Notas iniciais
Olá pessoal. Esse fic é um drama, ou uma tentativa de drama. Que seja. Então, espero que vocês gostem [:
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Quando for para colocar pra tocar vai ter uma n.a., beleza?

- CARL, DESÇA JÁ DAI! – Gritei de onde estava. Aquele garoto é impossível! Ele desceu e veio andando desconfiado para onde eu estava. – Eu disse a você para não subir na árvore! Por que você gosta tanto de teimar? – reclamei irritada.

- Desculpa mamãe – Ele falou baixinho com os olhos cheios de lagrimas. Não tinha como se derreter com a cena.

- Tudo bem, vá brincar no parque e nada de escalar nas árvores, ok? – suspirei. Ele apenas acenou freneticamente e correu para os brinquedos normais. Era a incrível com ele se parecia com o pai. Os olhos, o cabelo, a teimosia e até o jeito de falar era o igual, mesmo eles nunca tendo se conhecido. Carl era um menino meio hiperativo e vivia causando problemas na escola, com apenas 4 anos, não que ele brigue com os colegas de sala, mas por que ele desobedece e não para quieto. Já perdi a conta de quantas vezes eu fui chamada na escola por causa disso. Fiquei ali pensando na vida e olhando Carl por mais alguns minutos, até que escutei alguém falar meu nome.

- Lizzy? – uma voz masculina falou. Eu conhecia muito bem aquela voz, mas não queria acreditar que era quem eu pensava. Virei lentamente até dar de cara com o dono dos meus pesadelos. Aquilo foi o suficiente para uma avalanche de lembranças me atingirem em cheio e me fazerem ficar sem fala. Não sei quanto tempo se passou até eu achar a minha voz que saiu num sussurro fraco.

- O que você está fazendo aqui? — Ele pensou numa resposta por alguns segundos e respondeu.

- Não sei, e você o que faz aqui?

- Não te interessa. Agora você pode fazer o favor de voltar pro Hall da Fama, ficar com suas Groupies e me deixar em paz? – falei nervosa.

- Não – ele respondeu com um sorriso imbecil na cara. Como vi que não tinha mais jeito peguei a minha bolsa e fui atrás de Carl para ir embora. Não queria que ele visse Carl de jeito nenhum, mas tinha certeza que ele ia me seguir e não pude fazer nada.

- Carl meu amor, já vamos embora. – falei tirando ele do balanço.

- Mas já mamãe, o Harry acabou de chegar. – ele fez bico.

- Desculpe meu anjo, outro dia você brinca com o Harry. – ele continuou meio emburrado, mas não reclamou.

- Lizzy, você vai ignorar mesmo? – o ser irritante perguntou me seguindo.

- Claro, ou você acha que me ia me ignorar quatro anos atrás na hora que eu mais precisei e quando você voltasse eu ia te receber de braços abertos? Por favor, não seja tão imbecil. – respondi colocando Carl na cadeirinha do carro.

- Lizzy, é sério eu... – resolvi corta-lo antes que ele falasse alguma besteira perto de Carl.

- Josh, por favor, vá embora. Foi fácil há quatro anos, e vai ser mais fácil ainda agora. – entrei no carro batendo a porta com força e arrancando o mais rápido possível daquele lugar.

- Mamãe, quem era aquele? E por que você tá triste? Foi por que eu subi na árvore? – Carl perguntou e eu sorri para ele no retrovisor.

- Não era ninguém meu pequeno, e eu não estou triste, apenas irritada, mas não é com você está bem. Agora, que tal irmos à casa tia Chris? – perguntei com uma falsa animação. Eu não podia deixar Carl perceber que eu estava triste.

- Eba. Vou ver a Angie. – ele bateu palmas com os olhinhos brilhando. Eu não ia arriscar ir pra cada com esse idiota por perto podendo me seguir. Em menos de quinze minutos chegamos ao nosso destino. Carl tentava se livrar do cinto sozinho, eu ri e virei para soltar ele, que depois saiu correndo para tocar a campainha. Mais uma vez eu o associei ao pai. Quem abriu a porta foi o Danny, marido da Chris. Nós éramos amigos há muito tempo, e ele deu abriu seu típico sorriso de 139 dentes quando nos viu.

- Ei Lizzy, a que devo a honra da sua visita? – ele perguntou e eu suspirei. – Ei o que foi?

- Depois eu explico, deixa o Carl ir brincar com Angie primeiro. – Foi o que bastou para ele entender do que se tratava.

- Lizzy, por que não avisou que vinha? Eu... – a frase dela morreu quando viu que eu tinha os olhos cheios de lagrimas e me abraçou. – O que foi? – eu comecei a soluçar descontroladamente, sendo aparada por ela. – Danny pega água pra ver se ela se acalma. – tentei secar as lagrimas, mas elas desciam cada vez mais fortes. Peguei a água e bebi e, aos poucos, fui me acalmando até conseguir falar — O Josh. Ele apareceu no parque hoje quando eu estava com Carl. – falei suspirando pesadamente.

