Notas iniciais
Pipoquinhas, uma nova fanfic, não tenho certeza se vai dar tudo certo mas eu estou trabalhando nela a um pouco mais de três meses, então espero que gostem, e manisfestem sua opinião. Boa Leitura !

Chovia na bela Buenos Aires Leon observava a água caindo do céu, talvez aquilo fosse um alívio para as nuvens. A correnteza levava folhas de árvores e outras coisas que se encontravam no chão. Era mais um dia comum, talvez a única diferença fosse a ansiedade que sentia dentro de si, finalmente havia conseguido uma entrevista da emprego na C-Castilho. Aquela tarde parecia ser a mais longa de sua vida, enquanto suas mãos tremiam -mesmo ele não sabendo se eram de nervoso ou frio- tomava um chocolate quente que ele mesmo havia feito. Cozinhar definitivamente não era seu forte.

–Leon ! -Maxi exclamou adentrando no apartamento que ambos dividiam -Soube que você conseguiu uma entrevista de emprego. Espero que consiga ai seremos colegas de trabalho ! -Exclamou Maxi sorrindo e dando dois tapinhas nas costas do amigo que apenas respondeu com um sorriso forçado.

De fato Maxi e ele davam-se muito bem, mas o amigo ainda era irritante, constantemente discutiam por motivos sem fundamento. Ele sabia que no fundo o era visto como um mauricinho que não trabalhava — Ele não julgava ser culpa dele todos dizer-lhe não — estava tentando uma nova vida mas que segundo Maxi logo desistiria. Mas a visão de Maxi estava bem destorcida, quando Leon passou pela porta de sua casa sabia que seria um caminho definitivo, sabia que nunca mais teria a vida que sempre teve, sabia que mesmo que voltasse seus pais o desprezariam, ele não poderia voltar e nem queria. Uma vida feita de façanhas e sorrisos muito bem dissimulados não era a vida em que ele sonha em seguir. Por mais que soubesse que seu nome sempre o acompanharia, ao menos os atos estariam no passado, tanto quando seu coração partido por a mulher que um dia amou mas que não o correspondia, Ana amava a outro e Leon não iria interromper a felicidade que ela sonhava em ter com Marco Travelli, Leon não o conhecia mas sabia que ele não ligava para Ana. O tempo curou seu coração mas não era isso que o afastara de sua antiga vida.

–Camila e Diego viram jantar aqui -Anunciou Maxi e Leon automaticamente sorriu, os quatro amigos eram inseparáveis e isso nem a sociedade pode afetar. Era uma amizade que prosseguia intacta mesmo com o decorrer dos anos e da distância.

Camila era adotada por uma família esnobe, os pais morreram em um acidente de carro quando a garota tinha apenas 3 anos de idade após isso acabou indo parar no sistema, fora adotada dois anos após.

Diego era filho de um simples professor viúvo que com dificuldade criou o filho. O amigo no momento está apaixonado por uma amiga da filha do chefe segundo ele era uma secretaria Italiana que para o desespero de Diego era comprometida com o filho de um magnata. Ele atualmente assume a profissão de porteiro na C-Castilho juntamente ao namorados de Camila, um homem que Leon nunca conhecera chamado Broduey.

Maxi é um dos funcionários que trabalha no marketing da empresa. Sua vida amorosa nunca foi exatamente "ativa" namorou Camila por quase dois anos mas logo romperam seguindo com a amizade. A alguns meses separou-se de uma garota chamada Natália que segundo e trabalhava em uma loja de roupas no principal Shopping da cidade.

–Amigo ! -Exclamou uma voz feminina, nesse momento Leon percebeu que seus amigos já haviam chegado. Ele levantou-se e abraçou Camila.

–A quanto tempo ! -Exclamou Diego e ambos fizeram um cumprimento.

–Que exagerado a última vez que nos vimos foi a menos de vinte e quatro horas ! -Reclamou Leon.

–Como sempre tão gentil Leon -Comentou Maxi a arrancando gargalhadas dos outros ali presentes.

–Meus meninos, já disse que temos que apresentar o Broduey ao Leon -Afirmou Camila com um sorriso terno.

–Está bem, mas se ele fizer-lhe sofrer Camila ele se arrependerá, disso pode ter certeza -Afirmou Leon, Camila era como uma irmã mais nova para ele.

***

Leon estava na frente da talvez sua futura empregadora a C-Castilho o sentimento de desespero crescia a cada segundo dentro de si, ele era o próxima de uma longa fila e homens e mulheres que aparentavam estar muito bem preparados e segurados para a próxima etapa.

