Onde Tem Ódio Tem Amor

42 "Everything has Changed"


Notas iniciais
Hey, pessoal o/ Então, eu disse que postaria hoje por causa de um motivo muito especial, e esse motivo é o aniversário de uma pessoa, assim, muito chata (só que não, kkkkkk :p ) que está fazendo aniversário hoje, e, como ela me pediu e como eu sei que ela gosta muito de OTOTA esse é meu presente. Um capítulo dedicado. Então... FELIZ ANIVERSÁRIO, NATY!!!!!!! Que você continue sempre sendo essa pessoa incrível, divertida, especial, anormal, no bom sentido, (porque afinal, ser normal é muito chato, certo? :p kkkkk), enfim, continue sendo essa Naty que todos amam ♥ Saiba que, mesmo com toda a distância, você é uma pessoa muito importante para mim. E que venham muitos anos pela frente, repletos de coisas boas :D Bem, boa leitura a todos!

“― Não venha atrás de mim!”

O som daquela porta batendo ainda reverberava em seu cérebro, mesmo após passados longos sete dias desde sua discussão com a loira. Não recebera nenhuma noticia de Lucy desde então. Não por falta de tentativas, já que pegava seu celular de hora em hora para, em tentativas vazias, tentar contatá-la. Esperava respostas que nunca vinham; e, mesmo sabendo que as chances dessa situação mudar fossem quase nulas, em seu peito ainda queimava uma pequena chama de esperança de que Lucy o deixaria se explicar. Tinha que deixá-lo após fazê-lo desaprender a como viver sem sua presença.

Seu coração doía a cada batida, descompassado, lembrando-lhe que não a tinha mais ali. “Lucy. Lucy. Lucy.” era o som que ainda ouvia nas batidas e que lhe provocava tanta agonia, pois junto a si trazia a dura, fria e cruel saudade. Todos os dias, quando acordava, ela era seu primeiro pensamento. Não apenas quando acordava, mas em cada segundo de seu dia. Não conseguiria tirá-la de sua mente, muito menos de seu coração. Passava cada minuto ansiando poder voltar no tempo e desfazer a besteira que fizera.

Lucy tinha razão, ele era um completo idiota. Pensava que talvez aquilo pudesse ser um castigo de alguma criatura divina por ele não ter cumprido sua promessa. Mas não tinha culpa, tentara não se apaixonar pela loira, porém simplesmente não controlava seu próprio coração. Ou talvez aquela fosse apenas uma desculpa criada por seu cérebro para tentar se livrar de toda aquela culpa. Ela sofria, sabia disso, e sofria por culpa dele. Eis o fato mais doloroso.

"Toc. Toc. Toc."

Três batidas na porta e um frio em seu estômago. Era sempre assim, independente de quem fosse por trás da madeira maciça, a chama de sua esperança era alimentada, mesmo que apenas um pouco e por breves segundos. Não fora diferente das outras vezes, entretanto. Quando levantou-se do sofá, caminhou até a porta e a abriu, revelando Gray. A esperança cedera lugar à decepção.

― Alguma noticia dela? ― o moreno perguntou, invadindo o apartamento sem esperar por permissão.

― Não, nada. Ela está me ignorando.

― Depois do que você fez? Claro que está. E o que você está esperando para ir atrás dela? Sabe onde ela está, ou pelo menos onde deve estar.

O rosado bufou, em pé, encostado na parede. Como se já não tivesse pensado nisso...

― Talvez eu não deva. Talvez isso entre nós tenha sido um erro. Talvez eu não devesse ter descumprido minha promessa.

― Está brincando comigo, certo?! — exclamou, aproximando-se de Natsu a passos pesados. ― Não acredito que está usando uma besteira dessas como desculpa. Conheceu aquela garota há quase quatro anos, não sabe nem seu nome, nem onde ela está! Lucy está bem ali, a garota que te ama! E que você ama também, não negue. Então esqueça essa garota do passado e vá atrás da que está bem aqui!

― Mesmo se eu quisesse, e eu quero, ela nunca me perdoaria. Não quer nem ao menos falar comigo.

Sem dar tempo de reação para Natsu, Gray o segurou pela gola da camisa e o prensou na parede.

