Once Upon A Time
9 Eu te amo ?
Notas iniciais
–Gery não é melhor do que você –Leon tentou segurar as mãos de Violetta porém, ela as reprimiu.
–Não Leon, Gery tem uma carreira em Buenos Aires, a minha é no exterior pelo simples fato que eu não era boa o bastante aqui, Gery é cega e tem qualquer homem a seus pés e eu estou presa a um noivado cujo o noivo nem ao menos importasse com algo alem do meu sobrenome –o nó que estava preso na garganta de Violetta, forçava que as lágrima escorressem pela sua face.
–Se sabe que ele não ama o porque segue com ele ? –Leon a olhou frustrado, toda aquela barbaridade que Leon presenciará naquela noite era do saber de Violetta e pior, da aceitação...
–Porque eu não acho que eu mereça o amor...
–Jamais diga isso de novo, jamais diga isso de novo...-Leon murmurou dando um selinho em Violetta e logo em seguida envolvendo-a em seus braços.
–Tenho medo -confessou Violetta.
–De que ? -Leon indagou.
–De que quando descubra o meu segredo me ache um mostro -Leu beijou o topo da cabeça de Violetta e ficou pensando "O que pode ser tão horrível para ela achar que eu a julgaria como um monstro ?".
***
Leon não agüentava mais aquela espera, eram crianças berrando por terem que tomar injeções, adultos chorando, pessoas agoniadas pela espera,as paredes brancas e uma verde diferente, chamava a atenção mas, fazia a pessoa querer sair correndo e nunca mais voltar, a voz na recepcionista, os médicos chamando o próximo paciente, os seguranças conversando, crianças pulando e esperneando, Leon estava a ponto de esganar alguém, ele gostaria que fosse Clement porém qualquer um servia, o senhor Castilho batia o pé de maneira ritmada e Clement mascava chiclete de boca aberta e alto, não que Leon estivesse cooperando muito afinal seus ombros subiam e desciam freneticamente.
16 horas antes
–Eu já lhe disse Charles ! Não é possível confundir pêssego e creme ! Essas cores são distintas ! Eu...-Violetta suspirou bem fundo pensando se era elegante despedir um empregado por telefone –Deixa para lá...-rendeu-se e como ela detestava se render.
Em meio a um suspiro frustrado, Violetta discou no telefone preto — e antigo – da empresa e número de sua secretária, ela não gastaria seu saltos para apenas pedir um favor.
–Verônica – suspirou – favor mandar Maxi a minha sala. Obrigada – agradeceu por fim, á tempos ela não se sentia tão cansada.
Violetta encostou seu corpo em sua cadeira de couro marrom, ou melhor a de seu pai. Enquanto aquele gentil homem de quarenta e quatro anos estava em uma conferência ela assumia a frente dos negócios afinal ela é filha única, certo ? Violetta rodopiava na cadeira, assim como fazia antes dela estragar tudo. Ficando de costas para a porta e encontrando a grande janela com uma vista perfeita para o jardim inglês que seu mandará construir após Violetta chorar durante três noites seguidas querendo um daqueles, isso aos sete anos de idade, bons tempos.
–Precisa de ajuda ? –Uma voz feminina escoou pela sala, Violetta sentiu o gosto de sua boca ficar amargo e sua tranqueia fechar-se e era como se um nó fechasse sua garganta e começa-se a forçá-la a chorar e demonstrar o quão fraca é.
–Chamei o Maxi, não você – delicadamente, Violetta girou sua cadeira em um perfeito ângulo de 60° graus. Encontrando Lara e seu sorriso atrevido.
–Ele está cuidando da sua próxima campanha –afirmou e logo sorriu.
Lara começou a vagarosamente, andar pela sala de Violetta, a mesma apreensiva, acompanhou os passos da mulher que tanto desprezava.
A morena parecia observar cada canto da sala do Senhor Castilho, ele parou para observar entre tantos portas retratos, um em que estava Violetta, German e Angeles. Era uma foto tirada á quatro anos, aproximadamente. Tinha começado como um dia perfeito, a família perfeita um pai gentil e carismático, uma madrasta doce e bela e uma adolescente de dezesseis anos mimada mas, feliz, com uma melhor amiga (Lara). E que naquele mesmo dia Violetta descobriu o quão muy amiga Lara era. Mas, bem isso não vem ao caso, ao menos não agora.
