One Last Night - Grindelgranger
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem...
Hermione estava perdida, ela sabia disso e para piorar as coisas ela não se importava nenhum pouco com isso. Não era que ela preferia as trevas do que a Luz ou a luz do que as trevas, mas agora ela amava alguém que era totalmente trevas, alguém que um dia foi um dos bruxos mais aterrorizantes na Europa ou quem sabe no mundo todo, ela não queria entrar em detalhes sobre esse fato tão sombrio sobre ele.
Tudo havia começado no dia que ela havia aparatado com Harry da casa de Batilda Bagshot que na verdade era a maldita cobra de você-sabe-quem numa emboscada para eles, que quase custou a vida de Harry, Hermione estremecia com a lembrança, depois de curado as feridas externas Harry basicamente desmaiou enquanto se recuperava emocionalmente, a bruxa sentiu seus nervos tensos a ponto de uma explosão, Ron os havia deixado a pouco dias e eles não tinham uma noticia sequer do garoto imprudente que era, e depois o tanto de emoção que Hermione sentiu por Harry e sua dor por sua família perdida enquanto ele era apenas um bebê e mais esse ataque, o medo e a culpa as inseguranças finalmente a alcançaram e se eles não conseguissem matar esse lunático de sangue puro? E se ele nunca mais pudesse ver seus pais e seus amigos?
Ela não sabia dizer quando as lagrimas finalmente ganharam liberdade, mas só foi capaz de sentir que tudo ao seu redor desmoronava, em seu intimo a bruxa desejou que alguém realmente a ajudasse, que alguém tão poderoso pudesse aparecer num passo de magica e tivesse misericórdia de sua miséria e se compadecesse dela e então a ajudaria vencer essa grande ameaça que perseguia-os desde tenra idade.
Poupando seu melhor amigo das garras desse lunático infernal, devolvendo ao mundo bruxo a paz que todos eles desejavam, porque agora, Hermione se via perdida com poucas pistas de onde encontrar aquelas malditas coisas com a alma daquela serpente anêmica, sozinhos sem alguém realmente para apoia-los e os guia-los nessa guerra terrível, Dumbledore jazia morto, Snape havia traído a ordem, os membros da ordem da fênix estavam fugindo tentando poupar suas próprias vidas e de suas famílias, e eles não tinham ninguém lá, não havia nada para ancora-los nessa confusão que um fanático havia criado.
— Me ajuda! Oh magia poderosa nos ajude, nos traga alguém para nos livrar desse homem tirano... – Hermione gritou desesperada caindo de joelhos e desabando mais uma vez em uma torrente de lagrimas.
Hermione não notou que tudo havia ficado quieto, ela nunca percebeu que o ar rugiu entre as arvores e a terra estremeceu enquanto as aguas se agitavam e as labaredas de fogo dançavam em sua volta sem consumir o que tocava, num acordo tácito que eles restituiriam alguém tão poderoso quanto e os traria para esse mundo no auge de seu poder, alguém que apesar de ter uma estória tão sombria em seu passado, um dia almejou lá no seu intimo que ansiava desesperadamente pela mulher que viu em suas visões, mas nunca teria a oportunidade de conhece-la, sim esse alguém era ninguém mais e ninguém menos que Gellert Grindelwald.
Com esse acordo os elementos se uniram e com um redemoinho Gellert Grindelwald estava caído ao chão desacordado, enquanto conversava em seu subconsciente com talvez a própria vida.
— Gellert, Gellert. – Uma voz soou para ele como uma tempestade. – Estou dando a você uma nova oportunidade de fazer as coisas certas e diferente, mas desta vez você não estará sozinho.
— Quem é você? – Grindelwald perguntou confuso, ele não era velho a poucos minutos? De onde vinha essa voz tenebrosa?
— Gellert, eu sou a vida para alguns e a morte para outros, sou tudo que o sol toca e o que ele também não pode tocar. – Respondeu aquela voz estrondosa e seu riso parecia descargas de raios partindo arvores ao meio.
O bruxo estremeceu, ele nunca pensou que ouviria tal coisa em sua vida, não que ele duvidasse disso, afinal existia muitas coisas que era oculta e nunca se revelaria sem um motivo real.
