#One-Shot #Auslly
1 You Belong With Me
Notas iniciais
Obrigada por clicarem nessa one-shot, pois sou nova nesse site...
Mas espero que gostem, e já peço perdão por qualquer erro...
Enjoy it!
Pov. Ally
Cada pessoa tem seu estilo.
Seja gótico, hippi ou até mesmo nerd.
Ah, este último é exatamente o que eu sou.
Meu nome?
Allyson Dawson.
Com certeza não é um dos melhores.
Por isso eu peço para que todos me chamem de Ally.
Mas espera, quem são “todos”?
Minha vida não é uma das mais alegres e nem uma das mais tristes.
É apenas uma vida como qualquer outra, tentando se encaixar em um mundo de plástico aonde tudo se vai rápido.
Moro em Miami.
Conhecido por seu calor e suas belas praias
Minha casa é uma simples de 2 andares, pois só moramos eu e pai meu, ou melhor eu, pois agora ele arranjou um emprego de caminhoneiro, pelo motivo de sua antiga loja de instrumentos musicais falir.
Minha mãe?
Também gostaria de saber.
Alguns dizem que ela fugiu para a África.
Meu pai diz que ela não estava aguentando ser uma mulher casada cheia de responsabilidades.
Já eu digo que ela não quis amar a maior instituição que Deus criou: a família. E quando teve sua chance, se mandou... quando eu tinha apenas 3 anos.
Então você deve estar pensando que por eu ter vivenciado algo extremamente ruim na minha vida, eu deva ser o tipo de pessoa depressiva...acredite, eu não! Vivo sorrindo e de divertindo com o que eu posso (afinal, se ela não quis me amar, por que eu devo me lamentar com isso?)...eu não uso roupas curtas e nem muito largas, só que não entendo o porquê dos outros me rebaixarem tanto...
Mas como eu não tinha nada melhor para fazer, acabei me apaixonando pelo meu vizinho e único melhor amigo, Austin Moon.
Brincadeira do destino!
Ainda mais quando ele já tem uma namorada.
Por que eu me apaixonei por ele?
Acredite, não foi (só) por sua beleza ou musculatura...mas sim pelo seu jeito de ver a vida, o seu olhar sincero, seu sorriso meio de lado mostrando suas covinhas...e por ser o único capaz de querer realmente se aproximar de mim. Ele não é aquele típico “bad boy” revoltado na sua Ducati...ele é apenas ele; com seus defeitos e qualidades...Mas chega de falar sobre minha paixonite, e sim de como viramos amigos, no ano retrasado...
Eu estava andando pelo corredor da escola distraída com meu livro de suspense, até que ouvi o pessoal vaiando alguém, levantei meus olhos e vi que o garoto mais popular da escola, Dez Wade, estava provocando a menina mais tímida da escola e esbarrou de uma maneira brusca e proposital nela, fazendo-a cair...mas como eu já tenho um pavio curto e a garota chamada Patrícia (estava escrito em sua capa de caderno) não esboçava nenhuma expressão, eu fui até a garota e ao passar por trás de Dez, acabei fazendo a mesma coisa, ou seja, esbarrei propositalmente no mesmo, e falei “Ah, foi mal...eu não te vi aí”(sintam a ironia). É claro que ele não gostou, e após ele se recuperar das minhas palavras(não esperadas por ninguém) eu ajudei a garota a se levantar que apenas disse em sussurro obrigado, ele veio até mim, pegou o meu livro e rasgou algumas páginas e arremessou pala janela (enquanto eu só olhava, é claro, afinal, não sou doida de ir pra cima de um “ poste” daquele). Por fim ele se aproximou de mim com um olhar severo e me disse em um sussurro raivoso “Tome cuidado sua nerd, nessa escola sou eu que mando e faço o que eu quiser, e se você tentar alguma gracinha, sairá mais feia do que já é, está me entendendo?”, e a espertalhona não conseguiu NÃO revidar e disse “Desencana garoto, só porque o seu pai é o diretor do colégio, não quer dizer que ‘você manda’ tá legal? Agora se me dá licença, preciso ir comprar um livro novo”. Pronto ali era o meu fim e enquanto eu me virava para sair, eu ouvi alguém falando “Dez, o que você vai fazer, tá maluco cara?” .Era Austin, quando eu me virei vi Dez abaixando a mão, e entendi que ele iria me dar um soco. “Ah Austin, não vem dar lição de moral, que eu daria mesmo um soco nela, mas agora que você atrapalhou se fazendo de meu pai, vou vazar. Fui”. E assim saiu Dez, sem mais nem menos, pois por incrível que pareça, Dez respeita Austin, acho que por serem amigos desde o jardim de infância.
