One Shot - Era Pra Ser Assim
1 Juntos.
Ás 2:00 hs da madrugada, Larissa caminhava à uma velocidade inumana, perturbada, sabia o que acabara de fazer. Não estava sendo discreta o bastante, isso iria lhe causar problemas.
Escutou gritos, DROGA! Compartilhar memórias não era algo agradável. Começou a aumentar a velocidade de seus passos, as ruas estavam desertas.
Já estava perto do seu apartamento quando escutou algumas pancadas e respirações aceleradas.
_ Vamos cara! Já tiramos tudo dele. Assim você vai matá-lo.
_ PopStar de merda. — Um homem loiro cuspiu em alguém imóvel no chão.
_ Acho que bater em uma pessoa desmaiada é algo para... _ Os dois homens levantaram a cabeça para procurar a voz feminina que escutaram. Uma menina, com aparência jovem, cabelos castanhos e lisos que desciam até abaixo do ombro, estava encostada em uma das paredes do beco onde se encontravam.
_ Isso não são horas para mocinhas delicadas ficarem andando pelas ruas. _ O loiro deixou de lado o corpo e começou a caminhar em direção a Larissa.
_ Calma Tom, não precisamos mais de nada. Vamos dar o fora.
_ Calado! Essa noite eu vou me esbaldar.
Ela apenas soltou um risinho, e olhou diretamente para ele.
_ Covardes.
[...]
Carlos abriu os olhos, tentando se lembrar do que havia acontecido, sua visão estava embaçada, e ele piscou algumas vezes tentando focalizar alguma coisa.
As últimas coisas que se lembrava era : Escolheu passar a sua semana de folga em Fresno, já que estava cansado do movimento de Los Angeles, a banda havia terminado uma mini-turnê, e precisava de um pouco de paz e sossego. Depois de parar em uma lanchonete pequena, resolveu voltar caminhando para o hotel... Quando... Quando... Dois homens o rendaram, tiraram todo o seu dinheiro, o celular e ainda o espancaram, não conseguia se lembrar do que aconteceu depois.
Agora, estava deitado, não sabia onde. Tentou se sentar, e sentiu sua cabeça latejar, olhou para sua mão... Espera, por que estava enfaixada? Quem havia enfaixado? E mesmo sem tocar seu rosto, sabia que ali devia ter um enorme arranhão, sem contar nos hematomas espalhados pelo corpo.
_ Mas, que diabos...? Onde eu estou?
" Ótimo! Fui sequestrado. " _ Pensou.
_ Vejo, que o Sr. Dorminhoco acordou? _ Uma menina apareceu de repente na porta de onde ele estava.
" Melhor ainda! Sequestrado por uma fã (psicopata). "
_ Hey! Não precisa se preocupar. Não sequestrei você. _ Ela riu de forma doce e se aproximou da cama _ Só cuidei dos seus ferimentos, eles estão demorando para cicatrizar.
_ Quem é você? _ Perguntou antes que os dedos dela tocassem seu rosto, o que a fez parar e olhar séria para ele.
_ Se eu te dissese, teria que te matar! _ Ela sussurou e depois voltou a sorrir _ Consegue se levantar? Seu pé não está nas melhores condições.
_ Acho que sim. _ Ele tentou ficar em pé, sua cabeça rodou e em um movimento rápido a garota segurou seu braço.
_ É melhor eu te ajudar! Você deve estar com fome...
Carlos sentiu seu estomâgo roncar e colocou a mão na barriga, fazendo-a dar um leve sorriso.
_ Acho que já entendi. Acabei de fazer macorranada, espero que você goste...
_ Por quanto tempo eu dormi? _ Ele perguntou enquanto ela passava o braço pelo ombro e o levantado como se fosse uma caixinha de fosfóros, sem o minimo de esforço.
_ Três dias.
A menina o levou até a cozinha, e o serviu em um prato.
_ Danram! _ Carlos olhou confuso para ela, não conseguia entender como veio parar na casa dela.
_ Ahm... Meu nome é Larissa, se é por isso que está me olhando desse jeito, Larissa Luaray Ksint Möe-Veraza.
_ Isso tudo é o seu nome? _ Ele engasgou.
_ Nossa! Pensei que você iria dizer seu nome.
_ Desculpa... Me chamo Carlos. _ Ele estendeu a mão, Larissa sustentou o olhar dele por algum tempo, engoliu em seco, e apertou rapidamente.
