One More Dance, Princess
2 Ato II - Nem Tudo é Perfeito
Notas iniciais
Hey Howdy galera!
Bem, tenho que dizer que...estou um poco desapontado. Afinal eu esperava pelo menos um comentario, afianal, eu dei bastante duro nesse capitulo. Sabe quando você fica atualizando o Facebook esperando alguma novidade? Foi tipo assim o dia todo. Eu espero que pelo menos alguém comente algo ou favorite a fic ao menos. Bem, chega de conversa e espero que curtam esse capitulo saido direto do forno.
Mas sem mais de longas, bora parti pro capitulo
O cheiro de terra molhada enchia as narinas de Frisk. A mesma havia acordada a pouco tempo pelo balanço nada suave da carroça. A mesma nada disse, não queria que seus sequestradores notassem que havia acordado, afinal, o que homens como aqueles poderiam fazer com ela?
Seus olhos ardiam pelo tempo que passou chorando encolhida pela morte de seu pai. Ainda tinha fresca a cena da morte de seu pai em sua mente. A flecha atravessando seu peito e o sangue gotejando o chão do salão principal, o corpo sem vida do antigo rei tombando e indo de encontro ao chão. A mesma tentou espantar esses pensamentos enquanto forçava a vista para tentar ver atráves do saco que cobria sua cabeça. Sem sucesso, obviamente.—Já acordou gracinha? — Uma voz masculina disse. Frisk engoliu em seco enquanto tentava fingir que ainda estava desmaiada, porém o homem notou a respiração pesada de Frisk, o mesmo sorriu ao notar que ela estava com medo. A carroça era grande, tinha uma parte da frente, onde o piloto ficava. Uma parte de trás, onde Frisk estava presa, e por fim, uma parte de dentro, onde ficaria o passageiro. O homem ajeitou a gola da camisa enquanto dava um "tapa" no cabelo e ia na direção onde Frisk estava amarrada. Com um puxão brusco, o saco saiu da cabeça de Frisk, a luz do sol a cegou por alguns segundos, porém logo se acostumou com a luz. O homem a sua frente era alto e palido, possuia cabelos pretos com partes brancas, que demonstravam a sua idade de uns quarenta anos. Ele usava uma espécie de regata rosa com uma calça longa e preta.—O-o que você quer? — Frisk perguntou com certo medo na voz, porém tentou fazer soar como uma ordem. O homem deu uma risada nasal enquanto passava seus dedos pela bochecha de Frisk, a morena em um gesto de defesa tentou morde-lo.—Ui! Ela é arisca. — Provocou o homem. -E depois eu sou o selvagem. Mas, vamos tentar recomeçar docinho. Eu sou Dogo, e serei seu...guia! Isso! Um guia turístico pelo Underground. Você vai amar Hotland nessa época do ano! — Dogo parecia animado com a ideia, já Frisk sentia repulsa só de pensar naquele homem a levando por ai. Juntando toda a coragem que tinha e começou a falar.—Porquê você está fazendo isso? É por dinheiro? Se for, eu posso pagar o dobro! Ou o triplo! Apenas me deixe ir embora e...- Dogo a cortou com um tapa de leve na cara, a mesma o olhou perplexa sentindo um misto de raiva e medo. Dogo se sentou na frente dela enquanto acendia um charuto em forma de biscoito de cachorro enquanto dava uma tragada profunda e soltava uma cortina de fumaça para o céu da tarde. —Olha só putinha. — Começou Dogo. -Alguém me pagou uma grana preta pra te levar até o fim do mundo se for preciso. Eu não perguntei o porquê ou o motivo, não, apenas perguntei se precisava te levar inteira ou...virgem. — O mesmo deu um sorriso malicioso enquanto tirava uma adaga do cinto. -E adivinha? Ela disse que sim, então, vamos aproveitar essa viajem docinho...- Dogo ia cada vez mais se aproximando da garota e mirando nos pequenos seios de Frisk. A morena desesperada começou a se debater violentamente tentando fugir, porém estava muito bem amarrada, assustada, a mesma apenas fechou os olhos esperando o pior.Porém, algo aconteceu.Algo inusitado.Algo...destinado talvez?—Senhoras e senhores! — Outra voz disse enquanto o peso do corpo dessa pessoa caia sobre a carroça. O motorista se levantou e tentou golpear essa nova figura, porém apenas alguns barulhos de socos e gritos foram ouvidos. Logo depois o corpo do motorista caiu aos pés de Frisk. A morena arregalou os olhos, porém não ousou olhar para a origem da voz.—Odeio entrar de penetra, mas sabe, odeio ser deixado de lado. Me deixa irritado! Irritado...até os ossos. — Frisk murmurou algo em resposta a piada enquanto Dogo levantava num pulo e se preparava para atacar o dono da voz. —Hey Kid. — Disse a voz se direcionando a Frisk. -É melhor fechar os olhos. Não vai querer ver isso. — Frisk obedeceu ao comando, relutante, mas obedeceu. Segundos depois Dogo jazia morto no chão da carroça. A voz deu uma risada enquanto corria na direção do banco do motorista e tomava as rédeas da carroça a estacionando com cuidado ao lado de uma árvore. Logo após, O homem desceu da carroça e foi até a parte de trás onde Frisk estava presa. —Hey Kid. Pode abrir os olhos. — A morena obedeceu novamente, dessa vez mais confiante que estaria tudo bem. Ao abrir se deparou com um homem de uns vinte e dois anos de idade, cabelos brancos como a neve, olhos azuis claros como o céu. Ele possuia uma feição brincalhona no rosto, um sorriso cansado e olhos com olheiras igualmente grandes. Ele usava uma camisa branca de gola com um colete de couro por cima. -Olha Kid. Eu sei que sou bonito, mas assim você me deixa constrangido. — Frisk suspirou pesadamente ao ouvir aquilo. Meu Deus, como alguém conseguia ser tão exibido e cheio de sí?—Precisa de ajuda? — Ele perguntou. Frisk irritada com o garoto logo começou suas exigencias. — CLARO QUE SIM SEU IDIOTA! OU ACHA QUE EU GOSTO DE FICAR AMARRADA! — Sans recuou alguns passos enquanto procurava algo nos bolsos do colete, nesse meio tempo, Frisk continuava com sua enchurrada de exigencias e reclamações. Por fim, a boca de Frisk foi tapada por um pano sujo que estava com Sans.