Enquanto eu me recuperava de toda aquela cena, conforme as pessoas iam saindo, Austin, um dos únicos populares que não rebaixava ninguém, se aproximou de mim, e perguntou “Você está bem?”. Como naquela época eu não era ainda apaixonada por ele, eu respondi “Além de quase sair com amnésia...ahn, sim estou bem...e você, não precisa fingir que se importa valeu? E se você acha que depois dessa fala eu sou mal-educada, saiba que não, por isso desde já te agradeço por impedi-lo, então se me dá licença irei atrás do meu livro. Fui!”. É, eu sei, fui um pouco direta. Bom, e depois daquela cena ridícula, deixei Austin com cara de confuso, plantado no meio do corredor. Mas agora vou resumir um pouquinho... e a partir daquele dia, Austin vinha conversar mais comigo sobre as matérias e tal, até que eu cheguei numa escala de 100% de estranheza, e perguntei “ Austin, por que você está sempre conversando comigo? Afinal, você já tem seu grupo e blá blá blá...”, comecei a falar de tudo que eu achava estranho. Quando eu parei de falar, ele disse com seriedade “Ally, você é o tipo de pessoa que eu quero ter por perto, tá legal? Eu sinto que posso confiar em você, assim como você pode confiar em mim...eu só quero ser seu amigo e poder desabafar com alguém que não se importa com gel de cabelo!” Eu fiquei olhando para ele, e ele para mim por alguns instantes e pensei, “Vou dar uma chance, afinal, não irá fazer importância se me decepcionar com mais alguém, será apenas mais um na lista”. Então eu abri um sorriso e disse a ele “Beleza, porque eu odeio gel de cabelo”, e a partir daí, ganhei um amigo, que conforme fui conhecendo, ia cada vez mais me encantando...mas aí ele começou a namorar e se afastou de mim. No começo eu entendi, mas então num piscar de olhos, não nos falávamos mais e então, drama: eu percebi a falta que ele me fazia e a minha aversão a garota, e descobri o seguinte: eu estava apaixonada por ele!
Passaram-se dois anos e nada mudou...
(...)
Estou no meu quarto.
É uma típica noite de terça-feira como todas as outras terças-feiras.
Já terminei minhas lições. E agora estou lendo o livro “Cidades de Papel”.
Sou tirada de minha leitura quando escuto a voz de Austin gritando. Vou até a janela e vejo seu rosto vermelho, suas mãos se movimentando freneticamente...ele estava berrando com alguém pelo telefone, e eu sei muito bem quem é...Sua namorada Brooke. Ela está brava (pelo que escuto do “diálogo” dos dois). Austin está tentando explicar algo, mas ela não entende seu humor como eu entendo.
Após uns 3 minutos, Austin joga o celular com toda a força na parede, e de súbito, olha para o lado, ou seja, o lado em que eu não consegui manter minha curiosidade e fiquei olhando e ouvindo toda a sua pequena discussão. Na hora eu só consegui acenar, com a maior cara de paisagem, o que o fez rir e escrever num papel “Pode conversar?”. Como resposta eu abri a janela, fazendo ele a abrir também, e perguntei, mesmo que eu já soubesse a resposta:
_ E aí? Muitos problemas?
