One More Night
1 Único
Notas iniciais
"And we'll all dance alone to the tune of your death
We'll love again, we'll laugh again
And it's better of this way"
– My Chemical Romance (I Never Told You What I Do For a Living)
"Begin at the beginning and go on till you come to the end; then stop." — Lewis Carrol
"Então, o que vai fazer comigo?" perguntou ela, com os olhos vendados. Eu simplesmente apontei a arma para sua cabeça.
"Você vai ver" e atirei. Passei a mão pelo sangue e meus cabelos pretos. Guardando a arma, acendi um cigarro e peguei um caderninho de notas que levava no bolso. Antes, era uma biblia, eu apenas escrevi por cima do texto.
"Vamos ver" comecei a ler "Bom, acho que você foi a penultima!" chutei o cadaver "Pena que isso não te ajudou em nada, não é?" fechei o livro e traguei o cigarro uma ultima vez antes de joga-lo no chão. Peguei a arma e apontei para a pessoa que se aproximava atrás de mim.
"Vai atirar?" ele perguntou "Pode atirar se quiser, não tenho nada a perder."
"Mas eu tenho" disse e abaixei a arma, puxando-o e beijando-o. Ele era tudo que eu podia perder. Minha própria vida não importava mais se ele não existisse mais. Eu não era eu mesmo sem ele.
"Quem era ela?" perguntou quando nos separamos. Olhei para o corpo.
"Uma ex namorada" respondi simplesmente e ele revirou os olhos.
"Quantas faltam?" olhei para seu rosto.
"Algumas pessoas. Matar todo mundo me parece a coisa mais correta agora."
"Esse tipo de pessoa não presta" riu-se ele e olhou para mim "Vamos?"
"Vamos" concordei e começamos a andar de volta para o carro. Era noite, o carro e nossas roupas eram pretas. Precisavamos passar desapercebidos. Sem digitais, sem nada.
"Lembra quando nos conhecemos?" perguntou ele "E eu te odiava?" fiz que sim "Como aquilo mudou?"
"Não sei" dei de ombros "Como vai a sua lista?"
"Só falta uma pessoa" disse ele "E a sua?"
"Também"
"Quem é?"
"Jenna Mcford" respondi "Ela era enorme e me cortou com a faca em todos os lugares possíveis do corpo." Respirei um pouco "Depois foi expulsa" continuei "indo para uma escola melhor, para sua sorte. Infelizmente" liguei o carro "para seu azar, eu não esqueci o que ela me fez e vou fazer ela se lembrar também" partimos dali.
"Onde ela mora?" perguntou ele e eu olhei levemente para o lado antes de continuar olhando para frente.
"Perto daqui" disse "Umas duas horas"
"Uau, que perto" disse ironicamente e encostou na janela. Sua respiração marcando o vidro. Ao abrir os olhos e ver isso, fez um desenho de uma faca do melhor jeito possivel. Continuei olhando para frente, bocejando um pouco.
"Hey" ele começou perguntando "Quando você descobriu que era bissexual?" eu sorri.
"Eu nunca tinha considerado nem abraçar um cara" olhei de relance para ele "até você aparecer."
"Quando eu apareci você me odiava e eu te odiava" observou ele.
"Não" corrigi "Você me odiava e eu te amava"
"Tanto faz" ele deu de ombros. Voltei a olhar para frente. Quando eu olhei para ele de novo, ele havia dormido.
Olhei no relógio. Mais ou menos meia hora e estaria acabado. Uau. Não que tenha sido muito tempo, mas pareceu. Olhei para o banco de trás. Armas e armas, como se fossemos para o exercito. Enquanto isso ele dormia ruidosamente com os braços cruzados no peito.
Parei o carro.
"Hey" o sacudi "Acorde"
"Uau, que romantico" ele falou, enquanto abria os olhos "É aqui?"
"É" respondi.
"Como você descobriu todos esses endereços?" perguntou enquanto começou a sair do carro.
"Do mesmo jeito que você" disse "Matando pessoas, mas antes obtendo informações. Simples"
"Pessoas descartaveis" começou ele "Compre aqui a sua!"
"Haha" disse "Vamos logo" pegamos duas armas das muitas que tinhamos no banco de trás e fechamos as portas barulhentamente. Em uma vizinhança adormecida, isso foi demais.
"Belo barulho" ele falou e eu o olhei.
"Você é a única coisa que eu tenho a perder" encostei a doze no ombro e com a outra mão coloquei um cigarro entre os lábios. Ele pegou um esqueiro e acendeu para mim "De resto" disse, pegando o cigarro com dois dedos "Mais nada" soltei a fumaça e começamos a andar em direção a porta. Abri um buraco na fechadura com a arma e entrei.
Tudo muito organizado, movéis combinando, fotos dela em toda parte, uma televisão de tamanho consideravel.
"Parece que a senhorita Mcford está ganhando algum dinheiro" comentei. Virei e atirei no canto da porta da entrada enquanto ela rolou para trás do balcão da cozinha. De lá, atirou uma faca e eu desviei.
"Mcford!" gritei e pulei para trás do sofá "Que porra?!"
"Oh, olá!" ela respondeu "Como vai você?" outra faca foi atirada e então meu parceiro atirou atirou nela uma vez. Sem efeitos "E a vingança? Acha que sou tão burra que não vi um padrão?"
"Não, eu já imaginava" levantei e atirei, acertando duas garrafas de vinho no balcão da cozinha, fazendo-a gritar "Nem sabia que as outras mortes já haviam sido reveladas"
"É, todas as vinte e uma" rolou para fora e atravessou a porta antes que pudessemos atirar.
"Saco!" falei e corri para lá. Uma faca passou direto por mim "Quantas dessas você tem, hein?" ela só riu e eu atirei, ouvindo um pequeno grito. Ela levou um tiro na perna,mas não foi meu. Olhei para trás e vi ele abaixando a arma enquanto, a sangue frio, começou a andar em direção a porta do quarto. Fui atrás e quando cheguei, a vi estirada no chão, segurando a perna "Hey, e ai? Quer uma ajuda?"
"Ok, qual dos dois filhos da puta fizeram isso?!" ela berrou e tentou pegar outra faca, mas eu atirei perto de sua mão enquanto ela gritava.
"Não tente mais nada senão vai ficar pior" disse "Ok, como você quer morrer? Não que eu vá cumprir, eu só quero rir um pouco da sua cara antes"
"Hahaha, não vai rolar" ela falou.
"Que chato" falei e então atirei no braço dela, fazendo-o sumir "Ok, agora vai me contar como quer morrer?" perguntei enquanto ela gritava, mas, mesmo assim, ela fez que não "Ah, morre logo" ouvi um tiro a meu lado e ouvi os gritos cessarem completamente. Virei para o lado e, novamente, o vi abaixando a arma.
"Vamos?" perguntou, mas não esperou a minha resposta e simplesmente deixou o lugar. Uma vez no carro, deixei ele dirigir. Estava com sono.
"Vamos pegar a pessoa que falta na sua lista?"
"Hmm-hum" ele respondeu simplesmente e continuou olhando para frente. Fechei os olhos dois segundos e quando os abri, lá estavamos.
"É aqui?" perguntei e ele acenou com a cabeça enquanto eu saia do carro e olhava para ele.
"Hey, antes de fazermos isso" ele falou "Eu meio que menti"
"Sobre o que?" perguntei
"Sobre o negocio do porque eu te odeio"
"É?"
"É" afirmou e então levantou a arma, atirando em minha cabeça.
O lugar onde eu estava era minha casa. Eu era a ultima vitima de sua lista.
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