Notas iniciais
Conforme prometido, capítulo sendo postado. Obrigada a todas as meninas que leram e comentaram. Agradeço de verdade. Bem, nessa fanfic eu trouxe a Elle, que eu amo de paixão. Eu comecei a assistir CM da primeira temporada, por isso a Elle é tão importante para mim. A única coisa que gostei da saída dela foi o fato da Emily ter ocupado o lugar dela. O Gideon, para mim, é o personagem mais complexo que tem, por isso não o coloco nas minhas fanfic's apesar de amá-lo muito. Mas vamos ao que interessa, boa leitura!

Quantico (Virgínia), 10 de Agosto de 2015 (Segunda-feira).

— A minha filha — lamentou Hotch passando as mãos no rosto em desespero — tem mais alguma informação?

— Se tiverem, eles não vão divulgar para a imprensa.

— Tem razão — concordou Hotch — verifique quem é o detetive, xerife, delegado ou qualquer um que seja responsável pela investigação para que eu entre em contato.

— É para já.

***

— O que deu em Hotch? — perguntou Morgan — eu nunca o vi assim.

— Será se seria uma boa ideia irmos lá perguntar? — indagou Elle.

— Mas quem tem coragem de ir? — perguntou Reid — se ele quisesse que soubéssemos teria nos chamado.

— Eu vou — falou JJ decidida — vocês fiquem aqui que eu volto para dar notícias.

— Vai lá — disse Morgan — boa sorte — Morgan ficou olhando JJ indo em direção a sala de Garcia, depois olhou para Elle e Reid — eu vou pegar um café. Alguém quer café?

— Eu quero — respondeu Elle.

— Eu não, obrigado — falou Reid.

Morgan saiu deixando Reid e Elle sozinhos. Ela estava bem à vontade, se sentou colocando as pernas sobre a mesa e declinando na cadeira. Ela esfolheava um livro, enquanto Rei ficou observando como se quisesse perguntar alguma coisa, porém não tivesse coragem. Após longos segundos olhando ela, ele criou coragem.

— Elle — chamou Reid fazendo com que ela colocasse o livro sobre a mesa e ajeitasse a postura na cadeira e o encarasse.

— Pois não — respondeu prontamente ela.

— Você acha que eu não arrumo namorada por causa disso que o Morgan disse?

— Já chamou alguém para sair? — perguntou ela o encarando.

— Não.

— Então é por isso que não arruma namorada — respondeu ela na lata, deixando o colega de trabalho pensativo.

***

Hotch assim que conseguiu o contato do detetive responsável pelo caso, ele ligou imediatamente.

— Detetive Martin — disse assim que atendeu o telefone.

— Detetive Martin. Aqui é o agente especial do FBI Aaron Hotchner da Unidade de Análise Comportamental. Eu quero saber notícias sobre o desaparecimento da minha filha, Wendy Prentiss Hotchner.

— A garota desaparecida é sua filha? — perguntou Martin em tom de preocupação.

— Sim — respondeu Hotch preocupado sentindo a apreensão do detetive — aconteceu alguma coisa?

— É que foi muita coincidência você me contatar, pois já íamos contatar sua equipe.

— Por que?

— Foi encontrado uma moeda de 0,10 centavos de 1822 no lugar onde sua filha deveria estar. E você sabe bem o que isso quer dizer, não sabe?

Hotch ficou pensativo, tentando juntar as ideias.

— Sei sim. E em no máximo 1 hora estaremos ai, partiremos agora — falou Hotch desligando o telefone.

***

— Descobriu alguma coisa? — perguntou Morgan assim que JJ se aproximou.

— A filha de Hotch foi sequestrada na Califórnia — respondeu a loira.

— Mas ela não morava em Londres com a mãe — retrucou Elle colocando a xícara de café sobre a mesa.

— Era, mas voltou a morar nos Estados Unidos para fazer faculdade. Ela estava num campeonato de vôlei na Califórnia, estavam saindo do ginásio da Universidade Stanford depois de ganharem um jogo, mas esses detalhes nem Hotch sabe ao certo...

Hotch apareceu. JJ silenciou, enquanto os outros ficaram apreensivos.

— Vamos partir em cinco minutos — disse o chefe seriamente — os detalhes do caso vamos discutir no jatinho.

— Sim, senhor — respondeu em coro os quatro agentes.

— E o Rossi? — perguntou JJ.

— Já o avisei. Ele está vindo — Hotch respondeu de costas e seguiu o caminho.

***

Todos os agentes estavam no jatinho indo rumo a Califórnia, enquanto Hotch ficava preocupado, por mais que ele quisesse manter o autocontrole, estava ficando difícil naquele momento. Elle e Reid estavam do lado esquerdo com JJ e Morgan na frente dos dois. Hotch e Rossi ficaram do lado direito frente a frente.

— Então o assassino da moeda voltou? — indagou Morgan.

— O assassino da moeda é serial killer responsável pela morte de 27 mulheres ao longo de quase dez anos, de 1999 a 2008 para ser mais preciso. Durante 48 horas, ele escolhia como as vítimas seriam torturados usando o famoso “cara ou coroa” ... choque elétricos, fazer as vítimas se automutilarem, sem contar a tortura psicológica de deixar suas vítimas sem comer ou dormir...

Hotch que estava sentado bem largado na poltrona, levou as mãos ao rosto em desespero ao ouvir Reid falar. Rossi deu o sinal para que ele se calasse, o garoto logo entendeu o recado.