_É...um pouco, o mesmo de sempre sabe?
_Saquei...
Eu não sabia mais o que dizer e ele também não, afinal, a última vez que nos falamos foi mês passado.
Perdida em meus pensamentos, não percebi quando Austin deu boa-noite, fechou a janela e a cobriu com a cortina. Eu apenas suspirei e sussurrei:
_Sinto sua falta...
Saí da janela e coloquei um som bem alto.
A música era Wonderwall, do Oasis, e imaginei a cara de nojo da Brooke ao ouvir essa música, pois ela não curte o mesmo tipo de música que eu (sendo que o estilo de música de Austin é como o meu!). Eu tenho certeza que ela nunca conhecerá a sua história como eu conheço, mas isso não importa já que ele escolheu ela... a garota que usa minissaia e blusas decotadas, e eu, camisetas com calças rasgadas...ela é líder de torcida, se mostrando em todos os jogos, passando pelo corredor como se fosse a última gota de água do mundo. Enquanto eu, fico com meus fones e meu violão...sonhando a cada instante e a cada momento com o dia em que você irá acordar e pensar no quanto sentiu a minha falta como eu sinto a sua...e, descobrir que o quê você tanto procura esteve aqui o tempo todo, te apoiando... e agora tudo o que eu desejo é que você visse que sou eu quem te entende e que o seu lugar, é e sempre será comigo...Mas, por quê você não vê?
Com este pensamento, acabei adormecendo.
(...)
A semana se passou num piscar de olhos, e como está uma linda tarde de sexta e não terei aula (pelo motivo de uma tal conferência de professores), aproveitei para ir comprar minha roupa do baile de semana que vem.
Na volta das compras, fui tomar um milk-shake, porém ao chegar na shaketeria (hehe), vi uma cabeleira loira com seus famosos jeans usados e rasgados, camiseta vermelha e seu colar que adicionou um charme, e rapidamente dei meia volta para não passar mais vergonha do que já passei naquele dia na janela...mas uma voz me impediu.
_Ally?
Era ele.
_Oi...Austin.
_Veio se refrescar também?_ Perguntou.
_É...pois é...está muito calor então resolvi vir tomar um milk-shake_ Disse eu, toda atrapalhada ao me aproximar dele.
_Ótimo,...porque é da minha conta. Com licença moça_ Disse ele a atendente sem me deixar responder_ Me vê mais um de morango com chocolate? Obrigado.
_Austin, qual é... não precisa pagar_ Reclamei e ao mesmo tempo peguei a carteira dando o dinheiro para ele_ Pega, você sabe que eu não gosto que fiquem me dando coisas. Não aceito não como resposta.
_Sim, eu sei,....como também sei que você é teimosa, e que não gosta que façam coisas por você,...mas eu ainda sei que você não resiste a morango e chocolate juntos, então guarda esse dinheiro e pegue o milk-shake logo... “não aceito não como resposta”_ Disse esta última parte me imitando e me entregando o copo.
_Tá bom...obrigada Austin_ Foi só o que eu consegui dizer, pois estava muito embaraçada com o que ocorreu e aflita com a atendente que não tirava os olhos da gente. Ainda bem que Austin começou a falar:
_ Vem, vamos ao parque.
Enquanto caminhávamos pela rua em um silêncio agradável, apenas consegui pensar que é assim que deveria ser,...nós dois juntos...
Chegando ao parque, nos sentamos em um banco mais próximo, e ele começou a lembrar das palhaçadas e os trotes que fazíamos, enquanto todo mundo que passava perto do banco onde estávamos, nos olhávamos como se fôssemos psicopatas, pois ríamos de uma forma exagerada e louca. Até que ele entrou no assunto de “Brooke isso, Brooke aquilo”. Eu não aguentei e lhe falei:
_Viu como é fácil?
