Notas iniciais
Oi, pessoal!

Eu pensei que fosse demorar mais tempo para postar esse capítulo, por causa de umas coisas... Mas eu precisava postá-lo, porque precisava falar com vocês. Sobre o que? Notas finais ; ) Leiam depois de ler o capítulo, ok?

Acho que vocês vão gostar desse capítulo, ele é uma ideia que está na minha mente desde o começo da fanfic e... bem, leiam e vejam : ) Ficou bem grande, espero que não tenha ficado cansativo.

Boa leitura!

Ps: Capítulo não betado, perdoem-me por qualquer erro.

No meio da noite o frio fez com que ela despertasse de seus sonhos. Não que este fosse rigoroso demais, porém as cobertas que antes a cobriam foram jogadas para o lado enquanto a garota se remexia por causa de seus pesadelos, ocasionados graças aos acontecimentos do dia anterior.

Quando abriu seus olhos ele estava ali, deitado ao seu lado, com um dos braços servindo de travesseiro e o outro segurando sua mão. Natsu havia acordado horas antes por causa dela, e, vendo que Lucy estava perdida em sonhos nada agradáveis, segurou sua mão a fim de acalmá-la. Pouco depois voltou a dormir, ao perceber que ela já estava mais calma. Não imaginava, entretanto, que aquilo realmente funcionaria. Lucy era tão frágil que mesmo dormindo precisava de proteção.

Ele havia cumprido com o que prometera. Dissera a ela que dormiria ao seu lado, pois a loira estava com muito medo. Não era para menos, Sting ainda estava solto por aí. Quem lhe garantia que ele não iria querer ir atrás dela novamente? Pelo menos ao lado de Natsu se sentia segura.

Na noite anterior, enquanto ela chorava em seus braços acabou adormecendo. Ele a carregara até seu quarto e dormira ali, com Lucy.

Ela não se cobriu novamente com as cobertas. Havia uma forma muito mais eficiente de se esquentar bem ao seu lado. Meio hesitante, se aproximou de Natsu e aconchegou sua cabeça próxima ao peito do rosado. Pelo menos ele dormia, mas mesmo assim a vergonha por estar tão próxima dele, sendo que aquilo era totalmente contrário ao que seu cérebro mandava, era grande demais.

Perto dele, porém, dormiu rapidamente. Natsu estranhamente exalava muito mais calor do que qualquer outra pessoa, tornando extremamente mais confortável em uma noite fria dormir próxima a ele.

Na manhã do dia seguinte, quando Lucy acordou novamente, Natsu já havia levantado. O cheiro de café estava presente em todo o pequeno apartamento. Sem quase ânimo nenhum para começar um novo dia, Lucy se arrumou e caminhou até onde ele estava: A cozinha.

― Ei! Bom dia! ― Disse animado o rosado. Lucy, porém, o ignorou e apenas se sentou na cadeira a frente dele, colocando os braços sobre a mesa e deitando a cabeça sobre eles. ― Parece que temos alguém de mau humor aqui.

― Como poderia estar de bom humor depois de tudo o que aconteceu?

― Simples: Estando. Esqueça o ontem, viva o hoje. Nada aconteceu, foi só um pesadelo real. Simples assim.

― Como se fosse tão fácil. E pesadelo real? ― Perguntou a loira, erguendo a cabeça.

― Algo ruim que aconteceu, mas que já passou. Você acordou, o pesadelo se foi.

― Você está estranho. Ontem estava me dando broncas, irritado. Agora está... assim.

― Do que adianta ficar pensando no que já aconteceu? Aconteceu! Você poderia ter evitado me ouvindo, mas agora não faz mais diferença. E eu não estava irritado, só estava preocupado. Mudando de assunto, você se lembra da promessa que me fez há muito tempo e que nunca cumpriu? Quando você me disse que iria aceitar sair comigo.

― O que tem ela?

