Once Upon a Dream

1 Provocações


Notas iniciais
Hey! Tenham uma boa leitura ^^ Nome de capítulo clichê, eu sei.

Você sabe o que é "A Teoria das Cordas"? Bom, se sim, parabéns, porque não entendo um A disso.

Por isso estou aqui, sentada na cadeira fria e dura da sala de jantar da Debbie, enquanto esta tenta sem sucesso fazer algo desse assunto entrar na minha cabeça:

— Ana, eu sei que você tem seus problemas, mas eu realmente gostaria que você ao menos fingisse prestar alguma atenção em mim! — Disse Debbie, com olhar cansado.

— Seu irmão está me distraindo — Dei de ombros.

Ela rolou os olhos e gritou para o irmão que estava jogando no quarto com a porta entreaberta:

— Lucca, fecha a porta, a gente tá tentando estudar aqui! Você sabe como a Ana é!

Vou fingir que eu não ouvi isso.

Acho que Lucca também, porque ele não apareceu e os barulhos do jogo continuaram.

Debbie levantou bufando e dizendo algo como: "Esse pestinha não serve para nada mesmo" e marchou até a porta do quarto dele que ela fechou "carinhosamente".

— Desculpe por isso, sério. Queria ter uma irmã mais nova ao invés de um irmão mais novo, assim como você. A Chloe é uma fofa.

Dei um meio sorriso sarcástico:

— Aquela demoniazinha? RÁ!

Debbie deu um tapa na mesa e me lançou um olhar meio aterrorizante:

— Não tenta fugir da sua obrigação. Você ainda tem muito que estudar, a prova é amanhã. Você não sai dessa casa até aprender tudo sobre a Teoria das Cordas!

Soltei um muxoxo e voltei a prestar atenção em Debbie. Sabia que não tinha como resistir.

***

Como tenho um sono muito pesado, Debbie teve que me acordar no dia seguinte. Espreguicei-me e levantei do colchão inflável no chão. Minha amiga desceu e disse que estavam me esperando para tomar o café e que eu não podia demorar. Me tranquei no banheiro para dar um up na minha cara de sono e, terminado isso, abri a porta que dava para o closet do quarto e peguei umas roupas da Debbie emprestado. Não podia negar que estava um pouco justo demais, mas estava bom.

Saí do banheiro, peguei minha mochila e desci. A família estava sentada na mesa comendo em silêncio. Cumprimentei a todos e me sentei ao lado de Lucca que continuou olhando fixo para frente. Digamos que de manhã ele não tem o melhor humor do mundo.

Comi pão de forma com geleia de amora e achocolatado enquanto divagava nos mais variados temas.

Marcus, o pai de Debbie saiu para trabalhar, ele era professor em uma escola do outro lado da cidade, que graças a Deus não era a nossa. Nada contra ele, pelo contrário, mas ia ser chato ele podando eu e a Debbie nas coisas "erradas" que fazíamos.

Lucca foi para o banheiro terminar de se arrumar e minha amiga iniciou um diálogo com a mãe e aproveitei a deixa para sair:

— Opa, garotão. Vai arrasar os corações das menininhas desse jeito! — Disse para Lucca ao ver ele arrumar o cabelo em frente ao espelho do banheiro.

— Vai se ferrar, Bell. É você que se veste como puta, não eu.

Fiz cara de chocada e rapidamente alcancei a boca dele e dei um tapa nela.

"Quem dá um tapa na boca de alguém?"

Pois é, eu.

— Um garoto de família não usa essas palavras, Luck. Estou muito decepcionada com você. Eu vi você crescer, mas não se tornar um marginal! — Disse, fingindo indignação.

Ele olhou para mim com um meio sorriso no rosto e falou com a maior cara de pau do mundo:

— Você usava fraldas na mesma época que eu. Não tem direito de me julgar. E outra, foi você que estava pagando um boquete para o Noah no ginásio terça, não eu.

Ok. Eu realmente fiquei chocada. Socorrooo.

— O quê?! — Acho que eu gritei, pois Lucca fechou a porta do banheiro, me puxando para dentro do mesmo.

— Não tenta negar. Eu vi, Bell. — Eu senti o sangue abandonar meu rosto e depois voltar com tudo. Arregalei os olhos e comecei a puxar meu cabelo da raiz, como eu sempre fazia quando estava nervosa. — E relaxa, não vou fazer chantagem pra cima de você. Somos amigos, não vou contar. — Ele deu um sorriso doce, o que teria sido legal se não houvesse um brilho maligno em seus olhos. — Mas acho que vou passar a te passar de Chup-Chups.

Viado. Vadio. Vigarista.

Ele saiu rindo de lá, me deixando no meu poço de vergonha e humilhação.

Voltei para a sala onde Bárbara, mãe do capeta do Lucca e da Debbie, nos esperava para nos levar para a escola. Parece que nós nos odiamos, mas não é nada disso. Ele é um bom amigo, mas às vezes ele me estressa.

Evitei o olhar de Lucca, pois estava morrendo de vergonha. Ainda estava meio perturbada com nossa conversa no banheiro.

Nos acomodamos no carro e coloquei os fones para ouvir música no trajeto de 15 minutos até a escola. Não prestei atenção em nada, só vi que havíamos chegado na escola quando vi a estrutura branca com o logo roxo de uma coruja na frente.

Desci do carro e me despedi educadamente de Bárbara e eu e Debbie seguimos andando até a onde seria nossa primeira aula.

Escutei uma última frase do Lucca para me provocar antes de virar o corredor:

— Tchau, Chup-Chups! Juízo!

— Faz um favor, Luck? Morre! Cem vezes!

Gritei a resposta bem algo, então acho que todo mundo num raio de 1km ouviu.

Tá, um pouco de exagero. Ou não?... Bem, não tenho muita noção de distância.

Notas finais
E aí, o que acharam? =3 espero a resposta de vocês nos comentários! ♥