Onde Está Meu Coração
10 Capitulo 10 – O despertar.
Notas iniciais
Capitulo 10 – O despertar
— O que você está fazendo? – Neji arrancou a mão dela de seu queixo e tentou tira-la de seu colo, sem sucesso. Ela soltou seu punho da mão quente dele pra catar seu colarinho e fita-lo bem mais de perto.
— Deixa eu te deixar ciente só de uma coisinha, gênio. – mirou sua exasperação bem no fundo da alma dele sem nenhuma reserva. Podia até sentir o sangue borbulhando em suas veias enquanto confrontava aqueles olhos de água de sabão. – Os Maiko não são bagunça! Portanto fique sabendo que de agora em diante você é de minha total responsabilidade! – Apertou mais ainda as perna ao redor do quadril retesado do jounin — E pode se preparar...- Aproximou-se sussurrando em seu ouvido. – Por que vou estudar cada pequeno detalhe seu...
Sentiu as mãos do garoto como garras em seus antebraços fazendo pressão para afasta-la. Então o instinto a fez ser rápida. Atacou aquela boca insolente com a sua sem pestanejar, sem sequer pensar no que estava fazendo e pra sua total surpresa, ele correspondeu de imediato! As mãos que a seguravam já não eram para afastar e sim para mate-la perto! Viu-se presa a braços fortes e a mãos que a afagavam por todas as partes onde o seu cabelo tocava... nunca notou que ele fosse tão comprido... Sentiu a pressão das mãos dele em seu quadril fazendo-a ir mais de encontro a ele, enquanto sua língua era açoitada e devorada com avidez, fazendo–a esquecer de qualquer coisa... Seu corpo parecia ferro em uma caldeira e aos poucos sentiu-se amolecer, os punhos afrouxaram do colarinho dele e suas mãos desceram sem forças pela extensão do tórax, em direção a cintura dele e subindo por suas costas, fazendo com que agora sentisse o coração de Neji bater forte contra seu colo, num arranjo perfeito com o dela.
Neji com delicadeza segurou o rosto de Kikio com as mãos afastando-a milímetros de sua boca pra poder respirar — os dois arfando como se tivessem corrido uma maratona. — Ele tentava assentar os pensamentos alvoroçados, enquanto percorria o polegar pelas maças do rosto dela, dando a ele mesmo um pouco de autocontrole. E foi justamente aí que Neji, ouviu um murmurar dentro da barraca. Um de seus colegas estava acordando. “inferno!”
Ele enlaçou a cintura dela com um braço e sem conseguir se afastar ergueu os dois do chão. As pernas da menina ainda em volta dele foram descendo devagar pela extensão de suas coxas, até os dois estarem de pé um a frente do outro, ambos com expressões confusas e enevoadas.
“Kami-sama, o que foi isso?” – os dois pensaram
Um instante depois e Neji, não estava mais lá. E Kikio estava de costas para a barraca, confusa e atordoada. Sem a menor ideia de como aparentava está de pé.
Ouviu o som de Lee, bocejando e se espreguiçando. Puxou o cabelo de lado e virou-se para o colega na esperança de que a sonolência dele abafar-se qualquer sinal do que ocorreu alí minutos antes.
— Kikio-san? – Lee, pôs o dorso pra fora da barraca, esfregando um pouco os olhos, mesmo assim não consegui deixa-los muito abertos — Ouvi um barulho estranho, algum problema?
— Não, na verdade tudo muito tranquilo. – Kikio, ajeitou compulsivamente o cabelo meio zoneado.
—Por que está acordada? Vamos sair assim que o dia clarear. Ficar sem dormir é muito prejudicial.
—Verdade. Vou me deitar. – deu um suspiro profundo e tensionado. Ficou na esperança de ter parecido um bocejo. – Melhor você dormir também. Não se preocupe, está tudo em paz por aqui.
— Hay! Etto... – olhou em volta a procura de mais alguém. — Onde esta, Neji-san?
— Ele... deve... está... treinando? – murmurou sem olhar para o colega, analisando a ponta dos cabelos.
— WHOOOOWWW!!! – Lee ergueu-se saindo da barraca subitamente acordado, assustando Kikio. — Não é de se admirar vindo de um dos meus maiores rivais!!! Pra que lado ele foi?
— Pra lá. – Apontou espantada, uma direção qualquer, que foi imediatamente seguida por Lee. Sentindo-se meio culpada logo de cara, rezou pra ele não ir muito longe.
Lee, já estava caminhando alegremente na direção apontada quando parou de repente virando-se vagarosamente para encarar a menina.
—Kikio-san?
—Sim?
Ele lhe fez um profunda reverencia.
