One Piece ACD
33 Capítulo 33
Capítulo 33: Ao resgate na sede da marinha e a criança em choro
- Eles capturaram aquele cara do bar! – Rebeka falou assustada se referindo a Jonas.
- Meu senhor me fala quando esse cartaz foi posto? – Hellt perguntara ao vendedor da loja.
- Não tem muito tempo, coitado desse garoto, tão novo e vai ser executado. – foi a resposta do senhor, nesse instante se escuta o som da porta se abrindo, uma figura adentra o local e começa falar.
- Onde está o dinheiro velho? – aquele ser que entrara falara diretamente com o dono da loja, tinha uma voz esganiçada e uma roupa branca.
- Mas eu já paguei os impostos, se continuar pagando impostos assim terei que fechar a loja. – a resposta do velho senhor gerou ira no cobrador que desferiu um tapa no rosto do homem.
- Eu vou acabar com esse cara! – Hellt falou baixo mas Rebeka o segurou no ombro.
- Não faz isso! Você não percebeu o que esse homem está cobrando? Tributos. Ele com certeza é da marinha e a gente não pode enfrentar eles agora. – as palavras da navegadora eram sensatas apesar dela mesma querer muito quebrar a cara daquele marinheiro.
- Hei cara...? – o desenhista chama o suposto marinheiro e ele se vira, agora era perceptível que suas roupas brancas eram de um marinheiro, porém o que realmente chamou a atenção dos dois jovens era a maquiagem que aquele homem usava, blush, pó de arroz, brilho labial, sobrancelhas definidas, “puts! Tem muleconas na marinha?!” Hellt pensou.
- A gente viu no cartaz que vocês vão executar um pirata, aonde vai ser? Eu não posso perder isso sabe? – Rebeka falou meio sem graça.
- Hã...? Vai ser na sede da marinha oras! – o marinheiro falou dando de ombro pensando o quanto era incômodo falar com turistas. – Escute aqui velho, se não tiver o dinheiro amanhã vamos te prender como o criminoso que é! Onde já se viu negar impostos a marinha?! – o homem reclama, ameaça e sai da loja, o desenhista e a navegadora vão até o velho senhor para ver se está tudo bem com ele.
- Não se preocupem meus jovens, minha carcaça é velha mas eu aguento o tranco...
- Que tipo de piada sem graça foi essa? – Rebeka fala inconformada. – Esse cara é da marinha, ele deveria proteger as pessoas e não bater nelas.
- A marinha só defende seus interesses Rebeka, aposto que a marinha só se instalou aqui por ver o quanto a cidade estava crescendo só pra pegar o dinheiro dessas pessoas. – foram as palavras de Hellt.
- Sabem, antigamente quando as pessoas começaram a aparecer na cidade todo mundo pensou que conseguiria mais dinheiro trabalhando mas vieram os piratas e acabaram com nossa paz, depois a marinha chegou e expulsou os piratas, depois desse dia vivemos bem até que o capitão-tenente Marcus Flint chegar aqui, ele tem abusado muito dos cidadãos cobrando impostos altos e matando qualquer um que se rebele na acusação de pirataria. – o velho senhor desabafa quase em lágrimas. – Eu duvido que aquele jovem seja mesmo um pirata.
- É difícil saber quem é bom ou mal nesse caos todo. – a navegadora se refere ao fato ilógico de a marinha não estar protegendo os cidadãos e sim os oprimindo.
- Senhor a gente vai fazer o possível pra ajudar. – Hellt fala decidido e Rebeka apoia, o senhor fala pra não se intrometerem nesse assunto porque eles poderiam ser acusados de pirataria e morrer, entretanto eles saíram da loja com a ideia fixa de salvar Jonas e dar um jeito nesse capitão-tenente.
Não demorou para chegarem no esconderijo onde todos estavam esperando ansiosos a comida, como era de imaginar Daniel foi o que mais comeu, o desenhista e a navegadora não falaram nada sobre o ocorrido, esperavam o momento propício que seria depois de comer.
- Escutem, algo sério aconteceu, Jonas foi pego pela marinha e ela vai executar ele amanhã ao meio dia sobre a acusação de pirataria... – bastaram somente aquelas primeiras palavras da navegadora para que a feição dos presentes se transformasse para surpresa e fúria, Rebeka ainda explicou a situação da cidade com a marinha o que deixou a tripulação ainda mais furiosa.
- Já escutei demais! Temos que invadir a sede da marinha, tirar o Jonas de lá, pegar nosso navio e acabar com esse capitão-tenente! – o gordinho falou decidido, ele somente expressou o sentimento de todos ali.
- Go to hell! Parece que temos um salvamento a fazer. – Gabriel fala.
- Vamos enfrentar a marinha pra salvar um companheiro, isso sim é um ato honroso! – Naty exclama.
- Certo então, mas vamos esperar até a noite cair pra entrar na sede da marinha, lembrem-se que estamos lidando com uma força organizada que roubou nosso navio e capturou o Jonas. – o desenhista reitera.
Eles não planejaram muita coisa, teoricamente apenas entrariam lá e quebrariam o que precisasse pra salvar o Jonas e o navio ACD, mas é interessante notar o como a noite chegou rápido, os jovens se aprontaram e foram até a sede da marinha que era uma grande construção branca no lado oposto da ilha, um grande prédio quadrado com saídas e entradas pela terra e pela água, não era difícil de achar já que várias placas indicavam a direção do local.