–A família perfeita...
–Que bom que você acha isso.
–Mas, afinal, o que a senhorita deseja ? –Lara fez uma referência há Violetta e deu as costas, a mesma suspirou frustrada. Observando o retrato da “família perfeita”, Violetta o arremessou contra a parede e desabou a chorar em cima da papelada.
Violetta apenas fitou o desenho que fizera de um vestido, agora ele estava estragado, suas lágrimas fizeram o favor de destruí-lo.
***
–Lar doce lar ! –Leon exclamou ao se jogar no sofá, automaticamente sorriu, ele passou uma semana no Chile resolvendo um problema com ex funcionários da C-Castilho que estavam processando German por motivos fúteis.
A primeira coisa que Leon como um bom homem de respeito fizera foi ligar a televisão claro, e a mesma coisa que havia passado, na última semana, nas outras e no último mês, estava passando “O Maníaco da cidade”. Aparentemente era alguém sem ficha criminal, a policia nem sequer conseguia distinguir de homem ou mulher, era mais que um desconhecido era um nada no final de seus ataques dos mais pequeno como os maiores, o Maníaco deixava sua marca 01/01/2015 sim, uma data e aquilo era algo inusitado...
Por hora, o Maníaco já havia cometidos diversos crimes com quais:
+Vinte e sete furtos.
+Nove assassinatos que foram concluídos com louvor.
+Dezessete tentativas de assassinatos.
+E no meio disso ocorreram três latrocínios.
O prefeito não havia se pronunciado, afinal o que ele poderia dizer ? Sinto muito mas, somos demasiadamente incompetentes e não conseguimos nem ao menos prender alguém louco ? Certo, dava para entendo por que raios o prefeito estava calado.
Leon entrou em seu quarto, que estava empoeirado ótimo!Maxi não se dá ao trabalho de pegar um espanador.
Leon deitou-se em sua cama, fechou os olhos e fitando o teto perdeu-se pensando na mimadinha, não falará com ela desde antes de viajar, ele sentia falta dela, tinha que admitir o quanto a adorava e a odiava ao mesmo tempo, é...complicado.
Leon sentiu seu bolso vibrar, ou melhor, seu celular vibrar. Ele rapidamente sacou-o do bolso e observou o visor o nome “Lara” estava estampado e piscando repetidamente, Leon riu pelo nariz e desligou, por que ele falaria com ela justo agora ?
Mas, foi então que Leon escutou um rangido, seus músculos se enrijeceram, e sua coluna curvou-se, rapidamente ele levantou-se de sua cama, os passos estavam cada vez mais próximos estranhamente Leon só conseguia pensar “O Maníaco vem me pegar ! O Maníaco vem me pegar !”, Leon pegou a primeira coisa “fatal” que viu, e quando a porta se abriu estava pronto para bater na pessoa mas, foi aí...
–Violetta?! Céus ! Eu poderia ter lhe matado! –Leon espantou-se e cambaleou para trás observando o objeto “fatal” em suas mãos.
Violetta fitava atentamente o objeto, na mão de Leon.
–É sério ? –ela indagou pouco convicta –Você ia mesmo me matar com um abajur ? –a mesma tocou o abajur –um abajur de pelúcia ?
Leon fitou-a feio.
–Você não sabe se o ladrão teria alergia –Violetta riu pelo nariz e atirou-se nos braços de Leon.
–Senti sua falta –ela murmurou acariciando as costas dele.
Leon riu pelo nariz.
–Também senti a sua mimadinha.
***
–Tinto ? –Leon indagou, enquanto virava-se para fitar Violetta.
–Branco –ela respondeu enquanto cobria-se mais com a coberta que era feita de um tecido extremamente quente, fofo e macio. Os termômetros de Buenos Aires marcavam -2°C, eram vinte e uma horas e quarenta e dois minutos e o clima lá fora poderia estar frio mas, Leon e Violetta haviam passado as últimas semanas juntos o tempo todo, ou quase o tempo todo.
