo de um visco (e não porque eu lhe falei sobre meus sentimentos), não poderia deixar de pensar que ela quisesse aquilo tanto quanto eu… pois se conheço bem Ally, (com toda certeza), ela não é muito de fazer tais coisas só porque são consideradas tradições…
E quando toquei seus lábios, tudo ao meu redor desapareceu…
Havia apenas nós dois,… nada de árvore, ou fogo… apenas nós,… juntos….
E tudo estava em completa harmonia, nossos toques eram suaves, o clima estava agradável, e eu não queria me separar dela nunca mais…
E ficamos nesse clima por um bom tempo...
Até que nos separamos, e com convicção eu disse:
—Agora que eu não vou te deixar ir mesmo.
Ela mostrou um sorriso, mas logo depois desfez.
— Queria que isso fosse verdade…
— Mas é — pronunciei — eu não vou deixar você sair daqui, nem que eu tenha que ficar na frente do avião para fazê-lo parar…
E seu sorriso só aumentava.
— Está rindo por quê? Você sabe que eu posso fazer isso, ou então te trancarei no sótão…
— Seu bobo — disse ela gargalhando, me fazendo gargalhar também…
Mas eu sabia que ela iria ter que partir…mas por ora, apenas desfrutarei de sua companhia.
…
Pov. Autora…
Os dois se envolveram em um abraço, do qual nenhum estava disposto a se separar tão cedo…enquanto, do lado de fora, apenas a neve caia, presenciando os momentos ocorrendo com cada família, tanto dentro daquela casa, como outras ao redor… algumas sofrendo, algumas sorrindo…outras fazendo daquele dia o melhor possível…, como a situação daqueles dois, que tanto desejam estar juntos…
Sabemos que, podemos amar certas pessoas, mas certamente a saudade nos destrói mais rápido… pois quando amamos, fazemos de tudo para estarmos juntos, mas a saudade ocorre porque pessoas se foram, ou foram obrigadas a partir por diversas situações,… aqui, nesta curta história, Ally volta sim pra Miami, e Austin fica em Nova York, e vocês talvez devem estar se perguntando: "mas por quê? Não seria tudo menos dramático se ele fosse com ela?", e eu lhes digo: com toda certeza! Mas nem sempre é assim… sabemos que Austin é determinado e talentoso, mas nem sempre conseguimos oportunidades melhores, e isso acontece também com Ally, que ganhou uma super oportunidade em Miami, que não conseguiria em outro lugar…mas isso são só por alguns meses, e quando dois jovens colocam na cabeça que se gostam, nem quilômetros irá impedir esse amor,… e sim, eu sou meio profunda em minhas palavras, porque eu meio que gosto de drama…mas, continuando…a saudade os deixará mais apaixonados ainda, confiem em minhas palavras, e como autora dessa história, posso dizer que eles conseguiram ficar juntos em uma grande casa na Califórnia, viveram da música juntos e se amaram como todo casal têm direito de se amar…
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