Notas iniciais
Esse é o último capítulo e eu estou tão nervosa. Eu não sei qual vai ser a reação de vocês, mas está ai. A música é One Last Time do James Young, ela é perfeita, eu super recomendo, assim como todas as outras músicas dele!. Eu escrevi esse capítulo todo pela 3° pessoa, porque nos dois primeiros eu queria que vocês compartilhassem dos sentimentos dela ao conhecê-lo, mas nesse eu queria explorar a todos e dei o meu melhor. Vocês vão ver que o meu melhor não é muito diferente do pior. hahaha Espero que gostem!! Boa leitura!!

“Could I breathe, please, one last time? You're in my lungs before I curl up”

— Eu não pedi sua ajuda. E não a quero.

— Olha Bucky... — a garota começou, agarrando-o pelo braço a caminho das grandes escadas. Ele a olhou com raiva, mas não se movimentou. — Você pode não querer a minha ajuda, mas você vai precisar dela, quer você goste ou não. Todos de Washington estão a sua procura e enquanto você não sabe de que lado você está, você precisa se esconder.

— Por que você está fazendo isso? — Ele franziu a testa. — Eu tentei te matar. Você deveria estar fugindo para longe de mim, não para a minha direção. Você não deve querer me ajudar... Eu não entendo. Quem diabos é você?

— O que eu posso dizer? Eu tenho uma queda pelos garotos maus... — ela riu nervosamente, mas quando Bucky não respondeu, ela continuou a falar. — Eu sei que você tentou me matar, mas sei também que não foi sua culpa, tanto que você está arrependido. Eu sei que você está tentando ser um homem melhor.

— Mas você não me conhece. Inferno, nem eu sei quem sou! — Ele gritou, puxando o braço e fugindo da morena, mas sendo seguido novamente.

Quando ele estava nos últimos degraus, carros da S.W.A.T. pararam em frente ao museu. Homens armados saltaram dos carros e apontaram suas armas para suas cabeças.

— Mãos pra cima! — Um deles gritou. — Todo o lugar está cercado. Você não pode correr, Soldado Invernal. Não desta vez!

Bucky virou-se para a menina, seus olhos cuspiam fogo.

— Você...

— Não... — ela sussurrou, olhando para todos os carros abertos e todas as armas que estavam apontadas para Bucky. — Não fui eu, você tem que acreditar em mim.

— Fique onde está, ou nós vamos ter que atirar em você! — O homem voltou a falar.

Outro carro parou. Um SUV todo preto com as janelas fechadas. Imediatamente a garota reconheceu todos que saíram do carro. Sam Wilson e Steve Rogers, também conhecidos como Falcão e Capitão América.

— Nós assumimos daqui. — Ela ouviu Steve dizer para o homem com o megafone. — Somos velhos amigos.

O homem acenou com a cabeça, apertando a mão de Steve e gesticulando para seus homens abaixarem suas armas.

— A palavra é sua, capitão.

— Para o inferno! — Um dos membros da S.W.A.T. gritou. — Basta atirar no desgraçado!

Sons concordando vieram dos outros homens e suas armas foram apontadas, novamente, para a cabeça de Bucky.

— Não! — Steve gritou. — Abaixem as armas. Deixem-me falar com ele.

Bucky rapidamente se virou, olhando nos olhos da garota. Ele sabia, assim como ela, que ao abrir fogo sobre ele significaria abrir fogo contra ela também. A raiva em seus olhos desapareceu e deu lugar para o medo. Algo que ela não tinha visto em seus olhos antes. Isso significava que ele se importava? Importava-se com ela?

Ele correu várias escadas para tentar alcançá-la a tempo. A primeira rajada de balas, ele desviou com o braço de metal. Ela estava estática sobre a probabilidade dele se importar, aquilo a atingiu como um impacto. Aquele não era o melhor momento, mas... Ela sentiu-se bem, como nunca antes, ela poderia cair e deixar aquela sensação, de ser importante o bastante para ele arriscar-se por ela, dominá-la. Ele tirou sua própria arma da parte de trás da calça e derrubou vários dos agentes, até que a arma estava vazia.