_O que?_ Perguntou Austin.
_Te fazer ficar triste_ Ele me olhou meio confuso e bem, a Ally pavio curto começou_ Austin... segundos atrás você estava com um sorriso que poderia iluminar a cidade inteira, mas desde que ela te deixou assim, sei lá...para baixo, eu quase não o vi. Você pode dizer que está bem, mas eu te conheço e vou tomar coragem para lhe falar algo que eu já deveria ter lhe falado há muito tempo... O que você está fazendo com uma garota dessas?
Ele respondeu:
_Nem eu mesmo sei_ Ele suspirou, olhou para o lado, até que se virou de novo para mim e com um sorriso que eu não consegui decifrar, falou_ “Sorriso que ilumina a cidade inteira?”.
_O que?...Ah, pois é_ Disse eu rindo como uma bela de uma pessoa tosca. Quando uma mecha de franja se solta e cai no meu olho, eu ia tirar, mas Austin me impede.
_Deixa que eu tiro_ Disse ele pegando carinhosamente aquela mecha, e a coloca atrás de minha orelha, com a sua pele em contato com a minha, me fazendo arrepiar. Eu só conseguia olhar em seus olhos castanhos, como se eles prendessem, não tendo como me soltar. Enquanto nos olhávamos ... Nossa! Tenho certeza de que quem entrasse em nosso campo de visão, seria abrangido por um raio, de tanto que estávamos conectados...
_Obrigado_ Eu disse, ainda o admirando.
_Sem problema_ Respondeu, ainda me olhando.
Até que voltamos a realidade...
_Anh_ Começou Austin_ E u tenho que me preparar para o jogo de hoje,...você vai?
_Sim, estarei lá, até mais...
_Isso, estarei lá,...então, até mais.
E saiu, dando-me um beijo na bochecha, me fazendo suspirar...
(...)
No jogo de futebol...
O povo está a loucura, pois só apenas menos de um minuto para acabar o jogo.
Estou na arquibancada, com minha camiseta preta, calça rasgada e meus amados tênis...enquanto Brooke está no campo com seu salto alto (é ninja!) e roupa de líder de torcida.
Vejo Austin correndo chegando a marcação e...
_TOUCHDOWN_ Grita o locutor. E logo após o juiz apitou:
_FIM DE JOGO, OS MANATEES VENCERAM!!!!!
Quem quer que estivesse ali, veria apenas braços se movimentando, pessoas berrando...porém eu via uma cena de querer quebrar alguém... Brooke se atirando para cima de Dallas, um dos jogadores do time adversário... Vi Austin se aproximando indignado, e pelo que eu percebi, ela deu o fora nele e depois, ficou se agarrando com o Dallas na frente de Austin, que saiu dali com muita raiva... e como eu sou uma pessoa muito querida, acabei arrancando um trompete da mão de um menino da banda do colégio, que quis protestar, mas mandei meu olhar ameaçador para ele, que recuou. Mirei bem na cabeça da Brooke, mas depois desviei e ataquei nas costelas dela e sai rapidamente para seguir o Austin, que foi em direção ao vestiário masculino. Fiquei esperando atrás da porta por uns 15 minutos, quando o avistei... estava sem camisa...socorro!...respira fundo Ally....Quando me recuperei, sai detrás da porta, fazendo-o se virar e levar um susto.
_Ahhhh, Ally?....O que você está fazendo no vestiário masculino garota?
_Ah! É que... espera! Você gritou mesmo como uma garotinha?_ Perguntei. Afinal, o grito que ele soltou foi muito agudo.
_O que? Não... quer dizer...nada a ver, estou apenas com uma falha na voz depois desse jogo, sabe como é,...hehe.... mas você não respondeu minha pergunta_ Disse ele.
_Bom, é que eu vi o que aconteceu e resolvi vir ver como você es..._ Ele nem deixou eu terminar de falar, e me abraçou, me envolvendo em seus braços nus... e de novo....RESPIRA ALLY...