― Quero que você a cumpra essa noite.

Eles já haviam até mesmo se beijado! Por que Natsu queria que ela cumprisse aquela promessa depois de tanta coisa e depois de tudo o que passaram juntos?

― Por que? E bem hoje, Natsu? Não estou com a mínima vontade de sair. Só quero ficar em casa e esquecer tudo.

― Especialmente hoje. Vai te fazer bem sair, se distrair.

― Sair com você? Como isso pode melhorar as coisas? ― A loira perguntou.

― Sabe, eu esperava um pouco de gratidão depois de ter salvado a sua vida, de novo. E minha companhia não é tão ruim assim, porque se fosse você não teria praticamente grudado em mim enquanto dormia.

Ah, ele tinha que tocar exatamente naquele assunto? O rosto de Lucy corou imediatamente, não queria se lembrar de que gostou de dormir tão próxima dele.

― Tudo bem, tudo bem. Eu cumpro a promessa.

― Ótimo! Esteja pronta às seis horas. ― O rosado se levantou, deixando sua xícara dentro da pia.

― Esteja pronta? Mas você não vai estar aqui? ― Perguntou desconfiada.

― Os treinos de Rugby recomeçam hoje. Vou passar o dia fora.

Repentinamente o pânico invadiu cada célula do corpo de Lucy. Não queria de forma alguma ficar sozinha naquele dia. Não naquele dia.

― Como assim “vai passar o dia fora”? Não pode faltar ao treino hoje? Por favor, Natsu. ― Pediu, torcendo para que ele cedesse.

― É o primeiro treino, um dos mais importantes. Não posso faltar ― Ele via claramente a decepção e o medo no olhar de Lucy. Não queria deixá-la sozinha, mas amava aquele esporte, além do que, era um dos jogadores mais importantes do time, não podia mesmo faltar. ―. Ei, não se preocupe, ok? Só mantenha as janelas e portas trancadas, o dia passa rápido. O que está te preocupando tanto?

― E você ainda pergunta? Sting está solto por aí e eu não deveria me preocupar?

― Ele não vai vir atrás de você. E se vier, eu quebro a cara dele novamente. Não se preocupe, ok? Eu prometi ao seu pai que cuidaria de você e vou, é só que não posso faltar a esse treino, é muito importante para mim.

Quem era ela para impedir que ele fizesse as coisas que gostava? Além do mais, Natsu já a ajudara tantas vezes, não tinha obrigação nenhuma de ficar ali.

― Tudo bem.

― Legal ― Ele disse antes de pegar suas coisas e sair. ―. Se cuide.

“Não se preocupar...” Como fazer isso quando cada mínima parte do seu corpo treme de medo apenas por pensar que estaria sozinha ali, indefesa?

Natsu definitivamente estava errado. O dia demorou muito a passar. Lucy optou por ficar em seu quarto, se sentia melhor naquele pequeno cômodo. O cheiro de Natsu estava impregnado nos lençóis, por ele ter dormido sobre eles. Era bom, mas também não era, pois se lembrar que ele não estava lá era horrível. A garota havia criado uma espécie de dependência. Para se sentir segura precisava da presença dele, ao menos naquele momento.

Passou o dia escrevendo seu livro e estudando, além de ter atendido uma ligação de Levy, que estava desesperada por novas noticias de sua amiga. Falar sobre o acontecimento do dia anterior era muito ruim para Lucy, mas precisava tranquilizar a pequena amiga, dizendo a ela que no fim tudo acabou bem, com exceção do fato dela estar totalmente amedrontada. Levy a convencera a também sair naquele dia. Um encontro com os amigos em um bar conhecido de Magnólia. Assim como Natsu, disse que seria bom para a loira se distrair.

Quando ouviu o barulho da porta do apartamento se abrindo, já no fim da tarde, se encolheu na cama, temendo o pior: Que alguém (ou Sting) havia invadido sua casa. Porém todo seu medo se esvaiu ao ouvir a voz de Natsu.