- Cara, eu avisei para aquele imbecil de afastar, mas pareci que tem titica de galinha no lugar do cérebro dele. Acho que vou ter que usar outros métodos pra ver se ele entende. – Danny falou num tom irritado.

- Danny, não faça nada do que você vá se arrepender, por que vocês ainda são da mesma banda e viajam juntos por ai. – Chris reclamou. Danny murchou na hora. – O que ele disse?

- Nada, eu não deixei. Já imagina se ele fala perto do Carl que é pai dele, ou sei lá o que. – respondi evitando imaginar o tamanho da confusão.

- Danny, você pode dar uma olhada nas crianças para mim? Eu quero falar com a Lizzy a sós. – Chris falou pedindo/ordenando o Danny a sair.

- Eu vou ficar sabendo de tudo depois mesmo – ele respondeu recebendo uma almofadada da Chris. – Ok, ok, eu vou. De rock star á babá. Eu mereço!

- Lizzy, antes de qualquer coisa, prometa que não vai ficar com raiva de mim pelo que eu vou falar tá certo. – Chri falou num tom preocupado.

- Não sei se devia, mas prometo.

- Certo, olha só, eu sei que o que o Josh fez não foi bom, mas já tá na hora de amadurecer, de perdoar. Você não vai para as festas de ninguém para não dar de cara com ele, não sai com o grupo para não ver ele, você simplesmente deixou de viver por causa dele. – Chris falou.

- Eu sei Chris, o pior é que eu sei. Faz tempo para vocês, mas pra mim parece que foi ontem sabe. Todas aquelas coisas que ele disse, o que ele fez, dói demais, eu não aguentaria... – Fui cortada pela Chris.

- Não diga que não aguentaria se não tentou. Tente. Converse. Perdoe. Volte. Nós sentimos muito sua falta. Dê-se uma nova chance. Você tem apenas 20 anos Lizzy e não viveu nada em função de coisas do passado. Não era você que dizia que o passado a gente enterra? – Eu não disse mais nada. Apenas suspirei.

- Você pode ficar com o Carl hoje. Eu preciso pensar. Preciso respirar um pouco. – Chris me olhou espantada. Aquela não era a primeira vez que ela me dava esse conselho, mas essa foi a primeira vez que eu resolvi aceita-lo. Ela me abraçou soltando uns gritinhos histéricos e correu escada acima onde Danny e as crianças estavam gritando: — ANGIE, CARL, HOJE TEM FESTA DO PIJAMA ! – A acompanhei e recebi um olhar positivo de Danny.

- Mas tia Chris, não tem pijama pra mim aqui. – Carl falou tristinho.

- Eu te empresto um meu cara – Danny falou dando um “soquinho” no ombro dele que sorriu imediatamente.

- Carl, a mamãe vai sair para resolver umas coisas. Amanhã eu volto para lhe buscar, está bem? – ele nem se deu ao trabalho de responder, só beijou a minha bochecha e saiu correndo atrás da Chris. Eu mereço viu.

- Fico feliz que tenha tomado essa decisão, já não era hora. – Danny falou me abraçando – Boa sorte.

- Não deixa a Chris entupir meu filho de besteiras, ok? – falei rindo. Desci, peguei a minha bolsa e sai dali. Era a hora de me dar uma nova chance. Eu não tinha um lugar especifico para ir, apenas sai dirigindo até perceber que estava próxima do lugar onde eu Josh me trazia quando era mais nova.

Flashback on – Seis anos atrás.

É muito desesperador mudar de estado, principalmente quando você está para entrar no ensino médio. Pode parecer idiota esse medo, mas é bem comum. Afinal, quem nunca imaginou o ensino médio como nos filmes? Peguei a minha mochila e desci as escadas e encontrei a minha mãe na cozinha fazendo o café da manhã.

- Bom dia mãe – passei na fruteira e roubei uma maçã.

- Bom dia Lizzy. Preparada para o primeiro dia de aula? – ela perguntou virando para mim com um sorriso que sumiu quando viu a minha cara muito animada.

- Se eu responder não, eu posso faltar? – falei sorrindo amarelo.

- Não, mas como eu não sou tão ruim, eu consegui alguém pra te acompanhar nos primeiros dias – Assim que ela terminou de falar a campainha tocou. Só espero que não sejam aquelas meninas fresquinhas, filhas dos executivos da empresa do meu pai. – LIZZY? – ela gritou, me fazendo correr até onde ela estava. – Esse é o Josh, ele vai lhe ajudar a se enturmar na escola. Agora vão – ela falou me empurrando para fora de casa tomando o que restou da maçã da minha mão.