_ Por favor, só me abrace_ Suplicou ele.
_Tudo bem_ Disse passando meus braços por seu pescoço.
Ficamos assim por um tempo, mas como ele estava perto demais e ainda sem camisa, ei tive que fazer alguma coisa pois se não eu iria enlouquecer...
_Austin, nós podemos conversar lá na minha casa, só que por favor...vá se lavar direito_ Disse eu rindo com minha maneira de fugir de seus braços.
_Okay, já entendi!
Após pegar suas coisas, entramos em seu carro e fomos para minha casa no meio da noite, ao som de Ellie Goulding, Outside...
(...)
Austin primeiramente foi tomar banho, me dando tempo de tirar as armadilhas do meu quarto, como roupas jogadas e sapatos espalhados. Terminada a “missão”, fui tomar banho. Me arrumei e saí, dando de cara com Austin chorando, que quando me viu disse:
_Você pode me chamar de o maior idiota do mundo por estar chorando por alguém que não vale a pena_ Disse ele.
_Acredite, eu não acho isso, mas sim que isso te torna humano... e imagino o porquê de estar chorando.
_Sabe?_ Perguntou ele.
_Sim...é a dor da rejeição , pois te faz pensar que você nunca será útil ou especial_ Disse eu, já com meus olhos querendo lacrimejarem.
_Ally... você entende isso por causa da sua mãe né?_ Falou Austin, cessando de chorar.
_É... ei, você se lembra?_ Perguntei confusa.
_É claro!_ E dizendo isso, chegou perto de mim e me abraçou...
_Austin, se isso ajuda..._ Disse eu me desvencilhando dele_ Eu quero que saiba que quando eu vi o que a Brooke fez, ... eu ataquei um trompete nas costas dela...
E do nada começamos a rir muito...
Quando cessamos, ele falou:
_Você é a única que me faz rir Ally... senti falta disso...
_É, eu também!
_Sabe_ continuou Austin_ Ás vezes eu me pergunto, com quem é o meu lugar?
Quando ele disse isso, automaticamente eu pensei “´É comigo!”, mas apenas falei:
_ Precisamos ter paciência Austin, algum dia acharemos a pessoa que nos completará okay?
Ele assentiu com a cabeça, e perguntei:
_Vamos fazer brigadeiro?
_Vamos!
Passamos á noite toda conversando sobre sonhos e nosso futuro, até que adormecemos no sofá.
(...Alguns dias depois...)
Sábado... o grande dia do baile, e acredite, eu não estava nem um pouco com vontade de ir...mesmo que eu já tivesse comprado tudo e meu horário no salão agendado, eu só queria ficar em casa e apenas ir amanhã para a formatura (Autora: isso mesmo, aqui na minha história o baile é primeiro), mas...
Neste exato momento Austin está jogando pedras em minha janela.
_Abre logo Ally, as pedras estão se acabando.
Ao abrir, senti um vulto passando por minha orelha.
_Desculpa, me distraí_ Disse Austin.
_Sem problema, afinal, é moda agora não ter orelha!
_Okay, deixa de drama garota e ouça a minha proposta: Allyson Dawson, aceita ir ao baile comigo? Disse ele se ajoelhando na grama.
_O que você acha Ally?
_Péssimo! Porque eu não quero ir ao baile.
Por um instante o sorriso dele sumiu, mas ele se recuperou e disse:
_Beleza, então vamos a outro lugar! Te pego ás oito!
E saiu, não me dando tempo para responder. E com um sorriso bobo dos lábios e gritei:
_Maluco!
E ouvi sua gargalhada...
(... Horas depois...)
Resolvi apenas ir ao salão que eu tinha marca do ás dez horas da manhã, e escolhi outra roupa.