—Ok Kid. Eu te solto, mas vamos fazer um acordo. — Propos o albino. Frisk fez que não com a cabeça enquanto tentava soltar a mordaça. Porém o corpo de Dogo começou a se mover enquanto alguns gemidos escapavam de sua boca. Frisk concordou com o Albino—Que bom! — Exclamou Sans. -Primeiro: Você só vai falar, quando o Sans aqui mandar. — Relutante, Frisk concordou. Se foi possivel, o sorriso de Sans aumentou. -Segundo: Vai obedecer o que o Sans disser. — A morena concordou. Já estava farta das rimas idiotas do Albino. -E terceiro: Não vai gritar, resmungar, reclamar, exigir coisas, mandar em mim ou em qualquer um. Ok? — Frisk a encarou indignada. Como ele poderia mandar nela daquela forma? Mas não tinha escolha. Concordou, novamente.—Ok, você prometeu, agora não pode voltar atrás. — Sans disse pegando a adaga de Dogo e começando a brincar com ela entre os dedos, por fim, com um movimento de sua mão, as cordas de Frisk se partiram. Na mesma hora, a morena arrancou a mordaça. Estava pronta para mais uma rodada de reclamações contra o Albino, porém o mesmo já se encontrava escorada em uma árvore a alguns metros de distancia.—C-como você chegou ai? — Perguntou Frisk confusa. O albino deu uma risada. -Regra numero um! — Frisk bufou enquanto cruzava os braços. -"Só falar quando o Sans mandar".—Que bom que sabe! Mas eu não lhe deixei falar. — Frisk estava pensando se valeria mesmo a pena continuar a obedecer o albino. Naquele momento, as duas pequenas Frisks na cabeça da morena discutiam as melhores formas de matar o esqueleto.—"Oh poderoso Sans! Lhe peço a oportunidade de falar." — Disse a morena da maneira mais calma e formal possivel. Sans se segurou para não rir, mas confirmou com a cabeça o pedido da Morena.—Que bom...Seu cabeça de bagre! —Já me arrependi...-Murmurou Sans. -Olha só comediante. Você não sabe quem eu sou nem o que eu passei pra chegar até aqui, então...—Você é a Princesa Frisk. Filha mais nova e mimada do antigo — e já falecido — rei Asgore. Atualmente sem namorado, amigos ou qualquer outro meio de relação social além de sua familia. — Completou Sans com um sorriso. A morena ficou sem ação. Mas tentou manter a compostura. —Agora que sabe quem eu sou. De joelhos. — Ordenou Frisk. Sans a olhou de cima a baixou e por fim arqueou a sobrancelha.—Calma. É sério?—Completamente sério. Eu, Frisk Dreemur ordeno que se curve perante mim. — Disse Frisk cheia de orgulho de sí mesma empinando o nariz o máximo possivel. Sans obedeceu ficando de joelho na frente dela, porém o albino pegou um punhado de lama e ao se levantar jogou no rosto da mesma. Frisk perplexa olhou para Sans prestes a gritar com ele e manda-lo para a masmorra.—Olha só Kid. Deixa eu te explicar uma coisa bem simples: Aqui no Underground, você não manda em nada. Seu eu quisesse, eu já teria te estrupado, matado e desovado. — Sans começou a rodea-la. Os musculos da morena ficaram rigidos de medo, sentiu um aperto no coração, pois o sorriso costumeiro de Sans já havia sumido desde que ela o mandara ajoelhar. -Sabe quantas pessoas te querem morta? Sabe quanto me pagariam só pela sua cabecinha real? Entenda "Princesa Frisk", até você chegar no castelo, EU sou seu unico aliado aqui fora. Então se não quiser mais um inimigo...- O olho esquerdo de Sans começou a brilhar de maneira fantasmagórica. -É melhor ter um pouquinho mais de respeito comigo, entendeu? Frisk já tremendo de medo fez que sim enquanto o olho de Sans voltava ao normal. O mesmo fez um sinal com a cabeça enquanto apontava para uma cidade ao longe.—Lá!- Disse o Albino. -Snowdin. É a cidade mais próxima do reino, porém chegar lá sem passar pelos amigos do Dogo é um problema...Já sei! Alphys! Ela é um genio! Aposto que vai nos ajudar! — Frisk nada entendeu, mas disse que a Sans que entendia. O mesmo sorriu.—Gosto mais de você assim. Muda. Bem. Nem tudo é perfeito.
Notas finais
Obrigado por lerem até aqui, espero que curtam e deixem seu comentario ou ao menos favoritem a fic pra me motivar a continuar! Valeu de novo e até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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