Xx

- Josh, para com isso – falei me contorcendo por causa das cócegas que ele fazia. Ele parou do nada e eu tentei respirar. – Você sabia que você é linda? Ainda mais com as bochechinhas coradas e ofegante.

- Mentir é feio senhor Donnavan. – respondi.

- E se eu disser que te amo, vai achar que é mentira também? – ele falou olhando nos meus olhos.

- Não, apenas ia responder que te amo também – falei com um sorriso babaca no rosto. Ele se aproximou de mim e me beijou como nunca tinha me beijado, era como se ele quisesse passar a verdade daquelas palavras. Ele partiu o beijo com um selinho e sorriu.

- E se eu te pedisse pra ser minha namorada, o que você diria? – Tinha como ser mais lindo?

- Eu diria que aceito. – Os nossos sorrisos se alargaram ainda mais, se é que isso era possível, e nos beijamos mais uma vez.

Xx

Na escola, nós éramos comentados. A maioria das meninas da escola arrastavam um caminhão pelo Jonh, mas eu não ligava, porque também chamava bastante atenção da ala masculina. Ele tinha uma banda, que tinha como membros Danny, Mark e Peter. Nosso namoro era perfeito. Eu amava demais. Josh era um cavalheiro, cuidava de mim, me dava presentes legais, enfim, ele era O cara. Eu não sabia o que faria se perdesse ele. Eu ficaria com ele para sempre, sem fazer esforços.

Flashback off.

Sorri ao lembrar daquilo, foi uma das melhores fases da minha vida, porque eu realmente vivia ao invés de só existir. Eu parecia uma louca naquele momento. Deitada na grama de um lugar deserto com um sorriso besta no rosto. Olhei no relógio e notei que era onze da noite, foi quando resolvi ir a outro lugar. Fui ao carro e peguei a minha bolsa para ir andando até a antiga casa da Chris que ficava a cinco minutos dali. O lugar estava meio abandonado. A grama estava grande, a placa de aluga-se estava um pouco gasta, mas aquilo não me intimidou. Aquele lugar anos atrás era onde rolavam as melhores festas da escola. Subia a escada e me estiquei até alcançar a chave que ficava escondida na soleira da porta. Entrei na casa que cheira a mofo e tinha a maior parte dos moveis cobertos por lençóis brancos. Subi as escadas vagarosamente, até chegar no “meu” quarto da casa. Sentei num canto do quarto e deixei as memorias que eu reprimia virem à tona.

Flashback on – Cinco anos atrás.

- Que festão, Chris. Arrasou! Meus parabéns. – Chris agradecia a todos os convidados, ou seja, a escola inteira. Sério, não sei como ela não estava com câimbras nas bochechas de tanto sorrir.

- Lizzy, você sabe que não precisa ser a minha sombra, não sabe? Vai se divertir! Seu namorado não pode ficar por ai dando sopa não amorzinho. Você já viu a fila de garotas que tem esperando só um vacilo seu? – Ela falava gesticulando exageradamente e como eu não esbocei reação ela me empurrou para o sofá onde os meninos estavam resmungando algo sobre eu não aproveitar as situações. – Josh, eu não sei o que deu nela? Vê se ocupa ela por ai que eu vou catar alguém para me agarrar por ai. – Quando Chris saiu, Danny levantou e foi atrás dela, me deixando só com Josh no sofá. Ficamos conversando amenidades e bebendo uns drinks coloridos. Eu não costumava beber muito, apenas o suficiente pra ficar “alegre”. Foi quando começou a tocar I gotta felling e Josh começou a insistir que eu fosse dançar.

- Vamos Lizzy, só essa. – Ele falou com cara de cachorro pidão.

- O que você não pede sorrindo que eu não faço chorando – levantei dando um selinho nele. Dançamos ali, do lado do sofá, no cantinho escuro.

I gotta feelin'

That tonight's gonna be a good night

That tonight's gonna be a good night

That tonight's gonna be a good good night (bis)

Josh tinha as mãos grudadas nos meus quadris me conduzindo e minhas mãos ora estavam no peitoral dele, ora no pescoço.

Tonight's the night

Let's live it up

I got my money

Let's spend it up

Ele me virou de costas passando meu cabelo pro lado, beijado meus ombros até chegar no meu pescoço.

Go out and smash it

Like Oh My God

Jump off that sofa

Let's get get on

Eu me soltei um pouco e comecei a rebolar, virando de frente pra ele, que me beijou. Depois disso parecia que a musica tinha virado um zumbido, embora nós continuássemos a nos mover da mesma forma provocante de antes, o que fazia tudo mais intenso. As mãos dele, que antes estavam nos meus quadris, agora apestavam meus glúteos me puxando para mais perto e eu arranhava a sua barriga, sentindo-a se contrair. Ele me empurrou até a parede eu peguei um leve impulso passando as pernas em volta da cintura dele. Ele quebrou o beijo mordendo meu lábio inferior levemente, passando a beijar meu pescoço arrancando suspiros meus.