–Você continua bravo comigo ? –Violetta acariciou a bochecha de Leon, enquanto aguardava uma resposta, seja ela boa ou não.
–Por que eu estaria ? Ah ! Deixe me ver, você me deixou sozinho em um evento para ficar com Clement de novo. E eu fui obrigado a ver vocês se beijando e se tocando a noite inteira –ironizou Leon, franzindo o cenho de sua sobrancelha, sim ele estava magoado com ela.
–Mas, ele é meu noivo e você é apenas meu amante –Violetta fitou-o e Leon odiava-se por ter que concordar, ele não era nada além de um misero amante com quem Violetta passava as horas vagas, ele não era nada, nada.
–Certo –Leon tentou não deixar transparecer o quanto ficou magoado com aquela alegação, ou melhor, despejamento da verdade sobre si com tanto rigidez, ele sentia-se uma criança que machucou a outra e agora a professora dava uma bronca.
–Eu não quis dizer isso...-murmurou Violetta, provavelmente havia visto que aquelas palavras o afetaram mas, ela estava certa, ele não é nada.
–Sim, você quis, e só me disse a verdade –afirmou negligenciando qualquer afeto que havia questionado se sentia por ela, ou não.
Leon levantou-se da cama e caminhou até fora de seu quarto, seu destino final era a cozinha, ele precisava de um café quente, para espantar o frio, e talvez um café quente queima-se sua língua e ele teria um problema maior para se preocupar.
Certamente, ele não saberia o que responder se alguém perguntasse o que Violetta Castilho significava para ele. Ele definitivamente não a amava mas, não poderia dizer agora que a odiava, como antes, é estranho mas, é como se ele não a amasse mas, queria ser o único na vida dela.
–Se você ficam emburrado comigo, isso pode voltar-se contra você – anunciou Violetta entrando descalça na cozinha, Leon sorriu, adorava vê-la descalça. Ela trajava um simples suéter branco, estava mais para creme e um shorts vermelho, ele se perguntava como ela não congelava.
–Não está com frio ? –Leon indagou quando ela se aproximou.
–Estou por isso vou tomar banho –Violetta depositou um leve selinho nos lábios de Leon, foi tão rápido que o mesmo nem teve tempo de retribuir –Eu deixei roupas de inverno aqui também né ? –Leon confirmou com a cabeça.
Sim, ela tinha uma gaveta e metade do guarda roupa de Leon com roupas dela, ele até pensou em perguntar se ela também tinha roupas na casa de Clement mas, achou isso meio inapropriado.
***
–Lavou o banheiro também ? –Leon gargalhou quando recebeu um olhar de reprovação, ela ficará quase duas horas embaixo do chuveiro.
–Sentiu-se abandonado foi ?
Violetta segui para a sala sentando-se no sofá de couro cafona, que fora a namorada de Maxi que escolherá e ligando a pequena televisão, certamente a Apple em alguns anos lançaria I Phones maiores que ela.
–Vai assistir Top Model ? –Leon indagou revirando os olhos.
–Que especulação...-Violetta murmurou e fitou-o novamente –Sim, eu vou.
–Não, não vai ! –impôs-se Leon, e Violetta revirou os olhos.
–Você não manda em mim –afirmou a mulher que havia pintado seu cabelo de loiro.
–Mas, a televisão é minha e se eu quero assistir Os Vingadores, eu assisto –Leon arrancou o controle das mãos bem cuidadas que possuía Violetta.
–Não quero ver filmes de garoto –revirou os olhos.
–Ei ! Não é filme de garoto e não julgue antes de assistir, ao menos eu tenho cultura –os ombros de Leon se enrijeceram e ele bufou, pensando ter vencido.
–Desde quando isso é cultura –indagou indignada e Leon suspirou tentando achar uma resposta que a calasse de uma vez por todas.
–Daqui há algumas décadas será tão respeitado como o “Titanic” –especulou sem dados, será que um homem não pode dar a própria opinião ?
Violetta para a surpresa de Leon até calou-se, mas, automaticamente se levantou ficando em frente à mini televisão, impossibilitando Leon de ver qualquer coisa nela.
