Notas iniciais
Minha primeira história gente!Espero que gostem!

Era uma vez uma menina chamada Alice Liddell. Essa sou eu, e essa história começa agora. Não espere algo incrível com um final feliz e um romance no meio, essa é a minha vida e mesmo que eu deseje todos os dias da minha vida _quando eu acordo e quando vou dormir_ cair em uma toca de coelho, ligar a TV e ver que meu nome foi sorteado para a Seleção, entrar em um guarda-roupa e sair em Nárnia ou receber minha carta de Hogwarts nada disso nunca acontece, essa não é a realidade, não para todos a minha volta, mas ainda prefiro acreditar em 6 coisas impossíveis antes do café da manhã, prefiro honrar meu nome, A-L-I-C-E, quem escuta esse nome e não se lembra do país das maravilhas esta com falta de muitesa.

Como vocês perceberam minha vida não é nada mágica e durante 14 incansáveis anos eu lutei para encontrar a magia no mundo. Fracassei. Eu não acredito mais nisso, em toda essa história de magia, amor e felizes para sempre. A maior parte de mim acha essas idéias bobagem, e com bons motivos, mas ainda tem uma voz, lá no fundo que me diz ‘Não desista, a magia está em você, espere e verá ela aparecer”. Não acredito nisso, não mais, eu acho.

Vocês devem estar se perguntando meu motivo para não acreditar nisso mais, eu vos respondo com muito prazer, não posso amar, é difícil de explicar, quando realmente começo a amar alguém perco essa pessoa para sempre, foi com meu avô (que morreu), meu melhor amigo Charles (que ficou com raiva de mim do nada e não tem motivo para isso, ele não sabe explicar porque esta com raiva, porque me odeia tanto, ele simples mente sente isso), com minha melhor amiga ( que em um sonho recebeu a mensagem de que não deveria confiar em mim e no dia seguinte todos sabiam do mais profundo de seus segredos, um que somente eu e ela sabíamos, porém juro pela magia de minha vida que não fui eu que espalhei seu segredo).

Por fim não posso compartilhar esses pensamentos com ninguém alem de eu mesma, seria taxada de louca, esquizofrênica, doente e seria internada em uma clinica psicológica assim como Alison, mãe de Alyssa de um de meus livros favoritos, O Lado Mais Sombrio.

O pior de tudo isso é meu sobrenome, ele também tem tudo para ser mágico, Liddell, sobrenome da menina que inspirou Alice, essa mesmo, a que visitou o pais das maravilhas, conversou com A Lagarta, O Gato e O Chapeleiro. Ele me lembra todos os devaneios, os sonhos, os contos de fadas e os finais felizes. Bem-Vinda a vida real Alice.

Graças ao fato de que não posso viver meu felizes para sempre me contento com os dos meus amados personagens, Alice, Cinderela, America, Eadlyn, Harry, Maxon, Alyssa, Morfeu. Passo meus dias lendo, estudando e dormindo. Não gosto de conversar com as pessoas pois não quero amá-las então evito meus pais, vizinhos, colegas e familiares a todo custo. A pior sensação é se apegar, amar e depois perder tudo o que tem. Me sento em minha janela e leio por horas, vejo filmes por horas e me sento ao pé da Arvore Tamtam que é como apelidei uma antiga, robusta e solitária arvore na praça principal de meu condomínio, sento lá por horas na companhia de meu vizinho George e de um coelho branco que alguém soltou pelo condomínio com o intuito de se desfazer dele mas ele nunca foi embora. Não tenho medo da noite que caí, do vento que sopra, das mariposas que pousam em meus cabelos ou do espelho que carrego em minha bolsa, se a magia não é real a parte dela que pode me afetar também não é.

Agora são quatro da manhã, não consegui dormir por algum motivo. Chego a minha janela e vejo George do outro lado da rua em sua varanda, pelo visto não sou a única com insônia, ele está olhando de modo assustado para arvore. A praça começa em frente às casas ao lado das nossas e termina três lotes depois. Olho para o lugar, Coelho Branco está La, junto às mariposas, mas há algo, um relógio, pendurado em um dos galhos, era um relógio de bolso, devia ter uns 100 anos de idade, provavelmente da era vitoriana. A me ver Coelho Branco entra em meio às folhas e as mariposas cessaram seu vôo apressado. Tudo para novamente. Olho para George.

