Notas iniciais
Foi so um sonho louco e minhas miguinhas me apoiaram a escrever Enjoy

Tem como a pessoa ser mais sortuda? Não, principalmente quando a sorte também é um azar...

Tem como sorte ser azar? Tem, tem sim e como tem. O meu azar/sorte e nada mais nada menos que o Seventeen.

Como assim o Seventten? Aquela boyband coreana? Essa mesmo!

E o que isso tem de ruim? Um bando de homens bonitos é ruim? Nunca! O problema é o que eu vou ter que fazer.

— Amanda, vamos! Não podemos nos atrasar e você ainda tem que ser maquiada, fazer cabelo, ver figurino...

— Calma Dayday! – fui tirada dos meus devaneios – vai dar tempo. Já sabemos a roupa e o meu cabelo vai estar solto e liso. Fim.

— Mas você vai trocar de roupa várias vezes! – disse exasperada.

— DAYANE! Já fizemos isso um milhão de vezes, vai dar tudo certo – já estávamos no carro a caminho do estúdio.

— Você ainda tem que conhecer eles – me disse parando o carro no local.

— Como se eu soubesse falar coreano – debochei colocando meu óculo escuro.

— Só você mesmo para ser brasileira, ficar famosa e ainda ser chamada pra fazer um programa na Coreia.

— Eu sou um Rodrigo Santoro de 16 anos – nós rimos da minha piada.

Como consegui ser conhecida na Coreia? Simples, amo o kpop e disse isso em uma das minhas entrevistas e ainda deixei escapar minhas bandas preferidas. Dai me chamaram e obvio que não ia recusar.

Alice vai morrer quando eu contar que conheci o Woozi, minha melhor amiga vai tentar me assassinar da Suíça por não ter falado antes, mas contrato é contrato.

Me sentei na cadeira da maquiadora e disse que queria algo simples e que marcasse meus olhos. Gosto deles, são grandes, mas bonitos e como minha pele é morena não posso errar. Cabelo só escovado mesmo e maria Chiquinha. Já fui vestindo a roupa.

— Vamos conhecer eles – Dayane me chamou.

Agora que começa meu tormento. Entramos numa sala grande e no fundo da sala estavam os treze meninos. Jesus! Eles são mais bonitos pessoalmente! Vou ter um ataque daqui a pouco.

— Olá – começou Dayday em coreano, ela é minha “tradutora” além empresaria. Falou mais alguma coisa que eu não tenho a mínima e depois apontou para mim – se apresente.

— Annyeonghaseyo, Amanda Imnida. – disse olá e quem era. E é claro, me curvei.

Eles fizeram o mesmo, um por um. Coisa linda! JungHan é tão lindo que me deu uma dor... aquele sorrisinho sem dentes... Hoshi tem as melhores expressões! Woozi é tão fofo, parece o Suga! Todos me seduziram. Enfim.

Eu estava ali para gravar um programa e não babar pelos artistas. Funcionaria assim: eu apresentaria o programa, eles dançariam para mim, eu opinaria e depois ensinaria eles a rebolarem ao ‘estilo brasileiro’. Isso mesmo, você não leu errado.

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Da teoria para a pratica, estava até indo muito bem. Até a parte que eles dançam.... Porque, puta que pariu! Eles dançaram Adore U primeiro e eu quase babei... Vernon é tão... Aquele sorriso de sol.... Em Mansae eu quase cai com Mingyu, serio, acho que me apaixonei com aquele olhar...

Agora era minha vez, socorro!

— Então, foi muito bom! Esses caras tem todo um ‘molejo’ – eu ia falando com eles, tinha uma tradutora e eu estava falando em inglês, então eles desenrolam. – Mas eu notei que em Adore U, vocês estão meio... Duros ainda. E vou tentar mudar isso, deixa só eu trocar de roupa.

Depois de vestir um short de ginastica, um top e uma blusa branca folgada estava pronta para a “aula”.

— Tudo bem, primeiro começamos com movimentos de 180º e depois 360º. Isso, devagar, sem pressa. – Preciso dizer que eles estavam uma delícia? – Agora vamos aumentar o ritmo. Muito bem garotos. – preciso de uma agua urgentemente.

