Onde Tem Ódio Tem Amor

24 Não me importo mais


Notas iniciais
Oi, Pessoal!!! ♥

Como vão? Espero que bem : )
Bem, eu gostei muito desse capítulo, não do modo como está escrito, porque com isso sinceramente ainda não estou satisfeita, mas sim do que acontece nele... Leiam e descubram ; )

Boa leitura!!!

― Sabia que não é educado pegar o telefone da mão de alguém enquanto essa pessoa está conversando com outra? ― Lucy disse, reconectando o telefone no carregador.

― Sabia. ― O rosado respondeu simplesmente, totalmente despreocupado, enquanto assistia a um programa qualquer na televisão.

― E...

― Você iria responder que iríamos de qualquer jeito, não iria? Que diferença faz?

― Como pode ter tanta certeza de que eu iria dizer isso?

― Porque se você não dissesse nós iríamos do mesmo jeito. Acha mesmo que eu iria aceitar ficar em casa em um dia como esse, logo agora que o tempo melhorou? ― o rosado perguntou, se levantando. ― Vamos.

― Você é um idiota, Natsu. ― Ela bufou, mas o seguiu porta afora. Chamar o garoto de idiota havia se tornado rotina para Lucy. Não era exatamente um xingamento, mas sim ― nas palavras dela ― um “apelido carinhoso que, coincidentemente, se encaixava muito bem à personalidade de Natsu”.

As chuvas e tempestades, tão presentes nos dias anteriores, finalmente haviam cessado. O céu azul, sem quase nenhuma nuvem, e o Sol quente que finalmente mostrava novamente sua face, motivavam as pessoas a saírem de suas casas e passearem pelos parques e ruas, acompanhadas de seus filhos, bicicletas, cães. Principalmente cães, animais que Lucy adorava.

A loira admirava cada um que passava ao lado dos dois, caminhando junto a seus donos. Enquanto Natsu torcia o nariz cada vez que eles o cheiravam.

― Não gosta de cães? ― Lucy perguntou, percebendo as reações do rosado.

― Não sou eu quem não gosta deles, são eles que não gostam de mim. Prefiro gatos.

― Bem, eu não os culpo por não gostar de você. Na verdade, entendo-os perfeitamente.

― Você diz isso, mas gosta de mim.

Ela não negava, porém também não admitia quando ele lhe dizia isso, mesmo que já tivesse dito várias vezes gostar do rosado.

― Gatos também são fofos. ― A loira comentou. ― A Levy tem um, não tem?

― Ah, sim, o Happy. Ele me adora. ― Disse Natsu, sorrindo. O estranho gato de Levy realmente o adorava, tanto quanto ele gostava do pequeno animal. Antigamente os dois costumavam passar muito tempo juntos, já que Natsu era um grande amigo de Levy. Com o tempo os dois acabaram se afastando, mas de vez em quando o rosado ainda visitava Happy. ― É engraçado, o Happy tem pelo azul, assim como o cabelo da Levy.

― Dizem que os animais costumam ser muito parecido com seus donos, vai ver é por isso.

― Mas eles só são parecidos na aparência, na personalidade são totalmente opostos. O Happy é agitado, enquanto a Levy é muito calma. Ele se parece comigo na personalidade. A Levy tem um cachorro também, o Plue, mas ele é estranho, só fica dormindo nos cantos da casa.

― Então o Plue e o Happy são opostos?

― Sim. Opostos aos costumes de cada espécie também, geralmente cães são mais agitados do que gatos, mas no caso deles acontece o contrário.

O assunto sobre animais de estimação se encerrou ali, os dois passaram a caminhar em silêncio.

Natsu andava com as mãos nos bolsos da calça, totalmente despreocupado, observando tudo o que acontecia ao redor. A casa de Levy não ficava longe, por isso os dois caminhavam com muita calma, sem pressa nenhuma. Na verdade, a casa de todos era muito próxima, o que facilitava suas vidas.

Logo estavam em frente à pequena casa onde Levy morava. Tocaram a campainha e não demorou até que alguém viesse atendê-los.

― Lucy! Natsu! ― A pequena garota de cabelos azulados os recepcionou sorrindo.

― Oi, Levy-chan!

― Yo, Levy!

― Entrem, todos estão na sala.

Os dois obedeceram à dona da casa. No corredor, Plue dormia em um canto embaixo da mesa de madeira. O pequeno cãozinho mexia as patas, como se corresse, e soltava baixos grunhidos, que não chegavam a ser latidos, provavelmente confundindo o sonho que estava tendo com a realidade.

Já na sala, Happy estava deitado saboreando um petisco, um pouco afastado dos visitantes. E assim que viu o gato de coloração estranhamente azulada, Natsu correu até ele, fazendo carinho na cabeça do antigo amigo.

