Onde Estás, Meu Dragão?
1 Capítulo 1 - O Desconhecido e A Viajante.
Notas iniciais
Então espero que gostem!
Capítulo betado pela diva da Luud-chan ♥
Te amo sua gatosa u.u

Cansada, continuava andando para chegar á, estava chovendo bastante e eu trajava apenas uma roupa de odalisca azul, que tinha sido a única peça que consegui no meio das minhas roupas, e coloquei uma capa preta por cima.
Eu havia fugido da minha casa para poder encontrar um dragão, ou algo semelhante a isso, pois desde pequena fui fascinada pelo grande poder que os dragões tinham.
Lia livros em minha biblioteca sobre a magia dos dragões, e a cada página que passava me sentia mais enfeitiçada por essa raça, num certo dia enquanto folheava as páginas encontrei algo realmente interessante; sobre os Dragons Slayers, pessoas que aprendiam a magia com os dragões. E eu realmente queria conhecer alguém assim e saber mais sobre eles, perguntar tudo sobre os dragões.
Sabia até que eles falavam com nós, os humanos, o que me deixou muito feliz e esperançosa, só não teria sorte se encontrasse o Acnologia. Pelo que eu soube, ele acabou com uma cidade inteira e não era muito amigável com os humanos, então, se ele me encontrasse, eu morreria, é claro.
Comecei a ficar com bastante frio, apertei a capa mais ainda, a chuva estava engrossando e eu ainda não estava tão perto da cidade, infelizmente eu não podia chamar mais o Horologium, pois o já tinha chamado alguns instantes atrás. Mas como ainda não sou uma maga de espíritos estelares muito boa, não podia mantê-lo por muito tempo.
Teria que continuar assim mesmo, não tem nada que posso fazer, andava cabisbaixa e sorrateiramente para que ninguém me reconhecesse pelas redondezas, fui avisada que tinha alguém parecido com um dragão em Magnólia. Por isso parti para lá, apenas peguei minhas economias secretamente e as guardei na parte dos meus seios.
Eu sabia que o caminho pelo qual estava indo, era o mais perigoso, estava me arriscando demais, e se me descobrissem? Eu não teria chances nem de explicar, meu estômago já estava embrulhando, não comi nada o dia inteiro, ainda por cima peguei o caminho mais longo, para quê?
Eu também não sei.
Entrei em uma floresta, que por sinal não era tão assustadora, o céu escuro e imenso não o deixava tenebroso, estava bem quente o que era bem estranho, deveria estar fazendo mais frio que antes. Já estava anoitecendo e tive uma visão bela do céu, as estrelas estavam fantásticas, tão brilhantes... E a lua? Eu não tinha nem o quê falar sobre ela, de tão bela.
Já havia me comparado com a lua várias e várias vezes, por motiveis fúteis às vezes, porém eu me considerava realmente a própria lua... Pois ela é solitária, assim como eu... Gosto de ver como ela consegue ser tão só... Mas mesmo assim conseguir brilhar na imensidão daquele céu azul escuro, o que é incrível em minha opinião.
Então, geralmente sempre me pergunto, será que um dia conseguirei ser como uma lua? Isso é algo que eu não sei, principalmente quando esse mundo está cheio de pessoas mais fantásticas que eu, que podem conseguir brilhar muito mais.
Tirei o pano que estava sobre minha cabeça e encarei o céu, senti meu cabelo voar lentamente e ao mesmo tempo pousar cuidadosamente em meu ombro. Respirei fundo, enfim, livre. Livre daquela casa, daquela angústia, de tudo que me fazia sentir mal. Comecei a ficar meio fraca, talvez pela falta de alimento, coloquei de volta o capuz sobre minha cabeça e continuei minha viagem.
Avistei uma árvore cheia de frutos, me aproximei para ver qual era, tinha uma maçã bem vermelha pendurada nela, tentei alcança-la, mas foi em vão, comecei a pular até a mesma cair sob minha mão. Sorri por eu ter, enfim, algo para comer.
