One Day We Will Be Remembered
38 Fuck the society!
Duas semanas depois...
Passaram-se duas longas semanas que pra mim pareceram dois anos. Louis não se declarava sobre o que tinha acontecido e eu nem saía na rua. Fiquei imaginando o quão constrangido ele ficou por isso. Eu ficava tentando ligar pra ele mas logo desistia na hora. E isso é tudo culpa do Brandon! Se ele não tivesse contado que e eu estava com o Louis, ninguém iria se importar com essa foto e e teria que me resolver somente com o Louis e ninguém mais.
A minha rotina virou: acordar, almoçar, dormir, acordar, ficar no quarto pensando, dormir, acordar, dormir e por aí vai...
A única coisa que não mudava em mim, é que eu não tirava o meu anel nunca!
– Mads... – ouvi a voz de Effy batendo na porta.
– O quê?
– Você tem que sair daí.
– Por quê?
– Vem aqui, menina!
– Não, porra!
– Abre a porta. – ela disse.
– Não.
– Então alguém aqui vai arrombar.
– Quem? Você é que não vai. – zombei.
– Eu vou, Madson. – ouvi a voz de... Louis?!
Eu congelei na hora. O que o Louis estava fazendo ali? Eu queria é fugir.
– Louis? – perguntei.
– É, e se você fugir pela janela, encontrará a SWAT apontando armas pra você. – falou, eu ri baixinho.
– O que você tá fazendo aqui? – perguntei, nossa, como eu sou retardada.
– Madson, eu atravessei o mundo e voltei pra cá pra resolver tudo isso. Abre.
Levantei do puf e fui até a porta. Nem liguei a luz nem abri a janela, a SWAT estaria ali e atiraria em mim, né? Respirei fundo e abri a porta.
Effy não estava mais ali e Louis estava olhando pra mim sério. Ele havia mudado o cabelo, tinha cortado e levantado pra cima. Eu com vergonha máxima fiquei olhando pra baixo. Não tinha coragem de olhar nos olhos dele.
– A gente tem que conversar, não? – ele disse, eu apenas assenti com a cabeça.
– Entra aí. – falei abrindo espaço pra ele.
Ele entrou e eu fechei a porta.
– A gente vai conversar no escuro?
– Pode ser. Eu já tô acostumada com a escuridão nesses últimos tempos.
– Me diz onde você tá, então?
– Eu tô jogada no puf.
– E o puf tá do lado da sua cama?
– Sim.
Eu senti ele chegando perto e consegui ver que ele sentou na cama. Tocou no meu ombro e pegou no meu braço, entrelaçou nossas mãos.
– Vai pra lá. – ele disse sentando do meu lado no puf que era enorme. Eu ri.
– Eu pensei que você iria me matar quando me visse. – falei, ele riu baixinho.
– Eu também.
– E você não tá puto comigo?
– Sabe, Madson, eu acho que contigo eu aprendi a escutar as pessoas antes de sair julgando. Eu fazia muito isso.
– E você resolveu atravessar o mundo pra me escutar?
– Sim. – ele falou fazendo carinho no meu dedo – E também pra matar a saudade.
– Awn! – falei encostando a cabeça no ombro dele – Então, vou falar desde o começo o que aconteceu.
– Ok, sou todo ouvidos.
– Bom, eu recebi uma ligação lá da minha aula de canto dizendo que eu tinha que comparecer na próxima aula. Eu, como não tinha nada pra fazer, resolvi ir. Cheguei lá e havia um ônibus parado na frente, perguntei pra umas colegas minhas pra que que era aquele ônibus e elas disseram que a gente iria se apresentar numa escola. Eu perguntei o que nós iríamos cantar e elas disseram que seria Little Things, eu até me empolguei. Elas caçoaram se eu queria cantar a sua parte ou a do Niall, eu disse que tanto faz e eu acabei ficando com a parte do Niall, tá, mas não é aí a parte ruim ainda. Quando chegamos lá, nós nos apresentamos e tals. Aí depois que saímos, 5 garotos da escola perguntaram se a gente queria comer alguma coisa, aí nós aceitamos, eu fiquei meio tensa mas fui, foi o pior erro que eu poderia ter feito. Um menino que por coincidência se chamava Louis, se apresentou e tal. Chegamos lá, pedimos e eu fui no banheiro. Quando eu voltei, no corredor lá estava o outro Louis e ele ficou dando em cima de mim até que me beijou a força, e depois apareceram as minhas colegas, e o resto dos meninos tirando foto. Pode ver na foto que eu estou com os olhos abertos de espanto e ainda com as mãos no peito dele tentando empurrá-lo. Bom, foi isso o que realmente aconteceu. Eu não te traí e armaram pra mim. Eu só queria te pedir desculpas por que eu fui uma idiota de ter aceitado de sair com eles, mas eu achava que não daria nada, entende? Eu sou ingênua aos montes, você sabe disso. Eu me sinto culpada pelo constrangimento que você deve ter sentido com as pessoas falando disso e aquilo, eu...
E o Louis me calou com um beijo. Ele colocou a mão no meu rosto e eu na nuca dele. Que saudade daquele guri! O ar foi infelizmente necessário e tivemos de nos separar. Dei mais uns três selinhos nele e um beijo na bochecha.
– Olha, se um dia eu ver esse outro Louis, eu espanco ele. – Louis disse, eu ri.
– Então você me desculpa?
– Desculpa pelo quê? Você não fez nada.
– Mas...
– Constrangimento, Mads? Nem! Eu não ligo pro que as pessoas falam de mim, é ridículo. E nós não temos que dar satisfação pra ninguém, não acha?
– É, mas você é famoso, Lou.
– Mas eu sou humano! Eu cometo erros, eu tenho defeitos, eu choro, eu respiro, eu sou uma pessoa normal!
– Pois é, mas as pessoas colocam rótulos nos outros sem nem saber de nada.
– Foda-se a sociedade!
– E agora, o que a gente vai fazer?
– Como assim?
– É, o que você vai dizer pras pessoas?
– Eu não tenho que explicar nada pra ninguém.
– Mas, Lou...
– Madson, o que importa agora é nois dois, tá?
– Eu te amo. Não faz ideia do meu medo de te perder.
– Você não precisa ter medo de uma coisa que não vai acontecer. – ele disse dando um beijo na minha testa.
Notas finais
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