Onde Tem Ódio Tem Amor

40 Ele era dela. E ela era dele.


Notas iniciais
Yo, pessoal o/ Ah, duas semanas nem foi tanto tempo, né? kkk. Eu queria ter terminado o capítulo antes, mas foi realmente impossível. Me desculpem, gente. Maaas, aos pervertidos de plantão, está aí : ) Capítulo dedicado a Shablaus e a Yasmim pelas recomendações. Muito, muito, muito obrigada, gente!!!!!! Olhem, confesso que estava tão ansiosa pra ele capítulo quanto vocês, mas não sou muito boa escrevendo coisas do tipo, nunca escrevi, kkk, então, me perdoem se não estiver muito bom ^^' Eu queria ter betado antes de postar, mas acabaria demorando muito e preferi postar assim mesmo. Me avisem sobre os erros, ok? Tem música, mas é mais a letra que importa, não tanto o acompanhamento dela com a leitura, ok? Mas cliquem no link mesmo assim : ) A indicação da música foi de uma pergunta anônima no ask, então queria agradecer à pessoa que me mandou. Obrigada!!! Boa leitura!

Natsu sorriu discretamente, olhando para qualquer lugar que não fosse os olhos da loira. Tentava disfarçar a alegria que sentira perante à resposta de Lucy, mesmo que sua mente ainda duvidasse da veracidade de suas palavras. Parecia ainda haver certa dúvida pairando sobre elas. Sentiu como se a estivesse pressionando de alguma forma, obrigando-a a dizer “sim”, mesmo sem o estar fazendo.

Tentou pensar naquilo como apenas uma ideia besta de sua mente. Se aquilo não fosse o que a garota realmente queria, então por que lhe daria uma resposta afirmativa? Além do mais, após aquela resposta e tudo pelo que já haviam passado e o todo o tempo esperado, mesmo que quisesse, ele não conseguiria parar. Não era forte o suficiente para fazer tal coisa.

A dúvida pairava ao redor de ambos. Lucy, que se perguntava se deveria realmente seguir em frente com aquilo, por mais que fosse o que desejasse; e Natsu, que se perguntava se a loira estaria mesmo sendo sincera e não acabaria se arrependendo muito tarde.

Dúvidas deixadas de lado, já haviam esperado por tempo demais. Natsu havia provado seu valor a Lucy, por mais que por muitas vezes ele a deixasse em cima do muro a respeito desse "valor". E o rosado não precisava de prova alguma mais, amava-a com todo seu coração e faria de tudo para que ela não se magoasse, até mesmo abrir mão daquilo que mais queria. Ele tomou novamente os lábios de Lucy, de forma apressada, como se o mundo pudesse acabar a qualquer instante e ambos não pudessem perder nem um segundo sequer.

Ele a trazia cada vez mais perto de si. Se não fosse fisicamente impossível, podia jurar que caso continuassem daquela maneira, seus corpos iriam acabar se fundindo um ao outro. A mão direita de Lucy, antes encontrada fechada dedilhando o botão da camisa de Natsu, se abriu e apoiou-se ao peito do rosado, sentindo seus músculos por cima do tecido.

Já começava a sentir falta do oxigênio novamente, porém aquele beijo estava tão bom que não queria interrompê-lo por nada. Podia aguentar a falta do ar por mais alguns segundos, ou minutos. Apenas não queria parar a sensação tão intensa que sentia com a língua de Natsu invadindo sua boca daquela maneira.

E, mesmo que não agradasse a Lucy, o rosado separou seus lábios. O beijo estava bom, mas tinha planos muito melhores para o que poderiam fazer. Tinha certeza de que esses “planos” iriam agradar ainda mais a loira. Suas mãos desceram até as coxas de Lucy e a suspenderam do chão. Ela rapidamente envolvera o pescoço de Natsu para que não acabasse perdendo o equilíbrio e caindo no chão. Praticamente no mesmo instante em que ele a levantara, passara a distribuir beijos lentos por toda a extensão do pescoço nu de Lucy. Os beijos provocavam cócegas, deixavam-na arrepiada, mas a sensação era ótima.

