Notas iniciais
O que será que temos para hoje? Muitas revelações. Muito obrigada por todos os lindos comentários! Não deixem de ler as notas finais ;) Vou deixar vocês lerem agora. Boa leitura!

POV FELICITY

Chego em casa depois de mais um dia corrido na empresa e me apresso em me arrumar para o tal jantar. Tomo um banho e faço uma maquiagem leve no rosto. Opto por deixar os cabelos soltos e escolho um vestido vermelho mais arrumado. Fico pronta rapidamente e resolvo prosseguir com minhas pesquisas sobre o tal homem que me salvou. Consigo localizar no departamento da polícia imagens que captaram um dia antes da agressão, resolvo fazer o download delas e enquanto isso checo o depoimento de testemunhas. O boletim de ocorrência é de um morador de rua que alega ter visto um homem com capa preta em um dos becos próximo ao novo esconderijo do Team Arrow. Olho a data e coincide com o dia em que fui agredida. Me surpreendo quando vejo as características que o senhor usou para descreve-lo “Semelhante a um morcego”. Meu interfone toca e acredito ser o motorista. Desligo meu tablet e desço antes de conseguir ver as imagens. Ao chegar na portaria me deparo com Sr. Wayne encostado em um belo Audi R8 preto.

– Podemos ir? – O homem pergunta quando paro de andar surpresa. Desencosta do carro e abre a porta para mim. Engulo seco e sorrio fraco. – Está linda. – Sussurra quando passo por ele para entrar no carro. Meu sorriso aumenta, mas não respondo. Me sinto incomodada ao entrar no carro, afinal não quero dar falsas esperanças a ele, mas não há nada demais em aceitar a carona. O silêncio domina o carro durante o trajeto, mas assim como eu, Bruce parece não ligar.

[...]

Chegamos ao restaurante e justamente o que temia acontece. Oliver e os investidores estão do lado de fora e observam quando eu e Bruce chegamos juntos. Evito olhar para Oliver. Ele não merece isso. Logo um homem se aproxima, acredito ser o gerente e nos acompanha até nossa mesa. O assunto sobre a empresa começa, mas não consigo me concentrar. Oliver está sentado à minha frente e seus olhos estão tristes. Me seguro para não toca-lo diante de todos e resolvo me distrair com o cardápio.

– Não acha, Srta. Smoak? – Um dos homens me pergunta e me desespero. Não ouvi nada que eles falaram. Olho para Oliver que me fita curioso. Um silêncio se instala na mesa e não sei o que responder.

– Acredito que a Srta. Smoak ainda não tem a resposta para essa pergunta. – Oliver começa. – Ela acabou de assumir a empresa e não tem interesse de expandir o mercado. Até porque nosso objetivo em Starling City ainda não foi alcançado. – Finaliza sem tirar os olhos de mim e agradeço com o olhar.

– Acho válido. – Um dos senhores diz. As horas passam e conseguimos fechar o acordo. O celular de Oliver apita e rapidamente ele o tira do bolso. Sua feição muda e sei que não é coisa boa. Oliver se levanta, pede licença e segue em direção aos banheiros. Me preocupo e penso ir atrás dele.

– Pode ir. – Bruce sussurra ao perceber minha intenção e sorrio, me levantando.

Encontro Oliver do lado de fora do restaurante. Ele finaliza a ligação, passa a mão nos cabelos, o que ele geralmente faz quando está preocupado e se vira. Se surpreende ao me ver parada.

– Está tudo bem? – Sei que não está. Mas pergunto mesmo assim.

– Connor foi internado novamente. – Vejo a preocupação estampada em seu rosto, ficamos alguns segundos em silêncio até que me aproximo.

– Acho que deveria ir vê-lo. – Pouso a mão em seu rosto e ele suspira. Seu olhar é piedoso e sei que ele está na dúvida se deve ou não ir.

– Eu estou com medo. – Sussurra e fecha os olhos. Quem não estaria?

– Eu sei. – Acaricio sua bochecha. – Ele vai te amar. – Oliver abre os olhos e os prende aos meus. – Não tem como não amar. – Digo e ele sorri fraco. Nossos olhos travam uma batalha e a proximidade começa a fazer efeito quando o maravilhoso cheiro de Oliver chega as minhas narinas. Uma vontade imensa de beija-lo me domina, mas não sei se devo. – Eu seguro os investidores. – Pigarreio e me afasto um pouco. Oliver assente e toca meu ombro. Instantaneamente meu corpo corresponde e ele percebe.