- Vão para um quarto – Alguém passou e falou alto o suficiente para eu lembrar que ainda estávamos na sala lotada da casa de Chris.

- Josh – comecei a tentar me soltar, mas toda vez que eu tentava sair ele intensificava os beijos. Ok, eu desisti. – Josh, vamos subir. – ele me deu um selinho e me abraçou pela cintura e subimos as escadas rapidamente. Peguei a chave que Chris escondeu na soleira da porta e puxei Josh com tudo para dentro, passando a chave na porta em seguida. Não demorou muito até nossas roupas estarem espalhadas pelo chão do quarto e nós estarmos na cama.

- Lizzy, você...

- Xii – coloquei o dedo nos lábios dele. – Não estrague o momento, eu sei exatamente o que eu quero. – falei firme dando um selinho nele.

Naquele momento eu tinha uma única certeza: eu era dele e ele era meu e não havia nada no mundo que pudesse mudar aquilo.

- Eu te amo, Lizzy – ele sussurrou e beijou a minha testa.

- Também te amo, Josh. – sussurrei abraçando-o.

Flashback off

Acordei com uma dor horrível no pescoço. Acabei dormindo no chão empoeirado do “meu” antigo quarto. Peguei meu celular e notei que já eram onze da manhã. Eu conseguia me sentir um pouco mais leve por lembrar-se dele sem sentir tanta dor assim, apenas sentia falta da felicidade que eu vivi anos atrás. Desci as escadas tentando dar um jeito no meu cabelo e sai da casa, me certificando que tinha trancado a porta. Quando virei para ir em direção ao carro notei que tinha uma pessoa sentada no que antes era um jardim. Não era qualquer pessoa.

- Imaginei que você fosse estar aqui – Josh falou. Fingi que não tinha ouvido e continuei meu pequeno percurso até o carro. – Lizzy, não finja que não escutou. – Parei. Contei até dez. Virei e esperei ele falar. – Olha, eu quero consertar as coisas, ou pelo menos tentar esclarecer. Eu quero ter ums chance de me aproximar do Carl, não quero que ele cresça sem pai. Cansei de tudo isso, de ter que correr atrás de vocês o tempo todo e ser ignorado. Você não mede esforços pra me manter longe dele.

- Eu só quero protegê-lo.

- Você quer proteger ele, ou você que se proteger? – ele perguntou com um tom de acusação. Isso Josh, meta o dedo na minha ferida e gire sem dó, por que isso não dói, é até agradável de sentir. — Vamos sair como pessoas normais e tentar resolver isso com gente grande. – ele ficou parado esperando alguma resposta minha. Eu não ia deixar ele perceber que tinha tocado no meu ponto fraco, por isso dei o meu melhor sorriso e perguntei:

- Aonde vamos? – ele fez uma cara surpresa e começou a falar rápido e a gesticular.

- Eu posso passar na sua casa e...

- Melhor não. Diga o lugar e a hora e eu estarei lá.

- No Joe’s, ás sete.

- Por mim, tudo bem. Agora eu realmente tenho que ir. Então, até de noite. – corri para o carro saindo dali desesperada.

Eu tinha um grande problema. Eu não sabia se tinha aceitado aquilo por mim ou pelo Carl. Na verdade, eu acho que não tinha forças pra ficar no mesmo lugar com ele sem surtar. Pode me chamar de idiota por ter aceitado esse convite por puro orgulho. Dirigi lentamente até chegar em casa. Tomei um banho querendo que todos os meus problemas descessem pelo ralo, mas isso não aconteceria. Peguei uma maça e liguei a TV tentando me ocupar com algo e lembrei que tinha que levar mais roupas para Carl, já que sua estadia na casa de Chris teria que ser estendida até amanhã. Peguei as roupas do meu pequeno e uma roupa para sair de noite, já que iria passar o resto da tarde na Chris. Quando cheguei na casa da Chris toquei a campainha impacientemente. Quem abriu foi a governanta que avisou que eles estavam na piscina;

- Olha quem finalmente deu as caras. – Danny gritou de dentro da piscina.

- MAMÃE! – Carl gritou

- Ei gente, desculpa não ter chegado mais cedo. Ocorreram alguns imprevistos. A proposito, vocês se importam de ficar com o Carl hoje de novo? O imprevisto de estendeu para a noite. – dei um sorriso amarelo.

- Contanto que a senhorita diga aonde vai e com quem, eu não me importo. – Chris respondeu saindo da piscina e me puxando para dentro da casa. – Esse imprevisto tem Josh no meio?

- Sim, ontem eu fui à pracinha e depois acabei indo na sua antiga casa, pois é eu sei da existência da chave na soleira da porta – falei respondendo sua possível pergunta – e quando sai de lá acabei dando de cara com o Josh que começou com um papo estranho de querer esclarecer as coisa e se aproximar do Carl.