Enquanto caminhava eu mordiscava minha maçã.
Provavelmente agora, deve ter várias pessoas me procurando, então não terei tempo para respirar novamente. Pelo que sabia era órfã, quando eu era pequena — por volta dos meus 8 ou 10 anos — estava brincando com uma boneca que considerava minha irmã mais nova, estava toda tristonha pelo presente da mamãe.
Mesmo que ela não estivesse mais entre nós, eu não conseguia segurar algo que a lembrava, meu pai tinha ido até uma mina de ouro ajudar fiscalizar alguma coisa, que por sinal até hoje eu não sei bem o que era, um dos empregados da mansão chegou abrindo minha porta com tudo. Me assustei com o gesto, mas logo meu rosto foi ocupado por lágrimas, disseram que meu pai tinha sido morto lá mesmo.
Eu não queria acreditar nisso, quer dizer até hoje não acredito, meu pai tinha uma esposa, a minha madrasta, pois depois que a mãe morreu, meu pai começou a se sentir só. Essa mulher era dócil, meiga e sorridente. Mas quando obtivemos a noticia de sua morte, ela mudou radicalmente, queria saber apenas do dinheiro que meu pai havia deixado.
Mas para a infelicidade dela, o testamento estava em meu nome, mas eu só poderia tocar naquele dinheiro com dezoito anos, e bem, agora tenho dezessete, no papel ainda havia um aviso, que se eu precisasse desse dinheiro para minhas necessidades poderia pegar uma pequena parte da herança.
Minha madrasta abusava dessa sorte, porém ela só poderia retirar essa parte se eu estivesse precisando, porque era para mim. Então, ela fingia sempre que eu precisava dele e tomava a parte para si. O nome dela era Morgana, uma bruxa que usava uma magia perdida. Era apenas o que eu sabia.
Morgana continuou tocando a empresa do meu pai, para obter lucro de lá também, e como eu desapareci de casa ela não poderá ter mais esse dinheiro, então provavelmente ela estaria atrás de mim a todo custo, eu não duvido que ela contrate até assassinos para me procurar se for possível.
Decidi parar em uma árvore até esperar a chuva parar um pouco, pois com certeza do modo que ela estava eu não conseguiria passar, tentei chamar o Horologium mais uma vez e por sorte ele apareceu, pedi para ele ir até um lugar meio escondido entre as árvores para que ninguém me achasse e cochilei dentro dele.
Acordei rapidamente, estava escutando barulhos de cavalos passando logo atrás de mim, o Horologium já havia sumido dali, a chuva tinha enfraquecido e eu estava batendo os dentes, mas se continuasse agora seria um pouco perigoso. Decidi esperar mais alguns instantes e sai de onde estava.
Caminhei meio distraída, comecei a ouvir vozes na minha frente e me assustei, escondi-me atrás de uma árvore, havia um grupo de homens.
— Ela não deve ter ido tão longe. — um homem com o cabelo branco, barrigudo, com um rosto grosseiro e meio velho disse com um tom de voz irritado.
— Mas Klaus, nem sabemos como a garota é, e por esse tempo ela já deve ter chegado lá. — um jovem bastante carismático, com os cabelos castanhos e olhos bem negros interviu.
— É verdade Klaus, ela pode ter ido para o outro caminho, você sabe — outro rapaz completou.
— Quietos! Vamos apenas procurá-la — Klaus respondeu irritado.
Eu estava em uma situação arriscada, comecei a andar pela outra parte evitando dar de cara com eles, mas infelizmente tinha outro bando à espreita.
— Que bonequinha mais linda! — um cara que parecia estar bêbado falou se aproximando de mim.
Os outros três discutiam entre si, perguntando se eu deveria ser a garota que estavam procurando até que um confirmou e retirou uma faca, ele estava querendo me matar, sem demoras, peguei uma das minhas chaves douradas.