Quando voltai do salão, meus cabelos estavam lisos e mais hidratados. A maquiagem estava exatamente como eu gosto: selvagem e comportado. Escolhi vestir uma das minhas mais nova calça jeans rasgada, camiseta branca, botas pretas e a minha adorada jaqueta de couro preta.
Recebo uma mensagem de Austin dizendo “Pronta?”, mandei como resposta “Sim, estou descendo”.
(...)
Quando me deparo com Austin, perdi o fôlego. Ele estava do seu jeito que eu amo. Jeans escuro rasgado, camiseta branca, sua jaqueta vermelha e seu All Stars.
_Você está linda Alls_ Diz Austin me olhando nos olhos.
_Você também, “ Aus”_ Digo, dando ênfase no Aus_ Para onde vamos?_ Perguntei curiosa.
_Em um lugar que eu descobri alguns dias atrás, quando eu precisei esfriar a cabeça.
_Okay, só quero que saiba que, meu pai pode não estar em casa, mas ainda sim eu tenho spray de pimenta na minha bolsa! Então CUIDADO!_ Disse essa frase com o maior suspense, porém não funcionou pois o fez rir...
_Entendi o recado, agora pode entrar no carro_ Disse abrindo porta para mim_ E aproveite a vista Ally.
Ao dar partida, não conversamos muito, apenas aproveitando a companhia um do outro, e de novo, me peguei pensando em como deveria ser assim entre nós dois. Será que ele não vê? Mas em vez de ficar frustrada com esses pensamentos, relaxei ao som de Give Me Love, Ed Sheeran e aproveitei a brisa...
(...)
Quando Austin desacelerou, me perguntei o porquê de estarmos parando perto de um prédio abandonado, mas resolvi me manter calada. Saímos do carro e Austin me conduziu prédio adentro com uma lanterna. Quando chegamos ao último andar, Austin disse:
_Espero que goste do que vai ver...
E quando passei por uma porta deste andar, vi que era uma sacada com uma belíssima vista da cidade iluminada e da noite estrelada, me deixando sem fôlego.
_UAU_ Disse eu.
_É eu sei. Achei esse lugar na noite posterior do meu término com a Brooke. Eu ainda estava meio triste... besteira ...mas, quando eu vi essa vista, eu pensei “A vida é algo misterioso, perdemos tinha e ganhamos... Não vou me lamentar por uma pessoa que nem se quer tinha atenção... o mundo é grande e algum dia, eu ganharei uma pessoa que eu darei e receberei a atenção merecida!
_Nossa... que profundo!_ Disse eu rindo, o fazendo rir também.
Quando ele me falou isso eu rapidamente o olhei.
_Me impressionar?_ Perguntei, meio embasbacada.
Austin apenas me olhou, sorriu e disse:
_Vamos dançar?
_Aqui? Não temos música Austin.
_Quem disse?
Dito isso Austin pegou seu celular e colocou na música Gravity, do John Mayer. Deixou o celular em cima de um pedaço de maneira.
(Dê play na música)
Chegou perto de mim e envolveu seus braços em volta de minha cintura, enquanto eu colocava meus braços em volta de seu pescoço.
Aconcheguei minha cabeça em seu peito.
Austin cheirava a aventura...
Enquanto a música preenchia o ar, nós apenas, de um modo calmo, dançávamos ao ritmo dela, até que Austin sussurrou:
_Agora eu sei que, nada, nem mesmo a gravidade pode nos pôr para baixo,... então apenas se mantenha junto a mim onde a luz está...
Me arrepiei diante dessa fala, e naquele momento, toda a minha paixão e coragem vieram a tona...
_Austin, eu preciso te dizer algo...
Levantei a cabeça e o olhei com todo o sentimento acumulado dentro de mim, e lhe disse:
_Você me perguntou naquela noite, com quem seria o seu lugar e eu te dei uma resposta, mas a verdadeira resposta é esta... você não acha que o seu lugar é aqui comigo? Junto a mim?
_Como assim Ally?