― Lucy? Sou eu, cheguei mais cedo do que pensei que chegaria. O treino acabou mais cedo.

A verdade era que o treino daquele dia havia acabado no mesmo horário que já era comum, porém ele não aguentou e voltou mais cedo para casa. Sua preocupação com Lucy estava sufocando-o. Não conseguia prestar atenção em nada, então de que adiantava ficar lá?

Ainda faltava meia hora para às seis da tarde, portanto ela provavelmente não levaria uma bronca do rosado por não estar pronta para sair de casa.

Ela não respondeu quando ele a chamou, mas o rosado sabia que estava em seu quarto. Conhecia Lucy, e por isso supunha que aquele seria o melhor lugar em que ela iria querer ficar após os acontecimentos recentes.

Deu três leves batidas na madeira e abriu uma fresta da porta. Seus cabelos estavam molhados, já que havia aproveitado para tomar banho no vestiário do campo municipal, onde estavam sendo realizados os treinos enquanto a reforma da escola não era concluída.

― Tudo bem? ― Perguntou, colocando a cabeça para dentro do cômodo e vendo Lucy sentada na cama. Ela concordou com a cabeça e ele entrou, sentando-se ao seu lado. ― Não aconteceu nada mesmo? Não vou precisar quebrar a cara de ninguém?

― Não, está tudo bem. ― Respondeu, sorrindo timidamente. Não estava bem, não havia como estar, isso era inevitável. Passou por uma situação muito ruim, não existia maneira de simplesmente esquecer.

― Ok então. Não se esqueça que daqui uma hora temos um compromisso.

― Natsu, isso é mesmo necessário? Levy também insistiu para que eu a encontrasse em um bar essa noite.

― Ótimo! Irá passar a noite ocupada e não vai nem ao menos se lembrar do que aconteceu. ― Disse o rosado, se levantando.

― Vocês são uns chatos, sabia?

― Fazer o quê, é a vida ― Brincou. ―. Uma hora, não se esqueça.

***

Uma hora depois, exatamente como o combinado, estavam saindo de casa. Lucy continuava hesitante quanto à ideia de Natsu, sabia que não conseguia esquecer o que havia acontecido apenas distraindo-se. Porém, sabia também que não iria fazer o rosado mudar de ideia nem se insistisse durante horas.

Não podia negar que o garoto estava extremamente atraente na camisa social ¾ preta e na calça jeans também de cor escura, com os cabelos bagunçados e a camisa com dois botões abertos. Ela não ficava para trás. Mesmo sem vontade de sair, não deixou de se arrumar. Vestia uma saia rendada bege, camiseta azul claro e sapatilhas pretas.

Pegaram um táxi para o tal restaurante em que Natsu insistia para que fossem, dizendo que a comida de lá era conhecida por seu sabor exótico e delicioso.

Não havia mesa nenhuma reservada para os dois, mas por sorte conseguiram pegar uma bem ao lado da janela, tendo como vista a avenida principal da cidade, um dos pontos mais bonitos de Magnólia. As luzes iluminavam as flores plantadas rente ao rio, que corria por entre as pistas, dividindo-as, tendo painéis de vidro separando os dois.

― Os boatos não mentiram. Isso aqui é muito bom! ― Disse o rosado, pegando mais uma garfada do prato que havia pedido. Nem ao menos sabia o que era, apenas que estava bom e que havia carne no meio. Pedira o prato do dia, sem olhar o cardápio antes. Para Lucy o mesmo, porém, ao contrário de Natsu, ela mal tocava na comida. ― Por que não prova um pouco? Está mesmo bom.

― Estou sem fome. ― Respondeu enquanto observava os carros passarem pela avenida.

― Você por acaso comeu hoje, Lucy? ― O rosado perguntou preocupado.

