– Eleanor!

– É, sou eu.

– Tudo bem, meu amor?

– Quem se casou, Louis?

– Ah, eu e a Maddie só estávamos lembrando de quando nós casamos lá em Doncaster, não é, Maddie?

– É, mas era coisa de criança, obviamente não está mais de pé. – falei rindo meio envergonhada.

– Ah, sim. – disse ela – Então, Louis, vamos?

– Va-vamos aonde?

– Lembra que a gente combinou de fazer umas compras?

– Nós temos que fazer isso hoje?

– Sim.

– Não podemos ir em qualquer loja lá em Los Angeles?

– A Eleanor vai também? – perguntei. Caralho, Madson, cala a boca.

– Sim, algum problema?

– Não, nenhum.

– Então, Louis, vamos? – disse ela dando enfase no "vamos".

– Por quê a gente não vai lá em Los Angeles?

– Por que você não quer ir?

– Eu acabei de saber que a Madson é minha amiga de infância! Que eu não vejo faz tempo. Eu não posso ficar em casa e apreciar esse momento?

– Vocês vão ter muito tempo pra apreciar esse momento, mas eu tenho que ir fazer essas compras!

– Por quê não vai com a Danielle?

– Tá bom, Louis, obrigada. Fica aí relembrando momentos felizes com a sua amiguinha! Tchau.

Então ela saiu, bateu a porta. Louis saiu atrás dela. Zayn e eu ficamos nos olhando meio assustados.

– O que aconteceu aqui? – perguntou Harry chegando na sala.

– Eleanor brigou com o Louis. – disse Zayn.

– Por quê?

– Acho que foi por minha causa. – falei.

Louis chegou bufando.

– Caramba! Por quê ela não consegue entender as coisas?

Então ele foi direto para o seu quarto.

– Alguém precisa falar com ele. – disse Zayn.

– Eu vou. – falou Harry.

– Não, Harry, eu acho melhor eu ir. Foi por minha culpa que eles brigaram. – disse.

– Tudo bem.

Bati na porta do quarto de Louis. Ninguém respondeu.

– Louis, abre, é a Maddie. – falei.

Ouvi o barulho da fechadura se abrindo. Logo Louis abriu a porta.

– O que aconteceu?

– Ela se irritou por que eu não quis ir no shopping com ela.

– Ela não gosta de mim, não é?

– Mais ou menos.

– Imaginei. Olha, Louis, desculpa, eu não...

– Não precisa pedir desculpa, a culpa não é sua. Ela não sabe entender nada, poxa. Eu acabei de reencontrar você, sabe? Eu quero matar a saudade daqueles anos todos que nós ficamos separados. Eu senti muito a sua falta. Eu falei dela pra você, tantas vezes. Ela compreendia. Mas agora que você apareceu...

– Agora que eu apareci, o pensamento dela de que eu nunca mais poderia aparecer outra vez foi por água a baixo. Então ela está tentando proteger o que é dela.

– Como se você fosse me roubar, não é?

– É.

– Então o nosso casamento não está mais de pé? Isso magoou.

– Eu só queria que ela não se zangasse com isso. Pra mim ele sempre ficou de pé. Eu sempre dormia com o meu anel embaixo do meu travesseiro, só pra ter mais chances de sonhar com você. Mas isso era quando eu era pequena...

– Então quer dizer que você não faz mais isso?

– Na verdade, eu parei ano passado, por quê eu queria muito que nós nos reencontrássemos.

– E então aconteceu.

– É.

– Então, já arrumou suas coisas?

– Já, aliás, tenho que ir em casa primeiro. Quando iremos ir?

– Hoje, meia noite.

– Ah, tudo bem. Então vou para casa, já volto.

– O que você vai fazer?

– Avisar o meu pai.

– Eu vou com você. É melhor.

– Obrigada.

– De nada. Vou pegar as chaves.

