Onde Tem Ódio Tem Amor
38 Uma resposta
Notas iniciais
Dez semanas depois...
― Natsu, ande logo!
― Não me apresse. Tudo tem seu tempo...
― Você está apenas olhando já faz, no mínimo, dez minutos! Já passou do tempo!
― Ei, se acalme. Você é muito estressada, loirinha.
― Acredite, você não me viu estressada ainda. Mas está a ponto de ver. Agora, quer parar de enrolar?!
― Eu não estou enrolando. Momentos como esse quererem paciência, ok?
― Natsu, faça agora, ou eu farei.
― Não pode fazer isso no meu lugar! É algo que apenas eu devo fazer!
― Então faça! Qual o seu problema?! Até parece que nunca fez isso antes.
― É claro que já fiz, mas dessa vez é diferente. Mais importante. Eu... estou com medo, ok? E se não gostarmos disso? Se não der certo?
― Você nunca irá saber desse jeito. Deixe de ser medroso! ― Lucy suspirou. Olhou para o rosto irritado de Natsu após ela o ter chamado de medroso e riu. Estava plenamente confiante de que os resultados seriam bons. Não sabia o motivo de todo aquele temor. Confiava em Natsu, mas ele parecia não confiar em si mesmo. ― Me dê esse envelope. Eu olho e te digo o que está escrito, ok?
Os resultados das provas finais, enviados pelo correio. Aquela pequena carta da qual Natsu tanto tinha medo. Afinal, se não conseguisse uma nota satisfatória não poderia jogar na final do campeonato de Rugby. Torcia para que as aulas particulares de Lucy tivessem dado certo. Ela era uma ótima professora, já o aluno, por outro lado... Bem, ele havia se esforçado, mas ainda assim temia não ter conseguido.
Naquelas semanas, desde a última briga entre Natsu e Lucy, nunca houvera tanta paz no pequeno apartamento do velho prédio localizado no meio da Rua 9. Nada de brigas, nada de confusões, nada de beijos ― por mais que esse último fosse intensamente desejado, e que esse desejo apenas tivesse aumentado com o passar do tempo ―. Apenas o mesmo Natsu pervertido, brincalhão e irritante aos olhos de Lucy, e a mesma loirinha pela qual ele passara a ter certeza de que amava. Porém a coragem para contar isso a ela era algo que lhe faltava completamente.
Sim. Ele passara a ter certeza disso. Sabia que não adiantava mais negar para si mesmo aquele fato. Que outra coisa poderia ser aquilo senão amor? Nenhuma outra mulher lhe chamava mais atenção; seus sentimentos por Lucy aumentavam a cada dia mais; sentia necessidade de estar perto dela e de protegê-la a todo o momento; e quase não conseguia controlar a vontade de tê-la para si, de tocá-la e beijá-la a todo instante, mesmo que fosse obrigado a controlá-la.
Nunca se sentira daquela maneira. O medo de admitir seus sentimentos também era algo novo para ele. Lucy tinha razão, era um medroso que temia não apenas uma carta, mas também a resposta da loira para aquela questão de seu coração. Porém, esse problema ao menos já sabia exatamente como resolver. Como e quando.
― Eu não sei... ― Respondeu sem muita confiança de que o plano de Lucy era bom. Que diferença iria fazer? O resultado seria o mesmo de qualquer maneira. Mesmo sem que o rosado concordasse, a garota rapidamente tomou o envelope de suas mãos. ― Ei!
― Se formos esperar por você, passaremos o resto desse ano e o próximo aqui com esse envelope ainda fechado. É só um resultado, Natsu! Se não passar pode tentar novamente ano que vem.
― Fácil para você falar. Já está aprovada.
A loira não enrolara tanto quanto Natsu para saber seu resultado. Sua nota, como já era esperado, fora mais que satisfatória.