― Happy! Como vai, rapaz?

― Como se o gato fosse responder. ― Gray comentou ― E você não acha que deveria cumprimentar seus amigos primeiro?!

― Aye!

Bem, Happy não era nem de longe um gato normal, tanto em se tratando de sua aparência, quanto personalidade.

― É claro que o Happy responde quando eu falo com ele, hunf.

― O Happy é muito inteligente, não sei se isso é algo bom ou ruim, porque sinceramente ele não se parece muito com um gato, mas é. ― Levy explicou. Como dona do animalzinho, ela o conhecia muito bem.

― Oi para você também, Natsu. ― Disse Erza, já irritada por Natsu estar ignorando seus amigos para falar com um gato. Enquanto isso, Lucy havia cumprimentado a todos e se sentava no sofá, ao lado de Erza e Jellal.

Todos estavam ali. Levy, obviamente, por ser a dona da casa; Gajeel; Erza; Jellal; Gray; Juvia; e também... Lisanna?

― Nat-kun! ― Exclamou a albina, correndo até Natsu e o apertando em um abraço. O rosado não poderia ter ficado mais surpreso, estava completamente atônito.

― Li... Lisanna?

O rosado com certeza precisava de algumas explicações. Pelo que sabia, Levy não era grande amiga de Lisanna, ninguém ali era, então quem poderia tê-la convidado? Só havia uma explicação possível, portanto, após o choque de Natsu, e depois de todos terem se acomodado na sala em algum canto ― sofá, tapete, cadeira ―, o garoto chamou Gray para uma conversa em particular.

― O que ela está fazendo aqui?! ― Natsu exclamou, ao mesmo tempo utilizando um tom de voz baixo, para que os demais não pudessem ouvi-lo.

― Não foi minha culpa! Eu a encontrei na rua enquanto vinha para cá e disse para onde estava indo; ela perguntou se você vinha também, eu disse que talvez sim e ela insistiu em vir junto. O que eu poderia fazer?! Impedi-la de vir?! Eu até tentei, mas não deu.

― Você não devia ter dito que eu viria!

― Eu sei, eu sei. Mas agora não faz diferença.

O rosado suspirou. Gray tinha razão, não tinha mais jeito, o pior havia sido feito, o único jeito era levar a situação da melhor forma possível, apenas não sabia como faria isso...

(...)

― Então, vocês também receberam o email do diretor Makarov? ― Levy perguntou.

A conversa havia mudado de rumo quando o grupo ficou sem assunto. Antes falavam sobre programas da televisão, mas quando já não faziam a mínima ideia do que dizer, Levy trouxe o assunto sobre a escola à tona, deixando todos surpresos com o que falara.

― Do que está falando, Levy? Que email? ― Erza perguntou o que todos queriam saber.

― Ninguém recebeu? Ele disse que, para não perdermos tanto tempo de aula, iremos fazer um tipo de viagem para um local que tenha importância para o estado, será como uma aula de campo, com atividades e provas. Também haverá uma competição, a sala vencedora ganhará algum prêmio, ele só não disse qual.

― Eh, um prêmio? Tomara que seja pontos a mais em todas as matérias. ― Comentou Gray.

― He, nossa sala já ganhou! Temos os melhores. ― Disse Natsu, totalmente empolgado. Tinha plena confiança nas pessoas de sua sala e sabia que eles seriam os vencedores.

― Tenho que concordar com o Natsu dessa vez. ― Disse Erza. A ruiva atraiu o olhar de Levy, que a encarava intensamente. Mas não só a ela, Jellal também, afinal, o que o braço do azulado que sempre ficava tão tímido perto de Erza fazia sobre os ombros da mesma? ― O que foi, Levy?

― Você e o Jellal... aconteceu algo?

― Ah, bem... nós... ― apenas através das reações da ruiva já era muito notável que algo havia acontecido. O rosto de Erza tomou uma coloração extremamente avermelhada, e Jellal não estava muito diferente. ― Nós... estamos juntos. ― respondeu finalmente.

Todos ali já suspeitavam que os dois possuíam sentimentos que eram claramente retribuídos, porém nunca imaginaram que Erza e Jellal admitiriam isso. Jellal raramente conseguia falar com a ruiva, era tímido demais; e ela sempre acabava ficando desconfortável perto do garoto.

― Mesmo?! Parabéns! ― Levy exclamou. Não apenas ela, a maioria presente ali também parabenizou o novo casal.

― O-Obrigada, pessoal.

Novamente o foco da conversa mudou quando as coisas se acalmaram, tomando como alvo da vez, Lucy.

― E você, Lu-chan, está tudo bem?

