Notas iniciais
Finalmente é revelado o nome do misterioso senhor e a sua história

Com Betsu descobrindo o lugar onde este senhor trabalhava, o senhor se viu obrigado a contar sua história para ele, se quisesse que o garoto não o importunasse mais. Então começou a contar a sua história:

-Bem... Tudo começou num dia calmo, como este, a mais de 20 anos atrás, eu era capitão de uma tripulação de 13 pessoas, bem conhecida até, como a Tripulação Fantasma, por atacar e saquear sem deixar rastros. Tínhamos acabado de saquear outro navio pirata menor, estávamos na Grand Line, indo para o Novo Mundo, quando paramos no Arquipélago de Sabaody, naquela ilha estavam presentes grandes piratas como Gol D. Roger e Edward Newgate ou mais conhecido como Barba Branca, quando soube que eles estavam no mesmo arquipélago que nós, eu fiquei muito empolgado para encontrar eles, mas me disseram que não seria fácil, pois eles trocavam direto de ilhas, que na verdade cada ilha eram árvores gigantescas que eram enumeradas, eles mudavam pois sabiam que a Marinha estava atrás deles. Eu e minha tripulação nos separamos pra cada um conseguir informações e mantimentos para o navio, mas eu estava determinado a encontrar pelo menos um daqueles grandes piratas. Eu havia entrado numa zona de árvores onde geralmente fica os bandidos, e foras da lei, na esperança de encontrá-los, às vezes aparecia uns 3 ou 4 ladrões para tentar me matar ou me roubar, mas todos muito fracos, fui chegando ao extremo da zona dos foras da lei e avistei uma cabana no alto de uma colina, chegando lá para minha surpresa, estavam quem mais eu sempre admirei juntos, bebendo sakê , naquela cabana estava, Edward Newgate, Gol D. Roger, Silvers Reyleigh, e Marco. Quando passei pela porta senti uma sensação estranha, uma tontura e a vista escurecia, mas não cheguei a desmaiar, meio sem graça cheguei na mesa onde estavam, e decidi cumprimentá-los, e eles admiraram a minha coragem de ter chegado a eles, conversei um pouco com eles, e me deram vários conselhos.

Mas um daqueles conselhos me deixou revoltado, mas intrigado, o Roger me falou: “Ainda não vá para o Novo Mundo, são águas perigosas, você e sua tripulação não estão preparados”.

Sai de lá, mas fiquei pensando na frase o dia inteiro, eu não percebia o que faltava em mim ou na minha tripulação. Então me senti determinado a não ligar para aquele conselho, imaginei que ele falou aquilo só para me assustar. No dia seguinte decidi partir para o Novo Mundo, afinal tem mais vantagem àquele que vai logo, né? Era assim que eu pensava na época, mas mal sabia de que estava errado.

Já com o navio revestido e a tripulação reunida nós partimos para o Novo...

-Revestido? O que é isso? – Interrompe Betsu.

- Revestir um navio é quando você coloca nele um material onde ele fica dentro de uma bolha, afinal, piratas tem que passar por debaixo da Red Line, submergindo.

-Aaatá... Continua, continua.

-Onde eu estava? Ah sim! Então partimos para o Novo Mundo, apesar de todos os avisos e conselhos que recebi. Então no começo do trajeto, antes mesmo dos mil metros, acontece o inesperado, surge vários Reis do Mar que estouraram a bolha do navio, o problema é que entre um dos trezes da minha tripulação tinha comido uma Akuma no Mi, uma fruta que dá poderes, mas em consequência não se podia nadar, no meio de todo o desespero que tomava conta de todos, boa parte deles morreram ou pela pressão, afogados, ou devorados pelos Reis do Mar, e um deles estava o que tinha comido essa fruta do demônio, que era meu melhor amigo e imediato da tripulação.

Eu e mais 4 conseguimos nos salvar, apesar de eu ter perdido minha perna nesse acidente,nada se comparava a perder meus companheiros, aquela perda me abalou muito, o nome do meu imediato era Paolo, um dos melhores atiradores que eu já conheci. Foi então que decidi desistir da vida de pirata. Eu e os outros 4 que sobreviveram nos despedimos e cada um foi pro seu lado, nunca mais vi eles até hoje.

Então, demorei 2 anos mas sai da Grand Line, indo pelo West Blue, em uma das paradas do navio que eu estava, me simpatizei com a ilha e decidi viver aqui, e estou até hoje.

E então chega por hoje né? – tentando terminar a conversa.

- Tá bem.. Mas só me responde a duas perguntas, pode ser? – insistiu Betsu. -Você pode me ensinar a como ser um pirata? E qual é o seu nome?