— Abra a porta para o Palácio do Touro Dourado, Taurus!— falei desesperada.
— Muh! — Tauros apareceu.
Me senti meio tonta por uns instantes.
— Tauros, derrote eles, por favor!
— Não se preocupe, eu vou proteger seu lindo corpão, Lucy—san — ele falou com corações em volta dos olhos.
— Isso não é hora para isso, Tauros! — Coloquei minha mão em minha cabeça e a balancei negativamente.
— Certo Lucy-san.
Tauros pegou seu machado e nem precisou lutar, quando os quatro caras viram ele saíram correndo assustados e logo voltou para o mundo espiritual soltando-me um beijo, pelo menos dessa eu me livrei certo? Que constrangedor, comecei a andar novamente ao meu rumo, só que dessa vez mais depressa. Comecei a correr, quase não suava — pelo menos era o que eu achava — graças às gotas de chuva que caiam em mim, senti que elas começaram a engrossar novamente.
Essa chuva não está me ajudando, suspirei sem perder o ritmo, acabei tropeçando em um galho que estava solto, sentei-me e curvei minha perna, senti uma dor enorme em meu pé. Acho que eu o torci, mas não tenho como ficar perdendo tempo aqui, principalmente com essas vestes, vai que um pervertido aparece? Isso não seria uma boa ideia, definitivamente não.
Rasguei uma parte da minha capa e amarrei em meu pé, já que não tinha ninguém por perto era a única coisa que eu podia fazer nesse momento. Voltei a correr com tudo, mesmo sentindo bastante dor, finalmente vi a passagem para Magnólia, só alguns metros e enfim estaria a procura do meu Dragão.
Desacelerei um pouco os passos, afinal acho que estou — em parte — numa zona segura, certo? Senti minhas pernas cambalearem e acabei caindo, a dor estava imensa, comecei a massagear meu pé na tentativa de fazer parar de doer um pouco. Estava ajudando pelo menos. Levantei e andei em passos lerdos, doía menos assim.
Entrei na cidade, ainda estava de noite e todos em volta estavam rindo felizes, passei do lado de uma barraca de joias.
— Um colar para uma linda jovem — um comerciante barbudo me ofereceu um colar com uma rosa no pingente, era realmente mágico algo encantado, era como se eu estivesse enfeitiçada, já ia pegá-lo.
— Cuidado garoto!
Acordei do meu transe com uma mulher reclamando com um menino que sairá correndo dali, não consegui vê-lo, mas tinha que agradecê-lo por me salvar.
— Não quero, obrigada — respondi ao comerciante que fez um sorriso assustador.
Continuei a caminhar pela cidade de Magnólia em busca de alguém que soubesse do tal dragão que tinha por aqui. Cheguei a um bar e me sentei, eu já iria tirar meu capuz, mas lembrei de que não era seguro fazer isso, então me recompus.
— Ei, soube da Salamandra?— Um jovem estava conversando com outro, deveriam ser amigos, presumi.
— O Dragão dessa cidade? — o outro o respondeu.
— Ele mesmo. Dizem que ele é capaz de destruir uma cidade inteira.
— Não duvido nada disso, ele é muito forte. — Eles começaram a rir.
Suspirei aliviada por saber que ele ainda estava aqui.
— Os Heartfilia estão parando de distribuir o dinheiro que davam há anos atrás lembram? A cidade necessitava bastante desse dinheiro para consertar as coisas que a guilda Fairy Tail destroem nessa cidade — O primeiro jovem disse ao outro e eles começaram a rir novamente.
— Verdade, quando o senhor Jude estava vivo ele sempre ajudava de todo modo.
Pai... Abaixei a minha cabeça e tentei ignorar os comentários sobre ele, sai do bar e comecei novamente a olhar todo o local a procura desse tal dragão, passei por frente de um beco e senti uma mão me puxar pela cintura e a outra colocar um pano molhado em meu nariz.
