One Face, Two Evils.

2 1 - Não se crê em nada


Notas iniciais
"Ele já não tinha fé que aquilo acabaria um dia"

O homem acordou logo de manhã. Embora não tivesse nada para fazer o dia inteiro, gostava de acordar cedo; tomar café e assistir Televisão.

Saco.

Ele odiava levantar cedo e assistir a droga da Mídia pútrida. Ele apenas fazia isso por não ter mais nada para fazer. Desde a morte de Wesker em 2009, há um ano, a B.S.A.A estava praticamente inativa. Apenas alguns trotes. Nada mais.

Relutante, ele se levantou da cama. Seu músculo do braço esquerdo dormente reclamou, mas o movimento completou-se. Sentou-se na cama. Pensou um pouco, enquanto bagunçava o próprio cabelo negro. Ergueu-se. Andou até o guarda-roupa, apanhou uma camisa branca entre a pilha bagunçada de roupas, vestindo-a logo em seguida. Saiu do quarto, encontrado a sala e a cozinha mais a frente. O apartamento era pequeno. Na parede á esquerda, junto á uma janela, a porta branca. Seguido destes itens, o sofá, a mesinha onde ele apoiava as coisas e a Tv, presa na parede. Do outro lado, o banheiro e logo em seguida, a cozinha. Um verdadeiro sonho americano, pensou.

Logo o som seco da campainha invadiu o apartamento. O homem apressou-se a chegar a porta e abrir. Uma mulher o aguardava. Ela batia mais ou menos no ombro dele, tinha cabelos castanhos com partes loiras, olhos verdes, rosto delicado, camisa branca, blusa roxa, calça Legging negra e salto alto vermelho.

–Vamos Chris! Nós estamos atrasados! — Exclamou a Mulher.

Chris olhou pensativo para os olhos da Mulher.

–Atrasados para o que, Jill? — Perguntou, meio zonzo de sono.

–Para voar pela Itália, Sr. Redfield — Jill soltou um pequeno riso, descontraída. — Hoje é aniversário da Claire, esqueceu?

Chris saltou num espasmo de susto. Esqueceu o aniversário de sua irmã? Oh Deus, o tempo está mesmo acabando comigo, pensou.

Chris foi até a mesinha de apoio, pegando seu óculo e as chaves. Voltou-se para Jill. Numa caminhada serena, aproximou-se da porta. Sentiu um maú-súbito — uma dor que percorreu-lhe o coração. Nem tão forte. O suficiente para alguém aguentar. Chris e Jill desceram pelo elevador até a entrada. Entraram no carro vermelho brilhante dela, e partiram rumo ao aniversário.

Oito da manhã. O local estava cheio. Redfield percorreu o local com os olhos, achando apenas o rosto de Leon Scott Kennedy de familiar. Talvez ele devesse passear mais um pouco. Seriam todos aqueles amigos de Claire? Em falar nisso, Claire estava linda. Um vestido branco cheio de brilhantes, com um decote médio e uma faixa vermelha nos ombros. O cabelo dela estava amarrado para trás e sua cara, bem maquiada. Claire andou sozinha para trás da mesa onde o bolo estava. Ela preparou-se para apagar a vela e...

Os tiros vieram como chuva. Jill, Claire, Chris e Leon só tiveram tempo de se abaixar. Os corpos caíram aos montes, arremessando sangue ao chão. Chris se levantou. Viu Leon ajudando-a, mas mesmo assim, foi até ela. O Braço de Chris doía, pois ele havia caído em cima de uma pedra. Nada de mais. Ainda podia quebrar pescoços.

–Toma! — Gritou Leon, arremessando uma pistola para Chris — Eu cuido dela!

Chris agarrou a pistola, ordenou que Jill ficasse, e iniciou uma corrida atrás do carro. Disparou algumas vezes contra o para-choque do carro, que resistiu. Era blindado. Droga. O carro acelerou e sumiu em meio a floresta que cercava o local. Chris guardou a pistola. Logo voltou para Claire, que estava no chão, chorando.

–Calma Claire. Acabou. — Chris tentou acalmá-la. Mas a verdade era outra; Ele já não tinha fé que aquilo acabaria um dia.

–Não Chris...Isso nunca vai acabar.

E em meio ao amotinado de corpos, Claire caiu nos braços de Chris, em um choro de tristeza.

Notas finais
Espero que gostem...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.