One Night Only
5 Quinto
- Você disse que queria conversar – ela disse minutos mais tarde estando já recomposta fisicamente, pronta para se levantar da cama e vestir pelo menos um roupão, não tinha coragem de conversar estando assim, nua, porque sabia exatamente onde acabaria novamente.
- Você sabe o que eu quero conversar – ele murmurou, mas ela não o sabia exatamente.
- O quê? Que eu vou para NYU e você nada? – ela perguntou ácida. – Achei que você queria apenas acertar as coisas...
- E eu quero – ele disse decidido.
- Então diga – ela murmurou tocando os lábios dele lembrando-se, de repente, de tudo que já havia passado naquele ano.
O Lord Marcus, Yale e sua decepção, a viagem que ele a havia abandonado... Todas as tentativas de fazer dar certo. E no entanto, mesmo com tantas tentativas, ali estavam, separados.
- Você sabe o que precisa para dar certo – ela murmurou afastando-se de vez.
- Assim como você sabe o que eu sinto – ele disse se sentando, coberto com o lençol branco. – Não há para que falar.
- Há muito mais para falar – ela murmurou desiludida.
Então seu filme voltava a despencar.
- Eu devo ser muito estúpida mesmo – ela disse virando-se, pronta para pegar suas coisas.
- Você sabe como eu sou – ele murmurou sem se levantar para impedi-la. – E mesmo assim está aqui, então, que diferença faz?
- Faz toda diferença – ela disse voltando a encará-lo.
- E se eu não puder fazê-lo?
- Então eu não sei o que ainda faço aqui...
- Então – ele se pôs de pé e a segurou pelo braço. – Então esse seria o fim...
- O fim – ela repetiu.
- Então – ele aclarou a garganta. – O que aconteceria se eu dissesse que essa noite é tudo que temos? Tudo que resta...
- Eu iria embora, agora mesmo – ela disse. – Enquanto eu ainda tenho controle sobre o que sinto – mentirosa – Enquanto você não pode me machucar mais.
- Não – ele murmurou. – Você ficaria, mesmo assim – ele continuou aproximando sua boca da dela – Porque não se pode fugir disso.
- Pode ter certeza que se pode fugir sim.
- No entanto você continua aqui – ele disse voltando a beijá-la.
No fim das contas aquela noite era mesmo tudo que lhes restava, pelo menos por um tempo.
E quando clareou, ele seguia dentro dela, fazendo-a sua e com ela não era diferente. As mãos embrenhadas no cabelo masculino, o gemido ecoando no quarto, os gritos de prazer.
Quando o sol estava a pino é tudo pareceu realmente claro... A garota se levantou mesmo com os olhos carregados pelas lágrimas, suas roupas novamente postas e a sandália nas mãos para colocá-las só quando alcançasse o elevador, porque para ela já havia dado.
Havia ido além do que julgava capaz de aguentar e superar, pronto.
Enquanto ele permanecia ali deitado, o torso nu e o copo de uísque na mão, porque isso era tudo que lhe havia restado, e assim seria por um bom tempo. Ela só não o entendia, não entendia que precisava de tempo e espaço para assimilar seus próprios sentimentos...
Não, ele que não entendia, porque ela já havia dado tempo e espaço suficiente.
A discussão constante.
Assim um dos dois deveria ir antes que fosse tarde demais, aproveitar que o dano estava no principio e a dor seria superada.
Eles possuíam apenas aquela noite e, agora, o sol já reinava mostrando que a noite acabara, era hora de voltar a realidade e encarar o futuro – separados.
Blair seguia pela 5ª avenida como se fosse apenas mais um dia de férias, as férias antes da faculdade. Suas malas já estavam prontas, mas nunca era demais comprar algo a mais, uma bolsa ou almofada, não importava, estava, definitivamente, dedicada a sua nova vida.
E seguiria assim.
FIM
Notas finais
espero que gostem, deixem reviews o//
e até uma próxima fic.
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