― E tenho certeza de que você também está. Agora, vamos ver o que está escrito nesta carta. ― Lucy abriu cuidadosamente o envelope e tirou de lá de dentro a carta que continha os resultados. Olhou rapidamente para ela e seu sorriso foi morrendo aos poucos, ao passo em que o pavor tomava conta de Natsu. ― Natsu, eu sinto muito...
― Ah, droga! Não acredito que todo o esforço foi em vão! ― Exclamou, socando a almofada mais próxima.
― ... Mas ― a loira continuou, voltando a sorrir. ―, você não verá mais a Fairy Tail High School após a formatura.
O rosado a encarou, atônito e tentando processar o que havia acabado de ouvir.
― E-Espera, isso quer dizer que eu passei?
― É, seu idiota. Você passou! ― Lucy exclamou, pulando no pescoço de Natsu e o abraçando. Ele sorriu sem reação. Não acreditava que havia conseguido. Não tinha confiança alguma de que iria realmente conseguir.
A garota se afastou, envergonhada após tê-lo abraçado daquela maneira. Ficara empolgada demais com a noticia.
― D-Desculpe.
Natsu se levantou em um pulo, totalmente animado.
― Temos que sair para comemorar isso! Ouvi dizer que a sorveteria que abriu recentemente aqui na rua é ótima.
― Eu não vou poder ir, Natsu. Desculpe. Prometi a Levy que iria com ela ao shopping hoje. ― Disse, desculpando-se com o olhar.
― Vai me deixar comemorar sozinho? ― Perguntou expressando decepção na voz. Não era exatamente o fato de comemorar, mas sim comemorar com Lucy que tornaria aquilo algo empolgante.
― Por que não chama o Gray?
― Gray torceu o pé recentemente. Além do mais, ele não me ajudou a ser aprovado. Você, sim. Se não fosse por você eu não teria conseguido.
― Desculpe, Natsu, mas realmente não posso.
O garoto se jogou novamente no sofá, bufando. Lucy sorriu ao ver sua expressão emburrada. Ficava tão fofo daquela maneira. Se parecia com uma criança pequena com os cabelos bagunçados.
― Tudo bem, podemos fazer isso outro dia.
― Sabia que você entenderia. ― Disse ainda sorrindo, dando um beijo na bochecha de Natsu logo em seguida. ― Vou me arrumar para sair. Combinei com Levy que a encontraria às 11h00, já são quase 10h00.
Natsu acenou, ainda jogado no sofá.
― O.k.
― Nos vemos mais tarde.
Ele a acompanhou com os olhos até que a garota sumisse por detrás da porta do banheiro. Bufou novamente e olhou para o teto, entediado. Definitivamente não queria ficar preso naquele apartamento em um dia como aquele. Mas para onde poderia ir? Iria para qualquer lugar se pudesse ter a companhia de Lucy, porém isso não era possível.
Bem, decidiria no caminho. Funcionava melhor tomando decisões de última hora, de qualquer maneira. Pegou sua blusa, jogada em cima do sofá, já que estava ventando muito, e saiu.
As ruas estavam vazias naquele dia. A população japonesa aparentemente havia optado por ficar em casa por culpa do vento do inverno japonês. Natsu passara em frente a tal sorveteria e parou para observá-la. “Soverteria Love & Lucky”, era seu nome. Não sabia exatamente o porquê, mas o nome do estabelecimento lembrava-lhe de sua Lucy. Talvez aquilo fosse apenas besteira de sua mente, não se surpreenderia se fosse. Ultimamente andava pensando tanto nela que até mesmo uma nuvem já se assemelhava à loira.
Continuou andando, deixando que seus passos o guiassem ainda sem rumo definido. Caminhava próximo ao rio que corria perto de seu apartamento, o principal da cidade. Desaguava na represa que abastecia todo o município, além de ter grande valor histórico. Lembrou-se de uma vez em que, distraída como sempre, Lucy tropeçara e quase caíra dentro da água. Por sorte ele estava por perto e a segurou no exato momento, impedindo-a de cair. Um sorriso iluminou seu rosto com a doce lembrança.