- E você só vai pelo Carl mesmo?

- Sinceramente, eu não sei. Tá tudo muito confuso. Parte de mim quer perdoar ele e tentar recomeçar, mas a outra me diz pra se manter afastada por que ainda sente muita dor.

- Você ainda o ama? – Tá ai uma pergunta que eu não sabia a resposta também.

- Não sei – respirei fundo – Josh voltou não fazem nem vinte e quatro horas e já fez essa bagunça na minha vida. Tudo que eu apaguei tá voltando com mais força e isso tá acabando comigo. Eu preciso saber se vale a pena passar por tudo isso, se ele vale o risco. O que mais me preocupa nessa bagunça toda é o Carl. Eu tenho medo que o Josh tente tirar ele de mim. – senti meus olhos marejarem – Ele é tudo o que eu tenho, é o que me dá forças pra continuar todos os dias. – Chris me deu um abraço reconfortante. Acho que eu realmente precisava daquilo.

- Agora vamos animar. Nada de choro pelos cantos beleza, te conheço bem o suficiente pra saber que você vai fazer isso na primeira oportunidade. Vamos colocar as crianças pra dentro e assistir um filme. – Chirs disse fazendo com que eu esquecesse momentaneamente meus problemas existenciais.

O tempo passou mais rápido do que eu queria. Quando chequei o relógio notei que já eram seis da noite, ou seja, corri para trocar de roupa e passar uma maquiagem básica para apagar os vestígios da minha noite mal dormida. Desci as escadas quase correndo parando apenas para me despedir do pessoal.

- Valeu por ficar com o Carl hoje. Eu prometo que amanhã cedo passo aqui pra pegar ele. Ah, e não deixa ele dormir tarde por causa da escola. – falei só pra reforçar. Sabia que Chris cuidaria bem dele.

- Cuidado, ok? Se precisar me liga – Ela me abraçou e eu senti algo estranho, mas acho que era coisa da minha cabeça.

- Carl meu anjo, se comporte e obedeça a tia Chris e o tio Danny ouviu? Mamãe te ama – peguei ele no braço e dei um beijo estalado na sua bochecha, e aquela mesma sensação de antes voltou. Balancei a cabeça afastando a ideia. Era uma sensação de despedida. Coloquei-o no chão e fui para o carro. Dirigi lentamente até o restaurante e acabei chegando lá com quinze minutos de atraso. Quando entrei passei os olhos rapidamente pelo restaurante procurando por ele, que acenou para mim numa mesa no canto, mais reservada. Sentei e ficamos nos observando e um silencio constrangedor se instalou até o garçom chegar.

- Boa noite, aqui está o cardápio, quando quiserem pedir levantem a mão que eu passo aqui – o rapaz falou e saiu correndo para atender a outra mesa.

- Então, o que você fez nesse tempo que sumiu? – perguntei tentando quebrar o gelo.

- Compor, montar cd, fazer turnê, achar outras bandas talentosas. – ele falou o obvio – E você?

- Larguei a escola para fazer um supletivo antes de ter Carl. Depois que ele fez dois anos entrei na faculdade e agora é que eu ‘to conseguindo me virar só. – ficamos nos encarando por um tempo e o silêncio voltou a reinar.

— O que você vai querer? – passei os olhos pelo cardápio e optei por um crepe de quatro queijos e um suco de laranja. Ele chamou o garçom e repassou o pedido pra ele. Achei bom que ele tivesse me chamado pra um lugar simples. Nunca gostei de nada extravagante e caro. Eu já tinha vindo aqui com ele algumas vezes quando éramos adolescentes.

- Nossas vidas foram bem diferentes no fim das contas. – falei do nada. Ele assumiu uma posição tensa na cadeira e falou:

- Se você veio aqui me acusar era melhor nem ter vindo.

- Não, olha desculpa. Saiu sem querer.

- Por que não me fala sobre o Carl? – ele disse saindo da sua postura rígida.

- Ele é extremamente parecido com você. Até o jeito de falar e andar é igual, mesmo que vocês nunca tenham convivido. É teimoso e vive me fazendo dar viagens à secretaria da escola dele por que além de desobedecer leva os amigos junto.

- Isso me lembra muito você – ele disse rindo.

- No quesito teimosia sim, mas eu nunca fui de viver na secretária. – ele começou a rir alto na cadeira. – O que foi, eu tenho um nariz vermelho e não to sabendo agora?

- Seu senso de humor também não mudou não foi docinho? Você vivia aprontando com a Chris na escola, principalmente com aquela tal de Melody, ou estou enganado? – Ops. Eu não me lembrava disso. Fui salva pelo garçom que chegou com nossos pedidos. Por algum pequeno momento daquela conversa parecíamos o Josh e a Lizzy de quatro anos atrás. Comemos em silencio, salvo pelos pequenos comentários que fazíamos.

