One Day We Will Be Remembered
25 ILY.
Notas iniciais
Eu amo vocês, aliás kkkk ♥
O tédio me possuia enquanto estava deitada no sofá assistindo um programa que eu nem sabia o nome.
– Então eu vou lá pra casa do Brandon. – disse Effy – Vai ficar bem sozinha?
– Sim, eu não sou mais uma criança que precisa de babá pra cuidar de mim, né?
– Tá bom, tá bom, já entendi. Tá, tchau.
– Tchau.
E agora eu estava completamente sozinha, Lori e Luke eu não sei aonde foram. Foi bom eu ter ficado sozinha numa tarde tediosa de segunda-feira, até que alguém bate na porta.
– Que foi, Effy? Esqueceu alguma coisa?
Levantei do sofá e fui até a porta. Abri-a e me surpreendi com quem estava lá.
– Eleanor?
– Posso falar com você?
– Ah, entra.
Eu estranhei, por que diabos a Eleanor estava ali?
– Senta aí.
Então ela sentou no sofá e eu sentei na frente dela.
– Madson , eu vou ser bem clara.
– Você veio aqui pra me ameaçar, outra vez? Ah, vai pro inferno! Sai da minha casa.
– Não, não é isso...
– Não é?
– Não.
– O que é então?
– Você se lembra quando você me salvou lá naquela festa?
– Sim.
– Então, eu falei um monte de coisas pra você, não disse?
– É.
– Então, tudo era verdade, o Louis não parou de te amar, eu não posso negar, eu não posso fazer nada contra, é o amor, entende? Eu amo o Louis, mas ele não me ama do mesmo jeito, eu sei disso, então é por isso que eu vou terminar com ele.
– Mas Eleanor, vocês são namorados faz um tempão!
– Mas foi tudo uma mentira, Madson! Não adianta viver uma mentira! Um amor que só uma pessoa sente! Se um não quer, os dois não ficam!
– Eleanor...
– Para, Madson! Eu quase te ameacei de morte! E eu me arrependo muito por isso, eu quero te pedir as minhas sinceras desculpas, é sério. Desculpa mesmo!
– Tá bom, Eleanor.
– Eu deixarei o caminho livre pra vocês.
– Caminho livre pra que?
– Bom, meu trabalho já acabou aqui. Espero que vocês sejam felizes, juntos ou não, vocês se amam. Tchau, Madson.
Ela levantou, saiu e eu fiquei ali, no sofá, pensando.
[...]
Chegou a hora de ir pra casa dos meninos, eu me arrumei e peguei um táxi. Cheguei lá passei pelo portão e entrei. Toquei a campainha e esperei.
– Oi, Madson! – disse Harry abrindo a porta.
– Oi, Hazza.
– Tudo bem? – disse ele me abraçando.
– Sim e com você?
– Também, olha, os meninos já estão pra vir e o Louis, ele foi no... No supermercado.
– Ah, tá bom.
– Entra aí que eu vou dar uma olhada na correspondência.
– Ah, tá bom.
Eu estranhei mas entrei, sentei no sofá e esperei.
– Harry, olha só essa carta aqui... – disse Louis.
– Louis?
– Madson?
– O que você tá fazendo aqui?
– Eu que te pergunto?
– O Harry disse que você foi no supermercado.
– Mas por que ele disse isso? Eu estava aqui com ele agora mesmo. Ele disse que ia no supermercado!
– Ele foi ali ver a correspondência, vou ali...
– Mas eu fui ver a correspondência!
Levantei do sofá e fui até a porta, me surpreendi quando percebi que a porta estava fechada.
– A porta tá fechada. – falei.
– Como assim?
– Ele fechou a porta!
– Como ficou escuro de uma hora pra outra. – disse ele.
– Aposto que ele fechou as janelas também.
– Fechou! Pera aí, vou pegar minha chave.
Fiquei esperando ele voltar com as chaves. Essa situação estava muito estranha.
– Ele pegou as minhas chaves.
– Mas deve estar em outro lugar!
– Não, eu sempre deixo as chaves em um lugar só. Eu nunca troco de lugar. Ele as pegou.
– Mas por que?
– Sei lá, Maddie.
– Tá pensando no que eu tô pensando? – falei.
– Que ele nos trancou aqui só pra gente ficar sozinhos juntos?
– É.
– Então, sim.
– Eu vou matar o Harry!
– Por que? Ficar sozinha comigo é tão ruim assim?
– Não, não é isso.
