Once Upon a Time: The New Cinderela
14 "Até o baile tudo estará resolvido"
Notas iniciais
POV KIM
– Você vai lá e vai falar com ele! — PJ a empurrava pelo corredor.
– Mas e se ele não quiser olhar na minha cara? — Lorie perguntou pelo que parecia ser a centésima vez naquele dia.
– Você só vai saber se for até lá. — a morena tentava convence-la — O pior que pode acontecer é um não.
– Você fala isso como se não fosse nada.
– Kim, da pra me ajudar aqui?
A noite de sexta-feira havia sido muito divertida. Katherine só deu as caras em casa no sábado a noite. Donna chegou cedo e se trancou em seu quarto e Cade fez o mesmo.
Assistimos quase toda a maratona de filmes, até que todas acabamos dormindo durante A Morte e a Vida de Charlie. Até que ouvimos aquele som de notificação irritante do celular de Lorie e ela ter corrido e se trancado, outra vez, em seu quarto.
As garotas foram embora cedo para evitar que Katherine ou sua outra filha aparecessem. Foram quase 2 horas para conseguir tira-la de lá.
– Ele me odeia. — ela dizia entre soluços.
Lorie não me mostrou a mensagem ou sequer disse o que estava escrito. E eu não pediria a ela já que se tratava de algo pessoal demais.
Passei todo o fim de semana a convencendo que talvez aquilo tivesse sido um acidente e que Tonny podia ter escrito aquelas coisas em um momento de raiva.
– Lorie, você mesma disse que queria fazer isso. — argumentei.
Ela estava quase que conformada com a situação até que PJ lhe disse a seguinte frase.
– Você tem duas opções — ela começou — Ou fica aí se lamentando ou vai lá e faz acontecer. é melhor seguir em frente sabendo que tentou do que ficar imaginando com seria se tivesse o feito.
Eu até concordava com aquilo e minha meia-irmã também pareceu ponderar a ideia, mas pelo visto ela muda a própria opnião muito cedo.
– Mas e se ele gritar comigo e dizer todas aquelas coisas outra vez? — ela perguntou — Não sei se tenho coragem de olhar nos olhos dele depois de tudo.
– O não você já tem. Agora vá atrás do seu sim.
O sinal tocou indicando o inicio das aulas.
– Ainda temos 15 minutos de tolerância e acredito que seja o suficiente para que vocês se resolvam.
Ela me olhou confusa.
– O qu...
– PJ, ele esta no armário. — disse
A morena dos olhos castanhos azulados me deu uma piscadela e logo depois arrastou a loira em direção a seu ex-e-talvez-futuro-namorado-outra-vez.
POV Lorie
– Por favor não faça isso — implorei — Não acho que estou pronta.
– Você só vai saber se esta tentando.
– Mas...
Paramos atrás dele e PJ cutucou se ombro.
– Você provavelmente não faz a menor ideia de quem eu sou e só o que precisa saber é que se vocês dois não se entenderem eu saberei. E acredite, não vai querer me ver decepcionada. Tchauzinho.
Ela se virou, me deixando sozinha com ele.
Tonny permaneceu olhando pro corredor até que ela entrasse na sala e depois se virou pra mim.
Por um momento esqueci como se respirava. Tonny me encarou com seus belos olhos azuis claros.
– Por acaso ela é a tal garota que confrontou a Donna na semana passada? A amiga da sua meia-irmã.
Assenti.
– Acho que nós precisamos conversar, não é mesmo?
Era sério? Ele estava falando naturalmente comigo? Mesmo depois daquela mensagem?
– Achei que você não queria mais olhar na minha cara. — disse.
– Por um segundo eu realmente não quiz. — ele confessou — Só que eu acho que antes de sair te odiando como se não houvesse acontecido nada entre nós era necessário saber o porque de não haver mais.
Mordi o lábio inferior.
– Tem certeza? — perguntei, indecisa se dizia ou não — Quer dizer, eu achei que você ia passar a ignorar a minha existência e ia seguir em frente, porque seria muita viadagem da sua parte ficar se lamentando por ter se envolvido comigo.
Tonny me olhou confusso e logo depois suspirou. Seu rosto assumiu uma expressão compreensiva.