–Que infantilidade –advertiu Leon, e Violetta com um olhar de “estou achando graça de tudo isso” pisou forte, Leon detestava quando ela fazia isso mas, pela cara de dor que ela fez logo em seguida ele sentiu-se vingado -Sai da frente –sem educação ou pedidos ordenou e a mesma negou com a cabeça -Vai ser assim é ? –desafiou-a e a mesma lançou-lhe um sorrisinho irônico.
Leon habilmente levantou-se no sofá e foi em direção a Violetta a mesma pegou uma almofada que estava largada no chão sem motivo algum e tacou-a em Leon, e saiu correndo, o mesmo correu atrás dela, ela gritava e ele apenas gargalhava, engraçadamente Violetta conseguiu fugir dele naquele cubículo porém na sala Leon tropeçou levando Violetta pro chão junto consigo, ela caiu em cima dele, então Leon sentiu-se uma amortecedor de quedas, qualificado, lógico.
–Sabe que dia é hoje ? –Violetta indagou e Leon negou -Faz exatamente 6 meses desde que nos conhecemos –Leon sorriu largamente com isso, ela lembrava-se daquela conturbada tarde.
–É...-Leon observou-a, ou melhor tentou, uma mecha de cabelo estava cobrindo sua face, ele gentilmente tirou-a do rosto de Violetta colocando-a atrás da orelha da mesma.
–Essa tarde me fez ter certeza de algo Leon –Violetta não parecia convicta do que iria dizer mas, separou seus lábios e os comprimiu novamente como se repensasse mas, fitou Leon nos olhos e prosseguiu –Essa tarde me fez ter a certeza de que eu te amo Leon...-concluiu por fim. Leon sentia-se sem reação, tecnicamente, ou automaticamente a respondeu.
–Eu também te amo...-Violetta sorriu e para Leon foi inevitável não sorrir também. Ele apenas beijou-a, levemente, sem contato de suas línguas ou alguma malicia, apenas a beijou.
***
–Foi a irmã que matou a garota –Leon afirmará e Violetta riu pelo nariz.
–Não, é obvio demais, eu aposto na mãe –Violetta estava convicta disso, era tão transparente mas, ninguém percebia.
–Por que ?
–A garota estava acusando a filha de uma mãe super-protetora de colar na prova apenas para ficar com a vaga da concorrente no time. E quem garante mesmo que a mãe estava no super mercado entre as 17 e 19 horas ? Ela não apresentou provas.
–Certo –concordou Leon –E a Kim vai descobrir isso quando ?
–A Kim não vai descobrir, a Jane vai –afirmou e Violetta sentiu Leon fitá-la de relance.
–Chega de Drop Dead Diva para você por hoje –Violetta revirou os olhos.
Desde a “conversa muito adulta” de Leon e Violetta eles estavam deitados na cama de Leon, Violetta em seus braços e eles estavam assistindo todas as séries americanas que poderiam encontrar.
–Tenho que ir –Violetta murmurou beijando a bochecha de Leon, e sentiu o mesmo segurar sua cintura com força.
–Se você não atender minhas ligações, prometo que nunca mais deixarei você brincas com o Billy.
Billy o novo cachorro de Leon que Maxi saiu para passear com o intuito de chamar a tenção de mulheres mais novas.
–Que malvado você é –riu.
Violetta deu um rápido beijo na bochecha de Leon e saiu, praticamente correndo do quarto dele, ela, andou rápido com estilo.
Seu celular começou a tocar assim que Violetta saiu do cubículo que é o elevador, ela tem claustrofobia, então preferia imaginar-se em uma passarela, sorrindo levemente e desfilando estilos criados por ela e confeccionados, muitas vezes por Ludmila ou Francesca, em falar na italiana, o celular de Violetta que estava em sua mão começou a tocar, freneticamente.
–Alô –atendeu Violetta.
–Fisgou o bobinho ? –Francesca indagou e mesmo elas se falando por telefone, Violetta pode ver o sorriso maldoso que com certeza se formara na face perfeita de Francesca.