— E por que você que se diz ser a vida faria isso? – Gellert perguntou em sua arrogância.
— Os porquês não importam Gellert, e sim o que você irá ou não fazer. – A voz da vida retumbou. – Espero que você pequeno mortal ouça com atenção.
— A todos ouvidos eu sou. – Respondeu Gellert irônico, não era como se ele pudesse sair de lá e viver livre, ele teria que saber o que ele estaria enfrentando e as regras que ele teria de seguir para não ser ceifado de uma vez.
Por outro lado, algo se agitou em corpo, como se uma velha chama a muito tempo apagada estivesse reacendida e o consumindo por dentro. Como se essa oportunidade estivesse com milhares de promessas ocultas onde ele encontraria algo que sempre desejou.
A vida sabia o que o bruxo pensava, e ela sabia que ele estava tentado, e ela também sabia que ele sentiria o impacto real com a bruxa que os elementos pediram interversão, tanto ela quanto eles sabiam que a mulher que ele tinha visto através de seu dom, era a bruxa em questão.
— Você retornara com seu corpo antes de sua derrota, o auge do seu poder, seus anos reduzidos a quarenta e dois, e ajudara três jovens na luta contra um ser mal que aterroriza aquela terra e aqueles jovens. – A vida falou com a voz suaves que o lembrava as águas tranquilas. – Mas você deve ser cuidadoso com a jovem, é por ela e para ela que o buscamos aqui, protege-la é sua missão, negar a si mesmo e fazer tudo que estiver ao seu alcance para restaurar a paz naquele mundo, quando tudo estiver concluído, seu passado será alterado, você nunca se tornara o monstro que um dia foi, vivera como um homem livre e uma vida luxuosa em um cargo muito respeitado.
— Bem, eu serei quase um escravo dela então. – Gellert resmungou baixinho antes de perguntar. – Mas e se eu não conseguir ajuda-la?
— Ela nunca se lembrara de você, e Nurmengard o recebera de volta onde você morrera poucos dias depois pelo mesmo ser que ordenou a morte de seu ex amigo e aterroriza a aquela bruxa, mas você Gellert se lembrara dela e nem depois de sua morte sera capaz de esquecer e se arrepender de não ter ajudado aquela jovem em questão. – A voz respondeu com uma pequena ameaça.
Gellert coçou levemente seu queixo enquanto pensava, ele poderia fazer isso, com sua força restaurada ele poderia derrotar aquele ser ele mesmo, e ele poderia se sujeitar a jovem para isso, o preço era pouco perto das maravilhas que seria se ele realizasse tudo o que era esperado.
— Eu tenho um prazo? – Gellert perguntou com a testa franzida.
A vida sorriu. – O ano que você estará indo é de mil novecentos e noventa e sete, seu prazo é ate no começo de maio de mil novecentos e noventa e oito, feito Gellert? – A vida falou com um pouco de diversão.
Gellert imaginou que teria mais nisso do que a vida estava revelando, mas ele não tinha realmente como pode fazê-la falar e bem, ele não teria uma chance melhor do que essa para se ver livre de seu exilio.
— Feito. – Respondeu ele convicto.
— Que bom Gellert que Nurmengard não tirou sua inteligência. – A vida zombou. – Lembre-se que se você conseguir quase ninguém se lembrara do seu passado, mas essa pessoa vai e é claro que você também.
Gellert assentiu.
— Ah você acordara em meia hora, não esqueça que estamos de olho em você meu jovem. — A voz da vida soou longe e tudo que restou para Gellert foi a escuridão.
....
Hermione havia adormecido depois de sua explosão emocional, ela ainda não se sentia completamente restaurada, mas o fardo em seus ombros parecia de alguma maneira mais leves. Bocejando enquanto se levantava e limpava as folhagens em suas roupas, Hermione finalmente olhou em volta avistando um homem adormecido a poucos centímetros dela.
Franzindo a testa a bruxa apertou sua varinha com força, e se aproximou do homem lentamente, ele não parecia alguém que ela já conhecera, mas ela sabia que já tinha o visto em algum lugar, seus cabelos alvos como a neve, sua barba por fazer na mesma cor com sua fisionomia impressionantes e o maxilar completamente definido, ele era um homem bonito.
