Notas iniciais
Primeiramente: Eu amei os comentários de vocês!!!!! Sei que era pra ter atualizado na semana passada. Meu bloqueio criativo retornou e quando finalmente consegui ter uma boa ideia me faltou tempo! Podem culpar a minha irmã também pois se não fosse por ela eu tinha atualizado no domingo. O capítulo não esta completo mas achei muita falta de consideração da minha parte com vocês ficar tardando isso. Vou fazer o possível para postar o resto do capítulo amanhã, mas não prometo nada. Aproveitem o capítulo

POV Kim

– Pronto! — eu disse saindo do closet — está aqui!

Katherine estava em sentada em cima da cama de pernas cruzadas.

– Graças a Deus! — ela disse — Onde ele estava? Procurei-o tanto antes de te chamar.

– Ele estava pendurado no cabide ao lado do espelho. — eu disse — Eu imaginei que você o usaria hoje a noite então pus lá. Achei que não havia como você não percebe-lo lá.

– Kimmberly, querida, onde estão os meus Salvatore Ferragamo? — Katherine perguntou ignorando o que eu disse anteriormente.

– Achei que usaria este. — disse apontando o dedo para o belo vestido vermelho que eu segurava com a outra mão.

Katherine revirou os olhos.

– Os sapatos Kimmbely! — ela disse impaciente — os sapatos Salvatore Ferragamo.

– Qual deles? — eu perguntei

– Os que chegaram na semana passada.

Haviam chegado 15 sapatos só na semana passada.

– Qual deles? — eu perguntei novamente.

– Os dourados Kimmberly. — ela disse

– Katherine, dos 15 sapatos 5 eram dourados. — eu disse

Ela se levantou da cama caminhando apressadamente em direção ao closet.

– É como dizem "Se quer algo bem feito faça você mesma" — Katherine disse — Onde você pos os sapatos?

– Os dourados estão na terceira, quarta e quinta prateleiras ao lado esquerdo do espelho. — eu disse.

– Aqui estão! — ela disse saindo animada de dentro do closet — Você deveria ser mais atenciosa Kimmbely. Estavam em um lugar tão óbvio que não faço ideia de como você pode não te-los notado. Ainda mais quando você mesma os pôs lá! Esta com a cabeça aonde?

Era muito fácil falar quando não era ela que tinha que arrumar o bendito closet de 3 em 3 dias. Isso sem contar que eu ainda tinha que arrumar os de Lorie e de Donna, este que eu só tinha autorização de entrar quando ela não estivesse em casa. E ainda havia o resto da casa.

– Em lugar nenhum. — eu disse

Ela veio andando até mim.

– Então porque se distrai tanto? — ela perguntou tocando de leve a ponta do meu nariz. — Agora você pode ir, querida. Aposto que tem coisas pra fazer, afinal a casa não se limpará sozinha, certo?

Saí do quarto e fui em direção as escadas com destino a cozinha.

Só morávamos eu, Katherine, Cade e as gêmeas, Donna e Lorie. Dos cinco apenas eu preparava qualquer coisa relacionada a comida naquela casa e as vezes Cade tentava fazer alguma coisa. Mesmo assim a pia ficava repleta de louça suja, a mesa vivia desarrumada e isso sem contar com as pegadas de terra que o cachorro deixava espalhada pelo piso depois de brincar no gramado do quintal.

Comecei a lavar a louça suja e depois do que me pareceram 20 minutos guardei tudo. Organizei mais uma vez a mesa e pus tudo em seu devido local. Poli o piso deixando tão limpo que era possível ver meu próprio reflexo nele. Isso até que a a bela labradora do meu irmão passa varado pela portinha do cachorro e mancha o chão todo, novamente.

– Eloy! — eu gritei — Eu acabei de limpar tudo e você faz uma coisa dessas. Porque fez isso?

A cachorra não respondeu.

– Falando sozinha Kimmberly? — alguém perguntou atrás de mim.

