Onde Tem Ódio Tem Amor

18 {Capítulo Especial} I know you're trouble, but...


Notas iniciais
Oi, pessoal!

Eu prometi que ia escrever essa fanfic hoje, e deveria ter aproveitado o feriado para fazer meu trabalho de biologia, mas, como eu amo muito vocês, está aqui o capítulo >.<

Obrigada a Megu Rinne, MonkeyChan, Lucy Dragneel, Kuro Chan, BabiChan, BruninhaChan, Vivi Soares, Clara Almeida, Yukki chan, ana_kuchiki69, luluba99 e
Meilanie Yamagushi pelas sugestões para o extra. Não deu para colocar todas, mas espero que gostem mesmo assim.

Ah, e mais uma coisa. 25 reviews no capítulo anterior *____________*
Geeeeeeennnte, amo vocês, muito!!!!! Tudo bem que a fic tem 135 leitores, mas nunca recebi tantos reviews, então, muito obrigada!!!

Boa leitura!

― Ei, Lucy! Estou falando com você! – O garoto disse novamente, esparramado na poltrona, sem obter nenhuma resposta de volta, entretanto. Já era a terceira vez em que falava com Lucy sem que a loira dissesse nem ao menos uma palavra em resposta – Não é minha culpa se seu pai teve que trabalhar novamente, então não aja como se fosse.

Pelo menos naquela vez, Natsu recebeu uma resposta: Uma almofada na cara e uma Lucy emburrada, que evitava a todo custo olhar para ele.

Assim como no dia anterior, o senhor Heartfilia fora chamado para uma reunião, e, mesmo com os protestos de Lucy para que ele a adiasse e passasse pelo menos aquele dia com ela, teve que deixar a filha sozinha com o Dragneel.

― Ei! – Reclamou, bufando – Isso está muito chato, vamos fazer alguma coisa, o que acha? Ir a algum lugar, que tal? – Novamente, nenhuma resposta. Natsu bufou pela segunda vez, aquilo estava sendo muito complicado – Certo então, vamos fazer uma aposta: Algum jogo, você escolhe qual, se eu ganhar, iremos a algum lugar. Se você ganhar, ficaremos aqui, morrendo de tédio, feito? – Como já era esperado o rosado não recebeu nenhuma resposta, porém, como já previa que isso aconteceria, tinha uma carta na manga, algo que ele tinha certeza de que faria Lucy concordar com sua ideia – O que foi, Lucy? Está com medo de perder?

― Medo de perder? Para você? Me poupe, Natsu. – Bingo! Como Natsu previa, a loira não iria ficar calada perante sua provocação.

― Então o que tem a perder? A não ser que esteja com medo não vejo porque recusar esta aposta. Está com medo, Lucy?

A garota se levantou, decidida a vencer aquela aposta. Não permitiria que Natsu ao menos achasse que tinha razão.

― Você é mesmo um chato, sabia?

― E você me ama.

[...]

― Sinuca? Tem certeza disso, Lucy?

― O que foi? Está com medo de perder, Natsu? – A garota perguntou, repetindo a provocação do rosado, enquanto sorria sarcasticamente e pegava um dos dois tacos guardados no apoio da parede.

― De jeito nenhum, apenas quero deixar claro que sou muito bom nesse jogo, então não se arrependa depois.

― Veremos. Vamos às regras: O primeiro que encaçapar todas as bolas designadas para si, vence. Simples. Eu começo.

A garota logo se posicionou frente à mesa, apoiando o taco e fazendo a sua jogada. Acertara de imediato a bola azul de número 7, a encaçapando. Lucy estava confiante, costumava jogar muito aquele jogo em uma época de sua vida que não gostava de se lembrar, mas que fez com que uma grande habilidade para aquela atividade surgisse. Pensava que Natsu não teria chance alguma, assim logo venceria a aposta e se livraria do rosado lhe atormentando.

― Uma bola 7. Fico com as ímpares então, as suas são as de números pares. Boa sorte. – Disse ao rosado, sorrindo sarcasticamente. Natsu soltou uma leve risada, debochando do que a loira dissera enquanto se posicionava para executar sua jogada.

― Eu não preciso de sorte, loirinha. – A frase de Natsu, porém, foi contraditória à sua jogada. Acertou algumas bolas, mas não encaçapou nenhuma.

― Estou vendo.

Seria realmente muito fácil ganhar do rosado, pelo menos naquela vez.

O jogo se passou o tempo inteiro tendo como provável vencedora, Lucy. Faltava uma bola para que a loira ganhasse, enquanto o rosado havia conseguido encaçapar apenas duas. A garota já comemorava a vitória antecipadamente. Ao contrário do que falara, Natsu era um péssimo jogador.