_ Você não vai comer?
_ Só fiz pra você, esse não é o tipo de comida pra mim. _ Franziu os olhos _ Acho que já te vi na televisão. Você não é criminoso, é?
_ Não! _ O rapaz explicou tudo sobre sua carreira, a banda, as fãs, shows, enquanto ela escutava atentamente...
_ Sua vida é tão... Normal! _ Foi a única coisa que Larissa conseguiu falar.
_ O q-que? _ Ele engasgou novamente, ela riu.
_ Pelo menos você não precisa fugir.
Então, os dois escutaram um barulho ensurdecedor vindo do andar debaixo de vidro se quebrando.
_ Eles me acharam!
Carlos olhou confuso a cadeira vazia antes de ocupada por ela, mas, Larissa parecia ter evaporado, surgindo na porta um segundo depois.
_ Volte para o quarto e não saia de lá até eu voltar _ Os barulhos se intensificaram _ E não se aproxime da janela!
Larissa correu pelo apartamento, colocou um colar enquanto derrubava algumas caixas, e então sacou uma arma.
_ O que é isso? _ Ele se sobressaltou depois de ser arrancado da cozinha.
Outro estrondo.
_ Vá! Não posso deixar que eles vejam você.
_ Mas...
_ Tenho problemas de família para resolver.
Larissa passou pela porta o mais rápido possível, dando uma última olhando para Carlos, que ainda a olhava confuso e até com um pouco de medo, e desceu até o térreo.
_ Sabiam que existem humanos nesse local?
_ Luaray! Como é bom ver você novamente!
_ Cala essa sua boca imunda, Leivitti! _ Ela falou para a figura na sua frente. Atrás dele, algo se balançava de um lado para o outro, com o cabelo no rosto e um sorriso maléfico, esperando o momento certo para atacar. _ Não acredito que você trouxe a Cecília para morrer junto com você.
_ Calma princesa, só viemos levá-la para seu pai.
_ Nem morta.
[...]
Carlos ouviu barulho de vidro quebrando de novo, algo estava muito errado, então um grito... Aquela era a voz de Larissa.
Já sabia o que fazer, precisava ir até ela, nem que isso lhe custasse a vida.
Abriu a porta e se deparou com uma mulher segurando uma arma, apontada para ele.
_ Você pensa que vai aonde?
O rapaz paralisou enquanto, ela entrava no apartamento e guardava a arma no cinto, para pegar um punhal.
_ Oh, deixe apresentar-me... Prazer, Annabeth. _ Ela sorriu de forma demoníaca _ Não seja tão mal-educado.
Em um único movimento ela estava atrás de Carlos, segurando o braço dele e torcendo nas costas.
_ Você é forte. Nenhum grito? _ Annabeth torceu mais e ele acabou flexionando os joelhos _ SEU NOME, VERME!
_ Carlos... _ Ele tentava se livrar daquele aperto, mas, a mulher tinha uma força inumana.
_ Deve ter um motivo para a Fênix te guardar. Será que você é tão gostoso quanto o seu cheiro?_ Ela abriu a boca, então Carlos pode ver duas presas.
_ Solte ele, Annabeth! _ Larissa estava ofegante, na porta aberta, olhando fixamente para a cena, com uma expressão de terror, seu braço estava cortado, e sangue escorria dele manchando o chão.
_ Ora, ora! Não acredito que você já venceu os meus brinquedinhos. _ Falou e então soltou Carlos, o jogando no chão, fazendo ele gemer.
Larissa tentou reprimir a fúria que sentiu quando ela fez isso, tentou controlar a vontade de arrancar a cabeça dela, precisava se controlar.
_ Mortos, os dois!
_ Você matou o noivo de sua irmã?
_ Leivitti? Aquele fracote! Saia daqui antes que tenho o mesmo destino.
_ Larissa, ela está armada! _ Carlos gritou, Annabeth olhou-o com desprezo e deu um chute na sua barriga._ Cala-se verme!
_ Não!_ Larissa deu um passo pronta para atacar, mas, a outra percebeu e fez sinal para ela parar.
_ Você criou uma conexão com esse humano? Seu pai não vai gostar de saber disso, Fênix.
_ Não me chame assim._ Ela falou entredentes.