Levara-a até o quarto da loira enquanto distribuía os beijos; sentou-a na cama e subiu a trilha. Lucy soltou o cabelo preso em um coque, ficando mais confortável daquela maneira. Jogou a presilha do outro lado do quarto, sem se importar com o pequeno objeto. Ele beijou-a na bochecha, no canto dos lábios, e finalmente nos lábios propriamente ditos, invadindo a boca de Lucy e massageando-a com sua língua. Novamente as mãos da garota se encontravam em meio aos fios rosados sem que ela sequer se desse conta. Agia por impulso, deixando-se levar pelos instintos. Desligara sua mente, a parte racional que comumente usava. Parte esta que sempre a impedia de fazer exatamente aquilo que estava fazendo.

Ele jogava aos poucos seu peso sobre Lucy, deitando a ambos lentamente na cama sem interromper o beijo. Quando o ar passava a lhes faltar, simplesmente trocavam o profundo contato por carinhosos selinhos, para logo depois retomar ao calor anterior. Desde que não ficassem sem sentir um ao outro, estava tudo bem.

De forma consciente, desta vez, as mãos de Lucy percorreram novamente o caminho do cabelo do rosado até os botões de sua camisa, porém com um objetivo em mente. Todo aquele tecido a estava incomodando, assim como a Natsu. Precisava resolver aquele problema o mais rápido possível. Começara a desabotoar a camisa de forma apressada, com a ajuda do garoto. Ou pelo menos era isso que ele pensava estar fazendo. Sua impaciência em se ver logo livre daquela peça era tão grande que acabava por atrapalhar na tarefa de retirá-la. E quando estavam muito próximos de conseguir, Lucy sorriu timidamente sem saber exatamente o porquê. Talvez por estar feliz, talvez por achar a ansiedade de Natsu algo engraçado. Ao ver aquele sorriso nos lábios da garota, ele acabou sorrindo também. Jogou a camisa em um canto qualquer do quarto e voltou a beijá-la.

Foi então que a loira lembrou-se de um “detalhe” muito importante. Parou o beijo no mesmo instante, colocou as mãos sobre o peito de Natsu e afastou-o sem usar força.

― Natsu, v-você tem proteção, não é? ― Perguntou timidamente, enrubescendo. Em sua última experiência esqueceu-se daquele detalhe, e a consequência fora que quase perdera sua própria vida. Não gostaria de arriscar novamente.

― Não. Faz diferença? Isso não é algo importante, Lucy. Não seja chata. ― Respondeu, dando-lhe um novo selinho. Porém logo em seguida a garota o afastou, sentando-se novamente na cama. Natsu fez o mesmo, olhando-a com atenção enquanto um sorriso nascia em seu rosto.

― Natsu! ― Exclamou levemente irritada.

― Eu estou brincando. ― Riu, tirando em seguida do bolso da calça o pequeno pacote contendo um preservativo. O mostrou a ela e colocou-o sobre o criado mudo, ao lado da cama. A loira o olhou, desconfiada.

― Por que isso estava no bolso da sua calça? ― Afinal, por que ele levaria um preservativo consigo ao baile? Bem, considerando que era Natsu de quem se falava, Lucy não duvidava de nada.

― Não importa. ― Ele respondeu, colocando suas mãos novamente na cintura de Lucy e voltando a distribuir beijos pelo pescoço da loira. E aquele maldito efeito hipnotizante que ele tinha sobre ela a fizera esquecer-se completamente do estranho fato. Fechou os olhos, aproveitando ao máximo daquela sensação, deixando-o levá-la outra vez a outro universo, onde existiam apenas os dois. Levou suas mãos aos ombros de Natsu, sentindo-o deslizar a alça do vestido que usava, o qual fora retirado com muita facilidade pelas mãos hábeis do rosado.

Desceu seus lábios até o braço de Lucy, mordiscando e beijando a pele alva da garota ao mesmo tempo. Virou-a de costas para si, fazendo o mesmo com a região lombar da loira, ouvindo-a deixar escapar baixos gemidos. Ela apenas deixava-o controlá-la, e amava aquilo. Ele subiu novamente os beijos, movendo seus lábios até as bochechas rosadas de Lucy. Suas mãos encontraram o feixe do sutiã que ela vestia e rapidamente o abriu, deixando-a nua da cintura para cima. Trouxe-a para ainda mais perto de si, deixando que a parte desnuda de seus corpos se roçassem, provocando arrepios em ambos.

Natsu apalpou os seios de Lucy com as ambas as mãos e sentiu-a ficar mais tensa. A loira abriu os olhos com o contato mais íntimo, que, ao mesmo tempo em que lhe dava prazer, fazia-a ficar cada vez mais enrubescida.

Ao perceber o tom extremamente vermelho que o rosto de Lucy tomara, ele sorriu, aproximou sua boca do ouvido da garota e sussurrou, com a voz levemente rouca e usando o tom mais carinhoso que havia encontrado.