– Não! — eu disse — Estava...

– Até da pra entender você ser tímida, não ter amigos e tals — Donna disse — mas falar com cachorros é deprimente demais até pra você!

Tá legal. Essa doeu.

– Não é isso, eu estava...

– Tanto faz! — ela disse revirando os olhos — Onde esta a mamãe?

– No quarto. — eu respondi.

– Ótimo. — ela disse subindo as escadas e parando no topo — A propósito... amanhã eu farei algumas compras porque alguém conseguiu arruinar uma de minhas peças favoritas de roupa. Estou meio sem espaço e preciso que você esvazei o mais rápido possível o meu closet. Não deixe absolutamente nada.

– O quer que eu faça com elas? — eu perguntei.

– Dê seu jeito. — ela disse — Não quero saber o que fará com elas, apenas tire as da minha frente. Depois da escola eu irei comprar as roupas e preciso que você providência a limpeza antes disso.

Antes que eu pudesse responder qualquer coisa ela adentrou a primeira porta ( onde ficava o quarto de Katherine ).

Olhei para Eloy que estava sentada me encarando com olhinhos pidões.

– Quando é que isso vai acabar, garota? — eu perguntei.
Ela latiu, mas eu não entendi.


oOo

Já havia se passado das 01:00 da manhã quando terminei todo o trabalho.
Subi as escadas parecendo um zumbi e assim que fechei a porta do quarto bati direto na cama, sem me preocupar se estava deitada em cima de alguns livros que haviam caído da prateleira que ficava em cima da cama.

oOo

O relógio mais umas vez despertou me acordando de um sono que parecia ter durado apenas 5 minutos.

Fiz minha higiene matinal, arrumei a bolsa, separei uma roupa, preparei o café da manhã, arrumei a mesa e fui acordar novamente o resto da casa.
Katherine abriu a porta com uma cara nada boa.

– Kimmberly! O que eu lhe disse ontem antes de sair? — ela perguntou irritada — Não queria ser acordada por ninguém a menos que uma de minhas filhas estivesse morrendo ou que a casa estivesse pegando fogo.

Ela disse minhas filhas ignorando mais uma vez a existência de Cade, mas eu não mencionei isso.

– Peço desculpas. — eu disse — Mas você tem uma reunião hoje cedo com os advogados para acertar a papelada do testamento de Walter Ray, lembra?

Walter Ray era um milionário dono de umas das maiores empresas navais dos EUA. Infelizmente ele morreu aos seus 85 anos por conta de uma parada cardíaca. Katherine e ele haviam se casado três semanas antes da tragédia.

A pergunta a se fazer seria O que uma bela mulher ( ela podia ser a rudeza em pessoa mas era muito bonita ) ao auge de seus 33 anos ( ela dizia ter 25 ) estaria fazendo casada com um cara de 85 anos com um pé na cova?

Muitos diriam que o amor não tem idade e essas coisas, mas esse era de longe o real motivo.

O cara era milionário. Não tinha filhos. Estava a beira da morte. Era a escolha perfeita.

Katherine não trabalhava e a única coisa que sabia fazer era gastar dinheiro. Ela sobrevivia as custas do dinheiro dos ricaços com quem ela se casava.

Eram sempre as mesma escolhas. Não precisava ser bonito. Só era preciso ter grana e estar quase morrendo.

– Que se danem os advogados! — ela disse batendo a porta na minha cara.
Bati na porta do quarto da Lorie.

– Bom dia Kim! — ela disse sorridente — Eu dormi maravilhosamente bem!

– Que maravilha! — eu disse dando um sorriso forçado — O café já esta na mesa.

– Maravilha! — ela disse andando no corredor em direção as escadas — O que temos pra hoje?

– Pra você suco de maracujá, pão integral e algumas frutas picadas.

– Maravilha!

Apesar de me dar melhor com o Cade até que ela não era ruim. Lorie era meio... boba, mas ainda assim era um pouco melhor que Katherine e Donna juntas.

