Onde Está Meu Coração

5 Capítulo 5 - dois lados de um coração


Notas iniciais
Um big agradecimento mais que especial à duas pessoas: À minha beta querida Aki Nara minha mais nova amiga, que está me fazendo o favor de me betar e não deixar que eu deixe minha historia confusa. ^^, tentei dar um geito no que vc não entendeu Aki desculpe não devolver pra você dar uma olhada mas eu estava anciosa. E à minha queridíssima amiga Tina granger por me apresentar ao nyah!! como eu disse é vicio por vicio, eu viciei ela em naruto ela me viciou em nyah. aqui se faz aqui se paga! e outro agradecimento as 31 pessoas que já passaram pela fic e que não comentaram. Espero que vocês só esteja com preguiça de comentar, mesmo assim obrigada pela visita sintam-se a vontade, a casa é de todos.^^ boa leitura.

Capítulo 5 — dois lados de um coração

A noite estava estrelada e sem luar, a fogueira que os Maiko acenderam no meio do acampamento estava diminuindo enquanto a madeira virava brasa e cinza, e, era assim que Kikio se sentia nos últimos dias. Aos poucos toda aquela ânsia estava diminuindo, Sasuke já não povoava mais seus sonhos e aos poucos a impressão marcante que Neji havia deixado em sua memória se tornava cada vez mais nítida e viva. Eram constantes às vezes em que se pegava tentando achar, alguma lembrança de quando era mais nova, quando passava boa parte de seu tempo no clã Hyuuga com Hinata. O engraçado era que apesar desse clã ser bastante fechado, nunca se incomodaram com sua presença lá. Então, começaram a vir aos poucos, fleches de memória em que via Neji treinando com Hiashi-sama enquanto ela e Hinata vinham servir chá para eles, só paravam de treinar quando saiam. Talvez, para que elas não ouvissem os detalhes do treino, as coisas em que deveriam se dedicar mais outros pontos. Fora isso nunca um olhar, mais demorado, nenhuma palavra. Nada. Ela havia se recolhido para sua barraca, quando Suishirou entrou de supetão com Kazoku atracado em sua mão.

— Vocês não estão pensando em fugir não é? – olhou os olhos aflitos da irmã. – Se for... não me digam! – tapou os ouvidos.

— Vem com a gente!- Ela estava sussurrando aflita.

— O quê...? O que foi?

— Não faz tanta pergunta e vem depressa!

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Neji havia ido e voltado da missão extremamente calado. Até seus colegas já acostumados com as poucas palavras dele estavam estranhando. Lee passou todo o caminho de volta encarando o rosto distante do amigo, depois olhava para Tenten fazendo gestos nada discretos apontando o amigo. Tenten por sua vez simplesmente erguia os ombros e balançava a cabeça para mostrar que não sabia de nada.

— Neji...

— Demoramos muito nessa missão. Algo simples como capturar um ninja mercenário, não deveria durar mais de três dias.

Os amigos se encararam espantados, Tenten retrucou meio perplexa.

— Ei! Mas ele não era qualquer mercenário, Neji! Era um dos Sete Espadachins da vila da Névoa e um dos mais fortes!

— Mesmo assim demoramos três dias a mais do que era necessário.

— Eu sábia que era isso! Neji tem razão Tenten! Vou preparar um novo circuito de treinamentos intensivos para nós a partir de amanhã e da próxima vez vamos terminar qualquer missão, até a mais difícil e penosa, na metade do tempo! UHWOOO!!! – Lee já estava com os olhos brilhantes como fogo.

—ÓTIMO! Seis dias calado Neji, e você tinha que me abrir essa boca agora e me fazer esse estrago? – Tenten resmungou apontando para um Lee muito ouriçado com a ideia de treinos intensivos – Qual é o seu problema esses...?