― Você está com vergonha, Lucy? ― ela corou ainda mais e murmurou algo irreconhecível. ― Não precisa sentir vergonha. Você é linda. Muito, muito, muito linda. ― e a cada “muito” ele lhe dava um beijo na bochecha. ― Vamos, me deixe te ver.

Lucy suspirou, ainda hesitante, porém deixou que ele a deitasse novamente na cama. Sentindo-se completamente envergonhada com o olhar do garoto mirando seu corpo parcialmente nu. Natsu a olhou de cima a baixo, desde a cintura até o rosto. E estava certo. Ela era, sem dúvida alguma, a garota mais linda com quem já estivera em toda sua vida.

― N-Não fique me encarando assim. ― A loira reclamou, inflando as bochechas. Natsu sorriu, questionando-se como Lucy conseguia ficar cada vez mais linda. Cada simples detalhe nela conseguia deixá-lo completamente em êxtase.

Ele apoiou-se nos cotovelos, um de cada lado do corpo de Lucy, e encostou sua testa na dela, olhando-a nos olhos.

― É impossível. Não tem como não apreciar algo tão belo assim. A culpa é sua, sabia? Por me fazer ficar tão hipnotizado. Nesse exato momento mesmo, olhando nos seus olhos. A única coisa que se passa pela minha mente é “Lucy. Lucy. Lucy”. É provável que esse seja até mesmo o som que meu coração faz ao bater, não duvido nem um pouco disso. A única coisa em que consigo pensar agora, olhando nos seus olhos, é em como eu quero te tocar, como eu quero você apenas para mim. E não me importo que isso soe egoísta, é verdade. Você é somente minha, loirinha. Minha Lucy. E não consigo parar de pensar agora em como estou morrendo de vontade de tomar seus lábios para mim e te beijar.

Lucy o encarou, sem palavras. Não sabia o que responder perante tudo aquilo que ele lhe dissera. Mas sabia muito bem o que queria. Abaixou o olhar e sussurrou em um tom audível.

― Então o que está esperando? ― Perguntou. No rosto de Natsu um grande sorriso surgiu novamente, ainda maior do que os outros.

― Como quiser. ― Ele respondeu, e junto com a sua resposta fez o que tanto queria: Beijou-a sem pudor algum, com tamanha intensidade e desejo, como nunca havia feito antes com mais ninguém.

As mãos de Lucy contornaram o abdômen definido do rosado e pararam nas costas do mesmo. Puxou-o para ainda mais perto de si, o máximo que conseguia. Após isso, desceu-as até a cintura de Natsu arranhando-o, deixando vergões que demorariam a sumir e fazendo-o sorrir em meio ao beijo. Aquela era sua resposta ao que ele lhe dissera. Aquelas marcas mostravam que, assim como ela era dele, ele era dela. Egoistamente e apenas dela.

Porém, se Natsu pensava que a teria sob seu controle pelo resto da noite estava muito enganado. Ela adorava deixar-se ser dominada por ele, deixá-lo torturá-la com aquelas sensações todas. Mas também queria “torturá-lo” um pouco e fazê-lo provar das mesmas sensações. Então, deixando a vergonha de lado, inverteu as posições, jogando Natsu para o lado da cama e ficando sobre ele.

― Minha vez. ― Disse de forma sedutora, deixando o garoto surpreso. Onde estava a garota completamente tímida com aquela situação de minutos atrás?

― Ok. ― Ele concordou sorrindo.

Lucy começara sua tortura mordendo o lóbulo da orelha de Natsu. Desceu até o pescoço do rosado, distribuindo beijos por toda a extensão de sua pele. Continuou descendo até o peito do garoto, onde fez o mesmo que havia feito com suas costas e o marcou com suas unhas, deslizando as mãos pelos músculos extremamente definidos do rosado. Ouviu-o gemer novamente e sua respiração ficar cada vez mais acelerada à medida que ela chegava próxima à sua cintura.

― Ei, Lucy, tem algo me incomodando muito aí. Será que você pode me ajudar? ― O garoto perguntou ofegante. A loira entendeu rapidamente o que ele havia querido dizer e atendeu ao pedido de Natsu. Lentamente, apenas por saber o quanto ele gostaria de se livrar daquele “problema” o mais rápido possível, abriu o zíper da calça que o garoto vestia e a retirou. ― Muito melhor. Obrigado. Mas pode deixar que eu assumo daqui por diante.