Ela não era ruim mas como PJ costumava dizer "Ela tinha que dizer Maravilha tantas vezes?!"

Dei três batidas na porta de Cade e não esperei que ele abrisse.
Fiz o mesmo procedimento de sempre para acordar Donna. Usei a cópia da chave do quarto dela. Peguei a despertador em cima do criado ao lado da cama, coloco pra despertar em um minuto e saio de dentro do quarto.

Subi as escadas que davam no sótão vulgo meu quarto. Pus os livros que haviam caído da prateleira acima da minha cama no lugar, arrumei a cama e abri as cortinas.

Só reparei no tempo que demorei no "quarto" quando desci as escadas e vi Cade sozinho tomando o café.

Me aproximei bem devagar.

– Elas...

– Já foram.

– E você? — eu perguntei me sentando ao lado dele.

– Se estou bem? — ele perguntou e eu assenti — Sabe á uns dois anos eu até ficaria sentido, mas agora eu não ligo mais. Já estou acostumado a ser ignorado por elas, na verdade até acho bom. Odeio ter que ouvir papos de garotas.

Eu olhei pra ele erguendo uma sobrancelha.

– Não estou me referindo a você, okay? — ele se defendeu — Os meus assuntos com você são sobre seus treinos de karatê, videogames e outros assuntos. Com as outras garotas as conversas são tão... sem graças.

– Enquanto a Jordan? — eu perguntei

– O que tem ela?

– Você não gosta das conversas que tem com sua melhor amiga?
Ele revirou os olhos.

– Kimmy ela é minha melhor amiga! — ele disse — Não preciso dizer se tenho assunto com ela ou não. A respostas é meio óbvia.

– E a PJ? — eu perguntei provocando.

– Conversar com ela também é legal.

– Não finja que não gosta dela! — eu disse segurando o riso — Qualquer um percebe isso.

Ele ficou vermelho.

– Quer que eu diga pra quê? Pra dizer que ela tem 16 e eu 12? — Cade disse — Esta tão na cara assim?

– Com sinceridade — eu disse — até ela já percebeu.

– C-co-como? — ele perguntou quase se engasgando com seu milk shake.

– Semana passada ela me perguntou — eu comecei — "Seu irmão ainda esta afim de mim?". Deveria procurar alguém da sua idade.

– Eu até procuraria se existisse uma garota igual a ela. — ele disse — Ela curte os mesmos jogos que eu, as mesmas músicas...

– Você só "descobriu" as músicas que ela gosta e passou a ouvi-las.

– ... os mesmos filmes. — ele disse sonhador — Pra que preocupar uma garota da minha idade que tenha os mesmos gostos que eu quando já encontrei ela? Além do mais gosto de garotas mais velhas.

Eu dei uma gargalhada.

– Primeiro: Você não assiste os mesmos filmes que ela por ter medo. — eu disse — Só pesquisa sobre os filmes pra conversar com ela depois.

– Isso! — Cade disse — Joga na minha cara mesmo!

– Segundo: Existem várias garotas como ela, você só precisa olhar direitinho. — eu disse — Terceiro: Sabe tem muitas garotas interessantes da sua idade. Tipo a Jordan...

– Okay você pirou de vez. — ele disse — Ela é minha melhor A-M-I-G-A. Só isso. Só porque você era apaixonada pelo seu melhor amigo, que hoje é namorado da nossa meia-irmã, não quer dizer que isso vai acontecer.

– Eu não sou apaixonada por ele!

– Eu não disse que você é — ele disse — Disse que você era.

– Parando com o assunto... já esta na hora de irmos. — eu disse me levantando e puxando ele junto comigo pela manga da camisa.

Fomos em direção a garagem, pegamos o carro e fomos em direção a escola.

POV PJ

– Então vocês querem juntar a Kim e o Jack? — Julie perguntou.

– Se tudo der certo — mika disse empolgada — Sim!