— E por que se arriscar sequestrando a filha de um agente do FBI com uma tenente da Interpol? — perguntou Elle.

— Talvez ele não saiba quem ela seja — completou Reid.

— Mas com 22 meninas no micro ônibus, por que Wendy? — retrucou Elle.

— Ele ficou sete anos sem agir — falou JJ — o que o fez parar? E o que fez voltar?

— Sem pistas, um perfil incompleto e menos de 48 horas para achar minha filha — se desesperou Hotch.

— Nós vamos achá-la, Aaron — disse Rossi.

— Espero, eu espero — falou Hotch.

— Morgan e Reid vão para o local do sequestro — falou Rossi tomando a frente da investigação — JJ tente articular com a imprensa para que não seja divulgado que Wendy é filha de um agente do FBI com uma tenente da Interpol, pois se o assassino não souber e vier a descobrir, ele pode querer se livrar dela o mais rápido possível. Elle você vem comigo no hospital para interrogarmos as garotas. Hotch fique na delegacia e aguarde informações.

— Eu não vou ficar parado enquanto minha filha fica nas mãos de um assassino.

— Aaron, você sabe que não pode se envolver na investigação, mas pode acompanhá-la. Eu vou te deixar a par de tudo que descobrirmos, mas por favor, deixe tudo com a gente.

Hotch ficou calado como se concordasse com o que Rossi falou.

***

Wendy acordava meio tonta, sua visão estava turva e parecia que tudo a sua volta girava. Ela tentava se levantar, mas parecia que alguma coisa a puxava de volta para o chão, Wendy tentava a todo custo ficar em pé, mas sempre cambaleava e ora caia no chão ora se apoiava na parede. A garota estava numa cela escura, levantou-se e foi até as grades e começou a gritar:

— Socorro — tentava gritar na esperança de alguém ouvi-la enquanto sacudia as grades com as poucas forças que lhe restavam. Wendy ficava cada vez mais desesperada e sacudia com mais força e gritava mais alto, apesar de a voz quase não sair.

— CALA A BOCA — gritou um homem, mas que mal Wendy conseguiu ver o rosto, já que estava bem escuro e tudo a sua volta continuava girando. Ela só conseguia ver as calças brancas encardidas, mas a luz baixa e o fato de estar tonta, a impedia de vê-lo da cintura para cima.

— O que você quer comigo? — perguntou Wendy ainda sacudindo as grades e quase sem forças.

— Se não ficar quietinha, vou estourar seus miolos — ele falou se aproximando puxando ela pelo casaco, colocando seu corpo contra as grades e apontando a arma para cabeça da garota. Foi quando ela finalmente pode ver o rosto dele, mesmo estando com a visão turva.

— Você? — perguntou Wendy reconhecendo quem estava a sua frente.

***

Palo Alto (Califórnia), 10 de Agosto de 2015 (Segunda-feira).

Reid e Morgan chegaram ao local do acidente, era uma estrada que ligava a cidade de Palo Alto a cidade de São Francisco, ambas do Estado da Califórnia. O ônibus ainda estava revirado, pois os peritos ainda analisavam.

— A garota estava sentada no penúltimo banco, enquanto as outras ficaram concentradas na frente. Por que ela ficou isolada? — indagou Morgan.

— Pelo que pude ler dos depoimentos que a polícia local nos deu, ouve um pequeno desentendimento entre Wendy e a levantadora titular, Dana Chelsea, já que ela não se conformou do fato da filha do Hotch ter tomado a titularidade dela no jogo de mais cedo — respondeu Reid.

— E Dana Chelsea ficou junto com as outras meninas? — perguntou Morgan.

— Não, ela ficou na fileira do lado, também no fundo, mas na última poltrona — respondeu Reid.

— Então ela pode ter visto alguma coisa — concluiu Morgan.

— Você tem razão, ela só teve escoriações leve, não perdeu a consciência, com certeza deve ter visto algo. Vou ligar para o Rossi — falou Reid pegando o celular.

***

Hotch estava na delegacia andava de um lado para o outro à espera de notícias, e cada segundo sua paciência ia diminuindo e o desespero tomava conta. A delegacia era agitada e toda hora chegava alguém para fazer alguma ocorrência, então ele se sentou na sala de espera. Ele estava pensativo e triste, porém quando olhou para a porta da delegacia, logo viu Emily. Ela parecia perdida, olhava apreensiva de um lado para o outro como se procurasse algo ou alguém.

Apesar da situação de desespero que o agente se encontrava, ele não pode conter a emoção ao reencontrar a ex-esposa. Ela continuava linda, na verdade o tempo só fez bem a ela. Hotch levantou-se lentamente fitando o tempo todo seus olhos nela. Emily continuava olhando de um lado para o outro como se procurasse alguém, até que seus olhos encontraram os de Hotch. Ela sentiu um frio na barriga que a consumiu, Prentiss não imaginava que pudesse sentir isso após 10 anos sem ver o ex-marido.

Eles ficaram se olhando por longos minutos de longe e não puderam conter a emoção. Os dois ficaram sem ação, até que Emily correu já não conseguindo conter as lágrimas e o abraçou fortemente. Ele fechou os olhos como se quisesse aproveitar esse momento, sentir o cheiro dela, tê-la tão perto como há tempos não tinha o fez sentir uma emoção fora do comum.

Notas finais
Como eu falei no capítulo passado, todos os dias eu vou postar capítulo, são somente 10. Mas só os três primeiro são curtinho. Obrigada, fiquem à vontade para comentarem. Beijos e até amanhã!