Annabeth apareceu atrás de Larissa, que se virou e acertou o cano no olho dela, então a primeira tombou dois passos para trás, Carlos tentava acompanhar os movimentos, mas eram muito rápidos para seus olhos. Então tentando encerrar de uma vez, Anna pegou a sua arma e disparou nas costas de Larissa, então correu para a janela, e pulou.
Larissa se ajoelhou no chão, sentindo a bala arder dentro dela, por pouco não atingira seu coração, Carlos ainda estático não conseguia entender.
_ Covarde. Todos eles! _ Ela murmurou.
_ O que é você?
_ Um monstro. _ Larissa o fitou.
_ Isso não existe, você... Você... Vai morrer, o tiro... _ Ele pensou em fugir, mas, alguma coisa o fez ficar, por algum motivo ele queria ficar perto dela.
_ Eu não vou morrer, essa bala só me deixa fraca, ela vai se dissolver.
Mesmo com medo, Carlos colocou ela no braço e a levou até o quarto, deitando- a na cama. A corte em seu braço não estava mais ali, só havia sangue.
_ Não precisa ficar medo.
_ O que você fez aos caras que me espancaram? — Ele perguntou com receio da resposta, ela bufou.
_ Dei um lição neles e os mandei para casa. Já havia me alimentado... _ Larissa parou de falar quando viu a cara dele.
_ Se alimentado? Então você... é...
_ Sim Carlos, uma vampira. Uma sanguessuga. Uma ladra, o que você preferir. _ Ela soltou um gemido, a dor havia aumentado.
Ele se sentou na cama, e alguma coisa o fez não ter mais medo, de alguma forma, sabia que ela não iria machucar-lo.
_ Quantos anos você tem?
_ 19.
_ Há quanto tempo você tem 19 anos?
_ Há alguns meses. Por favor, eu não tenho um século de vida, nasci assim. Venho de um linhagem pura de vampiros, a família Luaray. Fugi de casa, não suportava as chacinas que os vampiros causavam na Itália, minha espécie sempre teve prazer de matar. Então, encontrei essa cidade e me instalei aqui.
_ Essas coisas não existem. É impossivel acreditar.
_ Quem quer acreditar em monstros? _ Carlos se aproximou dela e tocou-lhe o rosto.
_ Você não é um monstro.
_ Não se engane comigo.
_ Você me salvou, duas vezes.
_ Eu mato, já matei várias vezes, até os da minha espécie, e a coisa que eu mais desejo é sangue.
Ele suspirou e colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
_ Por que eu sinto que tenho que ficar com você?
_ Eu não devia ter te salvado. _ Larissa balançou a cabeça duas vezes _ Quando eu fiz isso, criei uma conexão com você. Eu sei que pode parecer loucura, mas, uma antiga bruxa amaldiçou toda a minha família. Se algum dia um vampiro sentisse qualquer coisa por um humano, eles estariam presos um ao outro para sempre e... _ Isso quebraria a maldição de sangue. Ela não sabia o que isso significava, então preferiu não falar.
_ Bruxas também existem? _ Carlos perguntou animado e falou baixo algo parecido com "Legal".
_ Você não faz ideia de quantas coisas sombrias existem nesse mundo. _ Ela sorriu.
_ Então , se estamos conectados... Isso quer dizer que você sente algo por mim.
_ Não... É q-q-que... _ Ela se sentou, ficando sem- graça, sabia que tinha falado demais.
_ Shiii.
Carlos se aproximou dela, colocando uma mão na cintura de Larissa, e ela se sentindo hipnotizada por ele, enlaçou o pescoço dele com seus braços o puxando para mais perto. E quando os lábios dos dois se encontraram, eles sentiram um calor os aquecer, como se eles tivessem feito um para outro, como se fossem perfeitos um para o outro.
E, por mais dificil que seja de acreditar, eles se queriam.
Então Larissa se afastou dele.
_ Não posso ficar com você.
_ Por que? _ Ele perguntou suplicante.
_ Porque quero seu sangue.
_ Não me importo que beba de mim. Você disse que está fraca... E o que é um pouco de sangue?
_Não posso fazer isso? _ Ela virou o rosto para tentar esconder uma lágrima.
_ Ei! _ Ele segurou o rosto dela _ Eu quero que faça.