— Vamos usar uma música agora, eu adoro de DIA, Somehow. – mostrei a coreografia e eles pegaram – e 5, 6, 7, 8

Nanananana nananananana
D D D D D I A
Nanananana nananananana

— Foi bom, foi muito bom – os parabenizei. – Agora com a música de vocês.

Quando chegou no refrão da música, notei que Mingyu era mais duro que os outros. Fui para seu lado e mostrei pra ele como se fazia. Acho que ele ficou com um pouco de vergonha comigo, mas não fiquei pra trás. Ele é tão alto para os meus 1,64. Depois disso, terminamos o programa e nos despedimos.

Já estava saindo quando Mingyu veio falar comigo. Não entendi de primeira e chamei Dayday para me ajudar. Quando ele terminou de falar, ela olhou para mim com uma cara meio — muito – maliciosa.

— Ele está te convidando pra sair – ela disse sorrindo.

Ai meu útero, o que que eu faço? Óbvio que vou aceitar, por que né?

— Claro – respondi em inglês e depois completei – mas acho melhor Dayane ir, ela vai nos ajudar a conversar.

Ela traduziu pra ele e ele aceitou. Yep!

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No final, a gente saiu pra uma cafeteria super famosa em Seul, conversamos bem, nos virmos com meu coreano precário e ele com o inglês. Tenho que fazer aulas de coreano urgentemente. Dayday ficou praticamente de vela. Não que estivesse rolando algo entre eu e Mingyu, por que não está. Só que... né?

Enfim. A gente combinou dele vir provar meu brigadeiro de panela, sim eu tenho uma casa na Corei. Eu quero e eu posso, então eu tenho. Dessa vez não tinha Dayane e Alice quase morreu quando eu contei por telefone. Ela já tinha visto o programa e ligou pra me ameaçar, mas foi por agua a baixo quando contei que Mingyu (*-*) ia vir na minha casa.

Ele já estava aqui e o brigadeiro já estava pronto, mas como eu sou uma coisinha fofa – aquele sorrisinho – fui dar na boca dele. Isso ai, sou meio pirada e cara de pau as vezes. E adivinhem? Ele fez o mesmo, garotinho abusado... E só tem 18 anos. UhU!

Mas sabe quando rola aquele clima? Tipo, bem climado? Pois é, está rolando isso agora, e ele tem uma boca tão linda... Que faz um combo com o cabelo fodidamente bagunçado e azul...

Ele foi chegando mais perto e quando eu vi, ou melhor, senti, seus lábios estavam nos meus. Tão macios e com gosto de chocolate, mas não deu tempo nem de aprofundar o beijo, por que a campainha tocou nos fazendo se afastar num pulo. Fui ver quem era totalmente vermelha e adivinha? Dou um Chocolate pra quem acertar. Dayane, a fofa e deliciosa Dayane.

— Por que você tá tão vermelha? – ela perguntou preocupada.

— Nada não – respondi tentando me acalmar. Nós ouvimos passos e nós viramos, Mingyu vinha andando de cabeça baixo e parou na minha frente.

— Eu preciso ir – falou em inglês. Tão sexy...

— Já? – olhei em seus olhos. Como ele era uns 20cm mais alto, fiquei olhando bem pra cima.

— Coisas do grupo... – deu um sorriso torto como se se desculpasse.

— Ah

— Nos vemos depois – e me beijou na testa. Sabe aquela cena de dorama que nunca vai acontecer com você? Pois é. Rolou comigo. */*

Passou por Dayday e só fez uma reverencia e saiu. Ela olhou pra mim e já foi me empurrando pra dentro de casa.

— O que foi que aconteceu aqui?

— Umas coisas ai...

— Pode ir contando.

— Só quando Alice estiver aqui – respondi dando um sorriso debochado.

Dayane pegou o telefone e ficou na sala enquanto eu me jogava na minha cama e suspirei. O que? Desde quando eu suspiro por caras? Bem, Kim Mingyu conseguiu isso. Senti meu lado da cama afundar e Dayane falar:

— Alice disse que chega em duas horas – eu a olhei chocada – ela vem de jatinho.

Bem, não importa isso agora, só que eu nunca mais como brigadeiro sem pensar nisso.

Notas finais
Espero que tenham gostadocomenteme byeXOXO
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!