Onde as Arvores Correm

7 Detenção Fedorenta


Notas iniciais
Hello. *Saindo lentamente para nao ser atingida por pedras* Eu nao desisti da fic, apesar do tempo que fiquei sem postar, mil perdões pessoal, mesmo. Agora, a historia!

Ele não respondeu. Sorriu de canto, arrogante. Imediatamente raiva fez o sangue afluir para seu rosto, mas não disse nada, voltando a atacar.

Ele notou a maneira mais agressiva com que ela acertava o boneco, agora em frangalhos, desde que ele chegara. Ao contrario dos outros, ela não sentia medo. Ela ficava zangada. Ele não podia acreditar em coisa tão incomum.

Sasuke começou a treinar também, e Sakura não pode evitar olhar para os músculos dele se movendo sob a camisa. Os músculos que faziam as filhas de Afrodite gritar histéricas sempre que ele lutava. Aparentemente, se a morte tivesse essa aparência, elas não se importariam de ir para o Mundo Inferior.

Sakura sempre se irritava com isso, mais do que o normal, na verdade. Estava preocupada que o que sentia era algo além do desprezo pela pose imperiosa que ele ostentava.

Contudo, afastou o pensamento, se recusando a admitir tal coisa.

Estava se preparando para lançar a lança em direção há um boneco, dessa vez feita de madeira, com um alvo pintado no peito, quando uma mão fria segurou seus braços e ajeitou sua posição. Só percebeu que estivera segurando a respiração quando ele falou:

– Você estava com a guarda completamente desprotegida. Um inimigo poderia ter te acertado antes mesmo que você conseguisse atirar a lança.

– Ahn, err...Ok. – Ela assentiu com a cabeça em um agradecimento nervoso.

A tarde lá fora ia passando vagarosamente e, quando eles finalmente resolveram dar uma pausa no treinamento, a roupa da de cabelos rosas estava completamente molhada de suor, e sua mão direita, com a qual atirara mais lanças estava cheia de calos.

Sasuke se despediu, gotículas de suor em sua testa igualmente, ainda que ele parecesse estar muito menos cansado.

Ao se dirigirem de volta aos Chalés, Sakura pensou, com uma gotícula insana de esperança, que ele a acompanhasse, mas afastou a idéia assim como o garoto se afastou, acenando serio para ela.

– Ai Sakura, controle-se. – Pensou em voz alta. Ela não podia se transformar em mais uma daquelas garotas malucas apaixonadas por ele. Não podia!

Durante esse tempo, Tenten e Neji cumpriam sua detenção nos estábulos. O trabalho era nojento e ambos estavam exaustos depois de terem limpado metade do lugar. Resolvendo descansar, Tenten pegou uma garrafa de água que estava ali por perto e jogou em si mesma depois de beber. Enquanto isso Neji enrolava faixas brancas em volta de suas mãos.

A garota quase podia tocar as sombras ao redor dele. Era diferente da presença de Sasuke. Com o garoto de olhos negros, ela quase sentia calma. Morte emanava dele em ondas, sim, porem, era como um sono, a conformação de seu destino.

As sombras de Neji eram como os minutos justo antes de morrer, desespero, vontade de correr, de gritar, as últimas esperanças de uma alma prestes a entrar no Mundo Inferior.

Contudo, longe dela deixar-lo perceber o quanto medo ele causava nela.

Dirigiu-se ate sua pá e voltou ao serviço, lançando olhares curiosos em direção ao garoto uma vez e outra.

– Sabe, se vai ficar encarando, pelo menos faça isso sem ser tão obvia. Ou eu posso te dar uma foto se preferir.

Seu rosto queimou, e as palavras estavam voando de sua boca antes mesmo que pudesse raciocinar. Ele, por sua vez, apenas revirou os olhos diante da explosão dela e pegou sua própria pá.

Temari, que conversava tranquilamente com Shikamaru, passou pelos estábulos em tempo de ver a briga começando. Antes que mais cocô voasse pelos ares, a loira entrou com o estrategista e, usando seu leque, fez as pás voarem das mãos dos adolescentes.

– Eu não posso deixar vocês sozinhos por um segundo!

– Sabe, tanto ódio assim só pode significar tensão sexual... – Shikamaru disse, sorrindo de canto.

– CALA A BOCA! – Os dois gritaram ao mesmo tempo. O de cabelos espetados apenas riu e murmurou algo que sova muito como “problemáticos”.

No caminho para a Casa Grande, cansada de ouvir os comentários de desprezo que Neji fazia sobre sua aparência, personalidade e até a maneira como ela beijava, ela virou-se nos calcanhares e agarrou a camisa dele.

– Como você saberia? Nunca encostou seus lábios asquerosos de Hárpia nos meus!

– E nem quero! – Ele gritou de volta, mas faltava segurança em sua voz.

A morena abriu a boca indignada e então, sabendo que provavelmente se arrependeria disse depois, ela se inclinou para frente de uma vez e apertou seus lábios contra os dele, puxando sua camisa para frente.

Neji levantou as mãos com o susto, mas seus olhos começaram a se fechar.

Tão rápido como tinha começado, ela o empurrou para longe e correu na direção de Temari que já estava longe dos dois.

– O que diabos acabou de acontecer? – Ele perguntou tolamente, a pressão que os lábios dela fizeram nos dele deixando o tonto.

Gaara observava o sol de por, o rosto pensativo. Seus olhos estavam grudados no horizonte, mas seus pensamentos não deixavam de imaginar os olhos azuis da filha de Apolo. Com um som irritado, ele esfregou o rosto, tentando se livrar da imagem.

Naquele momento o motivo de seus sonhos perturbados passou em frente a sua janela, caminhando pela orla da praia. Seu coração fez um saltou esquisito, como se tivesse ficado subitamente leve.

De longe, o rosto dela parecia coberto em sombras, o reflexo vermelho deformando suas feições. Porem, quando ela virou à cabeça em sua direção as sombras pareceram desaparecer por um momento.

Ele não sabia o que fazer, seu corpo parecia um robô descontrolado, sem conseguir decidir o próximo movimento.

Ela, depois de um segundo de hesitação sorriu para ele, balançando levemente a cabeça.

Ele, sem conseguir deter seus lábios, se encontrou sorrindo, ainda que sutilmente, de volta para ela. O que ele estava fazendo?! Em um momento estava ameaçando a garota e no seguinte estava beijando-a na bochecha e sorrindo?

Não conseguindo mais lidar com tantos sentimentos, cerrou as sobrancelhas e fechou a janela com um baque.

Ino arregalou os olhos com uma expressão divertida no rosto. Chacoalhou a cabeça sorrindo e voltou-se em direção a praia.

O Oráculo havia lhe dito a profecia. Mesmo agora a voz da serpente lhe sussurrava seu destino, deslizado por sua mente e estragando a beleza das ondas á sua frente.

Ω♦Ω

Notas finais
Se ainda tem alguem acompanhando, espero que tenham aproveitado e me deixem saber se esta terrivel, razoavel, enfim. Até! :D