Fazia já quase um ano que se conheciam. O tempo parecia ter passado em um segundo. Lembrava-se perfeitamente do primeiro dia de aula, quando a conheceu e importunou-a em tentativas de convencê-la a aceitar um encontro; lembrava-se de como nas primeiras semanas, ou até mesmo no primeiro mês, ele a via apenas como uma garota qualquer, uma conquista qualquer; e lembrava-se principalmente de como sequer imaginava que poderia se apaixonar tanto por aquela garota desastrada e extremamente azarada, mas também doce, engraçada e sempre determinada.
Perdido em seus devaneios, o garoto acabara por não prestar atenção no caminho e trombou com um homem que passava por ali. E com certeza alguém com quem não queria encontrar.
― Olhe por onde anda, Dragneel. ― Natsu não lhe deu atenção, apenas lhe lançou um breve olhar e tentou continuar andando, porém a voz do loiro o interrompeu. ― Veja se escolhe um bom lugar na arquibancada para assistir ao jogo, amanhã.
Natsu parou e se virou. Pretendia simplesmente ignorar a presença de Hiro ali, mas o outro rapaz parecia não querer o mesmo.
― Pode deixar, eu irei. Na verdade, meu lugar já está garantido: No campo, jogando.
Hiro fingiu uma expressão de surpresa.
― Oh, então conseguiu ser aprovado? Isso é realmente algo que eu não esperava. Na verdade, acho que era algo que ninguém esperava. Se bem que não fará diferença alguma. Você provavelmente ficará apenas parado me vendo marcar todos os pontos para a vitória. Eu estava já até mesmo em marcar uma festa em comemoração a vitória. Chamar algumas garotas. Quem sabe aquela gostosa que está sempre com você...
O rosado o agarrou pela gola da camisa e o ergueu do chão. Podia insultá-lo o quanto quisesse, mas, ao falar de Lucy, Hiro tocara em um ponto de Natsu que realmente não gostaria de ter tocado.
― Não ouse falar dela.
― Como é mesmo seu nome... ? ― continuou apenas para provocar Natsu. E sua estratégia funcionara. O garoto o segurou com ainda mais força. ― Lucy? Como será que ela deve ser sem todo aquele pano cobrindo seu corpo? Aposto que você nem quer saber.
Aquele havia sido o cúmulo. Havia atingido o limite da paciência de Natsu. O soltou, reuniu toda a força que pode no punho e lhe deu um certeiro soco no rosto. Hiro perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Limpou o filete de sangue que escorria do canto de sua boca e olhou com raiva para o rosado.
― Eu avisei para não falar dela.
― Você não devia ter feito isso, Dragneel.
Hiro se levantou, andando a passos largos em direção a Natsu. O rosado conseguiu desviar do primeiro soco, porém fora atingido em cheio pelo segundo, terceiro e quarto. O loiro era rápido demais, tanto quanto ele. Não era à toa que era um dos melhores do time.
Natsu se afastou alguns passos, tomando fôlego e revidando todos os golpes que tomara em um único outro soco no rosto de Hiro. Foi então que parou, percebendo qual devia ser o plano do loiro para provocá-lo daquela maneira: Queria que Natsu fosse suspenso do jogo por iniciar uma briga com um de seus companheiros. Provavelmente para se vingar do dia em que o rosado defendeu o novato no refeitório.
Não sabia como ele poderia provar que fora Natsu quem começara aquela briga, nem se sua teoria estava correta, mas o rosado não iria esperar para comprová-la quando já fosse tarde demais.
Hiro lhe deu mais dois socos e uma joelhada, então parou, percebendo que o rosado não reagia.
― O que foi, Dragneel? Está com medo?
― Medo? ― Natsu riu. ― Não, só acho injusto bater em uma criança como você.
― O que você disse?! ― Hiro avançou dois passos e parou, olhou para a rua e notou uma viatura se aproximando. Não seria uma boa ideia continuar uma briga com a polícia tão próxima. ― Resolveremos isso amanhã, no jogo, de forma limpa. Vou acabar com você, Dragneel.
