One Shot - Apocalipse
1 Capítulo Único
A terra ruiu enquanto o céu gritou, explosões de luz se sucederam, diversas vezes atingindo o chão causando explosões ainda maiores. Uma parede de luz branca ligou o céu a terra, logo a frente dele.
Sua roupa suja de terra e o sangue de seus amigos mortos, sua franja loura tapando seus olhos azuis. Do outro lado da parede, pairava a dois metros do chão outro homem, vestindo uma toga azul, com imensas asas brancas angelicais, cabelos negros em cachos e olhos rubros sanguinários.
O garoto, que acordara pensando ser apenas mais um dia de sua patética vida, se deparou rezando por aqueles dias, rezando que o anjo a sua frente fosse apenas ilusão, que seus amigos estivessem, cada um em sua cama, dormindo.
Mas, quando o nome daquela garota foi citado, seu corpo vibrou, sua mente se escureceu, seus olhos esfriaram. Foi quando a parede surgiu.
O garoto tremia, mas não de medo, tremia de raiva, perdera seus amigos, e poderia perdê-la também. Sem pensar duas vezes, suas mãos socaram a parede, que se desfez em um redemoinho de energia. Logo passou a cercá-lo, então assumiu sua verdadeira forma.
Luvas negras cobriram suas mãos, seus olhos se tornaram cinzentos, sua mente processou apenas uma palavra "eliminá-lo".
O garoto pôs as mãos em suas costas, fazendo-as explodirem em energia, o arremessando bruscamente para frente. O anjo não previa isso, o golpe fora certeiro, quando a luva encostou em seu rosto, mais uma explosão se sucedeu, enviando o anjo até o outro lado do cenário.
Mantendo as explosões constantes, ele percebeu que também poderia se manter voando. Com a nova descoberta, partiu para cima do anjo novamente, seu corpo estimulado pela raiva, pelo medo. Sabia que se demorasse demais, o efeito da adrenalina acabaria, destruindo com os restos de sua coragem.
Acumulando toda energia que conseguiu em sua luva direita, atingiu novamente o anjo, ainda no chão, criando uma cratera gigantesca no terreno.
Ele relaxou, sentou-se no centro da cratera, ao lado do corpo do anjo e observou o céu nublado.
-É só isso? — Foi a última coisa que o garoto ouviu.
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