– Obrigado. – Sussurra, beijando meu rosto e sorrio abobada.

– Mande notícias. – Digo enquanto ele se afasta.

Volto para a mesa e todos ainda conversam, não mais sobre os assuntos da empresa. Olho no relógio e vejo que é tarde. Bruce percebe que já não quero mais ficar e resolve pedir a conta. Deixamos o restaurante e partimos em direção a minha casa.

– Esqueci de agradecer as flores. – Tento quebrar o silêncio no trajeto. Os olhos de Bruce me fitam e um sorriso surge em seus lábios. Sem dizer nada, ele volta a atenção para o trânsito e rapidamente chegamos em casa. – Obrigada pela carona. – Solto o cinto.

– Não foi nada. – Sua voz sai suave e rapidamente ele deposita um beijo em minha mão. Sorrio e saio do carro. – Até mais, Felicity. – Diz e rapidamente arranca com o carro.

Entro em casa e jogo minha clut sobre a mesa. Tiro os sapatos que estão me matando e me jogo no sofá. Não consigo evitar e penso em Oliver. Ele está com medo da reação do filho ao conhece-lo. Não o culpo, o menino cresceu com um padrasto. Oliver não sabe se o menino tem conhecimento de que ele é seu pai biológico. Queria estar ao lado dele nessa hora. Sei que sua decisão visava o meu bem-estar, mas eu o amo e queria que ele percebesse que estou com ele em qualquer situação. Um barulho no quarto me chama atenção e me sento euforicamente no sofá. Um medo surge no peito e não sei ao certo se estou paranoica. Pego o abajur e caminho lentamente até o cômodo. Entro no quarto e não vejo nada, graças a Deus. Suspiro aliviada e coloco o abajur na mesinha de canto. Ouço um silvo cortar o ar e uma fisgada no pescoço. Levo a mão a local e pego um dardo? Fico tonta em alguns segundos. Tento permanecer em pé, mas quando dou o primeiro passo, meu corpo cede e a última coisa que vejo é uma sombra preta se aproximar antes de ser engolida pela escuridão.

[...]

Acordo com um gosto amargo na boca e sinto uma superfície macia abaixo do meu corpo. Está tudo escuro e não consigo identificar o lugar que estou. Tateio a cama e me levanto com dificuldade. Me surpreendo com a porta do cômodo aberta, não sei ao certo se devo sair, mas não há outra opção. Caminho devagar até a porta e o chão de madeira range quando chego ao corredor. Congelo por alguns minutos, mas não há sinal de movimento. O local está mais claro e agora consigo ver por onde posso sair. Me deparo com uma escada no final do corredor e procuro outra saída a minha volta. Infelizmente, não há. Desço os degraus e chego a uma grande sala iluminada com vários computadores e armas penduradas na parede. O local é parecido com a caverna e minha mente começa a trabalhar. Um homem mascarado, semelhante a um morcego, me salvou há alguns dias. Será que temos outro vigilante na cidade? Um barulho ecoa alto pelo local, viro a cabeça tentando encontrar a fonte do barulho e quando volto meus olhos para a caverna um homem está de pé bem no meio. Enrijeço sem saber como reagir. Então é verdade, há outro vigilante. Ele caminha em minha direção e não sei se devo me mexer. Fico parada o encarando.

– Estava ansioso para nosso encontro de hoje à noite. – Diz com a voz firme e franzo o cenho. – O que achou das rosas? – Pergunta e agora tudo faz sentido. Meu queixo cai. – Queira me acompanhar. – O “morcego” estende a mão e aponta para uma cadeira. Ignoro sua mão esticada e me dirijo até a cadeira.

– Qual seu nome? – Pergunto extremamente curiosa.

– Eu acho que você já sabe. – Diz e ergue meu tablet.

– Hey! – Fecho a cara. Ameaço levantar e ele endurece, volto a me sentar no mesmo instante.

– Vejo que tem feito pesquisas sobre mim. – Começa a mexer no tablet.

– Não consegui ter acesso a todos os depoimentos do departamento da polícia. Não vi a conclusão dos downloads. – Um breve sorriso surge em seus lábios. – Não vai me dizer seu nome?