― Ahn, eu? ― A loira perguntou, não entendendo de imediato o que Levy quis dizer. Porém logo entendeu. ― Ah, está tudo bem, as coisas estão calmas. O que passou, passou.

― Como assim? O que aconteceu com a Lucy-san? ― Juvia perguntou.

― Eu já volto, vou tomar um pouco de água. ― O rosado avisou, se levantando. Não queria mais ouvir falar sobre aquela noite em questão.

Pouco depois que ele saiu, sem que ninguém percebesse, Lisanna o seguiu.


Natsu pegou um copo limpo da pia, o encheu com água limpa do filtro e, sem pressa nenhuma, tomou a água, observando a vista que a janela da cozinha proporcionava. Levy morava em um lugar considerado bonito. Havia um campo ao lado de sua casa, de frente para a cozinha. Observá-lo acalmava o rosado. As borboletas e os pássaros voando; pessoas caminhando e crianças brincando. Era realmente muito calmo.

Quando terminou de beber, colocou o copo de volta na pia e se virou para voltar para a sala, sendo totalmente surpreendido por um par de mãos que pararam em seu peito e o prensaram contra a beirada de granito.

― Lisanna?!

― Oi, Nat-kun. Senti sua falta, você não me ligou mais.

― Ahn... Bem...

― Mas não tem problema, podemos desconsiderar esse atraso hoje.

A albina não deixou que Natsu a impedisse, não deu esse tempo a ele. Colou seus lábios ferozmente nos dele, seus braços contornando o pescoço do rosado, o trazendo cada vez mais perto de si.

(...)

― Para quem foi apenas tomar água, o Natsu está demorando muito. ― Lucy comentou, preocupada com o rosado.

― Tem razão, Lu-chan.

― Eu vou ver o que aconteceu.

Ninguém tentou impedi-la, nem mesmo Gray, mesmo que o moreno já tivesse notado a ausência de Lisanna também.

Quando chegou à cozinha, a loira se deparou com uma cena que realmente não queria ver: Natsu e Lisanna em um beijo ardente. A albina parecia querer devorar o garoto, literalmente.

Lucy não sabia explicar o que era aquele sentimento que lhe preencheu. Era doloroso, e estranho. Natsu não tinha nenhum tipo de comprometimento com ela, nunca haviam nem ao menos trocado beijos ou algo parecido. Então por que se sentia assim? Ela não fazia a mínima ideia, não queria sentir, mas era inevitável. Só sabia que se sentia mal, e que queria ir para casa.

Antes que qualquer um dos dois percebesse que ela os havia visto, saiu. Também achou que seria impossível perceberem, do jeito que estavam envolvidos.

Voltou para a sala apenas para avisar a Levy que estava indo embora. Deu uma desculpa qualquer, dizendo que não estava se sentindo bem e saiu, dando passos rápidos pela rua, sem se importar com o que acontecia a sua volta.

Seu coração estava dolorido. No fundo ela sabia que era porque o rosado havia conseguido o que tanto queria, mas não se daria por vencida tão facilmente, não admitiria jamais que sentia algo a mais por Natsu. Seu orgulho e medo de sofrer novamente eram mais fortes do que qualquer outra coisa.

Na velocidade com que corria, logo estava subindo as escadas que levavam ao pequeno apartamento em que vivia com o rosado. Sua distração era tamanha que não percebeu o garoto loiro, dono do apartamento a cima do seu, e acabou esbarrando nele, exatamente faltando alguns passos para chegar a casa.

― Sting, me desculpe. ― Disse, após o encontro.

― Ah, tudo bem. ― Ele a observou com mais atenção, percebendo a aflição no rosto da loira ― Você está bem, Lucy?

Ela não sabia o porquê, mas decidiu confiar a verdade a Sting. Talvez precisasse de alguém para desabafar.

― Não.

― Me deixe adivinhar: Natsu. ― a loira sorriu, confirmando ― Ele é só um idiota. Não deveria sofrer por causa dele.

― Eu sei, mas não consigo evitar.

― Então me deixe te ajudar ― A loira moveu seu olhar para o garoto a sua frente, e ele segurou delicadamente sua mão. Aquela era... uma espécie de declaração? ― Lucy, me deixe te ajudar, por favor.


Alguns minutos antes, na casa de Levy...


O rosado finalmente havia conseguido forças para afastar a garota de si. Segurou seus braços firmemente e a separou dele. Lucy tinha razão, ele não queria mais enganá-la. Precisava resolver aquela situação de uma vez por todas.

― Lisanna, escute-

― O que foi, Nat-kun? Não gostou do beijo?

― Não é bem isso-

― Então o que é?

Ele suspirou, tomando coragem para falar.