Larissa suspirou devagar, ela podia ouvir o som do coração dele, podia sentir o sangue circulando no seu corpo e tinha medo de não conseguir parar. Deixou suas presas aparecerem e as cravou lentamente no pescoço dele. Sentiu o gosto salgado e ao mesmo tempo doce do sangue de Carlos invadir sua boca, não podia beber muito, não podia machucar-lo. Ele colocou a mão no pescoço dela a puxando para mais perto. Já ela precisava parar, poderia matar-lo e sabia, que de alguma forma, aquele humano, agora, fazia parte de sua existência.
Recolheu suas presas e passou o ponta da lingua para fechar os pequenos furos. Encostou sua cabeça no ombro dele, e Carlos começou a alisar seu braço.
– Não doeu. Foi diferente de tudo, foi incrivel.
– Pra mim também.
Os dois acabaram adormecendo juntos. Só que, Larissa sabia que não deveria ficar com ele, não podia se permitir a isso. E Carlos, faria de tudo para proteger-la, mesmo sendo humano, não deixaria ninguem machucar-la.
~ Dois dias depois, às 5:00 da manhã ~
_ Amanhã eu preciso voltar para Los Angeles.
_ Eu sei Carlos, não é seguro você ficar aqui comigo.
_ Então, venha comigo.
_ Não posso, eles vão voltar. _ Ela olhou para a janela.
_ Você não pode ficar aqui, Larissa. Se alguma coisa acontecer com você... Eu não vou... Não vou conseguir viver. _ Ele alisou a bochecha dela.
_ Carlos, existe muitas coisas sobre mim, que você não sabe, que eu nunca vou poder te contar. _ Larissa suspirou.
_ Eu sei o bastante.
_ Eu só posso sair no sol se tiver sangue humano no meu corpo. Caso contrário, eu viro cinzas... Mas, eu não morro, apenas volto para onde eu nasci. Itália, volto para junto do meu pai. Por isso, se eu fosse para L.A. com você teria que me alimentar sempre.
Carlos parou por um momento, ele havia descoberto muitas coisas sobre ela, compartilhando memórias atraves do seu sangue ; Aquele colar havia pertencido a mãe dela, e controlava a sua sede ; Seu pai precisava dela para assumir seu lugar; e por fim, ela o amava.
_ Não podemos ficar juntos.
_ Renascer das cinzas _ Ele falou baixo_ Por isso aquela vampira te chamou de Fênix.
Ela assentiu e encostou seu nariz no dele.
_ Não posso ir com você, eu matei o noivo da minha irmã, ela vai querer vingança.
_ Larissa...
Então, os dois sentiram um vento frio e em seguida, palmas. Se viraram rapidamente.
_ Uma conexão de um caçador com sua presa. Chega a ser rídiculo.
_ Liz. _ Larissa falou entre dentes e colocou Carlos atrás dela.
_ O papai está com saudades de você, irmã. Mas, é uma peninha que ele não vai mais te ver... _ Liz se sentou no sofá e sorriu para os dois _ Você morre hoje, junto com seu animal de estimação.
Larissa empurrou Carlos para trás, fazendo ele bater na parede e cair no chão. Liz se levantou com a mão em forma de garra, e em um milésimo passou por sua irmã arranhando todo seu braço. Larissa se virou rapidamente procurando por ela, correu até o centro da sala pegou o punhal e mirou no coração de Liz, que tentou se esquivar, mas, tarde demais.
Carlos se levantou e tentou se aproximar delas, só que, alguma coisa o impedia de se mover, não sabia se ao certo era medo, ou , receio que qualquer passo em falso poderia fazer com que a se machucasse.
_ Não! Ela ainda está viva. _ Larissa se aproximou lentamente da vampira, que agonizava enquanto seu sangue jorrava.
_ Me perdoa. _ Sua irmã sussurou.
Ela se abaixou e segurou o punhal, antes de fazer qualquer coisa, Liz, colocou novamente a mão em forma de garra e enfiou perto do coração de Larissa.
_ Larissa! _ Carlos correu até onde as duas estavam, e com Larissa no chão, olhando fixamente para ele, seu primeiro pensamento foi afundar mais o punhal no coração de Liz. Então o corpo dela, se desfez em cinzas, depois em pó, até desaparecer por completo.
Ele se virou para olhar Larissa, ambos estavam com lágrimas nos olhos.
_ Não... Não. _ Se abaixou, colocou ela no colo, e começou a se balançar, beijando o topo de sua cabeça.