Hermione também era capaz de sentir o poder bruto emanando dele, muito mais poderoso do que todos os bruxos que ela já conhecera, mas era um tanto sombrio ela entendeu, esse homem seja quem quer que fosse poderia ser um inimigo, ela deveria pegar Harry e desaparecer daqui antes que esse homem acordasse.
Mas enquanto ela pensava no melhor percurso a fazer o homem em questão finalmente acordou, abrindo os olhos e avistando a bruxa que um dia ele viu em suas visão.
Seu coração vibrou em seu peito, sua respiração acelerou e ele quase podia ouvir o sangue correndo por suas veias em seus ouvidos, seria ela? A Bruxa que ele teria que proteger? Era ela que estava lutando contra o ser mal? A bruxa que o perseguiu em seus sonhos por mais de uma década depois da primeira e única visão que teve com ela? A vida estaria brincando com sua mente quebrada?
Mexendo-se com desconforto Gellert gemeu, mesmo com seu corpo restaurado ainda doía em muitos lugares ficar por tanto tempo deitado no chão duro, quando fitou mais uma vez a bruxa, os olhos de duas cores encontraram os ambares e ficaram pelo que pareceram eras conectados antes da bruxa se afastar e apontar a varinha para ele.
— Quem é você? – Ela perguntou.
— Gellert Grindelwald. – Respondeu ele com sinceridade.
— Impossível! – Hermione rosnou. – Grindelwald está a muito tempo preso e certamente não tem sua idade.
Gellert deu de ombros antes de responder. – Eu fui enviado aqui, para ajudar um trio de jovens a derrotar um ser mal, não estou aqui para perseguir crianças. – Ele zombou, não movendo um dedo enquanto ela apontava a varinha para ele.
— A é e como eu posso acreditar que você é realmente de fato quem se diz ser? – Hermione perguntou desconfiada.
Ela não sentia medo dele pelo contrário, era quase como um sentimento esmagador de alivio, como se suas preces fossem ouvidas e lá no fundo de sua mente uma voz dizia para confiar nele, e seu coração batia desesperado em seu peito como se ansiasse por ele a muito tempo.
Seu corpo arrepiava quando ele falava, ela estremeceu quando sentiu seu perfume inebriante e sua magia parecia que estava entrelaçada na dele, e isso era muito perturbador pois ela nem o conhecia, como poderia sentir tudo isso em poucos segundos de conversas.
— Eu acredito bruxinha que você terá que confiar em mim. – Respondeu Gellert finalmente levantando-se e se aproximando dela.
Hermione deu pequenos passos para trás a cada passo que ele dava mais perto dela, sentindo suas costas baterem no tronco de uma arvore, quando Gellert eliminou o espaço entre eles e sussurrou em seu ouvido.
— Eu sou tudo o que você tem bruxinha... – Seu timbre baixo e sensual quase transformou Hermione em uma poça. – Estou aqui por você e para você... então você me dará a honra de saber seu nome? – Gellert falou quase beijando seu pescoço esbelto.
— Her-mio-ne Gran-ger... – A bruxa gaguejou.
— Prazer Hermione... – Grindelwald sussurrou antes de se afastar e se curvar para ela.
Hermione suspirou tremula, se perguntando o que exatamente acabara de acontecer, ela obviamente não conseguiu entender o que a fala dele implicou, mas ao que ela sentia e ao que ele falou era algo relacionado a sua explosão a algumas horas antes.
Ela também não poderia contar a Harry sobre ele, poderia ela? Voldemort quase sempre tentava sondar os pensamentos dele, e se ele soubesse que Grindelwald os estivessem ajudando como ele reagiria? Merlin em que bagunça a mais ela tinha se metido?
Olhando para ele ainda chocada com a sua beleza e seu poder bruto entrelaçados ao dela quase desmaiando quando os olhos dele encontraram os dela pareciam em chamas, corando imediatamente Hermione respirou fundo tentando se recompor antes de falar.