― Pare de ser tão imbecil! Você ainda nem tentou, não de verdade. Vá até ela e peça perdão, se ajoelhe, faça o que tiver que fazer, mas faça!

― Quem é você para me dizer o que fazer? — Natsu perguntou de modo frio, olhando nos olhos raivosos do moreno. Ele então o soltou e se afastou.

― Seu amigo. ― Gray se virou para ir embora, porém antes deferiu um rápido soco no rosto do rosado. ― Isso é por ser tão idiota e por ter magoado minha amiga. E se quer uma dica, não a deixe escapar como eu fiz com a Juvia. Dê um jeito nisso antes que seja tarde demais.

A porta bateu em um baque atrás de si. Levou a mão ao rosto, tentando aliviar a dor, mesma que esta nem se comparasse à dor que sentia em seu peito. Gray estava certo, ele merecera aquele soco. E a outra certeza que tinha era de que precisava urgentemente de um banho frio para esfriar a cabeça.

Foi até o banheiro, despiu-se e abriu lentamente a porta do box. Abriu o registro do chuveiro e deixou que a água gelada caísse em sua cabeça, provocando um choque em contraste com seu corpo quente. Assim como a água que caía, as lembranças o invadiram. Lembranças "dela".

"O lugar estava completamente iluminado com lâmpadas de diversas cores. Michelle, sua amiga loira e totalmente louca, era rica o suficiente para conseguir bancar uma festa de aniversário como aquela, espetacular. Havia apenas uma exigência para os convidados: o uso de máscaras e perucas que os tornassem irreconhecíveis. Ele não entendia o porquê daquilo. Na sua opinião, era algo muito besta, mas, já que a anfitriã exigia, não podia fazer nada.

Caminhou lentamente até a porta do salão e informou seu nome aos seguranças. O homem alto procurou por seu nome e o encontrou logo no começo da lista: Natsu Dragneel. Ao entrar, mais decorações. Fotos e lembranças de quando a garota era mais nova, enfeites, tudo muito extravagante, assim como ela.

― Natsu! Você veio mesmo! ― exclamou a loira, que agora usava uma peruca verde e máscara vermelha, abraçando o garoto quase que imediatamente.

― É claro. Por que eu não viria?

― Você é sempre antissocial demais. Jurava que não iria aparecer, mas fico feliz que tenha vindo ― Natsu sorriu. Possuía aquela fama na época de não se envolver demais com pessoas. Fato que se modificou completamente com o tempo. ― Venha cá, quero lhe apresentar uma amiga.

Ela o puxou pelo braço sem dar-lhe tempo para dizer não. Alguns passos e estavam próximo lá de uma garota de peruca de cor castanha e máscara dourada.

― Ei, J, venha aqui. ― A garota atendeu ao pedido, caminhando até os dois assim que foi chamada.

― O que foi, Michelle? ― Perguntou. Sua voz foi a primeira coisa que chamou a atenção de Natsu. Doce, agradável aos ouvidos.

― Nada de nomes! ― Michelle reclamou. ― Já te disse, me chame de A. A!

J riu.

― Tudo bem, o que você quer, A? ― Corrigiu sua pergunta.

― Quero lhe apresentar um amigo meu. Este é Nat... B! Chame-o de B!

― Bem, prazer em lhe conhecer, B. ― A garota o cumprimentou sorrindo. Sorriso este que inexplicavelmente o fez corar.

― Hum, o mesmo para você, J.

― Irei deixar os dois sozinhos para que possam conversar melhor. Lembrem-se, nada de revelar seus nomes! Isso só poderá ser feito depois da meia-noite. ― Michelle deu uma piscadela para os dois e um leve tapa nas costas de Natsu, e então saiu andando, abandonando-os ali. ― Até logo.

Natsu e a desconhecida identificada apenas por “J” observaram enquanto a garota sumiu por entre os demais convidados. Ele estava nervoso, não costumava se dar bem quando ficava sozinho conversando com uma pessoa que não conhecia. E Michelle sabia disso. Mesmo assim, o fizera.

― Então... Qual é a dos nomes em letras? ― Perguntou, tentando bagunçar o cabelo, mas o que conseguiu foi deixar a peruca com uma aparência ainda pior. Havia se esquecido de que a usava e seu velho hábito fora atrapalhado.