– E você — Julie disse apontando pra mim — pretende dizer o que a ele?

– Como eu disse pra Mika — eu disse — não vou chegar contando que a Kim gostava dele quando eles eram.... amigos de infância. Só quero se ainda sobrou um pouco do que ele antes.

– Se no fundo ele ainda é o mesmo garotinho por quem ela se apaixonou. — Julie completou.

– Exato. — eu disse — Aí sim nós poderemos começar a pensar em como juntar os dois. Por mais que eu ache que ele é tão fútil quanto a namorada, talvez a Kim possa muda-lo.

– Brilhante, não?! — Mika disse

Julie nos olhou preocupada.

– Mas e se ela não conseguir? Já fazem 7 anos que ele deixou de ser o que era. — ela disse — 7 anos desde que eles se falaram pela última vez. Não quero ser negativa mas... ele não parece mais com o que era antes de tudo acontecer e talvez ele possa acabar magoando ela.

– Pensando por esse lado. — Mika disse.

– Assim como vocês eu também quero que ela encontre alguém e sei que se magoar com isso é inevitável. — Julie começou — Mas ela já sofreu muito com a morte da mãe, depois a do pai e a perda do melhor amigo. É muita coisa para o psicológico de uma criança. E ainda tem o fato de minha tia ter ficado com a guarda dela e ter que aguentar as chantagens da Donna.

Eu havia pensado sim nos riscos. Sabia que ele podia magoa-la e muito. Mas eu também sabia que havia uma possibilidade, mesmo pequena, de que isso desse certo.

– Eu sei eu sei! — eu disse — Mas faremos tudo com cautela, okay? Eles só iram perceber o que esta realmente acontecendo quando já estiverem juntos. E se caso nós percebermos que as coisas não estão correndo como o planejado paramos com tudo e ninguém sai no prejuízo.

– Então Julie — Mika disse — vai nos ajudar ou não?

– Mas é claro que vou! — ela disse — Mas tem um problema.

Eu revirei os olhos.

– Eu adoraria que tivéssemos um problema. — eu disse — Temos vários.problemas!

– Como pretende separar Donna e Jack? — Julie perguntou aflita — Minha prima não vai se deixar enganar por uma história qualquer e não é só isso. Lembrem que as paredes tem ouvido, imagine o que ela poderia fazer se descobrisse isso.

– Ainda não consigo acreditar que vocês tem o mesmo sangue correndo nas veias. — Mika comentou — Você é tão doce e ela é tão... argh.

– É verdade! Imagina se ela descobre e espalha pra todo o colégio que o moletom que eu costumo usar já saíram de linha há 4 anos! — eu disse — Eu não estou nem aí pro que ela pode ou não fazer. Quero a felicidade da minha amiga e só. Quanto a questão de separa-los, isso não será necessário.

– Como assim? — Mika perguntou.

– Ouvi algumas coisas quando cheguei aqui.

– Com licença.

Senti um grande arrependimento de ter me virado para ver quem havia falado.

– Vocês sabem onde a Kim esta? — Brody perguntou — Nós tínhamos que decidir hoje sobre o trabalho.

Mika percebeu meu nervosismo e respondeu:

– Ela me mandou uma mensagem dizendo que saiu de casa há pouco. — ela disse — O caminho da casa dela até aqui é curto. Já deve estar chegando.

– Então eu vou esperar lá fora — ele disse — Qual o carro dela?

– Um Spirit 350. — eu disse apressadamente — Vermelho.

– Obrigado! — ele disse — Meninas. PJ.

Ele saiu.

Mika me olhou rindo.

– Você esta vermelha!

– Cala a boca!

Lorie Tobin.

Interpretada por Madison Curtis

Notas finais
Gostaram?! Não posso dizer o motivo por enquanto, mas logo vocês entenderão. Me digam qual dessas músicas vocês preferem. Milo Greene - Autumn Tree Aerosmith - I Don't Want to Miss a Thing Sejam educados e deem um oi para a autora.