Onde uS preto naum Tim veiz

1 [fragmento] d'A lenda de Báyzil do mato


Notas iniciais
No clímax da rebelião, quando soldados batalhavam os escravos na senzala do capim-da-terra, o preto Báyzil e sua amiga espírito Pontianak encontram-se cercados por forças do império no pátio do complexo quando Báyzil se coloca na frente do rifle e solta sua prosa sobre uzómi:

Num dia claro, há verdade de que se acontece realizando

Mas se na verdade mais escura

Não mais haverá luz de claridade

E és tu que na calada da morcegada

Foge com um patê entre os dedos

Sortidos e roscados

Como um tijolo queimado

Ó céu que caia sobre as carças

E a morte provém da arfácia

Pois não há alguém mais que tenha visto gnomos

Disse o padre virado

“Não temeis vida curta, pois oposição há todas las cosas:

Para churrasco, docinho;

Para açúcar, terra;

Para sol, ar;

E para garoto, moleque”

Eis que a bandidagem então avistou

Ao pé de um troço sangrento

A barbaridade de ponta na verdade suprema

O amanhã se torna em fumaça

E ascende às narinas do preto véio

“Picanha!”.

Notas finais
E quando a poeria da rebelião abaixou, entre os rios de sangue as as pilhas de corpos, o preto Báyzil não foi visto nem encontrado, junto a muitos outros escravos que sumiram em meio a fumaça.
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