- Você não disse que curso está fazendo na faculdade.

- Ah, Relações Publicas, mas você já devia saber. – sorri sem mostrar os dentes.

- Como pude esquecer? Você só falava disso no ultimo ano – ele deu uma risadinha – Que bom que conseguiu.

- Antes tarde do que nunca.

- E como trabalha, estuda e cuida do Carl? – ele especulou.

- No inicio foi bem complicado, minha mãe ofereceu ajuda, mas eu não quis, era muito orgulhosa. Mas as coisas pioraram e eu tive que aceitar. Eu levo Carl pra escola e vou pra faculdade e a minha mãe pega ele na escola. A noite, depois do trabalho, eu passo lá e vou pra casa. – resumi.

- E o seu pai?

- Ele finge que eu não existo. – fechei a cara. Eu detestava falar da relação estreita que se estabeleceu entre eu e meu pai há quatro anos. – Josh, posso te perguntar algo? Você promete ser sincero?

- Claro, você está sendo bem receptiva.

- Por que você sumiu quando eu te contei que estava gravida? – na hora o sorriso dele sumiu e ele enrijeceu. Passaram-se pelo menos 5 minutos até ele suspirar e me responder.

- No inicio, eu queria cuidar de você e assumir a responsabilidade, mas naquele mesmo dia eu recebi em telefonema de um produtor que assistiu um dos nossos shows e queria nos contratar. – ele fez uma pausa e eu aproveitei pra comentar.

- Até ai eu sei.

- Uma semana depois nós fomos para os Estados Unidos, por que a central da gravadora ficava lá e iramos assinar o contrato. Foi quando começaram a falar de fama, dinheiro, mulheres, e tudo aquilo que bons músicos tem. Foi quando eu me perdi. Eu pus na cabeça que se eu assumisse a criança eu iria perder tudo, inclusive meu lugar na banda. Eu ia ter que trabalhar em algo simples para sustentar vocês. Eu não estava disposto a abrir mão do meu sonho que tinha acabado de se realizar. Eu não voltei pra me explicar, parei de atender as suas ligações, não checava minha caixa postal. Eu prometi pra mim que ia apagar vocês da minha história e viver em função da minha banda. – quando ele terminou de falar eu percebi que estava chorando. Ele manteve a cabeça baixa, provavelmente sem coragem de me encara.

- Olha pra mim, Josh. Eu tinha acabado de fazer 16 anos e tive que segurar aquela barra sozinha – senti as grossas lagrimas caindo pelo meu rosto – Você tem a mínima ideia do que meu pai fez? Ele me botou pra fora de casa me chamando de vadia pra todo mundo ouvir na vizinhança. Se não fosse pela minha mãe eu não sei como estaria agora. Eu fui humilhada, sabe por quê? Por causa da sua futilidade. Eu fui muito burra de pensar que você tinha um bom motivo pra ter me deixado, mas foi tudo por causa de fama. Parabéns, você acabou de me decepcionar mais uma vez. – peguei a minha bolsa e antes de levantar completei – Fique longe de mim, fique longe do meu filho. Faça como antes. Prometa que vai nos apagar da sua historia. – levantei e sai dali sendo acompanhada por olhares curiosos. Quando abri a porta do restaurante notei que chovia muito, mas não me importei. Quem sabe aquela chuva não conseguisse lavar a minha alma e levasse toda a dor que eu estava sentindo. Senti duas mão me segurando pelos ombros e me virando bruscamente.

- Lizzy, por favor, me dá só uma chance, eu prometo que vou consertar isso. – Josh implorava.

- Tarde demais. Me deixa ir e some, as coisas estavam melhores sem você aqui – respondi com um tom frio e amargo.

Entrei no carro arrancando com tudo. Eu não via nada, tanto por causa das lagrimas, tanto por causa da chuva torrencial que caia, mas a ultima coisa que eu fiz foi me importar. Eu só queria sumir do mundo. Parei no sinal vermelho e liguei o radio. Bati a minha cabeça no volante e senti os soluços balançarem todo meu corpo até que alguém buzinou e eu notei que o sinal estava aberto.

[n.a.: play]

In my life I don’t mean much to anyone

Na minha vida eu não significo muito para os outros

I’ve lost my way can’t go back anymore

Eu perdi meu caminho, e não posso mais voltar

Once I had everything now It’s gone

No meu passado eu tinha tudo, e agora se foi

Don’t tell me again coz I’ve heard it all before

Não me diga de novo, por que eu já ouvi isso antes

De repente as lembranças que eu tinha guardado começaram a vir a tona.

- Josh, eu estou grávida – falei com o lábio tremulo. Ele me encarou por algum tempo e sorriu me dando um abraço.

- Tudo vai ficar bem, nós vamos enfrentar isso juntos. É uma promessa. – ele sussurrou. Eu me senti segura naquele momento. Ele era meu porto seguro, era quem iria me dar força.

