Notas iniciais
Olá a todos! Saindo do forno, espero que gostem. Liz, te amo, capitulo dedicado a você, aproveite a dica escondida nele ;)

Os olhos de Emma se enchem de lágrimas de felicidade, recebendo um sorriso ainda maior da morena, que também não consegue segurar a emoção. Regina a beija, aquele beijo com tantos significados, com tanto amor, carinho e plenitude, pois nos braços uma da outra, se sentiam completas, sentiam que estavam aonde deveriam estar e esse sentimento é arrebatador. Emma diminui o ritmo do beijo, encerrando com vários selinhos pela boca e bochechas da amada, arrastando sua boca até a orelha dela, sussurrando um simples sim, que de simples não tinha nada. Regina sente que poderia voar de tão sublime que se sentia, era uma sensação tão maravilhosa que transbordava, retribui secando as lágrimas no rosto da loira com os seus lábios, pequenos beijos tão carinhosos feito uma pluma pousando.

— Regina Mills realmente me pediu em casamento? – Emma sorri, totalmente encantada com o amor de sua vida. – Eu amo você, sabia?

— Além de saber, eu sinto esse amor. – Regina deu de ombros. – Era a minha vez de te pedir em casamento, lembra? E eu também te amo, amo muito, espero que isso nunca mais fique em dúvidas. Confesso, que não estava mais aguentando ter que me despedir de você, preciso da minha esposa totalmente de volta. Nem quando éramos adolescentes fomos tão devagar assim.

Regina ri e aquele som faz o coração da loira bater ainda mais acelerado.

— Ah, eu amo essa tua risada debochada. Sim, era a sua vez. – Emma novamente beija a morena. – E eu também não estava mais aguentando ter que ir embora. Eu fico totalmente e para todo o sempre. Nunca fomos devagar porque a senhorita é o ritmo alucinante que nos impulsiona.

— Claro, de lenta já me basta você, meu bem. – Regina sorri ainda mais, puxando a loira pela mão. – Vem cá.

Regina sobe as escadas rapidamente, segurando a mão de Emma, que apenas se deixa ser guiada até o quarto principal. Ao adentrar o cômodo, a morena solta a mão da amada e entra dentro do seu closet, voltando de lá com uma caixinha preta, pequena e redonda, desconhecida pela loira.

— Menti para você uma vez, dizendo ter jogado nossas alianças no rio. Até tentei fazer isso, mas no último segundo, eu desisti. Tinha raiva de você ter deixado a sua em cima da mesinha de cabeceira e queria de alguma forma te afrontar mais do que isso. – Regina se ajoelha em uma perna e abre a caixinha. – Vou entender se não quiser usar as mesmas alianças...

— Você as guardou. – Emma nem deixa ela terminar de falar e se ajoelha na frente da amada, pegando as alianças da caixinha e as admirando por alguns segundos, eram douradas e grossas, com o símbolo do infinito junto aos seus nomes e data de casamento na parte de dentro. – Pensei que nunca mais as veria. Claro que desejo usar elas novamente, são perfeitas e tão nossas, com tudo que significamos ao longo do tempo. Mesmo quando eu pensava que você tinha desistido de nós, você nunca desistiu de verdade, está muito claro agora.

— Nunca consegui tal feito. – Regina sorri emocionada. – Estava confusa com muitas coisas, porém meu coração sempre soube e sempre me protegeu de seguir algum caminho sem volta, pois sabia que iria precisar de um caminho para voltar.

— Regina...

Emma lhe beijou novamente, mais um beijo carregado de tantos sentimentos bons compartilhados. Era um recomeço e continuação ao mesmo tempo. Ao encerrarem o beijo, Regina segura na mão da loira, ainda ajoelhadas uma de frente para outra, delicadamente deslizando a aliança no dedo da amada, dando um beijinho ao finalizar e lhe estendendo a outra aliança. A loira sorri e faz o mesmo com Regina, se abraçam fortemente e trocam mais beijos, até se levantarem e seguirem aos tropeços até a cama. Passam o resto da noite e metade da madrugada se amando e trocando juras de amor.