— Estamos caçando Horcruxes... – Ela falou baixinho. – Existiu sete delas, duas destruídas, mas não temos ideias de como destruir a terceira e muito menos a localização das outras.
Gellert ficou chocado com a artimanha sombria que esse ser tolo havia criado, não era atoa que ela tivesse desesperada, nem ele em toda sua gloria como um bruxo das trevas ousou pensar em dividir a alma em sete partes, ele havia ouvido uma vez um boato que Albus desconfiasse de um aluno em Hogwarts, o garoto era poderoso demais e parecia ter cometido um assassinato naquela escola.
Poderia ser esse ser o mesmo garoto? Bem, ele poderia destruir aquela horcrux, e poderia localizar as outras também, nenhum problema nisso.
— E tem mais uma coisa. – Hermione falou indecisa. – Meu amigo Harry tem uma conexão mental com você-sabe-quem, eu temo que ele não poderá saber sobre você, senão quisermos correr o risco daquele bruxo saber.
— Eu posso destruir a Horcruxes. – Respondeu ele pensando. – Mas você terá que me contar o que exatamente aconteceu entre seu amigo e esse bruxo para ter tal conexão. – Andando um pouco para ao lado dela ele falou. – Eu não acho que terei algum lugar para ir, terei que ficar desiludido ou então deixar seu amigo atordoado enquanto procuramos pelas outras Horcruxes.
Hermione assentiu que contaria a ele tudo que sabia sobre a morte dos pais de Harry e ate o momento que o conhecera na escola, mas ela ficou indecisa sobre atordoar Harry, afinal eles precisavam dele, mas antes de falar algo impensado, ela resolveu contar tudo a ele sobre o que sabia.
Depois de algumas horas quando Gellert estava ciente dos fatos ele finalmente entendeu o porquê da conexão do bruxo ao garoto ele sabia que essa informação deixaria aquela bruxa abalada, mas ele não estava aqui para acariciar os medos dela e sim para ajuda-la a vencer essa guerra e acima de tudo proteger sua vida.
No finalmente ele entendeu que o Tom Riddle era o garoto que Albus temia, era estranho falar de seu ex amigo depois de tantos anos sem ter noção de quem ele se tornara e como ele havia mudado, parecia que Albus havia perdido aquela empatia pelas pessoas e agora as usavas como peças de tabuleiros, quem diria que Albus um dia se tornaria tão manipulador quanto ele fora, que ironia.
— Bruxinha, temo que sei exatamente do porquê das conexões entre os dois. – Gellert falou baixinho.
Hermione o olhou nervosamente mordendo o lábio inferior.
— Seu amigo Potter e Vol... – Hermione o interrompeu. – Senhor Grindelwald não fale o nome dele! – A bruxa o admoestou o fazendo revirar os olhos.
— Como eu estava dizendo, na noite que aquele bruxo matou os pais do garoto e o momento que sua mãe sacrificou sua vida por ele, criou uma proteção envolvendo o garoto e quando o bruxo lançou a maldição da morte no bebe a magia negra foi impedida de tirar a vida do garoto ricocheteando para o lançador e criando uma horcrux no momento que ficou presa no único ser vivo daquela residência, Potter. – Gellert respondeu como um professor ensinando seu aluno.
Hermione ofegou, como ela não pensou nisso? Como ela nunca ligou os pontos e deduziu o que sempre esteve estampado na cara dela todo esse tempo, ela sentiu raiva, raiva porque tinha certeza que Dumbledore sabia disso e ele nunca os contou, ele os deixou sozinhos numa guerra sem pistas sobre o que fazer, se aquele homem não estivesse morto certamente que ela o mataria.
Gellert ficou surpreso por alguns momentos sobre o comportamento dela, não era uma bagunça chorosa como ele pensou que seria, mas uma raiva fervente estava crescendo em volta deles, deixando seus cabelos bagunçados e sujos crepitando no ar, seus olhos ardiam com a magoa que carregava dentro de si, e ele sem saber muito o que fazer simplesmente pegou em suas mãos.
— Vai ficar tudo bem bruxinha. – Gellert sabia que iria, e não havia porque não a tranquilizar.