—Gomenasai. Por tê-la admirado desrespeitosamente. – disse extremamente sério e arrependido. — Não sou um homem honrado por tê-lo feito.
Kikio sorriu.
—Lee-san, — disse docemente, surpresa com seu comportamento. — estou profundamente honrada em ser admirada por pessoa tão nobre quanto você.
—Mas, Kikio-san... – Lee a encarou envergonhado só para voltar a reverencia-la — A nobreza de um homem é provada quando seu respeito vem muito a frente do seu desejo.
—Verdade. Mas a moral não é algo tão fácil de se adquirir como alguns fazem pensar. Exige força de vontade e vem com anos de prática. – deu alguns passos em direção ao chunin — E na verdade, são poucos os homens que realmente buscam essa face da nobreza, Lee-san. – pôs a mão no ombro do rapaz. — Fico feliz em estar diante de um dos que buscam.
Afastou-se um pouco para reverencia-lo.
—Aceito suas desculpas, Lee-san. Sei que tudo esteve além do seu controle.
—Kikio-san... – Lee voltou a encara-la com os olhos cheios d’agua e a voz embargada – ARIGATO GOZAIMASU!!! – reverenciou-a uma ultima vez, virou-se e saiu em disparada na direção apontada por ela minutos antes.
Kikio observou-o por alguns instantes antes de virar novamente para a barraca. Tenten a encarava, com os braços cruzados e uma sobrancelha erguida.
—Também perdeu o sono, Tenten? – perguntou candidamente, prevendo que não dormiria nem tão cedo.
—Quem consegue dormir com essa barulheira toda? – Tenten deu de ombros.
—Eu. – ergueu o indicador, num fio de esperança. — Indo dormir agora mesmo. – sorriu pra Tenten — Você vem?
Tenten apontou para a abertura da barraca como se a convidasse para entrar. Quando as duas estavam lá dentro, ela puxou um lanterna e a ligou bem na cara espantada de Kikio.
—Muito bem, mocinha, em fim sós. – Tenten riu maquiavelicamente. – Agora você vai me explicar com riqueza de detalhes, como foi que você chegou ao ponto de “formalizar” Neji como sendo sua, “total responsabilidade!”...
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Kikio teve que aturar por todo caminho de volta as risadinhas abafadas e olhares maldosos que Tenten lançava à ela e a Neji. Era constrangedor, mas ao mesmo tempo chegada a ser reconfortante saber que a amiga de seu prometido não estava com ciumes. Pelo contrário! Disse até estar aliviada! — “Já estava até vendo como daria a noticia à família dele, de que teriam que interdita-lo!” – disse Tenten, sem maiores explicações.
Mas o problema maior não era Tenten e sim Neji, que desde que voltou da fuga estrategicamente cabida após o ocorrido estava se comportando como se nada tivesse acontecido! Isso a chateava bastante mas por outro lado não saberia como reagiria se fosse o contrário. Nunca em sua vida tinha feito algo tão ousado! O que, em nome de Kami-sama, ele devia estar pensando dela?! – Quase infartava só de imaginar! — Só sabia que as palavras dele tinha tocado num ponto muito delicado dela. Não era assim que ele deveria estar sentindo com relação aos dois:
“...nada prende você à mim também.” – ele disse.
“... nada prende você a mim...”
Não era verdade. Negou isso de imediato no instante em que ouviu as palavras dele, bem no fundo do coração. Kikio via isso mais nitidamente agora. Não sabia como, nem quando, nem porquê, mas algo que valia muito mais que sua honra, havia nascido sem que ela notasse e despertou de imediato com as palavras dele.
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Os dias que se seguiram após o ocorrido não foram tão apaziguadores quanto pensava. Seu pai não veio junto ao resto do clã e não lhe mandou sequer uma mensagem por escrito desde a ultima vez que se encontraram e isso a martirizava. Sua irma shuishirou mal saia de sua cabana por mais que Kikio insistisse. Kozoku, havia partido à duas semanas e a previsão era que só voltaria em 6 meses. O futuro dos dois permanecia incerto. Utena voltou a casa dos sogros para cuidar de alguns compromissos com o clã do finado marido e Kyu estava totalmente atolado em tarefas e responsabilidades com o regresso da família a Konoha. Nenhum dos três lhe deu informação alguma sobre Sasuke. E ela não teve a menor coragem de confronta-los. Havia decidido não procurar mais sarna pra se coçar, não valia a pena. Neji tinha toda razão. Se Sasuke quisesse outra vida ele teria conseguido.
E chegou essa conclusão assim que Naruto, Sakura e os outros regressaram de mais uma tentativa de captura-lo. Frustados, machucados, abatidos... e ela entendia muito bem todos esses sentimentos...