Ele a puxou, fazendo-a cair sobre seu peito. Novamente inverteu as posições, ficando por cima da garota. Ao contrário de Lucy, preferia dominar a ser dominado, mesmo que a segunda opção também fosse muito prazerosa. Gostava de ter o controle da situação, de ver a garota praticamente perder a sanidade com seus beijos e toques. Por mais que ser dominado, ainda mais por Lucy, fosse ótimo, não lhe dava tanta satisfação quanto dominar. Era especialista em fazer a outra pessoa enlouquecer de prazer quando queria. E, naquele momento, o que mais queria era mostrar completamente esse dom a Lucy.

Deixou que suas mãos repousassem tranquilamente na cintura da loira, e ainda olhando-a nos olhos para que pudesse ver sua reação, desceu sua boca até o busto de Lucy e depositou um beijo entre os seios da garota. Logo em seguida, lambeu o esquerdo e ouviu-a gemer em resposta. Sorriu de modo pervertido e continuou, passando sua língua molhada e quente lentamente por toda a região, circundando o mamilo, beijando e chupando a pele exposta de Lucy enquanto a ouvia gemer cada vez mais alto, com os olhos fechados. Sentia-a arqueando o corpo, sua pele se arrepiando a cada toque, e sabia que ela desejava por mais, mesmo sem dizê-lo, então, obedeceu aos desejos da garota, fazendo o mesmo com o seio direito.

Natsu sorriu novamente. O peito de Lucy subia e descia em uma velocidade acelerada, assim como estavam seus batimentos cardíacos. Ele a beijou novamente em trilha até chegar à cintura da loira. Com pressa, retirou o fino tecido que cobria sua região íntima. Realmente não tinha nenhuma pena da pobre garota, “torturando-a” daquela maneira. Mas quem disse que Lucy queria que ele sentisse pena?

A garota praticamente gritara quando ele lambera seu clitóris. Mordiscava e beijava a região, ao mesmo tempo de forma carinhosa e erótica, tentando ao máximo se controlar. Entrou com a língua mais a fundo, como se imitasse uma penetração, e Lucy gemeu ainda mais alto. Seus gemidos eram como música para os ouvidos de Natsu, ele adorava ouvi-los.

E então, justamente quando ela estava prestes a chega ao ápice, parou, ouvindo um baixo protesto de Lucy. Riu, divertido, e a beijou desesperadamente outra vez nos lábios, sentindo suas partes íntimas roçarem umas as outras, o que apenas aumentava ainda mais a ansiedade de ambos pelo contato mais íntimo possível. Levou sua boca até próxima ao ouvido da garota e sussurrou com a voz rouca, deixando-a ainda mais sedenta por ele.

― Ei, Lucy, me responda: O que você quer?

Ela entendera muito bem o que ele quisera dizer com aquela pergunta, assim como sabia muito bem o que queria e o que teria que responder para consegui-lo. Já não aguentava mais esperar. O que ela queria? Era muito simples: Natsu.

Mesmo que levemente corada, respondeu. Assim como na pergunta do rosado, usara o mesmo tom de voz para lhe dar a resposta. Rouco, sensual, sexy...

― Você.

Natsu sorriu.

― Seu pedido é uma ordem. Mas, antes, posso te contar uma coisa? ― lhe deu um curto beijo e então completou: ― Eu também quero você. Quero muito.

Imediatamente retirara a última coisa que os impedia naquele momento: A cueca boxer preta. Pegara o pacote fechado da camisinha, o abriu e a colocara em seu membro o mais rápido que pode. Pensou em novamente brincar com Lucy, pedindo a ela que o ajudasse com a tarefa de colocar o preservativo, mas sua pressa não permitira.

Ele a beijou novamente e se posicionou entre as pernas da garota. As mãos de Lucy contornaram seus ombros, abraçando seus braços e colando o máximo possível em si. Sentiu a ereção do rosado em sua entrada e Natsu forçou-a sobre ela, invadindo-a lentamente. Quem controlava o beijo selvagem naquele instante, entrecortado por gemidos de ambos, passara a ser Lucy.

Percebera que havia chego a um ponto em que não podia mais negar. O queria mais do que tudo no mundo. Senti-lo dentro de si era como uma explosão de sentimentos dentro de seu corpo. Ele era o seu veneno. Um veneno que preenchia cada parte de seu corpo, e se fazia ainda mais presente em seu coração, contaminando-a com aquela coisa extremamente perigosa chamada “amor”.