Era novamente a vez dele jogar. Preparou o taco, logo efetuando sua jogada, conseguindo encaçapar naquela vez sua terceira bola. Ganhou o direito de uma nova jogada ao acertar a anterior, conseguindo novamente colocar uma bola dentro do buraco. Lançou um sorriso em direção a Lucy, antes de efetuar mais uma jogada. O resultado fora os mesmo das duas anteriores: Mais uma bola dentro do buraco. Faltavam apenas três para vencer.

― Decidi passar a jogar de forma séria. – Explicou, antes de voltar a jogar.

Novas três jogadas, novas três bolas encaçapadas. Vitória do rosado.

― C-Como... ?

Lucy recusava-se a acreditar que o rosado havia mesmo vencido. O que aconteceu com o garoto que no início do jogo não conseguia nem ao menos acertar a ponta do taco na bola branca? Como ele fizera aquilo?

― Você duvidou de mim, e eu não gosto de quando fazem isso. Pegue uma blusa, está frio lá fora. Vou te esperar na sala.

A loira concordou, apesar de contra sua vontade. Aposta era aposta, e havia perdido aquela. Saiu da sala de jogos, e logo voltou à sala de estar, vestindo uma blusa de lã simples.

― Aonde vamos? – Perguntou ao rosado.

― A um parque de diversões que vi ontem, enquanto voltávamos para cá. Eu pago as entradas, e todo o resto, já que fui eu que te convidei.


[...]



― Melhore esta cara, Lucy, está parecendo até que está em um funeral, não em um parque de diversões – Natsu disse, enquanto guardava o troco das entradas. Lucy apenas virou a cara, ignorando o rosado -. Eu terei que dar um jeito nisso, então? Certo, você quem pediu, Lucy.



Imediatamente após terminar sua fala, o rosado atacou a barriga de Lucy com as mãos, fazendo cócegas na garota e arrancando dela muitas risadas.


Quem via os dois naquele momento, pensava que eram apenas um belo casal de namorados se divertindo em um parque de diversões. Algumas senhoras que passavam até mesmo soltavam frases do tipo “Que lindos” enquanto admiravam os dois.

― N-Natsu... P-Pare. – Tentava dizer em meio aos risos. Natsu simplesmente ignorava todos os pedidos de Lucy, sem dar a mínima atenção para eles.

― Prometa que irá se esforçar para se divertir, e eu paro.

― E-Eu prometo.

Ele se afastou, permitindo que Lucy respirasse. Ambos estavam rindo, mesmo que no caso de Lucy parte daquele riso fosse involuntário.

― Então, aonde vamos primeiro? – Ele perguntou, ainda sorrindo.

― Eu não sei, a ideia de vir até aqui foi sua, escolha você.

― Então vamos à montanha russa – Disse, já agarrando a mão de Lucy e a puxando.

― Montanha russa? Tem certeza disso?

― O que foi? Está com medo, Lucy?

― Claro que não! Eu não tenho medo de montanha russa. – Respondeu, desviando o rosto ao dizer aquela última frase. Era mentira, na verdade nunca havia andando em uma montanha russa, e tinha medo de andar.

― Então vamos!

Sem conseguir convencer o rosado do contrário, ambos foram então para a primeira atração do dia: A montanha russa.


[...]



― E-Espere... Não ande... Tão depressa. – Disse Natsu, enquanto se apoiava na parede ao lado. O rosado passara mal no brinquedo, sentiu um enjoo repentino assim que a velocidade do carrinho aumentou. Lucy apenas ria da situação do garoto.



― Quem estava com medo mesmo, Natsu? – Disse, em meio aos risos. Para ela, andar em uma montanha russa havia sido uma experiência muito agradável e divertida, ao contrário do rosado – O que o Gray e os outros diriam sobre isso?


― N-Não diga nem uma palavra sobre isso.

― Posso não dizer... Se você cancelar aquela promessa que eu fiz, sobre o encontro.

― Nem pensar, um encontro com você vale mais do que ser ridicularizado pelos outros.

A situação de Natsu já estava melhor, conseguia ao menos ficar em pé sem se apoiar na parede. Sua fala fizera Lucy corar levemente, porém a garota não permitiu que aquilo fosse notado por ele.

― Por que isso é tão importante?

― Porque é, e eu não irei desperdiçar essa chance única. Vamos, já estou melhor.

E assim continuaram seu dia de diversão no parque, indo nos mais diversos brinquedos, todos escolhidos por Natsu. O dia não estava sendo tão ruim quanto Lucy pensou que seria. Por diversas vezes o rosado lhe fazia sorrir e rir, ela começava a se questionar se ele era realmente tão ruim quanto pensava.