– Então?
– Ah, Louis é complicado.
– Então estão dizendo pra você que a gente se ama também?
– Sim.
– A gente se ama?
– Não sei... O que você acha?
– Eu amo você.
– É, eu também.
Ele sorriu, eu sorri de volta. Ficamos nos olhando por um tempo. Nenhum de nós sabia o que dizer.
– Então... – disse ele.
– Então...
– O que a gente vai fazer tipo... Agora? – perguntou.
– Eu não sei... Fala você!
– Sei lá... "And if we get together, yeah get together..."
– "Don't let the pictures leave the phone". Live While We're Young. – falei sorrindo bobamente.
– Então, vamos viver enquanto somos jovens?
– Com certeza.
Louis levantou, eu levantei também, nos aproximamos meio envergonhados. Ficamos cara-a-cara.
– Eu esperei tanto por esse momento. – disse ele.
– Ah, esperou é? Será que vai valer a pena?
Cheguei perto dele, ficamos nos olhando nos olhos fixamente, eu dei um sorriso, ele também. Fomos chegando mais perto um do outro, eu mordi o lábio só pra provocar. Até que nossos lábios se tocaram e foi aí que eu senti um choque.
– De novo? – perguntei.
– De novo. – ele respondeu.
Nós rimos, Louis pegou na minha cintura e colou o meu corpo no dele, isso me deixou "louca". Me arrepiou e logo nos beijamos novamente. Eu nunca havia beijado ele, essa foi a primeira vez. Mas foi bom, pois assim nós dois matávamos a vontade de anos! Foi bom não, foi ótimo!
Precisávamos respirar, mas isso não fez com que Louis me largasse ou eu me largasse dele. Dei mais uns selinhos nele depois.
– Eu te amo. – disse ele tirando uma mecha de cabelo do meu rosto.
Eu abracei ele o mais forte que eu podia. Depois que nos afastamos, eu dei um beijo na bochecha dele. Nos sentamos um do lado do outro no sofá. Louis deixou o braço em volta do meu pescoço e a outra mão estava entrelaçada na minha.
– Foi até bom o Harry ter nos prendido aqui.
– É, mas eu ainda vou dar o troco naquele garoto. – falei, ele riu.
– Eu senti tanto a sua falta.
– Eu também. Muita. Todo dia era uma luta pra mim. Sabe por quanto tempo eu fiquei sem ter um amigo direito aqui? Todo mundo achava que eu era louca.
– Aprendeu com quem?
– Com um tal de boo bear.
– Ah sim, conheço esse indivíduo. – ele disse, eu ri.
O celular de Louis começou a tocar.
– Alô? Harry?
Ele colocou no alto-falante.
– Hey, boo bear! Gostou da surpresa?
– Sim! Obrigado, curly.
– Não há de quê! Só eu mesmo! Sou um cupido, vai dizer?
– Harry, você devia ter sido preso pelo que fez! – falei.
– Maddie?
– Não, não, é o Niall.
– Oi pra você também!
– Onde você tá, Hazza? – perguntou Louis.
– Na Starbucks por que eu sou muito divo!
– Mas credo! Acha que pode. – falei, Louis riu.
– Eu posso mesmo!
– Aproveita e traz um café pra mim também! – disse Louis.
– Pra mim também! – falei.
– Vão me pagar depois.
– Eu não tenho como! Sou uma desempregada.
– Coitada dela!
– Não tem problema, Maddie, eu pago pra você. – disse Louis, eu sorri pra ele.
– Toma na fuça, Harry! – falei, Louis riu mais alto ainda.
– Depois dessa eu vou até comprar o café de vocês! Tchau!
– Tchau, Hazza, nós amamos você. – falei.
– Eu não amo vocês porque sou divo!
– Vai cagar, então! – disse Louis e em seguida desligou o telefone na cara do Harry!
– Você é muito mal, Lou.
– Eu sei, mais que o Zayn.
– Não, ninguém e tão bad boy quanto o Zayn.
– Ui, ui, desculpa então!
– Af! Eu te amo, engraçadinho. – falei dando um beijo nele.
– Eu te amo, abobada.
– Retardado.
– Idiota.
– Perdedor.
– Louca.
– Alienado!
– Alienado?
– É! Alienado! Algum problema com isso?
– Não! Nenhum! Agora vem aqui!
Ele me puxou mais pra perto dele e me beijou. Isso realmente tá acontecendo ou é só um sonho que daqui a pouco irei acordar?
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