― Eu não posso fazer isso. Você sabe que não quero nada sério.

― Sim, mas isso nunca te incomodou, e nem a mim, por que agora é diferente?

― Eu... ― Ele não sabia a resposta. Algo estava diferente dentro dele; e se antes não importava nem um pouco se seria errado ou não, a situação mudara, e aquilo o incomodava profundamente. ― Eu não sei. Apenas me esqueça, ok?

Ele a deixou na cozinha, refletindo sobre as palavras do rosado. Não... Ela não o esqueceria, não conseguiria. E também não aceitaria que ele simplesmente saísse de sua vida assim, do nada.


― Natsu, por que demorou tanto? ― Levy perguntou, indo até o rosado.

― Ahn... Estava com mais sede do que imaginei. Cadê a Lucy? ― O rosado perguntou, notando a ausência de sua amiga.

― Era sobre isso que eu queria falar. Ela saiu há dez, ou quinze minutos, disse que não estava se sentindo muito bem e foi para casa. Acho melhor você ir atrás dela, estava estranha.

Natsu suspirou, já pensando que algo poderia ter acontecido.

― Do jeito que a Lucy se parece com um imã para problemas, tem razão.

Despediu-se apenas de Levy. Não queria demorar demais caso algo realmente tivesse acontecido. Problemas demais para apenas um dia... Na verdade, desde que conhecera Lucy, vivia cercado de problemas, apesar de um dos que ocorreram naquele dia não tivesse muita relação com a garota.

Subiu as escadas do prédio em que morava correndo, torcendo para que Lucy estivesse em casa. Bem... A boa noticia era que ele a havia encontrado, a má, é que ela estava a centímetros do rosto de um garoto loiro que só traria problemas. E pior ainda era perceber que aquilo não acontecia contra a vontade dela, ela se deixaria ser beijada por Sting.

Porém, antes que aquilo acontecesse, Natsu correu até os dois e a segurou pelo braço, afastando-a daquele garoto.

― O que está acontecendo aqui?!

― Natsu?!

― O que você estava fazendo tão perto desse cara, Lucy?! ― O rosado perguntou, extremamente irritado. Tanto trabalho para tentar mantê-la longe dele, e ela simplesmente parecia se esquecer de tudo o que ele lhe falara.

― O que VOCÊ tem a ver com isso?! ― A loira perguntou também irritada, se soltando de Natsu. ― A vida é minha, Natsu, se eu quiser me aproximar do Sting é problema meu, é você quem está se intrometendo. Eu não pedi sua opinião sobre ele nenhuma vez, e não pedi também para que você controlasse de quem eu devo ou não devo me aproximar.

As palavras de Lucy realmente o ofenderam. Ele sempre tentava apenas protegê-la, apenas evitar que algo pior viesse a acontecer. Mas se ela não queria a ajuda e proteção dele, o que estava fazendo? Por que estava fazendo aquilo? Simplesmente havia cansado. Cansado de tentar avisá-la e ela não lhe dar ouvidos. Daquele momento em diante, não se importaria mais.

― Quer saber? Tem razão. Eu não tenho NADA a ver com isso! É problema seu, Lucy. Ah, e aproveitando, por que não se muda para o apartamento dele, já que ele é alguém tão melhor assim? Se gosta tanto dele. Só não venha me pedir qualquer coisa depois, quando perceber que eu tenho, e sempre tive razão. Não venha pedir minha ajuda depois. Se confia mais nesse idiota do que em mim, então o verdadeiro idiota sou eu, por me importar com você. Mas agora que eu percebi o quanto estava mesmo sendo idiota, eu não me importo mais, é totalmente um problema seu, Lucy.

O rosado entrou no apartamento logo depois, batendo a porta sem olhar para Lucy. Estava convicto de que iria seguir o que dissera. Não iria mais se preocupar em protegê-la, o que acontecesse com Lucy dali em diante não era mais problema dele.

Notas finais
Eu não sei vocês, mas eu adoro brigas em fics *_* E também prefiro a Lisanna assim, como a vadia da estória.

Bem, muito, muito provavelmente, o próximo capítulo será postado no dia 21 desse mês. Eu quero muito postar o próximo nessa data em especial. O motivo eu conto no próximo capítulo ; )

Por favor, por favor, por favor, deixem reviews! Preciso muito da opinião de vocês. Cada simples palavra que vocês deixam sobre a estória faz uma simples pessoa ficar com um sorriso bobo no rosto por um bom tempo e pensar que todo o tempo escrevendo valeu MUITO a pena : )

Ah, e por último, alguém aí vai no Anime Friends no dia 20? Estarei lá ^-^

Até logo, pessoal o/
Amo vocês ♥♥♥