― Comi... ― Bem, ela realmente comera, mas muito pouco. Não estava mentindo.

― Sei. Vamos, coma um pouco pelo menos, vai acabar passando mal se não se alimentar.

Mesmo contra sua própria vontade, obedeceu ao garoto, não estava com vontade de discutir e Natsu não era do tipo que desistia facilmente das coisas.

Enquanto ela comia, ele brincava com a mão livre de Lucy repousada sobre a mesa, já que já havia terminado sua refeição. Entrelaçava seus dedos e erguia as mãos, para logo depois abaixá-las de novo. Lucy o olhava torto, mas não dizia nada.

Quando ela terminou, Natsu pagou a conta e passaram a caminhar pela avenida, indo até o tal bar, que não ficava muito longe dali, apenas tinham que atravessar uma rua um pouco mais deserta.

― Não foi tão ruim sair comigo, foi? ― Ele perguntou repentinamente.

― Foi normal, como as outras vezes.

Eles já almoçaram e jantaram em lanchonetes e restaurantes tantas vezes, qual era necessidade daquela pergunta?

― Mas sabe, esse encontro não acabou ainda.

Ele a surpreendeu totalmente quando a prensou contra a parede, prendendo-a com os braços, e tomou seus lábios para si. Não era um beijo como o dado após tê-la resgatado, era muito mais intenso, muito mais cheio de desejo; e Lucy não pôde ter outra reação senão retribuí-lo, ao mesmo tempo em que tentava, sem sucesso nenhum, afastá-lo. Talvez não conseguisse fazer isso porque não era o que realmente queria; talvez quisesse aquele beijo muito mais do que queria que Natsu se afastasse.

Ele se afastou, mas apenas quando lhe foi conveniente. Lucy o olhava assustada, o ato tão inesperado a deixou atônita. Natsu continuava prendendo-a com seus braços, apenas esperando pelos xingamentos que ela provavelmente dirigiria a ele por ter feito aquilo.

― Por que... por que você... ? ― Tentou formular uma frase, porém não conseguia. Sua voz estava presa em sua garganta, fora tomada de si assim como aquele beijo.

― Encontros acabam assim geralmente, não é? ― Respondeu Natsu, como se fosse óbvio.

― O que te faz pensar que pode me beijar assim?!

― Você! ― Lucy o olhava confusa. ― O que? Vai mesmo ficar apenas fingindo que aquele beijo de ontem não aconteceu?

Lucy permaneceu em silêncio, dando praticamente a resposta que Natsu já esperava. Ele se afastou, rindo sarcasticamente. Também tentou apenas esquecer, mas não deu certo, não podia ignorar. Somente tentar fazê-lo quase o sufocava.

― Não era nem para aquilo ter acontecido! E... Levy está nos esperando! ― Disse, voltando a caminhar e sem dar mais atenção ao rosado, tentando de todas as formas se livrar daquele assunto e da lembrança do recente acontecimento.

Sabia que ele estava certo. A culpa era dela também, ela aceitou e retribuiu o primeiro beijo sem nem ao menos pestanejar. Não houve hesitação quando seus lábios se encontraram com os de Natsu pela primeira vez; e, a seu ver, aquele também fora um grande erro. Os acontecimentos do passado eram imutáveis, pouco importando se eram estes benéficos, certos, desejados ou totalmente o oposto disso. Já havia acontecido, e apenas as consequências disso aguardavam-na.

Durante o caminho inteiro até o bar, Lucy caminhou à frente. Se sentia irritada, envergonhada, principalmente de si mesma, por ter gostado daqueles beijos. Sua irritação, entretanto, não superava a de Natsu. O rosado considerava extremamente infantil a atitude de Lucy em ignorar o que havia acontecido, pois mesmo ele, quando beijava alguma garota, não havia como se não fosse nada de mais.

