Notas iniciais
ILY = I love you.
Eu amo vocês, aliás kkkk ♥

O tédio me possuia enquanto estava deitada no sofá assistindo um programa que eu nem sabia o nome.

– Então eu vou lá pra casa do Brandon. – disse Effy – Vai ficar bem sozinha?

– Sim, eu não sou mais uma criança que precisa de babá pra cuidar de mim, né?

– Tá bom, tá bom, já entendi. Tá, tchau.

– Tchau.

E agora eu estava completamente sozinha, Lori e Luke eu não sei aonde foram. Foi bom eu ter ficado sozinha numa tarde tediosa de segunda-feira, até que alguém bate na porta.

– Que foi, Effy? Esqueceu alguma coisa?

Levantei do sofá e fui até a porta. Abri-a e me surpreendi com quem estava lá.

– Eleanor?

– Posso falar com você?

– Ah, entra.

Eu estranhei, por que diabos a Eleanor estava ali?

– Senta aí.

Então ela sentou no sofá e eu sentei na frente dela.

– Madson , eu vou ser bem clara.

– Você veio aqui pra me ameaçar, outra vez? Ah, vai pro inferno! Sai da minha casa.

– Não, não é isso...

– Não é?

– Não.

– O que é então?

– Você se lembra quando você me salvou lá naquela festa?

– Sim.

– Então, eu falei um monte de coisas pra você, não disse?

– É.

– Então, tudo era verdade, o Louis não parou de te amar, eu não posso negar, eu não posso fazer nada contra, é o amor, entende? Eu amo o Louis, mas ele não me ama do mesmo jeito, eu sei disso, então é por isso que eu vou terminar com ele.

– Mas Eleanor, vocês são namorados faz um tempão!

– Mas foi tudo uma mentira, Madson! Não adianta viver uma mentira! Um amor que só uma pessoa sente! Se um não quer, os dois não ficam!

– Eleanor...

– Para, Madson! Eu quase te ameacei de morte! E eu me arrependo muito por isso, eu quero te pedir as minhas sinceras desculpas, é sério. Desculpa mesmo!

– Tá bom, Eleanor.

– Eu deixarei o caminho livre pra vocês.

– Caminho livre pra que?

– Bom, meu trabalho já acabou aqui. Espero que vocês sejam felizes, juntos ou não, vocês se amam. Tchau, Madson.

Ela levantou, saiu e eu fiquei ali, no sofá, pensando.

[...]

Chegou a hora de ir pra casa dos meninos, eu me arrumei e peguei um táxi. Cheguei lá passei pelo portão e entrei. Toquei a campainha e esperei.

– Oi, Madson! – disse Harry abrindo a porta.

– Oi, Hazza.

– Tudo bem? – disse ele me abraçando.

– Sim e com você?

– Também, olha, os meninos já estão pra vir e o Louis, ele foi no... No supermercado.

– Ah, tá bom.

– Entra aí que eu vou dar uma olhada na correspondência.

– Ah, tá bom.

Eu estranhei mas entrei, sentei no sofá e esperei.

– Harry, olha só essa carta aqui... – disse Louis.

– Louis?

– Madson?

– O que você tá fazendo aqui?

– Eu que te pergunto?

– O Harry disse que você foi no supermercado.

– Mas por que ele disse isso? Eu estava aqui com ele agora mesmo. Ele disse que ia no supermercado!

– Ele foi ali ver a correspondência, vou ali...

– Mas eu fui ver a correspondência!

Levantei do sofá e fui até a porta, me surpreendi quando percebi que a porta estava fechada.

– A porta tá fechada. – falei.

– Como assim?

– Ele fechou a porta!

– Como ficou escuro de uma hora pra outra. – disse ele.

– Aposto que ele fechou as janelas também.

– Fechou! Pera aí, vou pegar minha chave.

Fiquei esperando ele voltar com as chaves. Essa situação estava muito estranha.

– Ele pegou as minhas chaves.

– Mas deve estar em outro lugar!

– Não, eu sempre deixo as chaves em um lugar só. Eu nunca troco de lugar. Ele as pegou.

– Mas por que?

– Sei lá, Maddie.

– Tá pensando no que eu tô pensando? – falei.

– Que ele nos trancou aqui só pra gente ficar sozinhos juntos?

– É.

– Então, sim.

– Eu vou matar o Harry!

– Por que? Ficar sozinha comigo é tão ruim assim?

– Não, não é isso.