O dia seguinte amanhece chovendo fraco, os sons da chuva lá fora são brandos. O despertador, que Regina esqueceu de desativar, é o responsável por despertá-las. Emma abre os olhos primeiro, admirando a beleza da amada em seus braços, que resmunga sobre a música que toca no despertador do seu celular.

— Grease??? – Emma ri, plantando um beijinho no nariz da morena. – Você é a única que eu quero.

— É um clássico, por um motivo óbvio, é bom demais e atemporal. – Regina abre os olhos e procura pelos olhos verdes. – Bom dia, a recíproca é verdadeira.

— Bom?? – Emma sorri amplamente, as covinhas se evidenciando em seu rosto. – Bom não chega perto de definir o dia de hoje. Me diga que não estou sonhando.

Regina sorri e em um movimento rápido e inesperado pela loira, se põe em cima do corpo da amada, que fica felizmente presa por baixo. A morena dá aquele olhar, que faz tanto o coração acelerar, quanto o corpo todo de Emma estremecer, ameaçando beijar e voltando, provocando e recebendo um negar de cabeça da loira, que adora se render aos desejos e vontades de sua mulher.

— Acho que sei como te provar que não é um sonho. – Regina morde o abdômen da loira. – Sonhos não são tão reais assim.

— Oh, não. – Emma ofega, engolindo em seco. – Nenhum sonho chega aos pés desta realidade aqui.

A morena morde o lábio inferior, apreciando o efeito que causa e sentindo sua própria excitação aumentando rapidamente. Antes de decidir por onde começar, as batidas na porta lhe despertam do êxtase que lhe acomete, a fazendo respirar fundo. Emma fecha os olhos frustrada, sabendo que não poderiam continuar o que tanto queriam.

— Desculpem. – A voz de Robin ecoa por trás da porta. – Hoje tem campeonato de xadrez lá na escola, preciso chegar uma hora mais cedo que o normal. E como a minha carona deve estar aí dentro e nenhuma da duas apareceram ainda, estamos em cima da hora.

— Não tem nada para se desculpar, minha querida. – Regina nega com a cabeça, lamentando profundamente ter incentivado a sobrinha entrar para o clube de xadrez no momento. – Sua outra tia está tomando banho, vai se preparando que já vamos descer.

— Tínhamos que ter criado uma nerd? – Emma sussurra baixinho. – Preciso entrar numa geleira, acho que água fria não resolve.

— Vai ter que resolver. – Regina se levanta a contragosto, esticando a mão para ajudar a loira levantar. – Vem, vamos ter que acelerar as coisas. Eu vou fazendo o café da manhã, enquanto você toma um banho e se arruma. Depois de aprontar o café, subo e faço o mesmo. Pode ir na frente com a Robin, pois as duas não podem se atrasar, eu vou em seguida.

— Nem tenho neurônios para pensar no momento. – Emma levanta resmungando. – Quem precisa de emprego? Posso viver de amor.

— Sorte sua que para entrar embaixo do chuveiro, não precisa estar com os neurônios funcionando. – Regina veste um roupão e dá um selinho na amada. – Minha esposa precisa de um emprego, pois eu que vou viver de amor no momento. Vai logo, te espero lá embaixo.

— Ah, Regina. – Emma sorri e faz beicinho. – Posso seguir teu exemplo e abrirmos o nosso próprio negócio. Sempre quis ter uma vídeo locadora.

— Só está há algumas décadas atrasada, meu amor. – Regina ri, lembrando do antigo sonho adolescente da loira. – Mídias físicas estão em extinção.

— Nunca vou superar isso. – Emma resmunga indo para o banheiro. – Como eu sinto falta de ir em uma vídeo locadora.

Regina ri e desce para preparar o café da manhã, encontrando a sobrinha pronta para ir à escola, sentada na bancada da cozinha. Enquanto conversa com Robin, a morena prepara o desjejum. Emma se junta as duas, insistindo para fazerem a refeição juntas, que não tem problema se atrasarem um pouco, o que acaba por convencer Regina.

Durante o caminho da escola, o clima é descontraído, entre conversas leves e risadas entre as três. Regina sente aquela sensação de família completa, que finalmente sua vida está entrando no rumo certo. Logo que entram na escola, Robin se despede das tias e sai correndo para encontrar Alice, que já a espera ansiosa, perto do local aonde o campeonato será realizado.

