One More Night

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Aos que estão acompanhando, eu espero que gostem do capítulo.

Era engraçado acordar e não estar em um quarto vazio, jamais se imaginou tão cedo com alguém e de forma tão afetiva quanto estava com Sebastian, mas admitia adorar a idéia. O cheiro do maior se misturava com o seu pelo quarto, um aroma único. Hunter se levantou lentamente da cama deixando o maior dormindo enquanto seguia para o banheiro fazer sua higiene, estava de rosto limpo e com um pente em mãos quando foi abraçado por trás, aquele toque familiar o fazendo sorrir de canto. – Bom dia Seb. – Smythe bocejou atrás de si e o apertou com os braços em torno de sua cintura. – Hun, porque está madrugando em um final de semana? – Ele riu se virando para olha-lo com aquela cara de sono que tanto gostava. – Não estou madrugando, já viu que horas são? E eu pensei em colocar em dia alguns compromissos. – O maior logo se endireitou e o agarrou pelo pescoço. – Quais compromissos? – O loiro sorriu e virou-se para envolve-lo pela cintura enquanto seus olhos se mantinham fixos nos do maior. – Surpresa. – É claro que Sebastian fez uma careta mas acabou assentindo para ele. Tudo havia acontecido absolutamente muito rápido, e por mais que sua mente ainda negasse isso, Hunter sabia que estava apaixonado por Sebastian, mas ele tinha medo de que não fosse tão reciproco quanto parecia, afinal, o garoto jamais se contentou com apenas um homem em sua cama e isso de certa forma o preocupava e muito. Mas se havia uma coisa que ele fazia e muito bem, era se arriscar, mais uma investida as cegas não o mataria. Já havia alimentado Pussy que naquele momento dormia tranquilamente sobre sua almofada, Sebastian havia o mimado e muito comprando coisas para ele, ao menos ele havia se dado bem com o gato o que era maravilhoso. Já era tarde quando Clarington finalmente voltou para o flat, dando de cara com um Smythe contrariado. – Compromisso demorado esse ein. – O moreno soltou irônico franzindo o cenho e jogando uma das almofadas que estava sobre o sofá em cima de Hunter que mal percebeu o objeto e por isso não conseguiu se esquivar da mesma. – Nem demorei tanto assim, parece que sentiu minha falta Smythe. – O maior deu de ombros ignorando-o, o que o fez rir baixinho e dar a volta na sala se jogando no sofá junto com o mesmo. Sem dizer qualquer palavra Sebastian se manteve ali, então o menor o envolveu-o junto a si e o beijou, um beijo lento porém intenso, que logo arrancou um sorriso do outro. – Acho que fiquei entediado no fim das contas. – Confessou Sebastian depois de um minuto. – Então que tal sairmos para jantar e eu compenso a ausência. – Sebastian virou-se imediatamente para a janela embasada pelo frio que fazia lá fora. – Você percebeu que está um frio danado lá fora né? – Questionou ao menor fazendo uma careta que o fez se arrepiar. – Isso é uma desculpa para que ninguém nos veja juntos? Porque se for... – Hunter havia sido interrompido pelo indicador do maior sobre seus lábios, ele suspirou, talvez estivesse certo sobre Sebastian afinal, mas as palavras que vieram a seguir lhe mostrou que estava errado. – Vamos jantar, em um lugar quente e de qualidade por favor. Não quero esses moquifos da vida. – O menor assentiu antes de dar-lhe um novo beijo, dessa vez mais rápido. Ambos já haviam se trocado e se agasalhado da melhor forma quando saíram de casa, no carro de Sebastian já que Hunter ainda não havia organizado todas as suas coisas ali na cidade. Escolheram um dos melhores restaurantes de NY, desceram do carro um pouco distantes o que permitiu que pessoas olhassem com certo interesse para ambos, mas uma coisa que ele não esperava era que Sebastian o agarraria ali na porta deixando claro que nenhum deles estava interessado. O jantar havia sido tranquilo, ambos conversaram sobre coisas que jamais haviam dito um ao outro, família, sonhos, coisas que já viveram, coisas que desejavam viver. Não esperava que por dentro daquela pose de playboy houvesse um alguém tão incrível quanto Sebastian demonstrava ser a cada minuto. Parecia um bobo admirando-o enquanto falava, os pequenos detalhes lhe chamavam atenção como a forma que ele olhava para alguém que os encarava demais, o jeito que ele cruzava os braços quando estava irritado ou sem paciência, a forma que sorria quando pensava algo pervertido, ou até mesmo como suas sobrancelhas se arqueavam quando estava frustrado, parecia