Onde Mora o Coração

9 Unidos no crime pela dor


Notas iniciais
Meninas, dessa vez sei que serei perdoada, pois estava muito doente (gripada e com febre, além da velha enxaqueca) por isso não consegui postar o capítulo esses últimos dias. Mas o importante é que estou postando agora. Penúltimo capítulo, esse também é mais explicativo, então não se decepcionem com ele. Boa leitura!

Miami (Flórida), 11 de Agosto de 2015 (Terça-feira).

— Meu nome é David Rossi, sou agente especial do FBI...

— Já fomos apresentados.

— Certo, então — concordou Rossi demonstrando calma — você é Philip Froster, 47 anos, diretor da divisão de crimes contra o Sistema Financeiro...

— Eu sei o que sou — respondeu Philip bruscamente.

— Não se preocupe, só estou admirando seu currículo — disse Rossi fazendo uma pausa — quando surgiu a oportunidade de trabalhar em Londres?

— Em março de 2008. Eu sou formado em economia pela Harvard...

— Como conseguiu trabalho na Interpol? — perguntou Rossi interrompendo-o.

— Indicação de Peter Reynold’s.

— O pai de Ramona Bello?

— Sim. Ela é minha meia-irmã... a mãe dela se casou com meu pai. Mas Peter sempre me tratou como um filho, eu devo tudo que sou a ele.

— E como Ramona reagia a isso tudo?

— Ela era somente uma garota mimada e não gostou nenhum pouco disso... Peter sempre quis um filho e eu fui isso para ele.

— E por quais motivos Peter Reynold’s e Monica Bello se separaram?

— As ausências de Peter, ele era da Marinha, Monica deveria entender, mas nem ela e nem Ramona entendiam.

— O que você fez no dia que seu pai assassinou Monica Bello, a mãe de Ramona Bello?

— Eu não me lembro.

— Como assim não lembra? Um evento tão marcante e você não lembra?

— Não sei, só sei que não lembro.

— Sua madrasta foi assassinada e seu pai preso. Isso não faz diferença para você?

— Meu pai é o Peter, não esse senhor — respondeu Philip se exaltado um pouco.

Rossi ficou por alguns segundos encarando Philip.

— Ok — concordou Rossi — agora gostaria que me dissesse como era sua relação com sua enteada?

— Muito boa... eu só achava a garota um pouco mimada, mas não podia fazer nada, já que minha própria esposa limitava um pouco minha relação com ela.

— Entendo, perfeitamente...

— Entende?

— Sim, deve ser muito difícil conviver com uma pirralha mimada que não é sua filha — falou Rossi ficando à vontade na cadeira — já me casei algumas vezes e sei bem como é...

— Ainda bem que entende — falou Philip confiante — e como ela chorava pelo pai. Isso era o que mais me irritava, eu tinha vontade de dar uma boa surra na garota, mas a Emy nem deixava eu chegar perto da filha, como se eu fosse uma ameaça para ela.

— E não era?

— Não, não... eu adorava a garota, fui o verdadeiro pai dela, não esse agente que só por que fez acha que tem mais direito do que eu.

— Só que Wendy disse hoje de manhã que você a infernizava — falou Rossi enfrentando-o.

— Isso são falácias de uma garota mimada querendo chamar a atenção do pai ausente... só isso.

— Você sempre a chama de “garota mimada”, mas até agora não citou o nome dela, por que?

— Por nada — retrucou Philip — é só uma forma de me referir a ela.

— Certo. Então vamos aos fatos... você confirma que alugou um cofre no nome da sua enteada?

— Sim, eu me preocupo com o futuro dela.

— E você sabe como descobrimos sobre esse cofre?

— Não faço a mínima ideia.

— Foi relação que encontramos entre moeda na deixada na cena do sequestro de Wendy...

Philip demonstrou uma inquietação.

— O que? Desaprendeu a esconder suas micro expressões? — ironizou Rossi.