- Hum... Então você quer ser um pirata?! Você é muito jovem pra isso, mas posso te ensinar umas lições de navegação. E o meu nome?! Meu nome é Clark Henry. Venha no mesmo horário amanhã que poderei te ensinar a navegar. E qual é o seu nome garoto?

-Meu nome é Betsu, Betsu B. Black. Sim eu vou estar aqui amanhã! Pode deixar. Obrigado ossan, até mais. – Se despediu saindo da taverna.

-Então ele pertence à família dos B., faz tempo que não vejo alguém com esse nome, esse menino é incrível, vamos ver em que tipo de pirata ele irá se tornar. – pensou Henry.

Betsu voltava para casa, contente e imaginando a história que tinha acabado de ouvir, de repente passando pela floresta de longe avistava o porto, e uma fumaça muito densa e escura vindo de lá, então começou a correr pra saber o que estava acontecendo, saindo da floresta, mas ainda distante do porto começou a ver claramente o que estava acontecendo; o porto estava sendo saqueado por piratas! Foi então que ele saiu correndo desesperado, pois seu pai trabalha no porto. Suando e já quase sem fôlego corria em direção ao porto em chamas, sua feição era de espanto e preocupação.

Chegando ao porto gritava desesperado:

-PAI! PAAI! ONDE ESTÁ VOCÊ! PAAAI!

Betsu procurando por seu pai pelos píeres e decks, avistou uma aglomeração de pessoas. Chegando mais perto se deu conta de que eram os piratas que haviam desembarcado no porto, e o que parecia ser o capitão, com um grande chapéu preto, e barba loira, com pequenas cicatrizes pelo rosto, usando um trapo de cor preta e calça marrom, segurava uma pessoa pela garganta,gritava e ria dizendo:

-DUHAHAHE! Olhem rapazes! Essas pessoas desesperadas, os medos nos olhos delas, não sabem nem se defender! – e os capangas riam juntos.

No meio daquela confusão Betsu se esconde atrás de uma caixa, que ficava a uns 10 metros de onde eles estavam, para ver a movimentação dos piratas, e saber quem aquele pirata estava carregando pela garganta. Quando que por uma fração de segundos percebeu aquele rosto familiar, e sem conseguir se conter acabou gritando:

-PAI!

Ouvindo o grito vindo da direção de onde estava Betsu, o capitão manda que um dos capangas verificasse o que tinha sido aquele barulho. Ele entra em pânico ao perceber que o capanga se aproximava, ele começou a entrar em desespero se perguntando o que iria fazer, foi então que seu coração se acalmou, e determinado saiu de trás da caixa de onde estava escondido, e ficou frente a frente com o capanga. Nervoso gritou:

-LARGUEM O MEU PAI AGORA!

-HAHAHA, viu isso capitão?! Temos um valentão aqui. – debochou o capanga.

-Traga esse moleque aqui, vamos fazer uma reuniãozinha familiar! DUHAHAHE! – disse o capitão dos piratas.

Betsu tentou reagir, mas o capanga era bem mais rápido e forte que ele, e agarrou pelos braços, levantou-o e foi indo em direção ao capitão. Quando o pai de Betsu notou o que estava acontecendo, disse para Betsu:

-O que... você está fazendo aqui! Você devia... ter fugido! – dizia com dificuldade em respirar.

-Eu não iria deixar você... – disse Betsu.

-Own, mas que cena linda! Pai e filho tão unidos. ENTÃO QUE MORRAM JUNTOS! DUHAHAHAHAHE! – Enquanto o capitão pirata dizia isso, puxou uma pistola, apontou para testa do pai que estava em suas mãos e sem cerimônias atirou.

Aquele som ecoou pela mente de Betsu, parecia que tudo estava em câmera lenta, sua feição mudou, era como se estivesse sem reação nenhuma, o terror havia tomado conta de seus sentimentos. Olhava para o sangue escorrendo, e o corpo de seu pai sendo jogado no chão, era como que não acreditasse no que estava vendo.

Então o Capitão disse:

-Agora é sua vez! Vai dormir com seu pai hoje! DUHAHAHE – dizia isso enquanto apontava a arma para a testa de Betsu. Nem alguns dos próprios capangas do capitão acreditavam na tamanha maldade que estava acontecendo, mas ninguém ousava questionar os atos do capitão.

Foi então que quando engatilhou a arma, um vulto passou pelo tal capitão, que acabou deixando sua arma cair no chão, havia ficado paralisado, com um rosto de espanto, se ajoelhou e por fim deitou no chão já morto.

Notas finais
O que será esse vulto? Betsu se salvará?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.