Saí do quarto dele, avisei o resto dos meninos aonde iria e Louis apareceu logo depois. Descemos até a garagem e entramos no carro. Chegamos na minha casa.

– Espere aí. Não vou demorar.

– Ok.

Entrei em casa, Effy atendeu a porta.

– Maddie! Por onde andou? – disse ela me abraçando.

– Cadê o William?

– Ele está na sala... Onde é que você estava?

– Agora quiseram saber aonde eu estava, é? Preciso falar com ele.

Fui até a sala, ele estava sentado no sofá lendo jornal.

– William, preciso falar com você.

– Madson! – ele levantou do sofá e veio me abraçar, eu desviei.

– Só vim aqui avisar que irei viajar.

– Aonde? Com quem?

– Não interessa aonde, e com os meus amigos, sabe, eles existem. – falei olhando para Lori que acabara de aparecer – Bom, preciso ir. Tchau.

– Espera! Quando irá voltar?

– Não sei.

– Com quem você está?

– Com pessoas que se importam comigo.

Fechei a porta e entrei novamente no carro de Louis. Não pude suportar, comecei a chorar outra vez. Eu tive que ser fria com eles. Assim eles se importariam. Ou se já não estavam se importando. Um dia fora e eles já ficam nesse estado.

– Maddie, tudo vai ficar bem daqui pra frente, tudo bem? Você está com a gente. Nós amamos você.

– Obrigada, Louis. Eu amo vocês.

– Quer tomar um café? Vamos na Starbucks, tem ótimos lá.

– Tudo bem. – falei já sorrindo.

Louis dirigiu até lá, pegamos os cafés e voltamos para casa. Fui para o quarto ver se não havia esquecido de nada. Estava tudo ok. Eu e os meninos passamos a tarde vendo TV, comendo besteiras, conversando e rindo.

– Amanhã vai ser incrível. – disse Niall.

– Oh se vai. – falou Liam.

– Desejo toda sorte do mundo pra vocês. – falei.

– Valeu, Maddie. – disse Zayn piscando.

– Nada. Liam, Danielle vai ir também?

– Aham. – disse ele.

– Legal. – falei, ele sorriu.

– Qual música vocês vão apresentar?

– One Thing. – respondeu Harry.

– Eu já ouvi essa! – falei – But I need that one thing, and you've got that one thing... – cantei.

– Tá sabendo, hein. – disse Harry, eu ri.

– E Maddie, e a sua aula de canto? – perguntou Liam.

– Meu pai pagava ela, então, já era. Eu não vou pagar, desisto. – falei.

– Você canta muito bem já. – disse Niall.

– Obrigada, Nialler. – falei sorrindo.

– Vamos jogar verdade ou desafio? – perguntou Harry.

– Vamos! – falei empolgada.

– Pega uma garrafa, Niall. – disse Louis.

– Por quê eu tenho que pegar a garrafa, vai você. – disse Niall.

– Vai lá, Zayn.

– Eu não!

– Af, se depender de vocês, a gente não vai jogar nunca. Deixa que eu pego então. – falei.

Fui até a cozinha, tomei um resto de refrigerante que tinha em uma garrafa na geladeira e voltei pra sala.

– Pronto, peguei.

– Senta aí.

Sentei na roda que eles haviam armado no meio da sala, coloquei a garrafa no meio e girei. Caiu em Louis e Harry. Louis fazia para Harry.

– Verdade ou consequência, Harry?

– Verdade.

– Af! Ok. É verdade que você tem mandado mensagens para Caroline?

– Que Caroline?

– A Flack, óbvio!

– N-não é verdade.

– Hmmm.

– Sério.

– Ok, não é verdade, então, Harry, gira. – falei.

Ele girou e caiu entre eu e Harry. Harry fazia pra mim.

– Verdade ou consequência?

– Consequência.

– UUUUH. – disse ele.

– Faz logo, Harry! – falei.

– Dar um beijo no...

– BEIJO EM QUEM? – perguntou Louis, ele gritou na verdade – NÃO.