— Eu não sei o que tudo isso quer dizer... eu escolhi um número aleatório.

— Tem certeza? — Rossi encarava Philip — seu pai biológico era dono de uma loja de antiguidades, e inclusive colecionava várias e ele ganhou um presente de casamento da sua então esposa, Monica Bello: um colecionário com 28 moedas brasileiras raras. O que aconteceu com esse colecionário?

— Nunca ouvi falar.

— Como não? Foi herança que seu pai deixou.

— Eu já disse, meu pai é Peter Reynold’s.

— Froster também abusava de você, não era?

— CALA A BOCA — gritou Philip.

— As mulheres mortas pelo assassino da moeda, eram mulheres no segundo casamento, cuja a guarda dos filhos do primeiro casamento estavam com os pais. Pais que abusavam física, psicológica e sexualmente dos filhos.

— As mães deveriam cuidar mais dos seus filhos e não ficar atrás de homens.

— Mas só por que elas são mães, não quer dizer que deixaram de ser mulheres.

— Só que os filhos deveriam ser prioridades.

— Então confessa os crimes ocorridos entre 1999 a 2008?

— Eu não disse isso.

— Vamos aos fatos então — disse Rossi já subindo o tom de voz, abrindo a pasta e lendo uma informação que continha lá — você foi embora desse país em 03 abril de 2008 e a última morte do assassino da moeda foi uma semana antes, 26 de março de 2008...

— São coincidências — retrucou Philip nervoso — eu não tenho nada a ver com isso tudo.

— Não só as datas que coincidem... seu pai tinha uma loja de antiguidades, com certeza você tinha acesso aos mais diversos tipos de moedas através — Rossi mais uma vez se esticou na cadeira — ele fazia cara ou coroa para ver qual de vocês dois ele abusaria no dia, não era? Ramona era cara e você coroa...

— CALA BOCA — Philip se levantou, olhando raivosamente para Rossi que o encarava sem demonstrar medo.

— Eu vou te dar a chance de fazermos um acordo. Você confessas os crimes e posso tentar junto ao promotor uma pena branda, 20 a 25 anos.

— Do que você está falando? Está bancando o policial mal agora? — Philip continuava em pé.

— Eu sei que Jason Cutt é seu amigo de longa data, mas qual o papel dele nisso tudo?

— Eu não vou falar mais nada. Eu exijo um advogado.

Rossi na mesma hora recolheu o dossiê da mesa e saiu, deixando Philip sozinho. Lá fora JJ e Morgan os aguardavam.

— Ele está sentindo o cerco se fechar, senão não teria pedido um advogado — disse JJ.

— Sabe o que me ocorreu agora? — indagou Morgan — por que duas pessoas que foram abusadas sexualmente durante a infância se aliariam a uma pessoa como Jason Cutt, ele é um pedófilo, pois ele se interessou tanto por Ayden quanto por Wendy quando ambas tinham 11 anos, e é óbvio que Ramona e Philip querem castigar a mãe e não os filhos.

— E o mais estranho é que mesmo Jason sendo terapeuta das meninas e tendo acesso a elas, ele não abusava delas — completou JJ.

— Já trabalhamos com hipótese de Bello se identificar com as meninas e não permitir tal ato — retrucou Rossi.

— Jason conviveu com as meninas desde os 11 anos, mas esperou ela completar 18 para se declarar — raciocinou Morgan.

— Ele queria está confiante para se declarar — retrucou JJ.

— Chego a pensar que o interesse de Cutt não seja “carnal” pelas garotas, seja outro tipo de interesse — disse Morgan.

— Mas ele se declarou para Wendy e tentou agarrá-la — falou JJ.

— Só que ele não faz o que se espera de um perseguidor “normal” — retrucou Morgan — outro já teria matado Wendy pela rejeição que sofreu.

Os três ficaram pensativos e um silêncio formou-se no ambiente.