_Durante todo aquele tempo em que nos afastamos por causa do seu namoro, eu descobri algo que nunca pensei que poderia ter em minha vida... Austin, eu me apaixonei por você...me apaixonei por esse seu sorriso de lado que mostra suas covinhas,...o jeito como trata as pessoas... e como você sempre é você,... verdadeiro, carinhoso e único! E eu estive aqui o tempo todo esperando por você... esperando você se tocar que o que você precisa, está comigo. E eu estou realmente apaixonada por você!
Depois de ter me declarado, ele apenas ficou sorrindo e me olhando. Eu não sabia o que fazer, então perguntei:
_Você está chocado?
_Na verdade, isso estava meio óbvio quando você veio com aquele papo de “sorriso que ilumina a cidade inteira”_ Respondeu rindo.
_Aí, que mico!_ Eu disse abaixando a cabeça e rindo.
_Ei_ Disse Austin tocando em meu queixo o fazendo levantar_ Não foi mico nenhum, e quero que saiba que eu arrumei sua mecha do cabelo de propósito.
_Mas por que?
_Porque eu queria olhar em seus olhos e te responder o mesmo_ Disse me olhando intensamente_ Te dizer que o seu sorriso também não ilumina apenas uma cidade, mas sim o mundo inteiro... e que adoro o jeito como disfarça as ocasiões constrangedoras, mas fui muito tolo por não perceber naquele momento algo maravilhoso...
Enquanto eu ouvia aquilo tudo, naquela hora eu senti as tão famosas borboletas, e sei que o meu sorriso estava de orelha a orelha...
_ Ally,... eu fui um estúpido e muito burro para não ver que o que eu preciso é você... No nosso pequeno diálogo naquele dia na janela, eu percebi a falta que você me fazia, o jeito como só você me acalma me fazendo ser eu mesmo, ...e ...Ally... eu também estou apaixonadíssimo, caidinho e encantadíssimo com você, e bom...por isso que eu te trouxe aqui, já que você não queria ir ao baile_ Disse ele rindo me fazendo rir_ Eu não posso me segurar mais... eu estava esperando o momento certo, e acho que ele chegou porque os momentos certos são os melh....
_Austin! Vá direto ao ponto!
_Certo.... Ally, embaixo das estrelas como testemunhas, você gostaria de ser minha namorada? Eu não comprei aliança nem nada, apenas isto aqui...
Então Austin tirou do bolso uma caixinha vermelha aveludada, e quando a abriu, tinha um colar com um sol, e no outro, um colar de lua.
O que eu fiz? Paralisei com um sorriso enorme. Eu só conseguia pensar “What? Ele gosta de mim, ele gosta de mim, ele gosta de mim, yeah...!!!”
Quando me recuperei, eu disse:
_Austin, você não sabe quanto tempo eu esperei por esse momento, e o quanto sonhei com isso...eu digo sim, com todas as minhas forças e sentimento, embaixo das estrelas como nossas testemunhas do nosso amor!
Austin abriu um sorriso mágico, pegou o colar de sol, e pôs em mim, e logo em seguida eu coloquei nele o de lua.
_ Minha Ally!
Falou Austin pegando o meu rosto carinhosamente com suas mãos trêmulas, e me deu o mais doce beijo já visto ou sentido por alguém...
Beijar Austin era como olhar a lua,.... brilhante, vívida, misteriosa e,... viciante...
Quando paramos, eu disse sussurrando em seus lábios...
_ Seu lugar é comigo...
Austin deu um de seus sorrisos de lado que eu simplesmente amo, e voltou a me beijar.
E essa foi a nossa noite, embaixo daquele céu estrelado, apenas nós dois...
Não sei o que nos reserva o amanhã, porque tudo pode acontecer e é claro que alguns infinitos são maiores que outros, mas eu sei, que o nosso pequeno infinito será muito melhor se estivermos juntos, e aproveitar cada momento que nos trará o para sempre...
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