― Uma maluquice da Michelle. Também não entendo o motivo, mas, se ela quer que seja assim.

― Bem, ela sempre foi assim. Não acho que seria diferente em sua festa de aniversário. ― J novamente riu, concordando.

― Mas eu gosto disso. Sabe, os nomes sendo um mistério, assim como os rostos. Dá um ar interessante. Se as pessoas não podem ver o rosto, então quem sabe vejam o coração.

Ele a encarou sem saber exatamente o que responder, a boca entreaberta. Gostara daquela última frase. Talvez fosse verdade, mas apenas em teoria, pois na realidade parecia não funcionar tão bem.

― É, acho que você está certa.

― Há quanto tempo conhece Michelle? ― J perguntou repentinamente.

― Quase um ano... Eu acho. ― Não se lembrava muito bem de como a conhecera, apenas sabia que a amizade se instalou rapidamente. O jeito estranhamente anormal de Michelle o contagiara, gostava de sua companhia.

― A conhece há mais tempo que eu. ― A garota sorriu.

― Há quanto tempo a conhece?

― Apenas alguns meses.

Natsu murmurou um “hum”. Logo em seguida o silêncio se instalou, e ele definitivamente odiava aquilo. Para quebrá-lo, disse a primeira insanidade que veio à sua mente.

― Quer dançar?

J, que antes encarava os casais na pista de dança de braços cruzados, desviou o olhar para Natsu.

― Não gosto muito de dançar. Sabe, não danço nada bem. Mas acho que é de praxe em ocasiões como essa, não é? Então lhe concedo uma dança, Sr. B.

Natsu sorriu, estendendo a mão, que prontamente fora aceita. Ele a guiou até a pista de dança, colocou suas mãos na cintura de J, enquanto ela deixou as suas apoiadas nos ombros do rosado, e guiou os passos, seguindo o ritmo lento da música. Pela máscara, a única coisa que conseguia ver eram os olhos castanhos da garota, e naquele momento sentiu como se estivesse enfeitiçado por eles de alguma forma estranha. Nunca aquilo lhe acontecera antes.

― Se quiser ouvir um segredo, eu também não sou bom com isso. ― O garoto comentou, fazendo J rir novamente.

― Então somos dois “pés tortos”.

― É, acho que somos.

Natsu, naquele momento, se esquecera de todos os seus problemas, que não eram poucos. Não sabia explicar exatamente como, mas a presença daquela garota lhe fazia bem.

Dançaram até perceber que a música estava no fim. Então J sugeriu:

― Está muito cheio aqui. Podemos ir lá para fora?

― Claro. ― O garoto concordou. Michelle conhecia muita gente, muito mais do que o número de letras no alfabeto, o lugar estava realmente lotado.

O casal caminhou até exterior do salão e sentou-se no limite do piso, com os pés na grama molhada por culpa do sereno, observando os belos pontos brilhantes no céu noturno.

― Isso é estranho. ― Natsu murmurou.

― O que?

― As máscaras, não saber seu nome verdadeiro. Essas coisas. Não podemos burlar essas regras sem que Michelle saiba?

― É divertido manter o mistério. ― Respondeu J. ― Eu gosto. Você é muito curioso, não é, B?

Natsu sorriu.

― Um pouco.

― Me deixe roubar um pouco da sua curiosidade e lhe perguntar uma coisa. ― O garoto assentiu, incentivando-a a continuar. ― Qual é a sua estrela?

― Minha estrela? ― Ele perguntou confuso.

― Sim. Dizem que as histórias de todas as pessoas estão escritas nas estrelas. Qual é a sua?

― Está me perguntando qual é a minha história? ― J fez que sim com a cabeça. ― Bem, não é uma história interessante.

― Bobagem. Todas as histórias são interessantes. Vamos, me conte.

Natsu encarou novamente as estrelas. Sua história, hein? Não gostava muito de falar sobre ela, mas sentia-se confortável ao lado daquela garota que mal conhecia, e por esse motivo decidiu que confiá-la a ela não era uma má decisão. Mas de forma alguma contaria os detalhes.