loucura que coisas tão pequenas o fizesse tão estranhamente contente. Ao fim do jantar e mesmo sobre aquele frio Hunter o convidou para um café. – Algo quente para melhorar esse frio quase insuportável. – É claro que o outro não negou, afinal, frio e café eram combinações perfeitas. Resolveram ir caminhando pelas ruas até uma cafeteria próxima, Clarington havia pedido os cafés e eles seguiram caminhando ali até o Central Park onde havia uma imensa e maravilhosa fonte iluminada por diversas luzes coloridas. Seu café já havia acabado e ele havia se livrado do copo em uma lixeira ali perto. O mais alto estava ao lado da fonte quando Hunter se aproximou tomando-lhe uma das mãos, ele não o olhava como antes, agora ele parecia preocupado, talvez nervoso, mas ele não deixou que isso o impedisse de fazer o que queria, mesmo que tudo desmoronasse ele tentaria. O loiro se afastou soltando-lhe a mão quando começou a cantar com a voz baixa e grave, aquela era a única forma que conseguia demonstrar o que realmente sentia, nunca foi bom com palavras nem sentimentos, mas cantar sempre era uma boa opção. A música descrevia com perfeição o que acontecia, ele estava com medo, mas sabia que havia encontrado alguém que completaria seu destino, seus olhos claros estavam úmidos, mas ele não deixou que o outro notasse e continuou com sua bela serenata. Sebastian o olhava com um sorriso, não tinha certeza se ele entendia o que Hunter tentava lhe passar mas quando a música chegou finalmente ao fim ele retirou do bolso uma caixinha aveludada azul com uma aliança e abriu-a em frente ao rapaz. – Sebastian eu não sei o que pretende, não sei se você me enquadra em um futuro próximo ao seu lado, sei que está muito cedo para tudo isso, sei também que você pode me dispensar nesse momento, mas eu realmente quero que escute o que tenho a lhe dizer. Em todo esse tempo eu estive procurando em coisas banais algo que me completasse, e agora eu vejo que tudo estava tão próximo de mim e eu sequer dei atenção a tudo isso, estou feliz de ter um dia conhecido você, de novamente tê-lo encontrado naquele dia, de agora estar aqui. Eu não sou a pessoa mais fácil do mundo de se lidar, sou teimoso, me irrito fácil, tenho ciúmes, tenho milhões de defeitos, mas se há uma coisa que eu descobri que sou recentemente é... eu sou apaixonado por você e nesse momento eu estou aqui, nesse frio dos infernos, cantando a música mais melosa da minha vida, com o cara que eu jamais imaginei estar ao meu lado, na verdade com um cara e isso é algo que jamais imaginei, mas tudo isso porque eu o quero ao meu lado, e apenas comigo. Você gostaria de ser meu... namorado? — O moreno parecia não acreditar em tudo aquilo, sua feição boquiaberta era indecifrável e por um momento o loiro vacilou. Ele soltou um suspiro longo e logo em seus lábios tinha um enorme sorriso. Sebastian se jogou sobre os braços de Hunter fazendo-os cair sobre o chão gramado enquanto ele finalmente o respondia. – Hun, eu nunca imaginei ficar com você um dia, e você até me irritava muito no colégio. Mas, depois daquele dia, da nossa convivência... – O moreno sorriu colando os lábios nos do outro, mesmo sem iniciar um beijo. — Eu sou louco por você, é claro que eu aceito. – Se existia felicidade, ele à havia encontrado. Não tem certeza de quando tempo ficaram ali, a aliança em seus dedos era um mísero sinal do que sentiam um pelo outro, nada mais importava, enquanto tivesse Sebastian as coisas estariam bem, não precisava se preocupar com sua família, com seu pai, com os problemas, com seus medos, com nada. Sabia que uma hora ou outra teria de enfrentar algumas coisas, mas isso futuramente, naquele momento ele só queria uma coisa aproveitar o seu namorado, ainda era estranho imaginar ter um namorado, mas a felicidade que sentia transbordava em seu peito. Voltaram para o carro de mãos dadas, o caminho pareceu bem menor que antes, Sebastian dirigia o carro como de costume, muito rápido, e em poucos minutos eles estavam passando pela porta. O loiro pressionando o maior de costas na porta, os lábios indo e vindo de sua boca para o pescoço, o arfar do moreno excitando-o de forma enlouquecedora. Eram mãos, sons, beijos, batidas e objetos caindo a cada esbarrar nos móveis, a casa parecia quente demais, abafada demais para ambos, no quarto a cama pareceu realmente pequena naquela noite e sabe-se lá quantas vezes atingiram o orgasmo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.