— Emma? – Regina olha na direção que a sobrinha correu, percebendo uma menina abrir um sorriso enorme ao ver Robin.

— Sim, aquela garota é a Alice. – Emma sorri, já antecipando a dúvida da morena. – Ela não faz parte do clube de xadrez, a nerd da relação é a nossa loirinha.

— Para de chamar ela de nerd. – Regina dá um leve tapa no braço da amada, lhe olhando nos olhos. – Ela é inteligente e dedicada, graças aos meus genes, pois se puxasse por ti...

— Vai me chamar de loira burra?! – Emma ri e esfrega o braço. – Bruta, hein?

— Até parece que não gosta. – Regina ergue a sobrancelha, desafiando a amada a negar, que apenas bufa. – Foi o que pensei. E não te chamei de loira burra, nunca me interessaria por uma. E muito menos me casaria pela segunda vez com uma.

— Devo ser inteligente mesmo, para ganhar teu coração duas vezes.

— Emma, vai trabalhar, vai. – Regina sorri e dá um leve empurrão no ombro da loira.

— Verdade, preciso ir fazer isso, afinal tenho uma ex esposa e noiva para sustentar.

— Tua sorte que os dois títulos pertencem a mesma pessoa. – Regina entra na brincadeira. – Vou procurar um lugar para sentar e guardo o teu ao meu lado.

— Não esperava nada menos de ti. – Emma sorri e pisca para a amada, indo em direção a sua sala na escola. – Volto assim que der.

Regina concorda e observa a loira sumir de vista, indo procurar um lugar no auditório aonde o campeonato aconteceria. Já acomodada e observando a movimentação do local, se surpreende quando alguém senta ao seu lado e não é a sua loira.

— Estou guardando esse lugar, a bolsa nele não te deu essa dica? – Regina revira os olhos e fala sem paciência.

— Bom dia para você também, Regina. Eu vou bem, obrigada por perguntar. – Ingrid sorri falsamente. – Vim ver a minha neta, soube pela minha filha que ela iria competir.

— Negócios de família são bons meios de fofocas, não acha? – Regina retribui o sorriso falso. – Nem precisa ser convidada.

— Disso você entenderia, não é? – Ingrid desdenha. – Nepotismo também corre solto na Once Upon a Time. E não preciso ser convidada para vir na minha escola.

Regina ignora a alfinetada, não valia a pena responder para a megera, ela não merecia sua atenção. A morena procura pela sobrinha, percebendo que ela já estava no auditório, acompanhada de Alice. Ingrid olha para o mesmo local, notando que a outra garota loira parecia íntima demais de sua neta.

— Quem é aquela?

— Sei tanto quanto tu. – Regina desconversa, sem nem olhar para a mulher ao seu lado. – Pode procurar outro lugar? Esse já está reservado.

— A Swan pode sentar em outro lugar, aliás, ela está no horário de trabalho dela e não de diversão.

— Na sua concepção as duas coisas não podem acontecer ao mesmo tempo? – Regina debocha. – Tenho pena da vida que leva então.

— Pena você deveria ter da sua vida. – Ingrid empina o nariz. – Sempre medíocre e ordinária.

Regina respira fundo, não iria cair no joguinho da loira mais velha, por mais que desejasse responder à altura, precisava pensar em Robin, que não deveria presenciar algo desagradável assim.

— Deveria ter focado em construir a sua própria família, ao invés de brincar de casinha com a Swan e minha neta. – Ingrid percebe que está afetando a morena e segue seus comentários com um propósito. – Depois não diga que não lhe avisei, essa brincadeira está com os dias contados.

— Aproveite o lugar, é o mais perto que vai chegar de Robin. – Regina levanta e encara a mulher. – Suas garras nunca vão alcançar aquela menina, pode apostar que não.

— Eu não teria tanta certeza, se fosse você. – Ingrid sorri amplamente. – Nunca se sabe quais trunfos estão escondidos.


Notas finais
O que acharam? Quais trunfos seriam esses? Até o próximo aqui ou em Accidentally in Love.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.