Some people say that I’m not worth it

Algumas pessoas dizem que eu não valho nada.

I’ve made mistakes but nobody’s perfect

Eu cometi erros, mas ninguém é perfeito

Guess I’ll give it a try

Acho que devo tentar

Mas ele sumiu, sem me dar a menor explicação e eu me vi perdida de novo. Eu tinha apenas o apoio de Chris e o conselho que ela pode me dar foi contar aos meus pais o quanto antes.

- Pai, mãe eu estou grávida – minha mãe me olhou com compaixão, mas meu pai me olhou com nojo, eu podia sentir isso apenas pelo olhar dele.

- SAIA JÁ DA MINHA CASA SUA VADIA! A partir desse momento é como se eu nunca tivesse tido uma filha antes. – ele me olhou friamente – Está esperando o que para sumir daqui?

I’ve got one last chance to get myself together

Eu tenho uma ultima chance para me encontrar

I can’t lose no more time It’s now or never and I’ll try to remember who I’m used to be

Eu não posso perder mais tempo, é agora ou nunca e eu tentarei lembrar de quem era

I’ve got one last chance to get myself together

Eu tenho um ultima chance pra me encontrar

As lágrimas caiam pelo meu rosto e eu não consegui controlar. Parece que tudo que eu segurei por esses anos explodiu. Era como se toda a força que eu tive se esvaísse lentamente toda vez que uma lembrança me atingia.

- Josh, por favor, atende o telefone. Eu preciso de você. Meu pai me tirou de casa, eu não sei o que fazer. Você prometeu que estaria aqui. – desliguei o telefone me sentindo humilhada. Primeiro eu fui abandonada pelo meu pai e agora por ele. Ele que prometeu que estaria aqui quando ninguém mais estivesse, e foi um dos que me deixou. E eu não procuraria mais ele.

The time has come for me to change again

O tempo veio para que eu me transforme de novo

I can’t carry on like this, I will lose my friends don’t say that you have given up on me

Eu não posso continuar assim, eu vou perder meus amigos. Não diga que você desistiu de mim

Just give me the time and the space to heal my haed

Só me dê tempo e espaço para eu colocar minha cabeça no lugar

O carro estava em alta velocidade, eu não conseguia ver o velocímetro com exatidão. A pista estava molhada e a visibilidade estava terrível. Quando eu passei um cruzamento a única coisa que eu vi foi um farol alto vindo do meu lado, atingindo o carro com tudo. Eu bati a cabeça em algum lugar e senti o carro capotar duas vezes. A dor física que eu sentia aliviava a dor emocional que eu sentia, mas ela logo se tornou insuportável e eu senti a vida se esvaindo pelos meus dedos.

I don’t wanna be misunderstood

Eu não quero ser mal entendido

I’ve got take this chance and make into something good

Eu tenho que agarrar essa chance e fazer algo certo

Eu via apenas borrões. Luzes que provavelmente vinham de uma ambulância, gritos. Alguém dizia: - Lizzy, fique comigo. Você não pode me abandonar agora. Vamos Lizzy, fique comigo. Eu queria responder aquela pessoa, dizer que eu ia ficar, mas aos poucos a escuridão foi me puxando e eu apaguei. Eu não sabia o que tinha acontecido, eu não sentia meu corpo mais. Eu sentia apenas o frio e a escuridão. Eu não podia ir. Eu tinha o Carl. Ele precisava de mim e foi isso que fez eu me segurar, parecia que com ele tinham cordas invisíveis onde eu podia me segurar até achar um lugar branco e a paz.

Xx

Abri meus olhos, meio agoniada pelas minhas últimas lembranças. Olhei para os lados e tudo o que eu via era um espaço branco e uma pessoa parada no meio dele.

- Ei – fiquei um pouco surpresa por poder falar – Onde eu estou?

- Olá Elizabeth. Você está no que eu chamo de meio termo, ou o que eu seres humanos chamam de coma. – o estranho respondeu ainda parado no mesmo lugar fitando o nada.

- Coma? – ergui as sobrancelhas surpresa. – O acidente, tudo aquilo foi real?

- Sim – Ele suspirou – Você ia morrer, mas você tinha um motivo para ficar, então você chega nesse meio termo e decide se vale a pena ou não ficar. Quer dar uma olhada? — ele perguntou sem desviar do nada.

- Olhar o que? – ele não falou nada, apenas apontou para aquele ponto vago e eu resolvi focar nele até conseguir ver.

- Ei mamãe. A tia Chris disse que você está dormindo um pouco para descansar. Trouxe um presente pra você. – ele balançava uma flor na frente dos meus olhos fechados – Tirei do parque que nós fomos naquele dia. Só espero que a tia Chris não te conte que eu subi na árvore para fazer isso.