Pararam apenas para comer alguma coisa. Já passava das duas da tarde e não haviam colocado nada no estômago desde que acordaram, com exceção do delicioso café da manhã preparo por Virgo.

Conversavam e riam de forma tão distraída que Natsu nem ao menos percebeu quando esbarrou em uma garota que andava por ali.

― Me desculpe.... Ah, oi, Samiko-san!

Natsu cumprimentou a garota que conhecera no dia anterior assim que a reconheceu. Era uma grande coincidência encontrá-la ali, ficava feliz por isso, ela parecia ser alguém legal. Já Lucy, por outro lado, não estava gostando nem um pouco de vê-la.

― N-Natsu? – Perguntou, de forma completamente tímida.

― Sim – Respondeu sorrindo e com a mão direita atrás da cabeça –. Que coincidência te encontrar por aqui, não é mesmo, Lucy?

― Sim, muita coincidência. – A loira respondeu, sem ânimo algum.

― Então, o que está fazendo aqui? – Ele perguntou.

“É um parque de diversões, o que ela pode ter vindo fazer aqui, idiota?” Lucy pensou, sua mente sendo dominada pelo ciúme, do qual ela nem ao menos tinha conhecimento.

― Apenas... Matando o tempo, sabe.

― Mesmo? Cuidado para não ser presa, então.

“Natsu, dentre todas as suas piadas, essa foi uma das piores! Como é possível ela estar rindo?! Isso não teve graça nenhuma!”

― Certo, irei tomar cuidado.

― Gostaria de se juntar a nós, Samiko? – O rosado perguntou inocentemente.

“Se juntar a nós?! Eu não me lembro de ter dado permissão para isso, Natsu!”

― Acho melhor não. – Samiko respondeu, percebendo o quanto a loira estava odiando aquela situação. Pensava que os dois fossem namorados, e não queria de forma alguma atrapalhá-los.

― Tem certeza?

― Sim, mas obrigada pelo convite.

― Ah, tudo bem então.

― Vamos, Natsu. – Lucy disse, já puxando a manga da camisa do rosado.

― Vamos. Até outro dia, Samiko.

Por mais estranho que aquilo fosse, considerando de quem se dizia, Natsu não parecia possuir segundas intenções quando falava com aquela garota, porém mesmo assim Lucy se sentia enciumada. Um sentimento estranho que ela nunca pensou que sentiria com relação ao rosado.


[...]



― Por que está com essa cara, Lucy?



Desde o encontro com Samiko, Lucy carregava em seu rosto uma expressão de aborrecimento, o que não passou despercebido por Natsu. O garoto estava curioso com o que a fizera ficar daquele jeito, ainda não tinha associado que fora tudo por culpa de Samiko.


Os dois haviam acabado de sair da lanchonete, caminhavam tranquilamente enquanto tomavam os sorvetes que compraram ao terminar de comer. O de Lucy praticamente derretia sem que ela desse nem uma lambida, sua mente estava ocupada demais amaldiçoando Samiko para que se distraísse com comida.

― Você é um idiota, Natsu. – Disse, sem olhar para o rosado.

― Eu? Por que está dizendo isso? Você estava normal até encontrarmos com a... – Ele enfim ligara os pontos, e sorriu ao pensar no motivo que fizera Lucy ficar daquela maneira – Agora entendi, está com ciúmes porque convidei a Samiko para ficar conosco.

― O que?! – Exclamou. Natsu tinha razão, mas não admitiria isso.

― Não te culpo por isso, Lucy, apenas tente controlar esse ciúme, eu não sou exclusivo, sabe?

O rosado novamente se tornara irritante. Porém, naquela vez, Lucy teve uma ideia para acabar com a brincadeira de Natsu.

― Natsu, quer saber de uma coisa? – O rosado assentiu, para que Lucy continuasse a falar. Logo após, a garota espremeu todo o sorvete de morango que antes tomava no rosto de Natsu – Rosa realmente combina com você.

― Lucy Heartfilia, você já deveria ter aprendido que eu sou alguém um tanto quanto vingativo.

Fazia mesmo muito frio naquele dia, e ter sorvete cobrindo toda sua face não era nada agradável naquelas condições. Entretanto, Natsu decidiu mostrar a Lucy como era aquela sensação. Logo, o rosto antes levemente rosado de Lucy por conta do frio, estava totalmente coberto por um tom marrom claro, a cor do sorvete de chocolate de Natsu.

― Sabe, eu acho que chocolate é algo que combina com você, Lucy. Quites agora?