— Desde quando Jason e Philip se conhecem? — perguntou Rossi.

— Não sabemos ainda, vou ligar para Garcia — respondeu Morgan.

— Eu vou para onde Hotch — disse JJ — com certeza a imprensa já deve estar lá.

— Acho que também vou, afinal, vou ser mais útil lá do que aqui esperando o advogado dele — falou Rossi.

— Então vamos todos — completou Morgan — ligo para Garcia no caminho.

***

Emily caminhava devagar, como se pisasse em ovos, temendo ser pega de surpresa. Ela entrou no corredor que dava acesso aos banheiros e continuava andando devagar e atenta.

— Aqui, Prentiss — ouviu-se uma voz feminina, era Ramona.

Emily seguiu a voz que vinha do final do corredor, ela ainda caminhava temorosa, assim que chegou no final do corredor, na porta banheiro feminino estavam Jason Cutt e Ramona Bello. Esta última apontava a arma, enquanto Jason simplesmente a encarava.

— Cadê minha filha? — perguntou Emily olhando para os lados e não vendo nem sinal dela e nem de Reid, somente uma poça de sangue.

— Tudo ao seu tempo, mamãe — ironizou Bello.

— Eu quero ver Wendy agora.

— Tem certeza que vai aguentar ver o que fizemos com ela? — perguntou Jason Cutt.

***

Dentro do carro indo para o banco de Miami com JJ e Rossi, Morga ligou para Garcia.

— Hey, cara de boneca, pronta para fazer uma mágica para mim?

— Só se você me falar coisas pervertidas.

— Amor, você está no viva-voz...

— Estraga prazer — disse Garcia reclamando — pois me desafie, meu bolo de chocolate.

Morgan ri junto com JJ e Rossi.

— O que pode nos falar sobre Jason Cutt? — perguntou Morgan.

— É só isso que quer saber? Não preciso usar meus superpoderes para isso. Vamos lá — disse digitando a pesquisa no computador — 46 anos, ele é formado em psicologia e psiquiatria pela Universidade da Califórnia, é um garoto gênio, tem aptidões em matemática, química e física. Foi embora para Londres em 2008 para fazer doutorado em física na Universidade de Londres.

— E qual a relação dele com Philip Froster? — perguntou JJ.

— Os dois estudaram na Universidade da Califórnia, mas não faziam o mesmo curso, não participavam das mesmas atividades... não tem nada que una os dois — respondeu Penélope.

— Obrigada, amor — falou Morgan.

— Vou continuar pesquisando. Depois eu quero meu pagamento — disse Garcia desligando o telefone.

Os três ficaram em silêncio.

— Gente, tem uma coisa que a gente não deu a devida atenção ainda — disse JJ.

— O que foi? — perguntou Morgan.

— A bomba — retrucou JJ.

— Mas fizemos uma pesquisa minuciosa e não acham nenhuma assinatura dos bombardeiros que se tem conhecimento — respondeu Rossi — quem fez essa bomba com certeza foi a primeira.

— Pelas habilidades, com certeza foi Jason — disse Morgan — talvez por isso Ramona e Philip o mantenha por perto, para usar suas habilidades.

— O próprio Hotch nos disse que Philip esconde bem suas micro expressões — falou Rossi — quem sabe Jason é quem tenha ensinado isso a ele.

— E Jason é submisso aos dois — completou Morgan — mas como Ramona e Philip o mantém sob controle?

— Froster tem ódio pelo pai e Bello tem ódio pela mãe e buscam vingança — disse JJ — mas por que Cutt entraria nisso?

— Froster e Bello passam 7 anos abusando psicologicamente de mãe e filha — completou Rossi — Cutt abusa psicologicamente da paciente.

— Será se Cutt sofreu abusos de algum psicólogo? — indagou JJ — quem sabe não é o abuso que una os três.

— Vou ligar para Garcia de novo.