“With the taste of your lips, I'm on a ride, You're toxic, I'm slippin' under, With the, taste of your poison, I'm in paradise, I'm addicted to you, Don't you know that you're toxic? And I love what you do Don't you know that you're toxic?”

Natsu aumentara o ritmo das estocadas, assim como o volume dos gritos de prazer soltos pelos dois. Provocava-a, diminuindo a velocidade em alguns momentos para logo depois aumentar novamente. Ela sentia-o entrando e saindo, e mal podia descrever o quanto aquilo era maravilhoso. Ele a estava enlouquecendo, chegando a beirar a insanidade. Não conseguia mais controlar seu corpo, sua voz, suas vontades. Somente pensava em Natsu e no quanto o queria mais e mais. Se os batimentos dele diziam “Lucy. Lucy. Lucy”, os dela diziam “Natsu. Natsu. Natsu”, ambos batendo em perfeita sincronia. Apenas esperava sinceramente que os vizinhos não pudessem ouvir seus gemidos, mesmo que achasse que aquilo não muito provável.

Não era apenas Lucy quem enlouquecia e perdia o controle de seu corpo. O garoto mal conseguia se controlar. Sorriu, aumentando ainda mais o ritmo, indo cada vez mais fundo. Seus corpos se chocavam em um sentimento totalmente novo, irracional, selvagem e embriagante.

E então, sentiram ao mesmo tempo que não conseguiriam aguentar mais. Com uma sensação totalmente indescritível e um prazer imenso, veio o orgasmo. Sentiram espasmos por todo o corpo e gozaram ao mesmo tempo. Cansados fisicamente, ofegantes, com os batimentos cardíacos acelerados, suando e sentindo-se bem como nunca haviam sentido antes.

Natsu retirara seu membro de dentro de Lucy e caíra ao seu lado na cama, encarando o teto com os braços estirados para cima da cabeça enquanto sorria bobamente e respirava de forma acelerada, tentando recuperar o fôlego. Nunca, em toda sua vida, mesmo considerando a quantidade de garotas com quem já havia tido relações, e não eram poucas, havia tido uma noite tão boa quanto aquela.

― Nossa... ― Murmurou.

Após alguns segundos, olhou para Lucy. A loira se encontrava em estado semelhante, porém sua expressão estava levemente fechada, o que o deixava preocupado. Arqueou as sobrancelhas e perguntou:

― O que foi, Lucy? Não gostou?

― Não, não é isso. ― respondeu, negando também com a cabeça. ― Foi ótimo.

― Então por que essa cara?

A loira suspirou, sem encarar Natsu.

― Eu só... estava me perguntando se deveríamos mesmo ter feito isso.

A resposta o deixou ainda mais preocupado. Perguntara antes justamente com o objetivo de aquilo não ocorrer, não haver arrependimentos por parte de ninguém. Apoiou-se nos cotovelos e se pôs novamente sobre a garota, olhando-a nos olhos.

― E por que estava se perguntando isso?

A loira baixou o olhar, sem conseguir encarar Natsu.

― Porque não consigo parar de pensar que você é como ele... ― Sussurrou para si mesma, esperando que o rosado não a ouvisse e, caso ouvisse, não entendesse. Mas ele entendera muito bem.

― Como quem? O cara que te magoou no passado?

Lucy olhou-o espantada. Ela nunca lhe contara nada sobre Ryan.

― Como você sabe sobre isso? ― Perguntou, mantendo seu olhar fixo no dele.

― Não fique brava, mas Levy me contou há algum tempo. Ela só estava fazendo o que achou que seria melhor para você. Sabia que você nunca me contaria essa história e achou que seria melhor que eu soubesse. E concordo com ela. Mas essa não é a questão, Lucy. ― O rosado levou sua mão até o rosto da loira, acariciando gentilmente sua pele alva. Continuou a falar, usando o tom de voz mais carinhoso que conseguiu. ― A questão é que eu não sou nem um pouco como esse idiota. E quer saber qual é a principal diferença entre nós dois? ― Lucy o instigou a continuar, sem desviar o olhar dos olhos ônix de Natsu. ― A diferença é que, ao contrário dele, eu te amo. Não planejei isso, nunca pensei que iria acabar desse jeito, mas não consigo evitar. E já não conseguia mais manter esse sentimento preso dentro de mim. Então, é isso, Lucy Heartfilia. Eu te amo. Te amo tanto que chega a doer só de pensar em estar longe de você. Então, me dê uma chance, apenas uma que seja, e eu prometo que irei lhe mostrar que não tenho nada de parecido com o cara que te magoou. Pelo contrário.