― Certo, quites – A loira disse, enquanto tentava retirar o sorvete do seu rosto usando as mãos – Mas não retiro o que disse sobre você ser um idiota. E eu não estava com ciúmes, nunca teria ciúmes de você.


[...]



― Natsu, já está tarde, e eu estou cansada, vamos embora, temos que pegar o voo amanhã cedo.



Já passava das sete horas da noite, falta apenas uma hora para o parque fechar, porém Natsu continuava tão empolgado quanto quando chegaram.


― Ainda precisamos ir à casa dos horrores.

― O-O que?


[...]



Os corredores escuros provocam arrepios na loira, mesmo que aquilo não passasse de apenas encenação. Cada mínimo ruído fazia os pelos do seu corpo se eriçarem. Maldita hora em que concordou com Natsu sobre irem naquela última atração antes de irem embora.



Não por vontade própria, mas como um ato automático, Lucy permanecia agarrada ao braço de Natsu. Não que confiasse que se algo acontecesse ele fosse protegê-la, mas não havia nenhuma outra opção ali.


― N-Natsu, vamos embora.

― Tsc, você é muito medrosa, Lucy, tudo isso não passa de coisas montadas, não é nada real, não tem porque ficar com medo.

Mesmo que ele dissesse aquilo, o sentimento de medo existente em Lucy continuava latente.

Seu cuidado aumentou ainda mais quando começou a ouvir passos atrás de si. Gritou, quando sentiu alguém encostar em seu braço, pedindo socorro e se escondendo atrás de Natsu. O rosado, assim que se virou e viu que realmente havia alguém ali, desferiu um soco naquele que encostara em Lucy.

― Ei! Tire a mão dela!

O soco fora tão forte, que fez o homem fantasiado de múmia cair no chão, com o nariz sangrando, manchando as ataduras que cobriam seu rosto. Natsu agira por impulso, sem nem ao menos lembrar-se de que naquele lugar havia atores tentando assustar as pessoas.

― Seu maluco! – O homem disse, enquanto se levantava com dificuldade – Seguranças! Seguranças!


[...]



― Eu não acredito que nós fomos expulsos do parque.



― A culpa foi sua por bater no ator.


― Eu só bati nele porque você gritou.

― Ele me assustou, eu não tive culpa.

O rosado suspirou, na verdade, a culpa era de ambos.

― Lucy, a roda gigante não faz parte do parque, é uma atração a parte, vamos até lá antes de voltar para casa?

― Eu não sei...

― Vamos, deve ter uma boa vista lá de cima. – Disse, enquanto puxava Lucy em direção ao enorme brinquedo.

A fila estava pequena, então não tiveram de esperar muito. Lucy sentara-se ao lado de Natsu na cabine, ficando apenas os dois ali.

Como o movimento era lento, Natsu não se sentiu enjoado.

― Natsu – O rosado, que antes olhava para as estrelas, desviou sua atenção para Lucy – Obrigada. Hoje foi um dia divertido. Eu queria ter passado o dia junto com o meu pai, mas acho que ficar aqui foi ainda melhor. Talvez você realmente não seja alguém tão ruim – Ela então encostou sua cabeça no ombro de Natsu, fechando lentamente suas pálpebras. Estava embriagada pelo sono e cansaço – A vista daqui... É mesmo muito bonita.

Lucy fechou os olhos, adormecendo no ombro do rosado. Ele apenas a admirava enquanto dormia. Uma expressão tão serena dominava seu rosto. Sentia seu coração bater mais rápido, e sabia que aquilo era errado.

― Não, Lucy, você está errada. Isso está errado.

Ela era um problema para ele. E ele um problema ainda pior para ela. Mas não podia evitar.

“I knew you were trouble when you walked in”

(Eu soube que você era problema quando você apareceu)

Notas finais
Gostaram?

Eu não sei se isso é algo bom ou ruim, mas essa fanfic está apenas no começo. Tenho muitas ideias para ela. Onde tem Ódio tem Amor e Angel of Destiny são as fanfics para as quais eu tenho mais ideias.

Falar nisso, quem ainda não viu Angel of Destiny, deem uma olhadinha, a história está um pouco mas avançada agora (Sim, estou fazendo divulgação novamente, porque... Eu amo escrever Angel of Destiny, é minha melhor fanfic até o momento, e eu tenho umas ideias para ela que, olha...)

Link: http://fanfiction.com.br/historia/325131/Angel_Of_Destiny

É isso pessoal, espero que tenham gostado do extra, muito obrigada por estarem lendo a fic, e deixem um review dizendo o que acharam do capítulo, ok?

Ps: Eu ainda vou responder aos comentários que não respondi do capítulo anterior.