One Malec

1 Amor pela eternidade


Notas iniciais
Olá!
Essa é a primeira vez que escrevo algo baseado em algum livro, e como sou fã da rainha Cassandra Clare, tinha que ser sobre um dos meus otp supremo.
Espero que gostem e façam boa leitura.
Beijos!

One Malec

Magnus estava sentando próximo a janela que lhe dava uma boa vista do Brooklyn.

Ele podia ouvir seu celular, ou o telefone fixo, que tocavam sem parar e ele constantemente ignorava os dois, e também tinha plena consciência que Max e Raphael, podiam a qualquer momento entrar pela porta da frente, gritando e exigindo uma explicação por seu pai estar ignorando os dois.

Mas aquele era o dia, aquela era a data, que sempre o faria se lembrar de Alexander Lightwood como se fosse a primeira vez, a primeira vez em que Magnus o olhou e se lembrou do amor.

Reviveu cada memória boa ou ruim, desde que esteve com seu amado. Os dois criaram seus dois filhos, que agora já cuidavam das próprias vidas, ensinaram aos dois a serem pessoas melhores em um mundo que era manchado pela desigualdade e preconceito, e fizeram isso sempre unidos e com amor.

Tinha pouco mais de dois anos que Alec tinha partido, e Magnus, nem por um segundo sequer, parou de pensar nele. Passava horas durante seus dias, revivendo a mesma lembrança, a lembrança que o fazia chorar e sorrir. Era como se Magnus estivesse naquele momento novamente, ao lado de Alec que segurava sua mão, e com algo que não chegava exatamente a um sorriso, disse as palavras que o marcara para sempre.

‘’Magnus sentiu os dedos suaves de Alec segurar sua mão, então voltou a olhar para ele, mesmo que a cada vez que o fazia, sentia seu peito doer cada vez mais.

— Sabe o que senti quando te vi pela primeira vez? – Alec perguntou o olhando com um fantasma de um sorriso em seu rosto, agora marcado pelo tempo e pela sua idade.

— Eu adoraria saber. – Magnus respondeu com a voz baixa. – Sempre tenho interesse em tudo que diz.

Alec o olhou, memorizou suas feições mesmo que tenha passado todos aqueles anos fazendo isso.

— Bem, primeiro eu te achei muito ‘’porpurinoso’’ para um feiticeiro, não que tenha me incomodado. – Alec falou aperto sua mão com a força que lhe restava. – Mas senti medo, Magnus, senti medo porque eu nunca tinha sentindo a emoção que me invadiu quando te olhei, e quanto mais te conhecia mais apavorado eu ficava, pensei ter sentindo amor por alguém antes, mas estava enganado, porque nunca amei mais alguém como amo você.

Magnus permaneceu em silêncio apesar de todas as palavras que queria dizer ou das lágrimas que segurava para não desabar.

— Você, Magnus Bane, me deu tudo que eu queria, e eu nem mesmo sabia que era o que desejava para minha vida. – Alec continuou. – Me fez me sentir vivo, ser feliz e teve comigo, dois filhos lindos e ridiculamente inteligentes. Eu sei que hoje será a última noite que passarei ao lado de vocês, mas por mais incrível que parece, estou bem com isso.

— Alec...

— Deixe-me terminar. – Ele pediu a Magnus, com o sorriso um pouco mais visível. – Quero que saiba que por todos esses anos, apesar de você ser extremamente irritante a maior parte do tempo, eu nunca parei de te amar mais e mais, e sou grato e feliz por ter me casado com o alto feiticeiro do Brooklyn. Não fique triste ou deprimido para sempre depois que eu partir, passamos por tudo de bom e ruim, e sempre juntos. E cada segundo valeu a pena, eu amo você Magnus, você e nossos filhos, do começo até o fim.

Magnus então se permitiu chorar na frente de Alec, ele se levantou e foi para o lado de seu amado, na cama que compartilharam por tantos anos, então delicadamente o abraçou.

— Eu sempre vou te amar. – Magnus disse deixando as lágrimas escorrerem por seu rosto. – Até meu último suspiro.

Ele não soltou Alec nem por um segundo, contou cada uma de suas respirações lentas e suaves pelas horas que seguiram, até que então parou de contar.

Alec tinha partido, e mesmo não sendo um caçador, Magnus murmurou as palavras:

— Saudações e Adeus, Alexander Lightwood. – E beijou o topo de sua cabeça. ‘’

Magnus sabia que chorava, isso sempre acontecia, mas ele sorriu depois de alguns minutos, também se levantou e finalmente atendeu um de seus filhos no celular, afirmou mais de uma vez que estava bem.

Pois ele estava, apesar de não ter mais a presença do amor de vida ao seu lado.

Ele continuava a viver por tudo que tiveram, pois como havia dito, ele o amaria até seu último suspiro e queria que o amor dos dois durasse por muitos e muitos anos.

Notas finais
Obrigado por lerem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!