No bar, marcavam presença Levy, Gray, Erza, Jellal e Gajeel. Juvia, segundo Levy, não pode comparecer por problemas de saúde. Nada de muito grave, apenas um resfriado. Estavam todos reunidos em uma mesa, um pouco afastada da pista de dança, no canto direito do estabelecimento.

Assim que chegou, Lucy pediu ao garçom qualquer bebida que tivesse um considerável teor alcoólico. Não era muito de beber, mas naquela noite a bebida parecia a melhor coisa do mundo para se esquecer dos problemas. Problemas estes que tinham nome e sobrenome: Natsu Dragneel.

Natsu também bebia, mas quantidades muito menores. Era facilmente perceptível o clima tenso que envolvia ambos, já que praticamente não falavam nada e o garoto mantinha seu olhar fixo na pista de dança, enquanto ela dedicava toda sua atenção às bebidas. Pelo fim da terceira garrafa é que a loira realmente começou a preocupar os amigos, que estranhavam sua atitude.

― Lu-chan, não acha que está exagerando? Sabemos que essa está sendo uma semana ruim para você, mas acho que deveria maneirar um pouco. ― Aconselhou Levy.

― Semana ruim, dia ruim, noite ruim. ― Disse Lucy, entornando o restante do líquido da garrafa.

Gray cutucou Natsu, chamando sua atenção.

― O que você fez dessa vez, cabelo de fogo?

― Eu não fiz nada. ― Respondeu desviando o rosto, apesar de saber muito bem que havia sim feito algo.

Mais algumas garrafas e Lucy já estava no meio da pista de dança, dançando ao ritmo da música eletrônica e atraindo olhares de muitos dos homens ali presentes. Ele tentava não se importar com aquilo, mas no fundo, se contorcia de ciúmes.

― Natsu, faça alguma coisa. ― Ordenou Erza.

― Por que eu? Ela não é minha responsabilidade.

― Natsu! Ela está fora de si! Pare de ser egoísta e vá lá. Não sei o que aconteceu para estar agindo assim, mas isso também não importa, apenas dê um jeito na Lucy.

Ele bufou, mas se levantou e obedeceu à ruiva. Lucy dava tanto trabalho a ele...

― Ei, Lucy, acho que já passou da hora de irmos embora. ― Disse assim que se aproximou o suficiente da loira.

― Ah, Natsu. ― O cumprimentou sorrindo, sem parar de dançar. Passou seus braços ao redor do pescoço do rosado e o trouxe para mais perto de si. ― Deixe de ser chato e dance comigo.

O que havia acontecido com toda aquela irritação anterior? A bebida havia feito aquilo? Bem, não importava muito, ele ainda continuava irritado.

― Não, já está tarde e você não está bem, vamos.

Tinha que elevar muito o tom de voz para que pudesse ser ouvido, pois o som da música estava alto demais. Até mesmo isso o irritava naquele momento.

― Não! ― Respondeu fazendo manha. ― Vamos dançar!

Ele novamente bufou, não tendo outra escolha a não ser acompanhar os passos da loira. Pelo menos ali, perto dela, possuía maior controle. Intimidava com o olhar qualquer outro homem que ousasse colocar os olhos em Lucy.

Não eram poucos os que tentaram, momentos antes, se aproveitar da garota solitária na pista de dança. Olhavam indiscretamente para as pernas e outras partes do corpo de Lucy, fazendo o sangue de certo rosado ferver. Ele apenas não intervira antes por conta do seu orgulho. Era grande demais, chegando ao ponto de deixar de fazer certas coisas apenas para provar seu ponto de vista; e, naquele momento, sua irritação o impedia de deixar exposta sua preocupação com Lucy.

Dançaram durante um bom tempo, até seus pés começarem a doer, quando ele finalmente conseguiu convencê-la a voltar para casa. Passava da meia-noite e, mesmo assim, haviam partido antes de todos os outros, já que eles pretendiam virar a noite naquele lugar.