Prendi minha respiração e fingir estar desmaiada, senti que ele tirou o pano e comecei a respirar ofegante, mas lentamente. ele me carregou , olhei de relance o lugar que ele estava me levando, super rápido para ele não percebesse que estava acordada, ele me colocou no chão.
Estávamos quase saindo de Magnólia.
Levantei rápido e comecei a correr pelas ruas.
— Vadia, volte aqui! — Ouvi o homem que tentou me sequestrar gritar.
Meu coração batia descontrolado.
Entrei em um bar que fazia shows de dança do ventre, eu trabalhava lá escondido para conseguir dinheiro, mas fui descoberta pela minha madrasta então parei de ir.
— Ei, Poluck posso dançar a próxima?
— Lucy-chan, quanto tempo você não vem aqui! O que houve? — o moço com o rosto calmo e quase sem cabelo perguntou preocupado.
— Depois eu te conto, mas eu posso?
— Claro, pode ir.
Havia muitos homens ao redor do palco, subi nele, a música começou a tocar suave. Eu estava de costas, então fui tirando minha capa suavemente, a roupa que eu estava era apropriada para essa dança, comecei a seguir o ritmo da música, os homens gritavam doidos, antes de subir eu tinha colocado um pano transparente a partir do meu nariz.
Virei-me de frente dançando com a paixão, eu sentia a música em mim.
— É a flor do reino Fiore! — um homem gritou.
— É ela mesmo! A mais linda de todas! — outro comentou.
— Ela sumiu, nunca mais veio! — um jovem dessa vez falou.
A música terminou e sai do palco, peguei a capa e a vesti, tirei o pano do rosto, me despedi do Poluck e olhei porta a fora, percebi que o homem que me seguia não estava mais por aqui, então suspirei, coloquei o capuz no rosto e segui meu caminho.
— Te peguei Lucy Heartfilia, e agora você vem comigo! — o homem gritou.
Ele me prendeu por trás novamente, eu não podia usar as chaves agora.
Alguém me salve! Por favor!
As lágrimas escorriam pelo meu rosto, o homem começou a me espancar, e a cada murro e chute que ele me dava eu sofria mais.
— O que está fazendo com a garota? — Um rapaz que aparentava ter minha idade apareceu na minha frente, ele tinha cabelo rosa meio pontiagudo, usava uma roupa aberta em cima, tinha a barriga dividida, os olhos dele demonstravam raiva.
— Não é da sua conta pirralho, sai daqui.
Não conseguia evitar minhas lágrimas.
— Ele está te incomodando? — O rapaz olhava para mim.
Apenas assenti com a cabeça, na mesma hora ele deu um murro na cara do homem, algo que me fez ser levada para longe, a capa deslizou para baixo deixando meus cabelos loiros a mostra, coloquei-a rapidamente, não sabia também quem esse garoto era, o rapaz se aproximou de mim e me estendeu a mão, aceitei.
— Como se chama? — ele perguntou com um sorriso no rosto, acho que posso confiar nele.
Puxei meu capuz para baixo e fiquei com a cabeça meio abaixada.
— Lucy... Lucy Heartfilia — falei por fim.
— Prazer Lucy, sou... — O homem que tentou me sequestrar interrompeu o jovem tentando dar um murro no mesmo. — Agora fiquei empolgado!
O homem o olhou como se não estivesse entendendo e partiu para cima dele novamente.
— Karyuu no Houko! — O jovem rapaz cuspia fogo, mas que magia incrível!
— Não é possível que você seja... Salamander! — O homem ficou com medo e sem poder evitar, recebeu a camada de fogo, eu cai novamente, pois não aguentava ficar em pé.
— Sala...Salamander? — murmurei.
O Dragão dessa cidade é esse garoto? Ele se virou para mim e sorriu estendendo sua mão novamente.
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