O rosado se calou, observando-o se afastar. Aquele encontro inesperado havia acabado com sua ideia de “comemoração”. Não via mais sentido em ir para qualquer lugar naquele momento, ainda mais com seu rosto cheio de cortes e a camisa molhada de suor. Não, era melhor voltar para casa e esperar pelo retorno de Lucy. E seria isso que faria.
No caminho de volta, o rosado atraía olhares curiosos de todos que o viam. As pessoas se perguntavam internamente o que devia ter acontecido com aquele garoto. Ele nem sequer ligava de estar atraindo atenção. Seu estado nem estava tão ruim, mas já era suficiente para aquele bando de curiosos.
Sentiu-se aliviado ao abrir a porta e entrar em casa. E se assustou com a exclamação de Lucy assim que o viu. Jurava que ela já havia saído.
― O que foi que aconteceu com você?!
― Nada. ― Natsu respondeu indo se sentar no sofá. A garota se sentou ao seu lado para examiná-lo melhor. Devia estar de saída quando ele chegou, pois estava pronta para sair.
― Como “nada”, Natsu?!
― Foi só uma briga com o idiota do Hiro. O encontrei na rua. Não é nada de mais.
― Não é nada de mais. ― havia um corte no supercílio esquerdo, o pior dentre todos; outro no canto da boca no mesmo lado; um pequeno corte na bochecha direita e um último próximo do nariz. ― Espere um pouco, vou dar um jeito nisso.
A loira se levantou, foi até a cozinha e pegou de dentro de um dos armários um kit de primeiros socorros para limpar os ferimentos.
― Você não iria sair com a Levy? ― Natsu perguntou enquanto Lucy molhava um pequeno pedaço de algodão com água oxigenada.
― Bem, parece que irei me atrasar um pouco. Não tem problema, Levy pode esperar alguns minutos.
Ao encostar o algodão no corte localizado na bochecha do garoto, ele se afastou alguns centímetros.
― Isso arde. ― Reclamou.
― Pare de agir como criança, Natsu. ― O rosado bufou, mas a deixou terminar de limpar o ferimento. ― Mas, afinal, o que ele disse para te deixar tão irritado?
Natsu corou levemente e desviou o olhar. Não queria dizer que o motivo da briga havia sido justamente Lucy.
― N-Nada.
― Algo ele deve ter dito. Conheço você. Sei que se estressa facilmente, mas não o suficiente para se meter em uma briga sem motivo. Na verdade, a última vez em que o vi metido em algo assim foi com o...
Lucy se calou. Não queria repetir o nome daquele homem. A situação que passara por culpa dele fora horrível, mesmo que aquilo tivesse a levado ao seu primeiro beijo com Natsu.
― Sting. ― Natsu completou. A garota assentiu. ― Mas não importa o que ele disse, será resolvido amanhã, em campo.
― A final. É amanhã, não é? ― A loira perguntou.
― Sim. Estará lá, não estará? ― Contava com a presença de Lucy para colocar seu plano em prática.
― Claro, prometo que estarei. ― Disse sorrindo.
***
Bem, imprevistos sempre podem acontecer. E às vezes esses imprevistos atrapalham promessas. Mas, como Lucy poderia adivinhar que seu despertador pararia de funcionar justamente naquele dia? Justo no dia do tão importante jogo de Natsu?
Aprontou-se às pressas e correu até o colégio. Nas arquibancadas, procurou por um lugar próximo a Gray e Levy. Não fora difícil encontrá-los, estavam na primeira fila de bancos. Por sorte havia pedido a Levy que lhe guardasse um lugar no dia anterior, já que a pequena chegaria cedo para ajudar a organizar as coisas por ali.
Quando a loira chegara, dez minutos antes do jogo encerrar, Natsu havia acabado de sofrer uma falta feia causada por um dos jogadores do time adversário.