— Também acho que cometemos muitos erros e... –continuou Neji

— CHEGA!! Tudo bem! Já entendi! Cala a boca Lee! – cortou o entusiasmo do outro colega já no auge, depois voltou-se para o Jounin – Não me meto mais Neji. Só achei que seus colegas de longa data deveriam ter uma explicação para ter que aguentar o seu mal humor. – Tenten fechou a cara mais ainda e não falou mais com nenhum dos dois até chegar em Konoha.

Eles foram direto para o gabinete da Hokage entregar o relatório. Lá, Neji esperava ter um momento a sós com ela, mas foram dispensados em seguida por Tsunate estar muito ocupada preparando outras ordens para um novo grupo. Assim, quando caminhavam nos corredores seguindo para fora do prédio, Neji se deparou com Shizune carregando uma pilha de documentos quase tão grande quanto ela.

— Vejo vocês depois! – se despediu dos colegas e correu para pegar mais que a metade da pilha de papéis das mãos dela. Como ele e Shizune estavam fazendo um trabalho burocrático e os amigos sabiam que para Neji o trabalho vinha a cima de tudo, eles não deram muita importância e sairam porta a fora para o devido descanso. Shizune agradeceu e sorriu lhe adiantando logo a informação que ele queria.

— Ela partiu a três dias, deu uma olhada nas terras Maiko e passou uma parte do tempo visitando conhecidos.

— Hum... obrigado pela informação.

A aparente falta de interesse nos modos de Neji não a fez se enganar. Sabia que era exatamente aquilo que ele queria saber. Ele perguntou se ela precisava de mais ajuda.

— De maneira nenhuma Neji, é seu dia de folga! Faça o que tiver que fazer lá fora – e o empurrou para fora do escritório.

Neji seguiu direto para casa esperando encontrar uma certa pessoa por lá, mas só havia Hanabi na varanda, escrevendo em pergaminhos para recepcioná-lo.

— Hanabi-sama, Hinata-sama ja voltou da missão?

— Ainda não – ela não parou para encará-lo. – Vai começar a treiná-la de novo não é? Não se preocupe ela volta logo.- Neji se dirigia para seus aposentos quando ela falou. _ Ah! Você se lembra de uma amiga da Hinata que vivia por aqui? A Maiko? Ela veio aqui – ele parou voltando-se para Hanabi.

— Ela veio aqui?

— Não exatamente aqui no clã, ela esteve em Konoha. Eu a encontrei conversando com Nara Shikamaru e os parceiros dele. – disse quase falando para si mesma. Ela levantou a cabeça e estranhou ver seu primo ainda ali a um pouco mais de um metro de distância parado olhando para o nada. _ Que foi? Algum problema? — Ela viu Neji fechar os olhos balançando a cabeça.

— Só estou indisposto. — Ele saiu sem maiores explicações indo direto para o seu quarto.

Ainda não entendera como não havia sofrido sérios danos naquela missão, devia ser um shinobi muito bom mesmo, por que não estava concentrado em seu trabalho nem um décimo do que deveria. Sentiu-se mal por fazer seus colegas pagarem aquele circuito de treinamentos do Lee, se alguém era culpado de algum atraso esse alguém era ele, mas nem Kami-sama faria ele confessar o porquê de tamanha dispersão. Mas se aqueles dias serviram para alguma coisa, foram para lhe enfiar mais uma pulga atrás da orelha, por que não conseguia achar outro motivo plausível para ela estar lá além de um. Sasuke. Nunca estiveram tão próximos de capturá-lo como agora. E se foi esse o motivo, o clã dela nunca a mandaria sozinha para buscar informações. Ela veio por conta própria. Que sentimentos ela ainda nutria por ele? Por que ela o estaria procurando agora? Que chances ele teria nessa história dentro de um casamento arranjado quando mal se conheciam? Pelo menos ela não o conhecia.

A porta do seu quarto se abriu de supetão pegando-o de surpresa. Uma de suas primas entrou em seu quarto com uma vassoura na mão e o olhou espantada.

— Desculpe, não sabia que você havia voltado. Vim arrumar seu quarto.