— Aquele maldito velho senil! – Hermione rosnou se afastando dele. – Ele sabia o tempo todo disso, por que ele nunca nos contou? Harry tinha o direito de saber! Oh Godric, Harry terá que morrer? – A última parte não passava de um sussurro, seus olhos finalmentes marejaram e Hermione andou alguns passos tentando manter o controle de si mesma.
— Você diz Albus? – Gellert perguntou.
— Sim, o próprio. – Hermione rosnou.
— Deve ser pela profecia, bruxinha. – Gellert falou pensando que talvez ele tivesse feito o mesmo no lugar de Albus. – Se você pensar nela, saberá que é meio obvio e talvez essa informação ao seu amigo seja desmotivadora.
Hermione bufou é claro que um manipulador entenderia outro.
— Agora eu entendo que é melhor manter ele num sono encantado e totalmente seguro enquanto caçamos as horcruxes e as destruímos. – Grindelwald falou baixinho.
Hermione finalmente entendeu que seria mais fácil para eles se assim o fizessem e finalmente caminharam para o acampamento.
Gellert estava desiludido quando Hermione avistou Harry caminhando em sua direção.
— Hermione cadê minha varinha? – Harry perguntou ríspido.
— É... – Hermione ficou envergonhada.
— Cadê minha varinha Hermione? – Harry gritou com raiva.
Fazendo Hermione tirar a varinha quebrada de suas vestes e se desculpando, Harry a olhou desanimado pois sabia que se não tivesse ido lá sua varinha ainda estaria inteira, não era culpa de Hermione e sim dele.
— Tudo bem, me empreste sua varinha, eu farei a vigília agora. – Harry falou estendendo a mão para ela.
Mas Hermione não o entregou e sim o abraçou. – Harry, eu te amo e farei tudo que tiver ao meu alcance para te proteger, eu sinto muito por isso.
Harry só viu uma luz branca o atingindo e então tudo ficou preto.
— Ele é um tanto imprudente. – Gellert murmurou desnecessariamente, ganhando um bufo de Hermione.
Antes de encantar o garoto, Gellert não tinha notado que a varinha das varinhas estava mais uma vez em sua posse, com isso em mente, ele finalmente pode se permitir que seus planos dariam certos e que essa bruxinha poderosa e inteligente era pura demais para tentar se aproveitar dele, sem contar que duas horas em sua presença parecia anos e ele nunca esteve tão confortável perto de alguém como era com ela.
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Gellert destruiu o medalhão e então foram em busca das outras horcruxes, tudo parecia mais fácil para Hermione com ele ao lado dela, as vezes ela se esquecia que ele um dia também fora um bruxo do mal e que havia matado pessoas como ela e como seus pais, mas ela sabia que não adiantava ficar remoendo o passado quando na verdade ele estava os livrando de um mal encarnado.
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Quase todas as horcruxes destruídas faltando apenas Nagini e Harry, Hermione e Gellert finalmente decidiram acordar Harry e contar tudo a ele, nessa altura não importava muito que Voldemort soubesse de Grindelwald e também tinha o fato de que o mago possuía a varinha das varinhas deixando Voldemort em desvantagens.
— Está pronta Hermione? – Gellert perguntou se aproximando por trás dela.
Era estranho que fazia quase um ano que ela estava com ele, e ele nunca invadiu seu espaço pessoal se não fosse necessário, ele também nunca mais sussurrou em seu ouvido como tinha feito quando a conheceu e Hermione sentia que estava um pouco decepcionada com a distancia que ele colocou entre eles.
— Eu sei que venceremos, eu sinto isso. – Hermione virou-se de frente com ele. – Mas eu sinto medo, é como se eu fosse te perder, e eu não entendo... – Hermione confidenciou a ele.
— Que dia é hoje? – Gellert perguntou enquanto colocava as mãos dele ao lado dela.
— Trinta de abril de noventa e oito, por que? – Hermione franziu o cenho.
Gellert sentiu o coração acelerado, ele não teria mais dias de aventuras com ela, e era estranho porque no começo de tudo isso o que ele mais queria era acabar logo com isso e recuperar sua liberdade, e nesse exato momento ele queria deixar de lado sua liberdade se significasse viver com ela ate seus dias extinguirem.