– Eu sou Batman. – Sua voz sai firme.

– O que quer comigo, Batman? – Pergunto sem medo e seus lábios formam uma linha fina. – Não acho que vá me matar. – Digo e ele se surpreende.

– Por que pensa isso? – Tenta e sorrio de leve.

– Você me salvou há alguns dias. – Justifico e ele dá os ombros. – No que posso ajudar? – Repito a pergunta.

– Assim como você, fiz pesquisas sobre a Senhorita e preciso de sua ajuda. – Engulo seco e assinto. Esse é o terceiro vigilante que ajudo. – Suas capacidades em T.I não passaram despercebidas. – Sorrio de leve. – Muitas vezes eu consigo ter acesso a algumas informações importantes através da tecnologia.

– E para que exatamente você usa essa tecnologia? – Interrompo.

– Uso com o mesmo objetivo de sua equipe. – Espera. Ele sabe? — Preciso que me ajude a travessar um firewall. Não tenho habilidade suficiente, mas sei do que é capaz.

– Como sei que posso confiar em você?

– Porque estamos no mesmo barco. – Dou os ombros e me contento com a resposta. Levanto e caminho até os computadores. Alguns minutos passam e consigo atingir meu objetivo. O homem se aproxima e começa a ler o que está escrito. Um cheiro conhecido invade minhas narinas e me levanto rapidamente. Não é possível. Começo a pensar nas coincidências. O morcego aparece na cidade um dia antes de minha reunião com Bruce Wayne. O homem fica encantado com minha habilidade em T.I e me propõe a conhecer seus laboratórios. Não acredito! Levo a mão até a testa, ele percebe minha descoberta e caminha até mim. Levo a mão até seu rosto e toco sua máscara. Meus olhos se conectam aos dele e então rapidamente a tiro. Me afasto lentamente ainda sustentando nossa troca de olhares.

– Por que está aqui? – É a única pergunta que consigo pensar. Ouço o barulho da tranca e uma mulher mascarada se aproxima, parando ao lado de Bruce.

– Srta. Smoak. – Diz e automaticamente, sei quem é.

– Selina?! – Afirmo incrédula e a morena sorri. – Alguém pode me explicar o que está acontecendo? – Os dois se olham.

– Precisava de sua ajuda para derrubar esse firewall. Já faz alguns dias que estou buscando respostas sobre um suspeito, mas surgiu esse contratempo e precisava de sua habilidade. – Maneio a cabeça.

– Hey! Você me ameaçou! – Aponto para Selina e ela ergue as mãos em rendição.

– Me perdoe por isso. Precisava que aceitasse a proposta de parceria com a Wayne Enterprises para termos um motivo da visita de Bruce a cidade, caso contrário, descobririam sua identidade como Batman. – Assinto e ela sorri – Você sempre nos ajudou, Felicity. Era hora de enfim nos conhecermos. – Franzo o cenho.

– Ray vivia te pedindo ajuda por mim, mas agora que ele se foi tive que recorrer a seu serviço pessoalmente. – Bruce explica.

– Ray sabe o seu segredo? – Pergunto incrédula.

– Quem você acha que o ajudou ao voltar ao tamanho original? – Sorrio com a ideia de Ray pedindo ajuda ao morcego. — Obrigado mais uma vez, Srta. Smoak. Espero que esse pequeno contratempo não mude sua opinião sobre nossa parceria. – Sorri e suaviza a voz.

– Fique tranquilo, Sr. Wayne. Afinal, estamos no mesmo barco.

Notas finais
Viu gente?! Eu falei que esse fogo entre os dois não era nada preocupante. Serviu para Oliver ficar com ciúmes ;) Ele apenas queria a ajuda da hacker novamente. Como algumas de vocês sempre me pedem spoilers nos comentários, já adianto que no próximo capítulo teremos o tão esperado encontro de Oliver e Connor! Vai ser focado na visita que Oliver foi fazer para o menino no hospital. Além disso, tenho um grande comunicado a fazer. Uma ideia surgiu na mente, assim que comecei a escrever essa história. Resolvi tentar uma parceria com uma das escritoras daqui do site, que escreve maravilhosamente bem, a luna_lovegood. E graças a Deus, ela topou! Já estamos preparando uma reta final repleta de aventura e surpresas! Espero que tenham gostado do capítulo. Não deixem de comentar! Beijinhos e até breve!