— Não tem problema Sayuri-san, depois eu mesmo faço isso.

— Certo! Então... – ela sorriu deixando a vassoura encostada e foi se sentar junto dele à porta da varanda de frente para a fonte. _ O que você tem? Pensei que estaria mais animado por ver a noiva antes do combinado. Ela não é tão bonita quanto todos falam? – Neji a fitou de soslaio mas voltou a dar atenção à fonte. – Não é esse o problema, então. Ela o destratou?

— Não. – respondeu de pronto.

—Neji-san, dê uma chance para a moça, vocês não se conhecem direito ainda e...

— Sayuri-san... Hinata-sama me contou que os Hyuuga têm uma divida de honra para com os Maiko. Ela disse que se tivesse idade o suficiente quando Maiko Kyo fez 18 anos, ela mesma o teria desposado, mas como não foi possível, ao invés disso pediram um marido Hyuuga para uma de suas irmãs. Suishirou e Kikio são as que ainda não casaram, mas Suishirou foi prometida a alguém do seu clã e casaria daqui a alguns meses e dois anos depois sua irmã mais nova. Mas ouve uma mudança de planos um tempo atrás entre Maiko Kyouya e Hiashi-sama. O lider do clã Maiko queria que Hiashi-sama lhe apresentasse alguém com idade para se casar com sua filha caçula a três meses... Hinata-sama estava no recinto e imediatamente indicou meu nome.

— Mas você só terá dezoito anos daqui a um ano e meio...

— E se ela por uma brincadeira do destino, não tivesse ido deixar um chá para o pai, meu nome não seria sequer cogitado.

Neji não olhou para ela desde que começara o relato mas Sayuri conhecia seu primo demais pra saber o porquê. Haviam emoções demais naquele que parecia ser um simples relato dos fatos. Neji estava desabafando da maneira que ele sabia.

— Eu não sei qual foi o argumento que Hinata-sama usou para convencer Kyouya-sama a entregar sua filha mais nova a um garoto quase tão inexperiente e imaturo quanto ela... mas você percebe o tamanho da divida que eu tenho com Hinata-sama e mais ainda com o destino? Eu não teria outra chance igual, Sayuri-san. E logo eu que nunca acreditei em reviravoltas como essa...

— Neji-san – Sayuri sentiu seu coração aliviado por não haver um pingo de ironia em tudo o que ele disse, mas algo ainda não estava certo. – Se é assim que se sente, então o que o aflige?

Ele não respondeu. Aparentemente havia limite para tudo e aquele era o de Neji. Demonstrar receio, medo ou dúvidas não era de seu feitio, pensou Sayuri e seguiu sua intuição.

— Sabe Neji-san, como você acha que o clã Maiko, que não tem nenhuma habilidade especial, que nem mesmo era um clã ninja antes de se unir a Konoha, conseguiu tão boas alianças de diferentes clãs em diferentes vilas e países? Por que um clã como o deles, tão diferente, estaria tão ligado ao nosso a ponto de cogitar-se entregar a filha-mor do clã para um deles? Eles possuem uma sabedoria profunda. Aprenderam a se doar aos seus sem pedir nada em troca. O clã não luta para ser o melhor que há no mundo ninja. Eles lutam por cada irmão, cada tio, primo, sobrinho, amigos e companheiros. E isso é passado de geração a geração, então acredite quando eu digo que não haverá ninguém que faça mais por você do que essa moça. Você realmente tem muito a agradecer ao destino.

— Sim, e ela faria mesmo por Uchiha Sasuke se eles ainda fossem se casar, não faria? – sua voz era amarga.

— Não se atormente com isso, Neji-san, não tem propósito. Tenho certeza de que ela cuidará, apoiará e amará você. Não é o suficiente?

Neji pela primeira vez voltou-se para Sayuri e viu tamanha verdade naqueles olhos perolados que não houve mais como duvidar de nada. E finalmente depois de dias sentiu-se feliz como no dia em que aceitou a proposta.