_ Carlos, eu queria ver o sol.
_ Você não pode. Você está fraca, Larissa. _ Ele tentou argumentar, não queria perde-la.
_ Por favor. Me leve até a cobertura.
Relutante Carlos se levantou, e caminhou para as escadas, apertando-a forte em seu peito. Abriu a porta da cobertura, e já podia ver uma luz no horizonte. Se sentou, mas, não largou Larissa em momento nenhum.
_ Então, esse é o fim?
_ Não Carlos, eu só vou ... Não quer dizer que eu vou sumir pra sempre. _ Larissa tossiu algumas vezes.
_ Você vai voltar pra mim? _ Ele deixou uma lágrima escapar.
_ Sempre. Sou capaz de matar todos os vampiros existentes no mundo, só pra ficar com você. Mas, essa é a hora de voltar para o meu pai. Colocar um fim de vez nessa história...
_ Eu te amo.
_ Eu também te amo. _ Então eles se beijarem pela última vez. Carlos se afastou um pouco e viu que Larissa tinha um sorriso no rosto. Os dois olharam para os primeiros raios de sol. Ela voltou a olhar pra ele, e suspirou uma vez, ele alisou o cabelo dela e sorriu.
Ela começou a ficar leve nos braços dele... Cinzas... Então, Carlos observou o vento a levar para longe.
~ 7 meses depois ~
_ Carlos, melhora essa cara, por favor. _ James deu um soco no braço do amigo.
_ Já faz um tempo que você está todo depressivo. _ Kendall fez sua observação.
_ Vocês sabem que eu não gosto quando começam com seus sermões ou lições de vidas.
_ Já sei! _ Logan levantou um dedo _ Você não é o Carlos, o Carlos verdadeiro foi abdusido. Traga o meu amigo de volta.
Todos , com exceção de Carlos, riram. Ele não conseguia ficar feliz, não depois do que aconteceu. Sem notícias da Larissa... Carlos se sentia vazio.
Resolveu sair de casa, dirigiu sem destino por algumas horas, até parar em uma praia. Se encostou numa árvore e ficou fitando as ondas do mar.
Ele podia fechar os olhos e ver aquele sorriso, o jeito como ela o defendeu, o beijo deles.
_ Por algum motivo, eu sabia que iria te encontrar aqui. — Podia até escutar a voz dela...
Carlos abriu os olhos, isso não tinha sido a sua imaginação, olhou para o lado, e lá estava a sua garota. Olhando para o mar.
_ Larissa. _ Ela olhou pra ele, e sorriu.
_ " Amaldiçoados pelo sangue, qualquer vampiro que algum dia sentir qualquer sentimento por um humano, estará preso a ele, até a fim de suas vidas.
Não terá poder para transforma-lo em um igual, apenas se recusar a uma vida suja, recusar a família, recusar a sua espécie. E assim, poder viver ao lado de quem ama. "_ Disse, a principio Carlos não entendeu, apenas ficou olhando, pensando que estava sonhando. _ Essa era a verdadeira maldição. Recusei tudo, sem me importar com as consequências, pra ficar ao seu lado.
_ Você voltou pra mim. _ Ele a abraçou.
_ Eu disse que voltaria. _ Larissa apenas fechou os olhos, e suspirou. Nos braços de Carlos, sentia-se em casa._ E agora, por mais dificil que seja acreditar, sou humana.
_ Como?
_ Quebrei a maldição, para ser igual a você. E agora, ninguém tem como me caçar, não sou mais uma deles.
_ Não me importo com o que você é... _ Ele a olhou _Você não imagina o quanto eu te esperei.
_ Me mostra.
Carlos a tomou em seus braços, a beijando delicadamente, com medo de estar sonhando e acabar acordando. Mas, não, tudo era real. Ela estava ali, com ele. E Larissa, não o olhava mais com um olhar selvagem de caçador. Então, se separaram, ela encostou seu nariz no dele.
_ Eu te amo, e nunca mais vou deixar você sair de perto de mim.
_ Eu te amo, e não quero ir para lugar nenhum onde você não esteja.
_ Nós ficaremos juntos... Juntos até o fim.
Notas finais
Quem leu? E quem vai deixar um review?
Obrigadaaa a quem leu, eu amo vcs ♥~
FELIZ NATAAL o/
big time kisses ;*
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