O garoto teve que praticamente tratar Lucy como uma criança no caminho até o ponto de táxi onde o taxista que os levaria de volta a sua casa os esperava. Segurava sua mão e a impedia de, inconscientemente, ir para no meio da estrada e correr o risco de ser atropelada por algum veículo.

O caminho não era longo, logo estavam de volta ao prédio.

― Ah, até que enfim em casa! ― Comemorou o rosado após atravessar a porta do pequeno apartamento. ― Me lembre de nunca mais te deixar beber, Lucy.

Ele virou-se para olhá-la e fora ela quem o surpreendera daquela vez. No instante em que se virara, Lucy contornou seu pescoço com os braços e encostou seus lábios nos dele. Natsu não fazia a mínima ideia de como reagir àquilo. Nunca imaginara que Lucy o puxaria para um beijo. Mesmo assim, o retribuiu.

Poucos segundos depois ela se afastou, deixando ainda suas testas unidas. Levou suas mãos aos botões da camisa do rosado, começando a desabotoá-los.

― Por que seus beijos tem que ser tão viciantes, hein, Natsu? ― Perguntou sem ter a mínima noção do que falava, pois sua razão havia sido deixada totalmente de lado; agia impulsionada pela emoção. E o que ela dizia naquele momento era que Lucy queria e deveria sentir mais daquela sensação provocada apenas pelos beijos do rosado.

Seu cérebro não controlava mais os impulsos elétricos que diziam ao seu corpo o que deveria fazer. Seu coração tomara conta disso, se apossando de todas as suas sinapses.

― O que você tem, Lucy? ― Perguntou, estranhando as ações da loira. Ela, porém, o ignorou.

Ela terminara de desabotoar a camisa do rosado e, com a ajuda dele, a retirara de seu corpo musculoso. Antes, enquanto executava essa tarefa, não conseguia parar de dar curtos selinhos no garoto, não conseguia de forma alguma se manter longe dele.

― Você é um idiota. Eu não deveria gostar dos seus beijos, mas eu gosto mesmo assim. Por que, Natsu? Por que?

Voltou com um beijo mais profundo, deslizando suas mãos pelo peitoral de Natsu antes de voltar a abraçar seu pescoço. Ele não podia negar, estava adorando aquilo.

― Retiro o que eu disse: Beba mais vezes. ― Disse, separando-se dela apenas por um curto segundo antes de voltar a aprofundar ainda mais o beijo, transformando aquilo em uma guerra, uma luta para decidir quem tomaria o controle do outro. Ele ganhou facilmente.

Logo deixou seu corpo falar ainda mais, carregando a loira até o quarto da mesma e a sentando na cama, retirando a saia rendada que Lucy vestia para logo depois voltar a beijá-la. Antes era ela quem comandava aquilo, porém a situação se inverteu em muito pouco tempo, quando Natsu percebera quais eram as intenções dela.

― Natsu.

― Hum? ― Perguntou, enquanto distribuía diversos beijos pelo pescoço e ombro da garota.

― Você não respondeu minha pergunta.

― Que pergunta? ― Perguntou novamente, sem interromper nem por um momento a trilha de beijos. Estava adorando aquilo, pois há tempos se segurava. Queria tanto sentir o corpo de Lucy como sentia naquele momento, porém nunca fez nada que não estivesse de acordo com ela. Mas fora ela quem começara daquela vez, portanto, iria apenas aproveitar.

― Por que você faz isso comigo? Por que me deixa tão confusa?

― E eu é que deveria saber? Vai ver é o meu charme irresistível. ― Brincou, retirando também, com a ajuda dela, a camiseta azul que Lucy vestia e passando a beijar então a barriga da garota, arrancando dela baixos gemidos.

― É claro. Foi você quem me fez sentir assim.

― É? Tanto faz. ― Respondeu mal ouvindo a pergunta. Pouco importava aquilo a ele.

