Notas iniciais
Juro que não queria começar mais uma história, mas meu cérebro só funcionou demais hoje. Quebrei o joelho e estou de molho, então termos atualizações de todas as minhas histórias essa semana. Culpe me cérebro por mais essa.
E para deixar bem claro para quem não me conhece: Faberry OTP. Aproveite esse começo Pezberry por enquanto.
Enjoy it.

Fechou a porta do carro com certo nervosismo na expressão, não era a primeira vez que ia á residência dos Lopez, mas sempre a sensação de perigo a acompanhava. Alinhou mais uma vez seu terno feminino e andou com passos decididos pelo caminho de pedras que a levaria á porta imponente da casa exageradamente grande para uma família de três pessoas.

Checou uma ultima vez o celular, colocando-o em modo avião e enfiando-o no bolso, nada poderia atrapalhar aquele jantar ou tudo estaria perdido. Apertou a campainha e aguardou um dos empregados a atenderem, sua respiração pesada fazendo uma baixa névoa no ar á sua frente. Noite um pouco fria para a época do ano.

Uma senhora com traços latinos a conduziu casa á dentro, a mulher atenta á todos os ambientes da casa. Chegaram á sala de jantar em apenas alguns minutos de caminhada, a grande janela do cômodo lhe dava uma linda vista do jardim de inverno que Carmen mantinha com todo o cuidado do mundo. Ele já começaria a florescer.

Por uma porta afastada da grande mesa, sua namorada entrou tempestuosamente agarrando-se á sua cintura. Suas bocas se colaram por alguns segundos, e pode ver que Santana não estava usando o vestido que comprara para a ocasião.

- Onde está o vestido que comprei? – olhou para o corpo esguio da latina.

Reclamar não era uma opção, já que sua namorada ficava bem com qualquer peça de vestuário do mundo. Era demasiado curto, porém valorizava suas coxas e não é como se fosse mostrar para outras pessoas que não fossem sua família.

- Achei formal demais para a ocasião. Não gostou deste, baby? – mostrou-se com uma leve volta ritmada e o bumbum empinado.

- Nem todas as palavras que sei conseguiriam descrever como gostei de te ver nesse modelo. – beijou rapidamente a boca latina – Mas não acha que deveria usar algo mais discreto para um jantar com a sua família.

Santana ficava infinitamente linda de vermelho, não podia negar. Mas a latina também sabia como seu pai funcionava. Se precisavam falar com seriedade, deveriam ter um porte sério. Talvez fosse por que tinha punhos de ferro para dirigir a empresa de ações, e trouxe isso para a vida pessoal. Não sabia precisar, sempre conhecera Juan dessa maneira.

- Não é como se fosse me pedir em casamento, meu amor.

Sua cabeça processou rapidamente uma saída, por que sim, essa era a intenção. Namoravam á três anos e meio, e eram perdidamente apaixonadas. A caixinha em veludo estava no seu bolso direito, o anel era de diamante como Santana sempre dissera que queria. Não se lembrava precisamente quanto tempo economizou seu salário até que pudesse entrar na Tiffany’s apenas para escolher o modelo.

- Agora venha, estão nos esperando na sala ao lado. – a latina puxou sua mão em direção á mesma porta em que entrara.

Passou pelo batente respirando fundo, aquele peso inicial saíra de suas costas. Mas assim que viu Juan e Carmen conversando baixo ao lado da lareira, cada um com seu respectivo copo de whisky em mãos, e medo voltou com força total.

Sempre soube que ambos eram contra o seu relacionamento com sua filha. Carmen achava que não estava apta para conviver nos ambiente que os Lopez frequentavam, e Juan a julgava apenas como empregada indigna do amor de sua filha e única herdeira.

- Boa noite, senhor e senhora Lopez. – disse formal ainda com sua namorada pendurada em sua mão.

- Meu amor, já disse que pode chama-los pelo nome. Não é? – olhou em direção ao casal sentado em poltronas levemente afastadas.

Carmen apenas a olhou com indiferença, sabendo que por dentro estava gritando para que ainda fosse chamada de senhora e que pudesse manter o ar superior ao olhar em sua direção. Sabia que assim que fosse chamada pelo primeiro nome, perderia o medo que tinha sobre a outra.

- Contando que no trabalho ainda me chame de patrão, não vejo problema. – Juan tentou ser amigável uma primeira vez. Só gostava de ver sua preciosa Santana feliz.

- Está servida, meu amor? – Santana repousou a mão no gargalo da garrafa.

- Muito obrigada, mas sabe que não bebo. – sorriu ameno em resposta.

Viu Carmen se levantar e sair em direção á sala de jantar, chamando algum empregado á plenos pulmões. Juan depois de sorver rapidamente o resto de sua bebida do copo também a acompanhou, avisando Santana que em alguns poucos minutos o jantar estaria servido.

Quando se viram sozinhas no cômodo, Santana assaltou sua boca com rapidez, o magnetismo entre o corpo das duas não podia ser negado por qualquer pessoa que as observavam. Mal conseguiam ficar poucos segundos sem se tocarem. Fora assim que o relacionamento começou.

Ouviram ao longe seus nomes serem chamado, sorriram cumplices antes de apenas entrelaçarem os dedos e irem em direção ao som. Mal colocou um pé onde os pés de sua namorada estavam, ouvi Santana sussurrando em seu ouvido que mais tarde continuariam aquilo no quarto.

Como se tivesse rezado aos céus, o jantar foi feito quase que em total silencio. Juan ainda tentou algum assunto com sua filha, mas esta estava muito ocupada com o que fazia na coxa da namorada por debaixo da mesa.

Antes que pudessem terminar a sobremesa e subirem para o quarto da latina, Juan se fez escutar na mesa. Se a cara de poucos amigos de Carmen poderia lhe dizer alguma coisa, era que seria uma situação complicada para as duas.

- Você sabe que todos os anos temos o baile anual de gala por essa data. Como eu sempre o patrocino, Santana preparada um número de dança para o grande final. – serviu-se de mais um pouco de sobremesa.

- Sobre isso papai, gostaria de saber se posse ter liberdade criativa esse ano. Acho que os convidados já se cansaram de me ver dançar valsa todos os anos. – sorriu com os olhos brilhantes em expectativa.

- Creio que não filha, todos amam a ver dançar. – falou orgulhoso. – Mas faça como quiser, quero minha filha radiante de alegria.

Mais nenhuma palavra foi dita até o momento em que Santana levantou-se rápida puxando-a pela mão em direção ás escadas. Seu cérebro só voltou a funcionar quando teve uma ideia brilhante. Entrando no quarta da latina, tinha um sorriso aberto e característico em seu rosto, beijando a (ainda) namorada com entusiasmo renovado. Todo o resto poderia esperar, tinha o momento perfeito.

O baile anual lhe parecia uma oportunidade perfeita. Dançaria valsa com Santana, impressionaria Juan (até mesmo poderia ganhar a promoção que tanto sonhava, a vaga de diretor de finanças ainda estava em aberto) e pediria Santana em casamento. Claro que Carmen poderia ser um empecilho, mas como sabia que as aparências valiam muito naquela casa, não faria caso em público. O pedido seria digno de contos de fadas.

O primeiro passo seria o mais difícil para Rachel: aprender a dançar.

Notas finais
Enfim, que a força estejam com vocês. Qualquer coisa, deixa um comentário aí pra me fazer terminar a história.
Bom final de semana a todos, juízo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.