Morgan pegou novamente o celular e ligou para Garcia.

— Fale com sua Rainha, reles mortal.

— Amor, preciso de outra informação.

— Pode falar.

— Jason Cutt fez terapia em algum momento da vida?

— Humm... vejamos — disse digitando a pesquisa — sim, ele foi tomado da mãe pelo conselho tutelar em 1975, quando tinha 6 anos, sob alegação de sofrer muita violência física. Ele foi levado a um orfanato, mas nunca conseguiu se adaptar a nenhuma família. Quando completou 12 anos começou a fazer terapia com Joseph Dixon... opa!

— O que foi, Garcia? — quis saber JJ.

— Joseph Dixon foi preso em 28 de março de 2008 por estupro de um garoto de 15 anos. Depois da prisão apareceram várias outras denúncias.

— A data coincide com o fim do período das mortes do assassino da moeda — comentou JJ.

— Quando a justiça foi feita, as mortes cessaram — completou Rossi.

— Tem muita ponta solta nessa história — disse JJ — precisamos analisar com muita calma.

— Tem mais um detalhe que vocês não me deixaram falar — disse Garcia.

— Pois fala, amor — falou Morgan.

— Joseph Dixon foi assassinado na cadeia há cinco dias — respondeu Penélope.

— Então é isso, a morte de Dixon é o gatilho que faltava — disse JJ — eles vão matar Wendy e depois vão começar a matança de novo.

— Mas por que irem para o banco? — perguntou Morgan.

— Tem alguma coisa lá que eles querem muito — respondeu Rossi — só precisamos descobrir o que.

***

Dentro do banheiro feminino do banco de Miami. Wendy estava com as duas mãos amarradas para cima, com uma corda que estava presa nas saídas de ar juntamente com o dispositivo que ativava a bomba. A garota tinha que ficar nas pontas dos pés, pois se apoiasse os pés no chão, o dispositivo ativaria a bomba e ela explodiria. Reid estava no chão, mas não conseguia sair do lugar, ele ainda estancava o sangue.

— Spencer, eu não estou aguentando mais — disse Wendy chorando — eu não vou aguentar, meus pés não aguentam.

— Aguenta sim, Wendy — falava ele — não deixe a dor dominar sua mente.

— Você deveria tentar fugir para não explodir junto comigo.

— Eu não vou sair daqui... eu vou ficar com você até tudo se resolver.

— Mas se ficar comigo vai morrer, pois é só uma questão de tempo até eu cair e ativar a bomba. Nem respirar direito eu estou conseguindo.

— Desacelera a respiração — disse Reid — respire devagar.

Wendy fez conforme orientações de Reid.

— Agora não se preocupe com a dor ou com a dormência. Você é uma atleta, tem condições físicas para aguentar. Só precisa treinar sua mente para não pensar na dor.

— E como eu faço isso?

— Tente pensar em coisas que te fazem bem...

— O que por exemplo? — perguntou Wendy.

— Qual sua banda favorita?

— Ah... The Beatles — respondeu Wendy tentando não pensar na dor.

— Por que ao mesmo tempo que me surpreende, eu não fico surpreso.

— O que? — perguntou a garota confusa.

— Me surpreende você tendo apenas 18 anos e ter como sua banda favorita, The Beatles, mas quando lembro de quem você filha, tudo começa a fazer sentido.

— Meus pais curtem rock and roll, aquele classic metal. Apesar de que na adolescência, minha mãe curtia mais um hard rock. E você? De que estilo música gosta?

— Eu gosto de música clássica... Beethoven e Mozart são meus favoritos.

— Não sei porque, isso não surpreende — disse Wendy rindo e fazendo uma pausa — obrigada, Spencer.

— Pelo que?

— Por não ter me deixado desistir.

***

Sophie Carmine já estava em frente ao Banco de Miami junto com seu cinegrafista, fazendo os últimos preparativos para entrar ao vivo.