— Hermione, a algo que eu deva te contar... – Ele murmurou enquanto tocava sua face delicada.
Hermione o encarou atentamente enquanto Gellert contava o seu momento épico com a vida e a missão que ele tinha para com ela, as palavras pareciam difíceis para ele pronunciar, como se doesse em sua alma contar que em breve ele teria cumprido sua missão e iria desaparecer o que ele supôs ser o passado dele com sua vida mudada.
— Então temos apenas essa noite? – Hermione perguntou a ele, ela estava se referindo a eles sozinhos antes de acordarem Harry.
Claro que ela mudou os planos, eles iam acordar Harry hoje mas depois das coisas que Grindelwald contou Hermione decidiu ter mais essa noite com ele e analisando seus sentimentos por ele, ela sabia que estava apaixonada e que se não fosse essa noite, eles nunca mais teriam a oportunidade de ficarem juntos novamente.
Tied to a sallow heart (Amarrada a um coração pálido)
Se perdendo em seus olhos cinzas e azuis claros, Hermione ficou nas pontas dos pés e selou seus lábios ao dele, sendo surpreendia por seus braços envolta dela a puxando para mais perto de seu corpo enquanto aprofundava o beijo.
Why does he want to bring me where he goes? (Por que ele quer me trazer para onde ele vai?)
Interrompendo o beijo Gellert a abraçou fortemente. – Eu a vi uma vez em uma das minhas visões. – Ele a confidenciou.
Hermione apoiou a cabeça nos ombros dele, enquanto passava a mão suavemente por suas madeixas alvas. – E como foi?
— Você estava exatamente assim em meus braços, e é claro que eu zombei naquela época e nunca mais tive visões como essa, a não ser você me perseguindo em meus sonhos durante uma década ou mais. – Ele riu, e Hermione adorou a maneira que seu riso retumbou em seu peito.
— Devemos agradecer a vida por essa oportunidade. – Hermione respondeu com sinceridade. – Antes de você, eu pensava que sabia o que era amar, mas agora olhando para nós, eu vejo que nunca estive tão perto de saber o que seria o amor sem ter você aqui.
— Você é a única pessoa que me faz sentir como sou, eu nunca tive qualquer sentimento por qualquer coisa que fosse, talvez eu finalmente tenha um coração... – O bruxo falou sorrindo.
— Oh, quer dizer que estou amarrada em um coração pálido? – Hermione perguntou divertida.
— Você já notou a minha cor? – Ele perguntou erguendo as sobrancelhas. – Eu acredito que meu coração tenha tanta cor quanto eu sou.
Hermione riu levemente o abraçando mais forte, pensando em quanto as coisas mudaram e em como suas perspectivas de vida mudaram drasticamente, Hermione nunca mais soube de Ron, algumas vezes sentia tristeza por ele ter os deixado como ele fez, mas apesar da raiva que sentia na época, ela o entendeu e o perdoou, ele era seu amigo no final das contas.
Harry ainda estava no sono encantado, havia uma rotina com ele em seu estado inconsciente que tanto Hermione quanto Gellert faziam com ele para não atrofiar seus nervos, as vezes a bruxa apenas sentava ao lado do garoto na cama e o observaria dormir por horas, notando a maneira que seu rosto parecia mais relaxados, sua expressão mostrava que ele estava em paz, e infelizmente ela o teria que o arrastar novamente para essa bagunça completa, que ele a perdoasse pelo que fez.
Mas a vida tinha sido mais fácil ao lado de Gellert, nas horas de fugas quando eles invadiram Gringotts para recuperar a taça da Helga lufa-lufa, o bruxo a puxou em seus braços enquanto ofegava e libertava o dragão de suas amarras no banco, conseguindo sair epicamente de um dos bancos mais seguros do mundo, Hermione sorriu com a lembrança.
Quando finalmente aparataram ao chão do lado de um riacho, Gellert a apertou em seus braços como se ela fosse tudo que importava a mostrando um sentimento que ela não pensou que fosse possível sentir.