― De forma muito resumida, algo ruim aconteceu quando eu era pequeno, algo que me fez vir para Magnólia, morar com minha tia. E minha vida não tem sido muito agradável desde então.

― Então não temos apenas o “pé torto” em comum... ― A garota murmurou em tom baixo, abaixando a cabeça. ― Por que não tem sido agradável? Não gosta de Magnólia? Parece uma cidade agradável. A cidade das flores...

O modo como ela falara sugerira que não era daquela cidade.

― Não é exatamente isso. Eu gosto daqui, mas não tem sido bom. Sabe, a coisa ruim que aconteceu é o principal motivo, faz com que as pessoas me olhem de um jeito diferente, um olhar de pena que eu detesto.

― Se detesta, é porque se importa com isso, independente do que seja. Pare de se importar, deixe que as pessoas pensem o que quiserem, se só você sabe qual é a verdade. Eu entendo o que quer dizer e, acredite, as coisas ficam muito melhores quando para de se importar e acredita apenas em seus próprios pensamentos.

― É um pouco difícil quando todos insistem em tratá-lo desse modo.

― Finja que elas não existem. É simples.

Já haviam lhe dito coisas como aquilo tantas vezes que Natsu perdera a conta. Mas o modo como J dissera, de certa forma fora diferente. Ela lhe inspirava confiança, como se seu conselho pudesse realmente funcionar.

― Certo, vou tentar seguir sua sugestão. Mas e você, qual sua história?

J voltou a encarar o céu, sorrindo de modo fraco.

― Ela acabou de começar a ser escrita, não posso lhe contar ainda. Apenas sei que quero que este enredo seja melhor do que o anterior.

― O que houve com o anterior? ― O rosado perguntou.

― Foi queimado. E suas cinzas jogadas ao vento, para que nunca mais retornasse. ― Ela respondeu, olhando-o nos olhos. A distância entre os dois era tão pouca que Natsu podia sentir a respiração dela contra seu rosto. Sentiu-se novamente hipnotizado e, em um movimento automático, quebrou a distância que os separava lentamente, dando-lhe um singelo beijo dificultado pelas máscaras.

Nunca sentira seu coração bater tão rápido quanto naquele momento. Seria aquilo o que as pessoas costumavam chamar de “amor”? Mas em tão pouco tempo?

Ele se afastou, envergonhado pelo que havia feito. Conhecia a garota há apenas uma noite, não tinha o direito de beijá-la.

― Me desculpe.

― Tudo bem. ― Disse. J sorriu levemente, ainda olhando para os lábios rosados de Natsu. Ele encarou aquilo como um sinal de que suas palavras não foram vazias e realmente estava tudo bem. ― Se parece mesmo com um cenário de romance, não é? O céu estrelado, a música. Isso é bom. Histórias que começam com romances são as melhores, na minha opinião.

― Então sua nova história começou bem? ― Natsu perguntou.

― Eu diria que sim.

O garoto deu um fraco sorriso, passando a examinar o céu junto a J. Um pensamento louco lhe passou pela cabeça. Mas mesmo na loucura há certa realidade, então, por que não poderia ser verdade?

― Seria estranho se eu dissesse que me apaixonei por você em apenas uma noite? Quer dizer, isso não é algo impossível, é? ― Perguntou. J riu.

― Sim, seria. Mas não acho que seja impossível se apaixonar por alguém em um tempo tão curto. Por que? Isso aconteceu?

― Se não é impossível, então sim, me apaixonei por você nesse curto tempo.

― Como pode saber se se apaixonou mesmo? ― J perguntou, um pouco mais séria.

― Eu irei lhe encontrar novamente um dia, e se eu ainda sentir o que estou sentindo nesse momento, então poderei provar que é amor. E prometo que te encontrarei com o sentimento intacto.

― Não faça promessas que não pode cumprir. ― A garota rebateu, sorrindo de modo triste. Queria que pudesse ser verdade, mas aquilo se parecia com um conto de fadas, e conto de fadas não são reais.

― Eu irei cumpri-la. Juro que irei. ― Respondeu convicto. Estava realmente determinado a cumprir aquela promessa, custasse o que fosse. Era teimoso demais para não cumpri-la após tê-la feito e sabia o que estava sentindo naquele momento. Acreditava mesmo ser amor.