– Lorie, porque você pensa assim? — ele perguntou, mas pude ver em seu olhar que ele já sabia a resposta.
Então era isso? Ele queria me ouvir dizendo que havia lido todas aquelas barbaridades?
– Acho que eu deveria te perguntar isso, afinal sou eu a loira burra que corre atrás de você que nem um cachorrinho querendo atenção, não é mesmo?
– Eu nunca disse isso. — Tonny rebateu.
– Não, você não disse, mas escreveu e fez questão de enviar pra mim. — tirei o celular de dentro da bolsa e desbloqueie. — Ou você foi tão bem sucedido em me superar que conseguiu apagar toda e qualquer lembrança que tem, ou tinha, de mim?
Entreguei o celular a ele.
– Eu nunca pensei que você seria capaz de fazer uma coisas dessas, ainda mais comigo. — quase pude sentir meus olhos arderem. Não! Não vou chorar, não na frente dele — Sei que o que fiz foi errado, mas virar a cara pra quem te fez mal não é algo do seu feitio.
– Mas isso, essa mensagem, não fui eu que te mandei.
– Como não, Tonny? — perguntei incrédula — É o seu número, sua foto. Ainda da pra ver a última mensagem que trocamos antes de tudo!
Ele me entregou o telefone.
– Eu já entendi e houve um grande mal entendido. Veio do meu celular, mas não fui eu!
Eu ri.
– Então quem Tonny?
– Carson. — ele disse simplesmente.
O olhei confusa.
– Durante a festa, aquela pra comemorar o jogo de sexta, ele me pediu o celular dizendo que o primeiro passo pra resolver tudo isso era te tirando aos poucos.
– Deixe-me adivinhar: Ele disse que iria me bloquear, mas ao invés disso me mandou essa... essa coisa horrível se passando por você.
– Falando desse jeito faz parecer que é impossível.
– Bom é o que parece.
Tonny passou a mão pelos cabelos loiros. Loiros tão claros quanto os meus.
– Acho que ele pensou que depois disso você não teria coragem de vir até mim e que vendo que você me ignorava, também não iria até você.
E agora? Acreditava ou não?
– Tonny, como eu posso acreditar que isso é verdade?
– Da mesma forma que eu posso acreditar no motivo pra você ter terminado comigo com uma ligação.
– Donna. — respondi de uma vez.
– E eu acredito em você. — ele segurou minhas mãos — Agora eu preciso que acredite quando eu digo que você poderia me dar um tiro ou me atropelar e ainda assim eu nunca diria nada disso a você.
POV Kim
– Baile de máscaras? — perguntei.
– Ao que parece foi a única forma que o diretor Funderbuck encontrou de conciliar as ideias de Donna e Grace. — Eddie respondeu.
Por que isso soava tão normal assim?
Era sempre a mesma coisa todas as vezes desde o 8° ano. O comitê do baile proporcionava uma votação para que a "noite perfeita" seja satisfatória para todos. Nós tínhamos 4 opções, 2 sugeridas por Donna e outras 2 por Grace.
No ano passado foi sugerida a idéia de que transformasse-mos a Seadord High School em um prédio abandonado repleto de Zumpiros, que é uma criatura hibrida. Metade zumbi e metade vampiro. Não entendo o por que, mas todos gostaram da ideia e era pra ter sido isso mesmo.
Só que houveram muitas discussões entre a Tobin e a Brewer. No final fizeram uma tipica festa de Halloween com o tema de filmes.
– Sei que esse é o tipo de coisa que a PJ diria, mas não é meio clichê não?
Mika cruzou as pernas.
– Clichê ou não, ainda assim irei. — ela insistiu — Quero me lembrar do Ensino Médio como uma boa fase da minha vida e bailes fazem parte disso.
– Você fala como se ainda não tívessemos o 3° e o 4° ano pela frente. — comentou Eddie.
– Como assim? — tentei argumentar — Mas enquanto as nossas maratonas de filmes nesses dias? Você sempre gostou da hora em que vemos filmes com Taylor Lautner!
Ela pôs a mão sobre meu ombro esquerdo.
– Querida, um dia você vai entender.
– E o que Jerry acha de tudo isso? — Eddie perguntou.