Ele observava as pessoas trabalhando, pareciam parcialmente cansadas, talvez chegassem a estar exaustas. As secretarias estavam com o telefone a postos e pareciam conversar no celular e carimbar alguns documentos, os seguranças conversavam mais precisamente os seguranças Diego e provavelmente o tal de Broduey. E ele não sabia onde estava Maxi mas a essa hora da manhã deveria estar dormindo em sua sala.

–Leon Mattins! É sua vez, peço que o senhor entre –Informou a secretária antipática do “Senhor Castilho”.

Certamente esse não é o sobrenome real de Leon, mas dessa vez não queria ganhar algo por causa de seu sobrenome, de sua família e sim por perito próprio, coisa que ele sabia que seria difícil mas de qualquer formou-se em engenharia e direito. Mesmo nunca cursando uma faculdade tinha capacidade de fazer letras sem o menor problema e também havia colocado isso em seu currículo.

Leon simplesmente assentiu e rumou até a última sala no final do corredor conforme passava lia as placas “Nicolá Galan”, “Matias LaFotein”, “Priscila Ferro”, “Oscar Cardoso” e finalmente “German Castilho”. Leon respirou fundo e girou a maçaneta. Adentrando no local, Leon observou cada detalhe daquele escritório, não era muito distinto do que seu pai possuí no México. Cadeira de couro preta, mesa de madeira com visivelmente três portas-retratos, duas maletas em volta dela, duas cadeiras pretas que combinavam com a do “chefe”, papeladas e aparentemente documentos.

–Bom dia ! –Exclamou Leon sorrindo embora não estando mostrando os dentes, seu sorriso era tão falso quanto o do homem a sua frente.

–Boa dia, meu jovem...-Ele olhou para um dos papeis no meio de muitos outros, e pegou um não mão, o que provavelmente seria o currículo de Leon –Leon Mattins, não é mesmo ? –Indagou arqueando uma das sobrancelhas.

–Sim, sou eu –Afirmou meio sem graça, não era de seu porte mentir, na realidade nem se recordava da última vez que havia feito isso, a mentira jamais esteve presente a sua vida.

–Acho que não temos muito o que conversar –Afirmou o homem perante a Leon em um tom sério, o mesmo estremeceu, a única coisa que passava em sua mente, era que ele não está no nível daquela empresa.

–Como assim ? –Indagou tentando não permitir que o nervosismo tomasse conta de seu ser.

–Seu currículo é extraordinário meu jovem –Afirmou sorrindo.

–Então isso significa que....? –Leon indagou relaxando seus ombros.

–Bem vindo a empresa –Anunciou, Leon automaticamente sorriu, ao menos agora não dependeria de Maxi para sustentá-lo –Depois passe na secretária do quarto andar, a senhorita Lara irá passar-lhe todos os horários e se tudo der certo, poderá começar ainda amanhã –Definitivamente o senhor German aparentava ser um bom homem, diferente de seu pai, ele parecia ser alguém bom e generoso, ao menos ao contrário de seu pai, German tratava os empregados de uma ótima maneira.

Eles conversaram um pouco, naquela mesma posição, Leon não contou muito da vida própria, simplesmente achava desnecessário revelar de quem é filho, era preferível que sua linhagem permanecesse oculta, omitindo os verdadeiros fatos afirmou que os pais morreram quando ele era criança em um acidente automobilístico que foi criado pela tia e que ela morreu a um pouco mais de dois anos atrás e que atualmente mora com Maximiliano Ponte, um dos funcionários da empresa. Já German contou que já se divorciou uma vez e tem apenas uma filha, segundo ele uma garota de 19 anos, que segue carreira de modela na França e em Nova York, ele a amava muito mas é realmente muito mimada, porem para quem melhor a conhece sabe que no fundo é uma garota incrível e que tem muito para dar.

–Também tenho uma irmã caprichosa senhor –Leon proferiu sem ao menos pensar, automaticamente após perceber o que havia dito calou-se, certamente não havia falado sobre ela, a única da família de quem ele realmente sentia falta.

–Mas, você não havia dito que era filho único ? –Indagou, Leon claramente já tinha uma desculpa que certamente de uma certa forma era verdade.

–Ela morreu –Mentiu – Prefiro não falar sobre o assunto, às vezes essa distância me consome –Afirmou, e era verdade, sua irmã era a única da família que sempre estava ao lado dele. Ela era uma garota mimada e mal compreendida pelos pais, ela escutava rock e sonhava em seguir uma carreira, os pais nunca aceitaram o fato de Natália optar pelos beatles e não por uma sintonia clássica.