_O que foi isso? _ Sussurro apenas para chamar a atenção dele que ainda não tinha reparado em minha presença.

_Eu sei tanto quanto você. _ Seus olhos verdes se destacam na penumbra.

_Vamos lá para ver? _ Digo desejando que ele dissesse não.

_Amanhã. Chá da tarde às quatro? Sei como você adora.

_ E o relógio? _ Repondo me lembrando desse detalhe

_ Vamos pega-lo e voltamos rapidamente, já está tarde e amanha temos aula.

Coloco meu roupão, ele tinha vários babados, cada um com uma estampa diferente, todos com o rosa bebe como base. O apertei forte o laço em minha cintura, gostava de quando ele ficava assim, parecia um vestido antigo. Tinha um carinho especial por ele, fora da minha bisavó, fico espantada em como está inteiro até hoje, ficava melhor na minha mãe,Ana Lara, ela tinha os cabelos castanhos e olhos verdes assim como minha vó, Alana, eu e minha bisavó éramos idênticas, olhos azuis, cabelos loiros e cacheados e o nome era o mesmo, Alice, porem ela morreu 100 anos atrás, já com a idade avançada, 82 anos.

Pulo da minha janela fazia isso sempre quando queria sair sem acordar meus pais, não precisaria abrir varias portas e passar por vários corredores até chegar ao salão de entrada, apenas pulava na grama.

George que já me esperava do lado de fora me pegou no colo antes de eu aterrissar os pés no chão, ele fazia isso sempre que me via sair de casa assim, sabia que me irritava.

_Rápido. _ Falei puxando ele e pisando com meus pés no asfalto molhado, chuvas no outono eram comuns por aqui, o frio era maior por isso.

Chegamos a arvore, já devia ser quatro horas e trinta, mas o relógio continuava a marcar 4 horas. Hora do chá. Olhei para o lado e vi que George brincando com Branco. As mariposas já estavam voando a minha volta, achava estranho, elas gostavam de mim, eu também gostava delas, eram todas marrons e havia uma única, maior que todas, azul como as águas do mar que insistia em pousar em meu cabelo, sempre no mesmo lugar. Ela me lembrava Morfeu da história de Alyssa, era meu personagem favorito com certeza.

_Pegue-o _ George me disse com uma expressão apreensiva, seus olhos verdes transmitiam medo.

Peguei o relógio, parecia que o já tinha visto em algum lugar, mas eu não me lembrava onde. Fiquei com medo. O condomínio era imaculado, nada de lixo, nada de pintura manchada, nada fora de seu lugar. Aquele relógio ali apareceu do nada, na nossa Arvore Tamtam, parecia ser algo importa se eu estivesse em um conto de fadas, mas não estava. Para espantar o me recitei meu poema favorito. Jaguadarte.

Era briluz.
As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Fefel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassura!"

Ele arrancou sua espada vorpal
e foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvore Tamtam ele afinal
Parou, um dia, sonilundo.

E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, olho de fogo,
Sorrelfiflando atraves da floresta,
E borbulia um riso louco!

Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.

"Pois entao tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!"
Ele se ria jubileu.

Era briluz.
As lesmolisas touvas roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

_Vamos? _ Disse já bem mais calma.

_ Quanto mais rápido melhor. _ George disse _ Você não tem medo de nada? _ Ele mudou de assunto se sentando na arvore.

_ Tenho medo de muitas coisas.

_Dê um exemplo.

_ Tenho medo de não encontrar meu “Felizes Para Sempre”.

_Te ajudarei a encontrá-lo. _ Ele disse com toda a sinceridade.

_Jura? _ Disse com esperança.

_Juro pela magia de minha vida. _ Ele brincou com as mãos no coração e de pé para demonstrar seriedade.

O empurrei brincando e nós fomos andando abraçados até nossas casas, o asfalto gelado já não incomodava meus pés, o que me deixava apreensiva era o relógio em minha mão que insistia em fazer tic-tac, mas não funcionava.

Notas finais
Desculpem qualquer erro amores!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.