- Como a gente vai fazer pra entrar? Já sei! Eu posso quebrar a parede... – Daniel sugere aos seus companheiros, estão todos em arbustos perto do muro mais próximo do portão principal, todos achavam que Hellt ia brigar com Daniel devido a impulsividade do menino contudo...
- Não é má ideia... – o desenhista fala com sua mão no queixo, os outros nakamas se espantaram com a atitude calma do mais velho. – Seria interessante se a gente... – antes que Hélio consiga terminar a frase algo corta seu raciocínio, uma voz de menina que chega a seus ouvidos.
- Mas vocês não podem fazer isso com ele, ele não fez nada...! – o desenhista olha para o portão e enxerga com surpresa uma menininha discutindo com os dois marinheiros de plantão no portão principal.
- Ele é um criminoso e tem que pagar pelos atos ruins que fez! – um marinheiro fala.
- Não é criminoso não! Ele só estava me protegendo dos homens ruins, os criminosos nessa ilha são... – a raiva começava a se desenhar na face dos guardas com aquelas palavras da garota que foram interrompidas por Hellt que saiu do esconderijo sorrateiramente sem ninguém ver e apareceu à frente daquele portão.
- Lilian! Nossa que bom te encontrar! Você tem que parar com essa mania de fugir de casa menina. – o artista fala com um sorriso sem graça.
- Sua filha está nos perturbando senhor, leve-a daqui agora! – um dos marinheiros fala.
- Pode deixar. – Hélio a segura pelo braço e a puxa, ela se debate por não querer ir, começa a chorar e gritar, afinal ela nem conhece o mais velho, Hellt então se abaixa e fala com ela:
- Para de gritar senão aqueles homens vão te matar... – ele fala bem baixo para que só ela escute, Hellt a leva, agora mais calma, para perto de seus colegas.
- Go to hell Hellt! Por que trouxe essa menina aqui? – Gabriel argumenta surpreso.
- Porque os guardas iam acabar matando ela! Qual é a sua menina? Não tem amor a vida? – foram as palavras do desenhista.
- Eu não posso... Eu não posso... Eu não posso deixar que o moço morra por minha causa! – depois dessas palavras a menina começa a chorar.
- Ela vai acabar com nosso disfarce. – Rebeka fala preocupada.
- Ela deve estar com fome e por isso ta chorando. – Daniel afirma.
- Eu consigo dar um jeito nesse choro, põe a língua pra fora garota. – Naty fala sacando sua espada e apontando para o rosto da menina com sua tradicional face de demônio, a feição de susto toma conta dos outros Nakamas, exceto Daniel que não havia entendido, pelo menos a ameaça funcionou para a menina parar de chorar.
- É que é muito injusto, um moço tentou me proteger de uns marinheiros e por isso ele foi preso, agora querem matá-lo dizendo que ele é pirata. – tais dizeres da garota fizeram Gabriel pensar na possibilidade desse moço que ela falara e Jonas serem a mesma pessoa.
- Menininha, como é esse moço que te salvou? – foi a pergunta do músico.
- Ele tinha uma roupa preta e óculos, ele também tinha duas armas e...
- Go to hell é o Jonas! – conclusão lógica que foi acompanhada por todos os nakamas.
- Hei garota não precisa chorar por causa dele, a gente vai entrar aí e o salvar. – Daniel fala se aproximando e colocando sua mão na cabeça dela, o sorriso do gordinho parece ter conseguido acalmar o coração da menininha. – Como você chama?
- Carla, você vai mesmo salvar o moço?
- É difícil fazer esse moleque gordo mudar de ideia, se ele falou que vai salvar ele vai salvar! – Hellt fala sorrindo de leve, o mesmo sorriso que os outros nakamas fazem.
Fato é que eles entrarão naquele lugar pra salvar o Jonas, contudo o inimigo agora não são piratas, se trata da própria marinha, uma organização gigante ligada ao governo mundial, seus atos podem resultar em consequências inimagináveis.
Preview:
- Tenho que sair daqui o mais rápido possível, não posso ser associado aqueles piratas, imagina se a marinha me prende, como eu ia achar aquela arma não é mãe? – Jonas falava pra si mesmo colocando coisas numa mochila.
- Agora é só deixar um dinheiro na recepção do hotel é sair dessa cidade, é uma pena que aquelas pessoas eram piratas, eles são até legais. – o jovem de óculos continuava falando pra si mesmo, fazia referencia ao grupo de Daniel.
Jonas saiu do hotel e seguiu em direção ao porto, seu caminho estava longe de qualquer infortúnio até que...
- Por favor, para com isso... – a voz de uma menininha chega até aos ouvidos do atirador.
- Os piratas estavam no bar do seu pai garotinha e agora o bar ta todo quebrado, como vamos conseguir os impostos agora hein? – um marinheiro fala atiçando um cachorro na garotinha que estava acuada num canto...
Proximo capítulo: A atitude do atirador e a reunião dos inimigos
Notas finais
Próximo capítulo vamos entender melhor o porque de Jonas ter sido preso..........
Té mais.........
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