One Impossible Year.
1 Capítulo 1:Mudanças
Notas iniciais
Estava terminando de arrumar as fotos, olhando para a última foto dos meus pais, com uma pontada de tristeza. Como seria difícil sem eles! Já fazia 1 mês desde o acidente na estrada de Forks em que estávamos, e o carro bateu. Tive a sorte de escapar, mas eles…
Em momento algum, soltei uma lágrima. Não sei o porquê, mas eu desde que eles morreram não consegui chorar, sorrir nem nada disso. Doia, e não sabia soltar esse nó na garganta. Minha mãe sempre me ensinou a ser forte acima de tudo, e acho que depois disso toda a minha força se juntou nesse nó que não me deixa. Não sabia como ser feliz, não queria. Eu gritava, eu me revoltava, eu me calava e nada adiantava. Não sabia o que fazer, mas quem sabe, viver com meus tios agora me ajudaria a ser finalmente feliz. Minha onda de tristeza foi interrompida por batidas na porta.
–Bella, querida posso entrar?-Era a Voz de tia Esme.
–Claro tia, entre-respondi com a voz mais angelical que pude. Perto de tia Esme eu tentava ser legal. Tentava.
–Licença-ela disse sorrindo confortavelmente- Como está a mudança?
–Está indo, quase tudo arrumado, tem certeza que não vou atrapalhar tia?
–Claro que não Bella! Sua companhia para nós é algo muito importante!
–Obrigada tia, mas ainda acho desnecessário, já tenho 17 anos! Posso me cuidar sozinha.
–Não querida, eu e seu tio fazemos questão de que você more conosco nesses meses que não faz 18, ainda mais porque Edward e Emmett estão sempre tão distantes, e você é meio…Desastrada -Tia Esme deu uma risadinha.
–Oh tia! Claro que não, eu só sou um pouco desajeitada, mas nada grave! Sou capaz de me cuidar perfeitamente. Mas, ok. Não vou reclamar, estou feliz por ficar com você.-Dei um abraço na tia Esme.
–Obrigada minha querida-Respondeu ela retribuindo o abraço- Bom, vou deixar você sozinha para terminar de arrumar suas coisas, quando terminar desça para o jantar que temos algo que queremos contar ok?
–Claro tia, pode deixar
–Ok, até lá — E foi embora.
Edward Emmett e Alice eram os meus primos. Alice era como uma irmã para mim, tínhamos a mesma idade então não nos desgrudamos, Emmett é meu melhor amigo-primo-ciumento, com ele só com ele eu me sinto segura. E Edward era meu primo nojento autossuficiente que eu odiava. Graças a Deus ele estava em Londres, terminando a faculdade de música então eu não tinha que aturá-lo. Eu tinha um irmão também, Jacob da mesma idade de Edward e Emm. Jacob foi morar em Vancouver, ele gosta de viver no perigo, sem nada nem ninguém, mas depois de encontrar com Emm ha uns meses atrás decidiram estudar, e começaram a fazer faculdade de administração de empresas.
Quando tia Esme saiu, fiquei deitada na cama pensando na minha vida toda. Tive que abandonar minha casa até completar 18 anos, estava sem os meus amigos, já que todos tinham mudado de cidade para ir para suas faculdades ha tempos, e só o que me restava era Alice, que decidiu esperar comigo esse ano para podermos fazer a faculdade juntas. Sentia-me culpada por tomar esse ano de Alice, mas eu precisava dela, mesmo antes de papai e mamãe morrerem, estava indecisa e ela era a única que poderia me ajudar, pois era a única que me entendia, apesar de nossas diferenças.
Mas, eu não podia ficar parada, não podia aceitar essa zona de conforto e tristeza que me encontrava, precisava fazer algo da vida, mas o que? Estamos em junho, então arrumar um emprego estava fora de questão já que faltavam apenas 2 dias para Emmett chegar para suas férias , e como elas eram curtas eu não desperdiçaria um dia sequer. Estava pensando em retomar as aulas de guitarra, mas estava totalmente sem dinheiro, e por mais ricos que meus tios fossem tinha meu orgulho e não pediria dinheiro a eles. Então, novamente voltei á estaca zero. Merda.
Um pouco mais tarde, depois dos meus devaneios e planos que nem sequer ia tentar por em pratica decidi descer para o jantar. Chegando a cozinha tio Carlisle disse para mim e Alice:
–Bom garotas, vocês devem saber que daqui há 2 dias Emmet e Jake irão chegar certo?
No mesmo momento, sorri, dizendo sim.
–Então-Tio Carlisle continuou- junto com eles vem a namorada de Emmett,Rose e mais dois amigos,Jasper e James.
–Eba!-Alice minha amada e estúpida prima gritou.
–Como se gente nova fosse bom!Não acredito que a loira oxigenada vem! – A loira, era Rosalie a namorada super modelo de Emmett, que tinha um cérebro de ervilha esmagada.
–Bella, não seja assim, sabe como eu e seu tio gostamos de ter pessoas em casa, e sabe como é importante para nós, seja maleável minha querida- Disse tia Esme.
–Tem razão tia, estou feliz por isso-Menti, queria enfiar uma faca na minha barriga.
Depois disso comemos tranquilamente, ou melhor, quase já que a tagarela da Alice não parava de falar! Depois disso voltei para o meu quarto e fui dormir, pensando no quão bom poderia ser o amanhã. Ou não.
Acordei e logo após isso fui tomar um banho, vesti minha camisa do Nirvana e minha jeans, hoje era o dia em que iria fazer algo decente da vida. O que seria? Bom, eu não sei. Só sei que, com certeza eu, de alguma forma, saberia o que fazer hoje, nem que fosse atendente do McDonalds!
Depois de trocada e “maquiada” (pronuncia-se deliniador e lápis preto) dei um jeito no cabelo, peguei as chaves da minha moto (sim, eu já dirigia) e fui até o quarto de Alice.
–Pequeeeeeena!-disse batendo, ou melhor, surrando sua porta.
Ela abriu com uma cara de vou te matar, com uma gosma verde nojenta em sua cara:
–O que é cacete?!
–Que porra é essa na sua cara?!-Fiquei olhando com cara de nojo.
–Uma máscara de pepino meu amor!-Ela riu.
–Se arruma e tira esse sangue de alien da sua cara, vamos sair hoje!
–Vamos onde?!-perguntou a Alience, seu novo apelidinho, hehe.
–Você pergunta demais para um ser tão pequeno garota! Se troque e em 10 minutos quero você lá em baixo ou seu ursinho carinhoso da super coleção amor fofinho ou seilá o que sofrerá as conseqüências.
–Okok,estou indo seu projeto de serial killer de bichos de pelúcia!
Peguei a chave da minha moto, dei uma olhada novamente no espelho, bagunçando um pouco o cabelo. Estava com um mal pressentimento, não sei porque diabos!
Desci as escadas lentamente, resmungando sobre o que eu faria, ou não. Então eu o vi.
Ele devia ter uns 1,90 de altura, cabelos desgrenhados com um tom de bronze, braços bem definidos, um sorriso encantador e os olhos, os olhos mais lindos que já vira na minha vida, verdes azulados, como o mar. Eu estava perdida naquele olhar e corada. Espera! Eu conheço esses olhos!Provavelmente ele me conhecia também, pois ele me encarava de forma estranha quando falou:
–Er, pirralha?-Disse a perfeita criatura com cara de deboche agora, tentando ser divertido.
NÃO!NÃO PODERIA SER ELE!
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