Ainda podia me lembrar da empolgação de Mika ás 23:57 p.m. de sábado. Por celular ela me contou que conseguiu se entender com Jerry.
– O que eu penso do quê? — Jerry se sentou ao lado da namorada e passou os braços por cima de seu ombro.
– Do baile.
– Pessoas vestidas formalmente com máscaras, música, ponche e tudo isso na escola? — ele fez cara de nojo e se apressou a dizer enquanto Mika o fuzilava com o olhar — Mas se você quer nós vamos. A decisão é toda sua.
Era bem mais bonito ver os dois juntos.
– Onde estão Julie e Milton.
– Laboratório de Química.
POV Donna.
Como ele tinha a coragem de estar reagindo tão bem como se nada, repito, nada, houvesse acontecido?
Tudo bem que eu já sabia que Jack Brewer não derá a menor ideia para suas últimas 3 namoradas, mas eu fiquei mais tempo! Eu era e sou Donna Tobin!
– Se quer saber eu acho que ele esta apenas se fazendo de forte. — Kelsey tirou um lixa de unha cor-de-rosa da bolsa — Jack é o capitão do time e tem que dar o exemplo para os demais. Sabe "O bem do time em primeiro lugar". Era tão irritante quando Carson ficava repetindo isso pra mim.
– Eu sei. Em parte eu super agradeço a você por ter terminado com Body. — Lindsay comentou — Só que eu acho que ele também não quer acabar com a própria reputação se importando com tudo.
Mais eram duas sonsas mesmo!
– Só que o meu intuito com tudo isso não foi alcançado!
– Aposto que eles estão super abalados por dentro. — Lindsay tentou me acalmar. — Olhe lá. Por baixo desse uniforme azul ele esta muito deprimido.
A temporada de esportes mal havia se iniciado e os garotos já estavam se empanhando no treino.
Da arquibancada era possível ter uma visão completa de todo o campo e Jack não aparentava estar nenhum pouco desmoralizado.
– Lindy, eu queria que ele ficasse aos meus pés. — bati o salto — Não que ele se fizesse de forte. Nem Brody ou Carson.
– Eles não aguentaram por muito tempo. — ela continuou — Veja o Tonny por exemplo. Lorie só disse que não queria mais nada por telefone e ele quase acabou com o time. É questão de tempo para que ele se arraste aos seu pés.
E iria acontecer.
– Mas...hããn... se vocês não estão mais... com quem pretende ir ao baile? — Kelsey perguntou.
– Brett. — dei de ombros.
Não era lá o melhor cara, mas também não era de se jogar fora.
– Mas ele e a Grace não estão tendo alguma coisa?
– Lindsay, como é mesmo que Brody fazia pra te aturar?
Francamente.
– A Brewer foi o motivo para tudo estar acontecendo. — bufei — Foi por culpa dela!
Kelsey ajeitou o arco rosa em seu cabelo.
– Até o baile tudo estará resolvido. — ela disse — Afinal, nós sempre conseguimos nos manter no topo. Antes até dos garotos.
– Você tem razão. — concordei — Afinal se a Cinderella pode ser princesa nesta noite, porque eu não poderia ter o que quero?
POV Jack
– Cara, ela esta te olhando como se pudesse secar todo o sangue do seu corpo com a força do pensamento.
Dei mais um gole na garrafa d'água.
– Não tenho tempo pra Donna e suas crises, Brody.
– Mas ela não para de olhar pra cá e ainda trouxe as outras juntas.
Imagine você que ela tem me olhado com essa mesma cara desde de o momento em que pus os pés na Seaford pela manhã.
– Diz as outras como se não tivesse namorado a Lindsay.
– Graças a sua atitude mal calculada eu percebi o quão bem me faz não estar com ela. — ele comentou — Sabe como é maravilhoso não ter que receber mensagens de cinco em cinco horas de qual roupa sua namorada deve usar.
– Donna nunca fez isso.
Mas eu entendia sim. Não entendo como consegui atura-la por tanto tempo. E pensar que durante os 13 anos eu era afim dela.
– Sorte a sua.
Meu celular vibrou no bolso.
– Te vejo depois. — disse me afastando e pegando o celular — Alô?
– Jackson eu quero que venha para casa agora mesmo. E isso é uma ordem!
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