Quanto ao noivado resolveu dar tempo ao tempo. Já havia dado o primeiro passo e esperava que Neji não demorasse com o seu. O próximo encontro oficial dos dois seria em uma cerimonia formal de corte nas terras Maiko, na frente de representantes dos dois clãs. Só esperava que ele não deixa-se para vê-la de ultima hora.
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Em um dia qualquer inusitadamente descobriu que todos os seus antigos colegas de academia mais chegados estavam de folga. Havia marcados com Hinata, Sakura, Ino, Tenten e outras meninas, um encontro num restaurante local. Estava bem animada pois fazia bastante tempo que não se inteirava das novidades de Konoha e todas pareciam bem ansiosas para atualiza-la. Assim pensava ela. No mesmo instante que se sentaram na mesa Tenten não se conteve mais.
—E então!? Como está o romance com Hyuuga Neji?
—NANIIIIIII!!!!!!!?????? – o coro foi ouvido de fora do restaurante.
—AAAhhh, Tenteeeen.... – Kikio escondeu o rosto nas mãos, desanimada.
—Como, em nome de Kami, você consegui essa façanha?! – perguntou Ino, quase em cima dela.
—De maneira bem ous-aaaaaii!!! – Tenten levou um puxão de cabelo, e um olhar atravessado de Kikio a sua frente.
— Kikio–sensei! Por favor nos repasse seus conhecimentos! – disse misuzu, prostrando-se ao lado da mesa — Você é a primeira que consegue um namorado de todas nós.
Kikio espantou-se ao ver a maioria anuindo. Menos Tenten que olhou para uma outra mesa displicentemente.
– Bom! O importante é que uma alma foi salva. – assentiu Tenten, com os braços cruzados — A sua. Por aturar aquele chato.
Kikio riu junto com as outras.
—Ah mais eu aturaria. Com todo respeito, Kikio-san, mas Neji-san é lindo de morrer! – disse, Aika.
—Não me diga. – disse Kikio só observando a menina animada demais pro proprio bem dela.
—Mas me agrada muito, kiba-kun! – retrucou, Aika meio sem graça pra disfarçar.
—Pois eu prefiro, Shino-san dezenas de vezes! –falou chiharu. – Mas ele é muito serio e isso me assusta, não tenho coragem.
—Shino-san é muito amável. – Falou Hinata num fio de voz. – Não deve ter medo de confronta-lo.
As meninas a olharam espantadas.
—Hinata-san parece ter muita afeição a ele. Acaso gosta dele? – Sakura a provocou mostrando o mindinho.
—N-na-não é nada disso! Shino-san é um colega, m-mu-muito querido! E...
—kkkkk, calma Hina-chan. – disse Kikio com uma mão delicada em seu ombro — Não gente, até onde eu sei a preferencia de Hinata é outra. E então? – deu uma piscadela pra menina. — já consegue se aproximar de Naruto sem desmaiar?
—hum? Como assim? –formou-se um borborinho. Se arrependeu no mesmo instante e quase se sentiu mal por sua amiga.
—Humm... agora que você falou... é verdade. –Sakura coçou o queixo analisando a hyuuga — Hinata-san sempre desmaia perto daquele, baka... Então quer dizer que... você... gosta dele?!
Hinata ficou mais vermelha que um pimentão.
—NANIIIIII?????!!!!!!! – um garçom assutado quase vira sua bandeija
—Shhhhhh!!! Caladas! A gente vai acabar sendo expulsa desse jeito! – disse Kikio tentando apaziguar a muvuca.
—Nossa Hinata-san, que mal gosto. – falou uma das meninas desdenhando.
—Você não vai manter essa opinião daqui a alguns anos. – retrucou, kikio com muita convicção. – Bom, eu não sei se posso realmente ajudar vocês. O que eu sei é que a oportunidade faz o ladrão. Se vocês não tiverem um momento com eles, não vão ter a menor chance de ...
—NANIIIIII!!!??????
As meninas olharam umas pras outras com cenho franzido. Não foram nenhuma delas dessa vez.
—De onde veio isso?
—Gente, vocês não vão nem acreditar – Falou Misuzu olhando pra uma mesa há alguns metros dalí.
Todas as meninas se amontoaram na entrada do box. Um grupo grande de meninos havia ocupado um outro box próximo dalí e kikio reconheceu a maioria eles... Parece que Neji, Lee, Naruto, Shikamaru, Shino, Kiba, Choji e um outro rapaz que ainda não lhe havia sido apresentada, tiveram a mesma ideia que elas. Kikio sorriu.
“hora, hora muitos coelhos... muitos cajados” – olhou para as meninas pondo todas de volta ao box para arquitetar um plano de emergência...
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