– Então?

– Ah, Louis é complicado.

– Então estão dizendo pra você que a gente se ama também?

– Sim.

– A gente se ama?

– Não sei... O que você acha?

– Eu amo você.

– É, eu também.

Ele sorriu, eu sorri de volta. Ficamos nos olhando por um tempo. Nenhum de nós sabia o que dizer.

– Então... – disse ele.

– Então...

– O que a gente vai fazer tipo... Agora? – perguntou.

– Eu não sei... Fala você!

– Sei lá... "And if we get together, yeah get together..."

– "Don't let the pictures leave the phone". Live While We're Young. – falei sorrindo bobamente.

– Então, vamos viver enquanto somos jovens?

– Com certeza.

Louis levantou, eu levantei também, nos aproximamos meio envergonhados. Ficamos cara-a-cara.

– Eu esperei tanto por esse momento. – disse ele.

– Ah, esperou é? Será que vai valer a pena?

Cheguei perto dele, ficamos nos olhando nos olhos fixamente, eu dei um sorriso, ele também. Fomos chegando mais perto um do outro, eu mordi o lábio só pra provocar. Até que nossos lábios se tocaram e foi aí que eu senti um choque.

– De novo? – perguntei.

– De novo. – ele respondeu.

Nós rimos, Louis pegou na minha cintura e colou o meu corpo no dele, isso me deixou "louca". Me arrepiou e logo nos beijamos novamente. Eu nunca havia beijado ele, essa foi a primeira vez. Mas foi bom, pois assim nós dois matávamos a vontade de anos! Foi bom não, foi ótimo!

Precisávamos respirar, mas isso não fez com que Louis me largasse ou eu me largasse dele. Dei mais uns selinhos nele depois.

– Eu te amo. – disse ele tirando uma mecha de cabelo do meu rosto.

Eu abracei ele o mais forte que eu podia. Depois que nos afastamos, eu dei um beijo na bochecha dele. Nos sentamos um do lado do outro no sofá. Louis deixou o braço em volta do meu pescoço e a outra mão estava entrelaçada na minha.

– Foi até bom o Harry ter nos prendido aqui.

– É, mas eu ainda vou dar o troco naquele garoto. – falei, ele riu.

– Eu senti tanto a sua falta.

– Eu também. Muita. Todo dia era uma luta pra mim. Sabe por quanto tempo eu fiquei sem ter um amigo direito aqui? Todo mundo achava que eu era louca.

– Aprendeu com quem?

– Com um tal de boo bear.

– Ah sim, conheço esse indivíduo. – ele disse, eu ri.

O celular de Louis começou a tocar.

– Alô? Harry?

Ele colocou no alto-falante.

Hey, boo bear! Gostou da surpresa?

– Sim! Obrigado, curly.

Não há de quê! Só eu mesmo! Sou um cupido, vai dizer?

– Harry, você devia ter sido preso pelo que fez! – falei.

Maddie?

– Não, não, é o Niall.

Oi pra você também!

– Onde você tá, Hazza? – perguntou Louis.

Na Starbucks por que eu sou muito divo!

– Mas credo! Acha que pode. – falei, Louis riu.

Eu posso mesmo!

– Aproveita e traz um café pra mim também! – disse Louis.

– Pra mim também! – falei.

Vão me pagar depois.

– Eu não tenho como! Sou uma desempregada.

Coitada dela!

– Não tem problema, Maddie, eu pago pra você. – disse Louis, eu sorri pra ele.

– Toma na fuça, Harry! – falei, Louis riu mais alto ainda.

Depois dessa eu vou até comprar o café de vocês! Tchau!

– Tchau, Hazza, nós amamos você. – falei.

Eu não amo vocês porque sou divo!

– Vai cagar, então! – disse Louis e em seguida desligou o telefone na cara do Harry!

– Você é muito mal, Lou.

– Eu sei, mais que o Zayn.

– Não, ninguém e tão bad boy quanto o Zayn.

– Ui, ui, desculpa então!

– Af! Eu te amo, engraçadinho. – falei dando um beijo nele.

– Eu te amo, abobada.

– Retardado.

– Idiota.

– Perdedor.

– Louca.

– Alienado!

– Alienado?

– É! Alienado! Algum problema com isso?

– Não! Nenhum! Agora vem aqui!

Ele me puxou mais pra perto dele e me beijou. Isso realmente tá acontecendo ou é só um sonho que daqui a pouco irei acordar?