― O que aconteceu? ― Lucy perguntou a Gray enquanto se sentava.
― Um tackle alto. ― O moreno respondeu sem desviar a atenção do jogo. Natsu acabara de se levantar e o jogador do outro time havia levado um cartão amarelo como penalidade. ― Eles sabem que o olhos puxados é um dos melhores do time, estão marcando-o muito.
Apesar de não compreender absolutamente nada do que acontecia ali, a loira passou a prestar atenção no jogo.
― Estamos ganhando? ― Perguntou.
― Não. Eles estão dois pontos à frente.
Os próximos nove minutos de jogo se passarão com o time da Fairy Tail High School totalmente tenso, buscando de qualquer forma marcar mais pontos. Porém eram todas tentativas em vão. Até que Natsu conseguira posse da bola. O rosado começara a correr como nunca antes, sentindo o peso de toda a torcida e time sobre si. Era sua última chance. A torcida se levantou na arquibancada, observando-o correr até a linha do gol. E foi segundos antes do relógio marcar o fim do jogo que Natsu conseguiu marcar um try, dando cinco pontos para o time, e, a vitória.
Todos passaram a gritar em comemoração. Os companheiros de time ergueram Natsu no ar e começaram a dar voltas com ele pelo campo, com exceção de Hiro. Demorou muito tempo até que a comemoração acabasse e tudo se acalmasse.
Enquanto todos na arquibancada trafegavam em direção à saída do colégio, para esperar pelos jogadores, Lucy andava na direção contrária. Tinha em mente outro tipo de parabenização para a estrela daquele jogo.
― Lu-chan, para onde está indo? ― Levy gritou, percebendo que a amiga ia em direção à entrada do vestiário. ― Não é permitida a entrada de estudantes comuns no vestiário dos jogadores.
― Eu sei. ― Lucy respondeu sorrindo.
***
― O que está fazendo aqui, Lucy? ― O rosado perguntou sorrindo assim que a viu encostada com os braços cruzados na parede das arquibancadas, próxima ao vestiário. Lucy esperou até que estivessem apenas ela e Natsu ali, então se aproximou do garoto.
― Belo jogo, senhor Dragneel.
― Obrigada, senhorita Heartfilia. Mas e meu beijo em comemoração à vitória? Eu não ganho?
A garota sorriu. Aproximou-se mais alguns passos, até estar muito próxima do rosado, e fingiu que lhe daria o que ele queria. E realmente o deu, porém não do modo como Natsu esperava. Deu-lhe apenas um simples beijo na bochecha.
― Eu tinha em mente outro tipo de beijo. ― Lucy riu, voltando alguns passos.
― Considere-se com sorte por ter ganho esse, porque você realmente está precisando de um bom banho, Natsu.
― E por acaso estaria interessada em dividi-lo comigo? ― Provocou.
― Não, não estaria.
Natsu sorriu.
― Ouvi dizer que vários caras te convidaram para acompanhá-los ao baile de formatura, no sábado. ― O rosado comentou, mudando completamente de assunto.
― Sim. E daí?
― E que você recusou todos eles. Fiquei pensando, se fosse um convite meu, recusaria?
― Depende. ― A loira respondeu. ― Isso é um convite?
― Pode-se dizer que sim.
― O que te faz pensar que tem mais chance do que eles? ― Lucy perguntou cruzando novamente os braços.
― Bem, em primeiro lugar, sou eu. Quem em sã consciência recusaria um convite meu? E em segundo lugar, eu sei que você recusou todos os outros caras porque, em seu subconsciente, estava esperando por este momento.
― Está se achando demais, Natsu.
― Prefiro dizer que estou expondo fatos. Mas, e então, aceita o meu convite?
Lucy sorriu, caminhando em direção à saída.
― Deixo a você a tarefa de descobrir a resposta dessa pergunta.
O rosado a acompanhou com os olhos, também sorrindo. Sabia exatamente qual era a resposta.
Fale com o autor