One Love. One Direction.
1 O1. Vamos nessa!
Notas iniciais
Malas prontas. Confere. Bolsa. Confere. Café da manhã. Confere. Desci minhas malas, coloquei tudo em cima do sofá. Minha melhor amiga mega esfomeada (que provavelmente já tinha tomado café da manhã na sua propria casa) já estava na mesa, tomando café da manhã com meu irmão, Thomas. Eram apenas nove horas da manhã, mas como iríamos em meu carro resolvemos ir cedo para evitar imprevistos.
– Tom, me ajude a colocar as malas no carro, por favor... — Eu pedi com as voz manhosa.
– Claro, maninha... – Ele passou a mão nos cabelos loiros e me abraçou pela cintura – Er, você vai fazer falta... Acho que quando for só eu, papai e mamãe as coisas vão ficar... Estranhas.
Entendi perfeitamente o que ele quis dizer por "estranhas"... Ele quis dizer, sem você aqui, papai e mamãe não vão ter nenhuma menininha para encher o saco e sobrará tudo para mim!!! Então resolvi retrucar.
– É, mas pelo menos você tem a Anita aqui. – retruquei de maneira errada para ele, assim que falei o nome dela, percebi que tinha doido muito mais em mim do que nele. Mordi meu lábio, tentando evitar que as lágrimas saissem de meus olhos. Ele já sabia o que eu estava pensando e me abraçou mais forte. Falar da Anita era sempre difícil. Anita era a irmã caçula do meu ex-namorado. E atual namorada no meu irmão. No ínicio Anita foi proíbida de vir em nossa casa. Porque só de ver ela eu chorava dois dias seguidos. Ela era a cara dele. E isso me incomodava. Me trazia lembranças. Com o tempo aprendi a ignorar a presença dela, e depois aprendi a comprimenta-la... E daí não passou... Nunca mais fomos as boas amigas que erámos.
Inicio Flashback
Eram 10 horas da manhã. Eu tinha combinado com Richard de ir almoçar com ele e sua família em um novo restaurante em Sheffield. Eu acordei cedo, estava tomando banho. Estava feliz. Estávamos juntos a um ano e seis meses. Não me imaginava mais sem ele. E então mergulhei em meus pensamentos. Mergulhei nos planos que fizemos juntos. Lembrei dele me pedindo para não ir para Londres... Lembrei de nós, em um piquinique no parque, quando ele me pediu em casamento com uma aliança de latinhas. Eu sorri. Ele valia a pena. Ele era o homem da minha vida. Quando estava no banho em meio pensamentos, escutei o meu celular tocando... Era mensagem. Devia ser ele pedindo pra eu me apressar. Tirei o condicionador dos cabelos, peguei uma toalha sequei os cabelos, sequei meu corpo, enrolei a toalha nos cabelos e vesti meu roupão. Olhei para o espelho e sorri. Tudo na minha vida era tão perfeito.
Sai do banheiro. Caminhei lentamente até a escrivaninha aonde meu iPhone carregava. Uma mensagem. Era de Richard. Meus olhos lacrimejaram quando li. Devia ter algum engano. Algo devia estar errado. Limpei meus olhos e re-li. “Ellen, você sabe que gosto muito de você, mas você não é a pessoa certa. Preciso de você fora. Fora da minha vida.”
Respirei fundo. Coloquei meu celular no lugar aonde estava carregando. Respirei fundo novamente. Sentei na minha cara e chorei. Os seis meses que se passaram desde então passaram a ser uma tormenta. Eu era a chefe do comitê de formatura do Colégio. E consegui perder meu cargo, por desleixo. Eu era a líder das líderes de torcida. E consegui perder meu cargo, por faltar aos treinos. Eu era namorada do cara mais desejado da escola, e o perdi. Eu era a menina mais popular e bonita da escola, e também perdi isso. E eu perdi tudo. Menos Charlie. Eu passei de menina bonita, a fashion, a popular, a amiga de todos, a convidada para todos os eventos, para a excluida, a que ninguém gosta de sentar na hora do almoço, a feiosa, a que se veste mal.
Durante todos esses meses ver meu, meu namorado com aquela menina sem sal e malvada. Foi revoltante ser ignorada por ele todos os dias. A única pessoa que me restou foi Charlie. E desde então ela planejou nossa viagem para Londres, nossa mudança.
Fim Flashback
Durante todos os meses que eu perdi da minha vida, só conseguia sorrir quando estava com Charlie. Planejando os detalhes da nossa viagem. Lembrar dele era sempre doloroso. Em como ele tinha tirado minha virgindade, em como ele celebrou meus dezesseis anos comigo, e meus dezessete. Em como todas as noites ele dizia que me amava. Como você pode dormir amando uma pessoa e acordar amando outra?
Amor, para mim é mais que isso.
Por isso resolvi me fechar. Resolvi sim. Queria me focar em outras coisas. Em estudar. Em ler. Em ouvir músicas. Resolvi me focar na família. Em tudo. Menos na droga do amor. E nenhum menino iria mudar isso.
Bem, vivi momentos bem dolorosos desde que meu ex-namorado resolveu me largar. Sempre quis ir para Londres. Morar. Viver. Conhecer gente nova. Esquecer Sheffield. Por um tempo, pelo menos. Claro que não iria abandonar meus pais. Mas, agora estava na hora de viver a minha vida. Certo?
Estava sentada no sofá, Tom tinha acabado de colocar as malas no porta-malas do meu Chevrolet Camaro branco. Peguei minha bolsa e coloquei no banco de trás do carro, coloquei meu iPhone no bolso. Coloquei os bolinhos e biscoitos que minha mãe tinha feito para nós comermos durante a viagem no banco de trás também.
Abracei meus pais longamente. Falei que os amava. Pedi para Tommie cuidar deles com carinho. Coloquei meus óculos no rosto . Sorri quando percebi que estava tocando Wonderwall, Oasis. Olhei para minha Charlie. Ela estava linda. Nós nos vestiamos de uma maneira muito diferente. Enquanto eu era mais Taylor Swift... Era era mais.. Er, Descolada?! Ela era alternativa. Nós não tinhamos nada haver, e nossa amizade impressionava as pessoas. Isso. Charlie estralou os dedos para mim.
– É hora de que?! — E sorriu. Sorriu como quem estava começando uma aventura.
– Hora da aventura! — E então dei partida no carro e fomos!
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