–Eu sinto muito –Afirmou –Mas gostaria que me chame de German e não senhor ou senhor Castilho, meu melhor amigo, Ramalho, morreu a alguns meses ele era meu melhor amigo, conselheiro e assistente pessoal. Agora estou a procura de alguém que fique com esse cargo e vai ser você Leon –Revelou com um certo pesar na voz, certamente ainda sofria pela morte do amigo, mas sofria em silêncio.

–Prometo que o senhor não irá se arrepender –Afirmou e ambos se cumprimentaram apertando as mãos e sorrindo. Tão logo a porta foi aberta revelando uma mulher de altura média, esbelta, de cabelo comprido que ia a um pouco depois da metade das costas tinha californiana loira e trajava um vestido branco, curto, aparentemente era tomara que caia, mas não tinha a certeza pelo fato dela usar um casaco de couro azul vibrante, sapatos azuis de salto agulhas, ela parecia estar atordoada.

–Papai, Bianca fez tudo errado, de novo ! –Exclamou, jogando-se nos braços do pai.

–O que aconteceu dessa vez, Violetta ? –O homem de madeixas negra que aparentava não tem mais que 45 anos, parecia estar cansado, talvez aquelas reclamações fossem freqüentes.

–Por culpa dela, um dos vestidos que comprei na minha última viagem a Paris esta manchado –Contou –Só não estou chorando para não borrar a maquiagem –Afirmou, Leon não pode deixar de soltar uma pequena risada pelo nariz, ele observou a tal de Violetta sair dos braços do pai e o fitar –Ta achando graça de algo menino ? –Indagou claramente irritada.

–Menino ? Tenho certeza que sou mais velho que você –Leon afirmou agora soltando uma risada um pouco mais aparente.

–Duvido muito, sinceramente, você tem o que uns 18 anos ? – Indagou, aquela garota definitivamente irritava Leon, ele nem a conhecia mas claramente todos os péssimos adjetivos que o pai dela utilizou eram ampliados drasticamente.

–Tenho 23 –Afirmou –E você uns 19 ? –Indagou e a mesma corou claramente sem graça com a situação. Mas logo se recompondo.

–Tenho, ao menos sou bem mais jovem –Afirmou balançando o infelizmente belo cabelo que a mimadinha tinha.

–Temos 4 anos de diferença –Afirmou Leon –Se você necessita gabar-se ache outra categoria para nos comparar, porque infelizmente nessa nossas características são semelhantes –Afirmou Leon com um sorriso sarcástico nos lábios, a garota nada respondeu, apenas virou-se para fitar o pai com um definitivamente falso semblante de mágoa.

–Papai, quem é ele ? Quem ele pensa que é para falar assim comigo ? –Indagou a garota novamente jogando-se nos braços do pai.

–Esse é o Leon, meu novo assistente pessoal, irá substituir o Ramalho –Esclareceu calmamente, dando a entender que isso acontecia com freqüência. Provavelmente ele não estava se importando com a pequena discussão entre eles.

–Assistente pessoal ? –Indagou arqueando uma das sobrancelhas e o fitando com um olhar de súplica eminente. German encarou Leon, como se pedisse algo, algo que Leon rapidamente compreendeu.

–Sou Leon Mattins –Afirmou estendendo a mão para Violetta, a mesma dissimulou um irônico sorriso nos lábios e virou-se saindo da sala do pai.

Leon respirou fundo virando-se para o chefe e tragando ainda mais ar, necessitava naquele instante para não perder a cabeça. Talvez ela tenha herdado o gênio da mãe, German recusou-se em falar na ex-esposa, mas contou que já teve três casamentos. Violetta era exatamente como German descreveu fisicamente, mas era mais – aparentemente – insuportável do que as palavras que o novo chefe exclamou, ele sempre tentava ver o melhor nas pessoas mas por ela apenas conseguia ver alguém que se importa apenas consigo mesma, mesmo a conhecendo a aproximadamente 10 minutos. Ele arqueou uma das sobrancelhas como se indagasse a German o que exatamente havia acontecido naquele ambiente.

–Desculpe minha filha –Desculpou-se claramente envergonhado -É –Suspirou German, com um certo pesar na voz, talvez as ações dela não fossem do agrado do pai –Essa é minha famosa filha –Afirmou fitando Leon –Essa é Violetta Castilho –Finalizou em meio a um suspiro frustrado.

Notas finais
Espero que tenham gostado, não tenho certeza se ficou muito bom, mas me digam a opinião de vocês. Acham que eu devo alterar algo ? O que acharam ? Comentem ! Favoritem ! Acompanhem !