O coração de Lucy disparou. Não esperava aquela declaração repentina. Nunca esperaria. Não de Natsu. Estava simplesmente sem palavras, sem reação, sem saber o que fazer e o que lhe dizer. Parte de seu corpo gritava sim; a outra parte insistia no não. E ela? Ela não sabia a qual dos lados dar preferência. Sabia que amava Natsu tanto quanto ele dizia lhe amar. Mas essa era a questão. Ele apenas dizia. Como ter certeza de que aquilo não passava de uma mentira? Como poderia ter certeza de que não iria se magoar novamente?

― Eu não sei... Tenho medo.

― Você se prende ao passado, Lucy. E desse jeito nunca conseguirá viver o presente plenamente. Esqueça o que aconteceu e pense apenas no agora. Pense em nós dois aqui, no que você está sentindo nesse exato momento. Eu sei o que estou sentindo. ― com a mão direita, ele levou a mão de Lucy até o lado esquerdo de seu peito, onde seu coração palpitava fervorosamente. ― Consegue sentir? Eu só quero saber se é isso também o que você sente. Me dê uma chance, por favor, Lucy.

A loira suspirou, vendo a ansiedade nos olhos do garoto. A resposta era sim, ela sentia o mesmo que ele.

― Uma chance. Apenas uma. ― Ergueu a mão e lhe mostrou o dedo indicador. Natsu sorriu. Um sorriso tão grande que mal cabia em seu rosto. Refletia naquele momento seu coração, no qual seus sentimentos por Lucy já praticamente não cabiam mais e uma parte deles teve de ser expelida. Mais precisamente, dada a ela, para que guardasse aqueles sentimentos consigo.

― Uma chance. ― Ele repetiu, dando um singelo beijo nos lábios de Lucy. ― Prometo que a farei valer a pena.

Lucy sorriu timidamente, deixando que ele aprofundasse aquele beijo enquanto suas mãos novamente se emaranhavam em seus fios rosados.

― Espero que sim. ― A loira comentou, separando seus lábios por um instante.

― Não irei desperdiçá-la após levar tanto tempo para consegui-la. Eu juro. ― novamente a beijou. Os lábios de Lucy eram a coisa mais doce e mais viciante que já havia provado em toda sua vida. Se estava colado neles, pensava em nunca mais deixá-los; e se os tinha longe de si, tudo o que se passava em sua mente era trazê-los para perto. ― E, sabe, esses beijos estão deixando meu amigo aqui com saudades de você novamente. ― disse em tom de brincadeira. Lucy riu.

― Não está cansado?

― Cansado? De ter você? Nem um pouco! Poderíamos ficar aqui o resto da vida e ainda não seria suficiente para mim.

A garota corou, sorrindo ainda mais. Virou-se para o lado oposto a Natsu, deitando de bruços.

― Tudo bem, Romeu. Mas eu estou. Temos que acordar cedo amanhã, eu prometi a Levy que não chegaria tarde para ajudar a arrumar o colégio após o baile. Então, boa noite.

― Vai me abandonar assim? Me trocar pelo sono? ― Natsu protestou.

― Vou.

― Tudo bem, tudo bem. Se você prefere a ele do que a mim... ― Comentou, abraçando a cintura de Lucy e deitando a cabeça do ombro da loira. Ela riu. Estranhou que ele tivesse cedido tão facilmente. Após alguns segundos em silêncio, olhou para Natsu e entendeu o motivo: O rosado dormia como um bebê enquanto a usava de travesseiro.

― E ainda dizia que não estava cansado...

Lucy sorriu o observando, se sentindo feliz. Ele era dela, e ela era dele. Oficialmente.

Notas finais
Eeeentão? Pessoal, preciso muito da opinião de vocês sobre esse capítulo. Em partes porque eu sei que ele era muito aguardado, e em partes para saber se ficou bom e se dá para escrever mais capítulos do tipo (leitores pervertidos aprovam, kkk). Então, deixem suas opiniões aí, ok? Eu estava realmente nervosa a respeito desse capítulo, porque não queria decepcionar vocês. Espero não ter decepcionado ^^ E quem ficou feliz com esse "oficialmente" ergue as patinhas: o/ kkk. Então, é isso, e até o próximo ;) Eu amo vocês! Muito mesmo!