Oh, and to find out the reasons why (Ah, e para descobrir as razões do porquê)
A medida que os meses iam passando, Hermione notou que Gellert se sentia mais confortável com ela, mas mesmo assim ele mantinha uma distancia entre eles e em algum momento ela havia se perguntado se ele não a achava atraente, mas pensando nas coisas que ele contou agora, Hermione finalmente entendeu o porquê, ele não queria que ela se apegasse mais do que deveria a ele, sendo que logo ele teria que a deixar, e por mais que eles se encontrassem novamente, ele seria muito mais velho do que era agora, tornando impossível um relacionamento amoroso entre eles.
É claro que Gellert havia pensado nisso tantas vezes, e por mais de uma vez a voz da vida ecoava em sua mente louca, “Negar a si mesmo...” ele não poderia ficar com ela, não, ele não poderia faze-la ama-la e depois desaparecer a impedindo de um casamento adequado por causa de uma memoria e uma sombra que nunca poderia ser.
Mas agora ela o amava então, e ele achava que o que sentia por ela fosse amor ou próximo disso, ele nunca quebrou sua promessa, nesse um ano ele negou a si, Gellert se impediu de abraça-la varias vezes, e possuir seus lábios num beijo que ele tanto almejava, ele sabia que no entanto ele falhou com ela, pois aqui estava sua Hermione o abraçando depois de tê-lo beijado nos lábios num beijo profundo e apaixonado e agora ele não tinha forças para negar mais a si, ele não conseguiria manter sua palavra, porque tudo o que ele mais queria nesse momento era consumir tudo que ela estivesse disposta a dar.
It's enough to make you wanna try (É o suficiente para fazer você querer tentar)
For one last night (Por uma última noite)
Hermione estava sentindo sua luta, e ela queria pelo menos por essa noite esquecer a guerra, esquecer que a vida o levaria para o um passado onde ela não existia, ela queria esquecer sua culpa por obliviar seus pais e nunca realmente ter procurado Ron o que não a tornava melhor que ele, ela queria esquecer que a dois dias estaria longe para sempre do bruxo que realmente amava, e hoje Hermione o daria tudo que ele quisesse.
Afastando-se de seu abraço, Hermione colocou a mão em sua face pálida o acariciando suavemente. – Eu quero você Gellert. – A bruxa sussurrou fitando seus olhos intensos.
— Você me tem bruxa. – Respondeu ele colocando sua mão por cima da dela.
— Não, eu quero você, eu quero esquecer tudo e só lembrar de você e essa força que nos une... – Hermione falou baixinho.
— Hermione... você é tudo que eu mais desejo nesse momento, mas eu não posso... – Gellert sussurrou beijando a mão dela.
Oh como ele queria simplesmente agarra-la e possui-la de todas as maneiras possíveis, afugentar esse monstro que rugia todas as noites ansiando por ela.
— Você pode e eu quero, você não está tomando de mim Gellert. – Hermione sussurrou desesperada. – Eu quero isso, eu preciso ter você e guardar em meu coração o nosso único momento sendo só nosso...
Ghosts and silhouettes (Fantasmas e silhuetas)
They take a piece of me they want it all (Eles pegam um pedaço de mim, eles querem tudo)
Oh, but to wait in an empty room (Oh, mas esperar em uma sala vazia)
— Hermione, eu não... – Gellert foi falar quase dolorosamente, quando Hermione colocou o dedo em seus lábios o impedindo de falar.
— Você disse que estava aqui por mim e para mim. – Hermione falou baixinho. – Eu preciso disso e quero isso... por favor Gellert... – Ela o implorou.
— Hermione isso arruinaria sua reputação, você nunca encontraria um casamento digno... – Os olhos de Gellert estava em chamas, como ele poderia recusar-se a tanta tentação.
— Não é mais assim as coisas, não aqui nesse tempo Gellert. – Hermione falou aproximando de seus lábios. – Por favor Gellert... – Ela o implorou.
With the feeling that is closing in (Com a sensação de que está se aproximando)
— Oh Hermione... – Gellert sussurrou antes de colocar suas mãos em seu rosto delicado e a beija-la profundamente.
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