- Oi Lizzy, estou com saudades de você – ela suspirou – Os médicos disseram que não sabem se você vai acordar. Tanto faz voltar agora ou não voltar. Carl sente muito sua falta, ele está lá em casa e pergunta por você todos os dias, fica fazendo planos para quando você acordar. Eu acho que você não vai gostar do fato de agora ele e Josh serem melhores amigos. – ela riu com um ar triste – Semana passada ele desenhou você, o Josh e ele juntos como uma família feliz. Apenas volte e tudo vai se resolver, ok?

- Ei mamãe, eu vim com a Tia Chis e o Josh hoje – ele tinha um sorriso triste no rosto – Quando você volta? Eu tenho vários lugares pra ir quando você acordar. E o tio Josh vai com a gente. Ele é muito legal, você precisa conhecer ele. Eu trouxe outro presente, é um desenho. – Ele apontava para o desenho que Chris tinha descrito. – Volta logo tá certo? – Ele beijou a minha bochecha e saiu do quarto.

- Lizzy, faz três meses que você está nessa. Os médicos disseram que a cada dia que passa as chances de você voltar diminuem a cada dia. – Chris soltou um suspiro fraco – Eles querem desligar as maquinas, mas eu não deixei. Eu ainda tenho esperanças e o Carl também. Apenas não me decepcione ok?

— Hey Lizzy, é tão estranho falar com você assim, sabendo que não vou receber uma resposta mal criada de volta. Sentimos sua falta. Semana que vem é o aniversário do Carl, ele queria que você estivesse aqui. Então, volta logo está bem? – Danny deu um sorriso que não chegava perto do de 134 dentes, beijou a minha testa e saiu do quarto.

- Oi Lizzy – Josh falou. Ele estava estranho e diferente. O cabelo estava grande e bagunçado, a barba mal feita e tinham olheiras roxas sob os olhos dele – Faz seis meses que você está assim e nós resolvemos que era a hora de deixar você partir. Eu vim aqui me despedir e te pedir perdão. Por todas as promessas descumpridas e por ter te abandonado. Eu me sinto completamente culpado pelo acidente que aconteceu aquele dia. Se eu não tivesse reaparecido você não teria que partir. Carl teria uma ótima mãe e agora ele talvez tenha que ficar comigo, o cara que causou a morte da mãe dele e que o abandonou quando ele nem nascido era. – ele suspirou e uma lágrima escapou dos olhos dele – Eu te amo, Lizzy. I’ve got one last chance to get myself together. Eu escrevi essa musica pensando em nós, queria ter te mostrado . Adeus Lizzy.

Virei o rosto. Olhei para o estranho que ainda fitava o nada até que ele falou:

- É a hora de tomar sua decisão Elizabeth Ewan. Você tem motivos para voltar?

- Eu acho que sim – respondi meio insegura.

- Sim ou não? Sabe, o seu filho. Ele sente muito a sua falta e aquele rapaz, Josh não é mesmo, ele te ama muito. Isso séria motivo suficiente para mim, mas a questão é, eles são motivo suficiente para você? – ele frisou a última palavra e pela primeira vez me encarou.

- Sim, eles são – falei um pouco mais segura e suspirei.

- Ótimo. Você vai voltar. Aproveite essa nova chance. Você não terá outra dessa. Pare de ser tão dura com você mesma e perdoe. Acho que Josh já aprendeu a lição dele. Adeus Elizabeth, te vejo outro dia desses. – minha visão foi do estranho foi apagando aos poucos a existência dele foi sumindo na minha mente.

Xx

Aos poucos comecei a sentir meu corpo novamente. Tinha alguém segurava a minha mão. A primeira reação que eu tive foi apertar aquela mão levemente. A pessoa que falava parou do nada e eu consegui captar um som coerente.

- Elizabeth? – fiz um pouco mais de esforço e abri meus olhos encontrando Josh me encarando. Um sorriso imenso surgiu no rosto dele. – Elizabeth? Meus Deus, eu não acredito você voltou!

- Josh – falei com dificuldade.

- Lizzy, não se esforce, vou chamar a enfermeira. – apertei a mão dele num pedido silencioso para que ele me escutasse, e milagrosamente funcionou.

- E-eu te perdoo – balbuciei com dificuldades. O sorriso dele aumentou, se é que isso era possível. Ele se abaixou e me deu um selinho, que por mais simples que fosse, tinha um grande significado. Eu dei um sorrisinho bobo e tive certeza de uma coisa: aquele era meu recomeço, a minha nova chance, e eu ia me agarrar a ela e fazer algo certo.

I’ve got take this chance and make into something good

Eu tenho que agarrar essa chance e fazer algo certo

Fim Xx

Notas finais
Então, vocês gostaram? Qualquer erro avisem pelo meu twitter [@camyla_g_d], sempre estou online lá [: Ah, deixe um rewien e façam essa autora feliz *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!