— Arigato, Sayruri-san – e sorriu para a prima que retribuiu o sorriso se levantou e foi embora.

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Suishirou e Kazoku estavam levando Kikio para o local mais isolado da clareira, lá seu clã havia descoberto uma gruta onde o pequeno riacho nascia, era um corredor comprido de teto alto mas muito perigoso, cheio de estalactites e a infiltração da água faziam-nas muito frágeis e fáceis de desmoronar. Portanto, ninguém se arriscava a entrar nela.

— Vocês são loucos, olha nada que tenha aí vale a minha vida! – deu meia volta.

— Larga a mão de ser medrosa, Kikio-chan. – Suishirou desviou-a de volta. – E não tire conclusões precipitadas.

Essas palavras fizeram Kikio se alarmar mas não podia fazer mais perguntas por que Kazoku e Suishirou a puxaram para dentro da caverna formando uma corrente. Entraram na gruta devagar e silenciosamente, estava muito escuro, mas Kikio sempre teve a visão mais apurada que qualquer pessoa e notou que não havia mais nada, nem ninguém lá. Então, percebeu no lado mais escuro da gruta uma abertura na parede, estreita e baixa, seu cunhado apalpava a parede tentando encontrá-la, quando o fez passou por ela, com Suishirou ainda segura em sua mão, puxou-a para a abertura tomando cuidado para que a prometida não batesse com a cabeça na entrada baixa e teve o mesmo cuidado com Kikio em sua vez. Ela ficou abismada. Eles haviam passado por outro corredor e então entrado em uma galeria 10 vezes maior que a gruta, que possuía uma abertura no centro de onde entrava a luz e podia se ver as estrelas. Havia um pequeno ponto iluminado protegido por outra parede de pedra, parecia ser luz de uma ou duas tochas. Lá, três pessoas se encontravam escorados na pedra úmida e fria, sujas e machucadas, pareciam saídas de uma batalha. Uma moça de óculos quebrados, com cabelos negros, revoltos e espetados. Um rapaz grande parecia ser pelo menos duas cabeças mais alto que kazoku usava apenas calças flageladas, o dorso largo, musculoso e nu, cheio de hematomas e arranhões. E um garoto estranho que tinha olhos aguados e vidrados como os de um peixe porem com dentes parecidos com os de um tubarão, seu sorriso para os visitantes era mais de ameaça do que cortesia, aliás todos olhavam as meninas de maneira desafiadora. Não eram de Konoha e não pareciam com ninguém que já tivesse encontrado antes.

— Ei, Grande! Você não disse que traria platéia — disse o cara de peixe fitando as meninas de maneira desconcertante. — Disse que traria algo para ajudar. Algo, não alguém, e muito menos algumas...

— Não se estresse sr. Karpa, minha família não tem motivos para passar vocês para trás, pelo contrario.

Kikio não entendera ainda o que eles faziam aqui, se eram conhecidos de Kazoku ou por que ele ainda não os tinha levado ao acampamento. Ele sabia que eles seriam bem recebidos seja lá quem fossem.

— De onde eles vieram? – tentou sondar a situação.

— Não sei, mas trouxeram ele. – Kazoku, apontou sem olhar para um canto. Kikio mal podia sentir se havia chão abaixo de seus pés. Ficou algum tempo em choque sem saber se o que via era mesmo verdade antes de correr para ele com medo de que fosse uma ilusão, mas ao se abaixar ao seu lado e tocar seu rosto machucado, ele ergueu sua mão agarrando seu pulso num reflexo.

— Sasuke...

Notas finais
(N/A) Essa conversa com a Sayuri, Neji deveria ter com Hinata, mas ela estava emprestada pro Kishimoto, que estava usando ela de enfeite na missão da captura do Sasuke. Conseqüentemente ela esta em missão aqui também :P. Mas ficou melhor do que eu tinha em mente, mais fácil. Proximo cap - Encontros e lembranças. até a proxima!!