One Day We Will Be Remembered
9 Kiss...
– Eleanor!
– É, sou eu.
– Tudo bem, meu amor?
– Quem se casou, Louis?
– Ah, eu e a Maddie só estávamos lembrando de quando nós casamos lá em Doncaster, não é, Maddie?
– É, mas era coisa de criança, obviamente não está mais de pé. – falei rindo meio envergonhada.
– Ah, sim. – disse ela – Então, Louis, vamos?
– Va-vamos aonde?
– Lembra que a gente combinou de fazer umas compras?
– Nós temos que fazer isso hoje?
– Sim.
– Não podemos ir em qualquer loja lá em Los Angeles?
– A Eleanor vai também? – perguntei. Caralho, Madson, cala a boca.
– Sim, algum problema?
– Não, nenhum.
– Então, Louis, vamos? – disse ela dando enfase no "vamos".
– Por quê a gente não vai lá em Los Angeles?
– Por que você não quer ir?
– Eu acabei de saber que a Madson é minha amiga de infância! Que eu não vejo faz tempo. Eu não posso ficar em casa e apreciar esse momento?
– Vocês vão ter muito tempo pra apreciar esse momento, mas eu tenho que ir fazer essas compras!
– Por quê não vai com a Danielle?
– Tá bom, Louis, obrigada. Fica aí relembrando momentos felizes com a sua amiguinha! Tchau.
Então ela saiu, bateu a porta. Louis saiu atrás dela. Zayn e eu ficamos nos olhando meio assustados.
– O que aconteceu aqui? – perguntou Harry chegando na sala.
– Eleanor brigou com o Louis. – disse Zayn.
– Por quê?
– Acho que foi por minha causa. – falei.
Louis chegou bufando.
– Caramba! Por quê ela não consegue entender as coisas?
Então ele foi direto para o seu quarto.
– Alguém precisa falar com ele. – disse Zayn.
– Eu vou. – falou Harry.
– Não, Harry, eu acho melhor eu ir. Foi por minha culpa que eles brigaram. – disse.
– Tudo bem.
Bati na porta do quarto de Louis. Ninguém respondeu.
– Louis, abre, é a Maddie. – falei.
Ouvi o barulho da fechadura se abrindo. Logo Louis abriu a porta.
– O que aconteceu?
– Ela se irritou por que eu não quis ir no shopping com ela.
– Ela não gosta de mim, não é?
– Mais ou menos.
– Imaginei. Olha, Louis, desculpa, eu não...
– Não precisa pedir desculpa, a culpa não é sua. Ela não sabe entender nada, poxa. Eu acabei de reencontrar você, sabe? Eu quero matar a saudade daqueles anos todos que nós ficamos separados. Eu senti muito a sua falta. Eu falei dela pra você, tantas vezes. Ela compreendia. Mas agora que você apareceu...
– Agora que eu apareci, o pensamento dela de que eu nunca mais poderia aparecer outra vez foi por água a baixo. Então ela está tentando proteger o que é dela.
– Como se você fosse me roubar, não é?
– É.
– Então o nosso casamento não está mais de pé? Isso magoou.
– Eu só queria que ela não se zangasse com isso. Pra mim ele sempre ficou de pé. Eu sempre dormia com o meu anel embaixo do meu travesseiro, só pra ter mais chances de sonhar com você. Mas isso era quando eu era pequena...
– Então quer dizer que você não faz mais isso?
– Na verdade, eu parei ano passado, por quê eu queria muito que nós nos reencontrássemos.
– E então aconteceu.
– É.
– Então, já arrumou suas coisas?
– Já, aliás, tenho que ir em casa primeiro. Quando iremos ir?
– Hoje, meia noite.
– Ah, tudo bem. Então vou para casa, já volto.
– O que você vai fazer?
– Avisar o meu pai.
– Eu vou com você. É melhor.
– Obrigada.
– De nada. Vou pegar as chaves.