― Tudo bem, então estarei esperando por isso. ― A garota se levantou repentinamente. ― Tenho que ir.

― Eu disse algo que te chateou? ― Natsu perguntou, expressando preocupação.

― Não. ― J sorriu. ― Apenas tenho que ir.

― Espere, você não me disse seu nome. Seu verdadeiro nome. ― Lembrou-se. A garota abriu ainda mais o sorriso.

― Você disse que irá me encontrar um dia, não é? Reconheça-me pelo meu coração, não pelo meu rosto ou nome. Considere isso mais um desafio para sua promessa.

Natsu sorriu, vendo-a desaparecer. E aquela fora a última vez que a vira.”

***

Estava deitado na cama, pouco importando-se com o cabelo molhado e usando o braço como travesseiro enquanto encarava o teto, sem vontade alguma de se levantar dali. Pensava em como Lucy deveria estar naquele momento, tendo certeza de duas coisas: 1- Sentia falta de sua loirinha mais do que de qualquer coisa, e 2- A amava ainda mais do que amou a garota que conheceu naquela noite. Queria poder tê-la de volta, sentir novamente seus beijos e toques e prendê-la a si, para nunca mais perdê-la.

Com um barulho surdo, percebeu que alguém batia na porta, obrigando-o a sair de seu quarto escuro. Torcia apenas para que não fosse Gray novamente, pois realmente não queria falar com o moreno depois de sua discussão.

Caminhou sem pressa até a porta e a abriu lentamente, surpreso com quem o esperava do lado de fora.

― Natsu? É você? O que está fazendo aqui?

― Michelle? ― Perguntou confuso, ao mesmo tempo em que estava feliz por rever sua velha amiga. ― O que faz aqui?

Natsu fora surpreendido com um caloroso abraço apertado. Costume da loira.

― Sabia que era você! Reconheceria esses fios rosados em qualquer lugar! ― Exclamou, soltando o pescoço do garoto. ― Estava procurando pela Lucy, mas não sabia que a coisa entre vocês dois havia ficado tão séria. Estão morando juntos?

― É, nós dividimos o apartamento. Ou dividíamos. ― Respondeu Natsu, claramente ainda mais confuso. ― Como conhece a Lucy?

― Está brincando? Fui eu quem apresentei vocês dois! Não se lembra? Aquela festa, há quatro anos, a garota que eu lhe apresentei era a Lucy. Como não sabia disso, Natsu?

― Espere, está falando de Lucy Heartfilia? Tem certeza disso? ― Seu coração acelerou enquanto esperava pela resposta.

― Sim. Lucy Heartfilia. Cabelos loiros, olhos castanhos.

A mente do rosado então clareou. Todo aquele tempo, sua resposta estava bem à sua frente, mas fora idiota demais para perceber. No fim, havia cumprido sua promessa, apenas não percebera que a garota para quem fizera a promessa era a mesma pela qual ele havia se apaixonado perdidamente.

― Eu sou muito burro! ― exclamou, atravessando a porta correndo, tendo em mente exatamente o que deveria fazer.

― Ei, Natsu, onde vai?!

― Pode voltar outra hora? Preciso resolver um assunto urgente!

Independente de saber ou não, Lucy fazia parte de seu passado, presente, e pretendia que ela fizesse também parte de seu futuro. Lutaria por isso de qualquer forma, não importando o que tivesse que fazer, lutaria por sua Lucy. Por sua loirinha. Por sua “J”.

“I just want to know you better know, you better knowYou better nowI just want to know you, know you, know you'Cause all I know is we said "hello"And your eyes look like coming homeAll I know is a simple nameEverything has changedAll I know is you held the doorYou'll be mine and I'll be yoursAll I know since yesterdayIs everything has changed”

Notas finais
Eu juro que gostaria de ver a cara de vocês agora : ) Então, estava óbvio ou consegui enganar vocês? Surpresos ou nem? kkk. Eu lembro que uma ou duas pessoas haviam perguntado se a garota era a Lucy, então, sim, vocês acertaram, hehe. Bem, deixem suas opiniões sobre o capítulo, e até o próximo o/