— Cessar fogo! — Steve gritou, saltando na frente de Bucky e da garota, seu escudo ricocheteando as balas.

— Isso é uma ordem! — O homem que havia apertado à mão de Steve, gritou para a sua equipe. — Isso vai ter consequências, vocês estão me ouvindo?

As armas foram reduzidas novamente e os sons que ecoavam tiros finalmente cessaram.

— Acabou, Bucky... — Steve sussurrou. — Sem mais fugas.

Bucky assentiu, largando lentamente a cintura da garota.

— Sem mais fugas...

— Bucky... — ela sussurrou, engolindo em seco, sentindo a propagação de uma dor aguda tomar seu peito e um gosto de ferro invadir sua boca. — Eu acho que algo está errado.

Ela removeu as mãos do seu estômago, sangue estava escorrendo de seus dedos. Bucky se virou, os olhos cheios de dor e tristeza. Ela sentiu uma grande pontada no coração ao vê-lo daquele jeito.

— Não. — ele sussurrou, pegando-a em seus braços antes que ela caísse ao chão. — O que vocês fizeram! — Ele rugiu para os homens que estavam na parte debaixo da escada.

— Sint-Sinto muito... — ela começou, gaguejando um pouco, tentando olhar em seus olhos. — Eu sinto muito.

— Pelo quê? — Bucky franziu a testa, tentando parar o sangramento, colocando pressão sobre a ferida em seu estômago, mas ele sabia que não faria qualquer diferença. Era um tiro fatal.

— Por nã-não ser mais capaz de ajudá-lo. — Ela sentiu seus ossos pesarem, seu toque era frio, ela sentia muito frio, mas não a incomodava.

— Não diga isso. Você vai ficar bem. — Ele mentiu, acariciando os cabelos castanhos que ela possuía.

— Para um assassino, você não é um bom mentiroso, Bucky.

Um pequeno sorriso curvou-se em seus lábios novamente, provocando arrepios na espinha da pobre garota. Ela não tinha certeza, no entanto, mas ela gostou da maneira como ele sorriu a ela. Seu corpo estava ficando dormente, ela conseguiu focar apenas o rosto dele.

— Você deve perdoar a si mesmo... — murmurou, sentindo-se abandonar o corpo. Algo pesado estava puxando-a para longe e ela teve que lutar muito para se manter acordada. Ela não queria ceder à morte. Ainda não. — Eu não sei o que aconteceu com você, mas não foi sua culpa.

— Eu não...

— Prometa-me. — ela o interrompeu, chorando pela última vez. — Você me deve isso.

— Eu...

Ela puxou-o para mais perto de si e deu um beijo suave em seus lábios, apenas para fazê-lo parar de falar. Ou porque apenas quis. Ela já não poderia dizer ao certo.

— Prometa-me...

Ele engoliu seco, olhando nas orbes azuis da garota com um olhar confuso. Ele balançou a cabeça lentamente e limpou a garganta.

— Eu prometo, mas... Eu nem sei o seu nome. — ele falou baixinho, seus lábios demorando nos dela.

— Olívia. — Ela sorriu, com seu último suspiro. — Meu nome é Olívia.

Sua mão lentamente caiu no chão enquanto o vento varreu suas últimas palavras, levando-os consigo. Uma lágrima correu pelo rosto de Bucky, enquanto esperava para a garota tagarelar novamente, mas ela nunca mais faria isso. A última luz tinha deixado seus olhos e ela estava olhando para o céu, um sorriso curvando seus lábios e uma lágrima escorrendo pela bochecha. Ela esperava que Bucky realizasse sua promessa por ela.

Ela se afastou na escuridão, nunca tinha se sentido tão pacífica.

Notas finais
E então? Me amem ou me odeiem, eu não pensava em final melhor, só achei que eu poderia ter feito coisa melhor mas... ninguém é perfeito. Quem não comentou nos capítulos anteriores, comentem agora, pleaaase? Não custa nada, né? Deixem sua opinião. Logo, logo posto outra Bucky/OC. Amo vocês!! Bye!! XoXo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!