Natsu a deitou na cama, se colocando sobre Lucy. Ela não permitiu que permanecesse assim por muito tempo, porém. Também queria se divertir um pouco com o rosado. Inverteu as posições e começou a beijar e arranhar o peitoral definido do garoto, deixando marcas vermelhas que provavelmente demorariam a desaparecer. Abriu o zíper da calça jeans que ele vestia e a puxou de vez, deixando-o apenas com a cueca box preta.

― Que lado é esse seu, Lucy? Eu não sabia que ele existia. ― Disse o rosado, invertendo novamente as posições e tomando os lábios de Lucy em um beijo tão intenso quanto os anteriores.

Em um último instante, quando estava prestes a retirar as últimas peças de roupa que ainda cobriam a garota, um lampejo de luz invadiu seu cérebro. Estava amando aquilo, claro, mas Lucy não estava agindo conscientemente. Era a bebida falando ali. Podia realmente querer aquilo, mas não era ela quem estava controlando seus movimentos.

Ele não acreditava no que estava prestes a fazer, mas parou o beijo e se afastou alguns centímetros de Lucy.

― Não, espere, Lucy. Eu não posso fazer isso, não sou esse tipo de cara. Não sou tão canalha a ponto de me aproveitar de você enquanto você está bêbada. Está fora de si, e te conhecendo, sei que vai acabar se arrependendo se fizer isso.

― Pare de ser chato, Natsu. ― Disse manhosa.

Ele estava se odiando internamente por perder aquela chance. Mas Lucy era sua amiga também, se fizesse algo do tipo ela nunca o perdoaria e acabaria perdendo toda sua confiança.

― Eu estou me achando um viado por me recusar a continuar isso! Mas não dá, desculpe. Espere um pouco aqui.

Ele se levantou e foi até a cozinha, deixando Lucy sozinha no quarto. Preparou rapidamente um café forte para quem sabe ajudar a melhorar o estado de Lucy. Quando voltou, porém, ela já havia adormecido. Deixou o café sobre a escrivaninha ao lado da porta e a observou, deitada ali vestindo apenas a lingerie preta.

Bem, já havia passado a noite anterior no quarto da loira, que mal fazia repetir a dose? Se deitou ao lado de Lucy e, quase no mesmo instante, ela o abraçou, deitando sua cabeça sobre o peito do garoto.

Ela iria querer matá-lo no dia seguinte quando acordasse e visse os dois naquela situação, vestidos apenas com roupas íntimas e abraçados? Com toda certeza, sim! Mas ele não dava a mínima para isso. Afinal, a culpa também era dela.

Notas finais
Lucy, Lucy... bebe para esquecer o Natsu e acaba agarrando ele? Que coisa, hein...
Eu sei que vocês devem estar querendo me matar por não ter continuado isso (rs), mas...E então, vocês acham que a decisão do Natsu foi correta ou não?

Sabe, adoraria se vocês dissessem o que acharam do capítulo, tem tão pouca gente comentando T-T São 222 leitores e mais de 200 são fantasmas. Falem comigo, eu não mordo, juro, e amo falar com vocês ♥♥♥ Deixem suas opiniões, ok?

Ah, e eu precisava falar com vocês para divulgar minha nova fanfic NaLu. Quem aí é fã do Rick Riordan? Essa nova fic tem um enredo bem no estilo das estórias dele. Não tem nada a ver com os livros do tio Rick, mas achei o estilo parecido, então acho que principalmente quem gosta das estórias dele, irá gostar dessa fanfic. Muito mistério, muita ação, uma pitada de comédia e MUITO romance é o que vocês irão encontrar em Find Me, deem uma olhada no prólogo pelo menos e se gostarem continuem, ok? Digam lá também o que acharam da fanfic. Deem uma chance a ela, prometo que não irão se arrepender : )

Link: http://fanfiction.com.br/historia/404676/Find_Me