Saí do quarto dele, avisei o resto dos meninos aonde iria e Louis apareceu logo depois. Descemos até a garagem e entramos no carro. Chegamos na minha casa.
– Espere aí. Não vou demorar.
– Ok.
Entrei em casa, Effy atendeu a porta.
– Maddie! Por onde andou? – disse ela me abraçando.
– Cadê o William?
– Ele está na sala... Onde é que você estava?
– Agora quiseram saber aonde eu estava, é? Preciso falar com ele.
Fui até a sala, ele estava sentado no sofá lendo jornal.
– William, preciso falar com você.
– Madson! – ele levantou do sofá e veio me abraçar, eu desviei.
– Só vim aqui avisar que irei viajar.
– Aonde? Com quem?
– Não interessa aonde, e com os meus amigos, sabe, eles existem. – falei olhando para Lori que acabara de aparecer – Bom, preciso ir. Tchau.
– Espera! Quando irá voltar?
– Não sei.
– Com quem você está?
– Com pessoas que se importam comigo.
Fechei a porta e entrei novamente no carro de Louis. Não pude suportar, comecei a chorar outra vez. Eu tive que ser fria com eles. Assim eles se importariam. Ou se já não estavam se importando. Um dia fora e eles já ficam nesse estado.
– Maddie, tudo vai ficar bem daqui pra frente, tudo bem? Você está com a gente. Nós amamos você.
– Obrigada, Louis. Eu amo vocês.
– Quer tomar um café? Vamos na Starbucks, tem ótimos lá.
– Tudo bem. – falei já sorrindo.
Louis dirigiu até lá, pegamos os cafés e voltamos para casa. Fui para o quarto ver se não havia esquecido de nada. Estava tudo ok. Eu e os meninos passamos a tarde vendo TV, comendo besteiras, conversando e rindo.
– Amanhã vai ser incrível. – disse Niall.
– Oh se vai. – falou Liam.
– Desejo toda sorte do mundo pra vocês. – falei.
– Valeu, Maddie. – disse Zayn piscando.
– Nada. Liam, Danielle vai ir também?
– Aham. – disse ele.
– Legal. – falei, ele sorriu.
– Qual música vocês vão apresentar?
– One Thing. – respondeu Harry.
– Eu já ouvi essa! – falei – But I need that one thing, and you've got that one thing... – cantei.
– Tá sabendo, hein. – disse Harry, eu ri.
– E Maddie, e a sua aula de canto? – perguntou Liam.
– Meu pai pagava ela, então, já era. Eu não vou pagar, desisto. – falei.
– Você canta muito bem já. – disse Niall.
– Obrigada, Nialler. – falei sorrindo.
– Vamos jogar verdade ou desafio? – perguntou Harry.
– Vamos! – falei empolgada.
– Pega uma garrafa, Niall. – disse Louis.
– Por quê eu tenho que pegar a garrafa, vai você. – disse Niall.
– Vai lá, Zayn.
– Eu não!
– Af, se depender de vocês, a gente não vai jogar nunca. Deixa que eu pego então. – falei.
Fui até a cozinha, tomei um resto de refrigerante que tinha em uma garrafa na geladeira e voltei pra sala.
– Pronto, peguei.
– Senta aí.
Sentei na roda que eles haviam armado no meio da sala, coloquei a garrafa no meio e girei. Caiu em Louis e Harry. Louis fazia para Harry.
– Verdade ou consequência, Harry?
– Verdade.
– Af! Ok. É verdade que você tem mandado mensagens para Caroline?
– Que Caroline?
– A Flack, óbvio!
– N-não é verdade.
– Hmmm.
– Sério.
– Ok, não é verdade, então, Harry, gira. – falei.
Ele girou e caiu entre eu e Harry. Harry fazia pra mim.
– Verdade ou consequência?
– Consequência.
– UUUUH. – disse ele.
– Faz logo, Harry! – falei.
– Dar um beijo no...
– BEIJO EM QUEM? – perguntou Louis, ele gritou na verdade – NÃO.
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