“Boa tarde, senhores telespectores. Falamos de frente ao Banco de Miami, onde estão sendo feitos reféns um agente da Unidade de Análise Comportamental do FBI, Doutor Spencer Reid e a jogadora de vôlei e aluna da Universidade George Washington, Wendy Prentiss Hotchner. Sim, senhores telespectores, esta última é a filha da tenente da Interpol em Londres, Emily Prentiss e do agente do FBI, Aaron Hotchner. Sendo que Hotchner ainda é chefe da Unidade Análise Comportamental, lida com psicopatas diariamente e não viu o psicopata que estava debaixo do seu nariz. Falo isso, pois soube de fontes confiáveis que o sequestrador e assassino da moeda é Jason Cutt, terapeuta da menina Wendy. O terapeuta estava longe dos Estados Unidos há 7 anos, mesmo tempo em que o assassino da moeda está sem agir...”

— Para essa gravação — gritou Elle com vontade de tomar o microfone da repórter.

Sophie olhou para Elle com ar de superioridade, mas a agente não se deixou intimidar.

— Por sua culpa, a filha de um dos nossos agentes e outro membro da equipe estão em perigo — voltou a gritar Elle.

— Olha, eu não tenho culpa — disse Sophie — eu só presto informações para o povo.

— Aterroriza, você quer dizer, né? — retrucou Elle.

— Vamos parar com isso — disse JJ que havia acabado chegar e se colocou na frente de Elle.

— Você não viu o que ela fez? — esbravejou Elle.

— Vi sim — respondeu JJ calmamente — mas discutir com ela não adianta, você só vai entrar no joguinho dela e é isso que ela quer. Deixa que eu resolvo isso.

Elle saiu morrendo de raiva, mas deixou JJ e Sophie sozinhas.

— Obrigada, agente Jareau. Você me entende, né?

— Entendo sim — ironizou JJ — entendo a sua necessidade de atenção.

— Atenção? Eu faço jornalismo.

— Não, Carmine. Você faz sensacionalismo barato e dos piores que já vi. Se você não tivesse colocado aquela notícia no ar hoje pela manhã, nós já teríamos conseguido salvar Wendy. Mas quando você “deu a notícia”, os bandidos também foram avisados de toda estratégia que havíamos feito para salvar a garota e agora além da garota como refém, eles tem outro agente.

— Não foi proposital. Eu só queria dar uma notícia com exclusividade...

— Carmine, torça para que todos saiam sãos e salvos hoje, senão eu não queria ser você — disse JJ dando as costas e deixando a repórter preocupada.

***

— Eu quero ver a minha filha — insistiu Emily.

Jason abriu a porta do banheiro, Emily correu e viu a filha amarrada e correu para querer soltá-la.

— Não, mãe — gritou Wendy — se me soltar, a bomba vai ser ativada.

— O que? — perguntou Emily incrédula olhando para trás e vendo Jason e Ramona — se você queria que eu reconhecesse o fracasso que fui como mãe, eu reconheço, mas por favor não faça mal a minha filha.

— Um pouco tarde para se preocupar com ela, não acha? — ironizou Ramona.

Notas finais
O embate que todos esperavam vai ficar para o próximo capítulo, que será o último. Mas estou estudando a possibilidade de fazer um capítulo bônus, baseado somente no casal mais lindo e fofo de CM, sem casos e nem nada. O que vocês acham? Só uma pergunta para as meninas que acompanham as notícias da série: é verdade que com a saída do Morgan, a Emily retornará na próxima temporada no lugar dele? Eu vi o pessoal comentando no facebook, mas não achei notícias a respeito. Então quem puder me responda ou nos comentários ou por MP. Se for verdade e eu não vou postar é por que morri de tanta emoção rs rs rs rs rs. Estão avisadas. Beijão e tentarei postar o último capítulo o mais breve possível (vou tentar postar no feriado, mas não é certeza).