–Sim, eu disse que ao amava, como combinamos e ele retribuiu...-Violetta murmurou, enquanto a mesma cena se reproduzia em sua mente, pobre Leon...
–Você gravou, certo ?
–Sim Fran, fiz como havíamos planejado –afirmou, recapitulando o plano em sua memória –Aproveitei Leon que havia ido viajar com meu pai, dei carga horária extra para Maxi, entrei no apartamento e discretamente consegui enfiar aquela droga de câmera no olho do palhaço.
Palhaço: um quadro assustador de palhaços que Natália dera a Maxi de presente de aniversário, o palhaço tem dois olhos de vidro e o direito foi substituído por uma câmera para filmar, tudo que acontecesse na sala.
–E agora é só você editar, fazendo parecer que Leon esteve todo esse tempo dando em cima de mim.
–E você vai finalmente se livrar dele –Francesca concluiu e Violetta estava pronta para murmurar um “sim” porem, calou-se, estava começando a assustar-se ao raciocinar que depois disso Leon, a odiaria.
–Violetta ! –era a voz de Leon, Violetta sentiu seu corpo por inteiro gelasse, céus, ele havia ouvido ? Ela automaticamente colocou seu celular no bolso e girou seus calcanhares para fitá-lo. Ele estava sorrindo “ótimo.”
–Eu queria dar-lhe algo, porém me esqueci e achei que já tivesse isso –contou Leon enquanto Violetta tentava normalizar sua respiração e conseqüentemente sua freqüência cardíaca.
–O que ? –Violetta pode observar que estava escondido atrás de Leon, seja lá o que fosse, uma de suas mãos estava para trás, como naqueles filmes clichês em que no final a mocinha se joga nos braços do cavaleiro de armadura brilhante, mas, definitivamente, ela não é a mocinha.
–Uma flor para outra –Leon entregou-lhe um buquê de rosas vermelhas, a mesma automaticamente, sorriu, Leon definitivamente é perfeito.
–Obrigada –murmurou encantada com o gesto e jogando-se nos braços de Leon, ela poderia não ser a mocinha mas, Leon ainda era o cavaleiro de armadura brilhante.
–Aqui perto tem um terreno, eu mesmo a cultivei –contou Leon e Violetta sentiu seu coração disparar-se novamente.
Era como se Violetta senti-se nós formando-se em sua garganta, nós de culpa, ele realmente parecia gostar dela, mesmo eles brigando diariamente, e ela estava sendo uma vadia, uma megera, qualquer adjetivo negativo ou ofensivo lhe convinham no momento. Desde os seus catorze anos, Violetta namora Clement, ele tinha dezessete anos e era o garoto mais lindo do último ano e filho do melhor amigo de seu pai, Nicolá. Eles pareceram nem se importar com a diferença de idade quando influenciaram sutilmente um romance entre ambos. Para Violetta na época parecia a realização de um sonho, hoje ela pode perceber que enquanto ela sonhava Clement achava um saco, e realmente era. Ele nunca a dera rosas antes para ela, muito menos cultivadas pelo próprio, vivia com Nicolá em viagens e no dia dos namorados mandava uma caixa de bombons de licor, que Violetta detestava e em datas como aniversário do namoro bem...ele nem se recordava.
–Acho melhor deixá-la em paz agora –alegou Leon meio sem graça, suas bochechas estavam vermelha, Violetta sorriu boba com isso e deu beijinhos nelas.
–Tchau querido...-disse Violetta o fitando uma última vez e saindo em disparada em direção ao seu carro, e sacando seu celular que havia ficado no viva voz.
–Escutou isso Fran ? –foi a única coisa que Violetta teve disposição para indagar.
–Você vai partir o coração dele querida –afirmou Francesca gargalhando mas, Violetta ficou em silêncio.
Violetta entrou em seu carro.
–Não quero mais fazer isso Fran –Violetta estava alterada e indagando-se que monstro faria isso após a tarde que passou com Leon.
A loira (tingida) começou a dirigir, sem se importar que estava distraída e falando ao celular.
–Então o que você vai fazer ? – a italiana curiosa parecia mais intrigada do que indignada, depois de arquitetar um plano tão elaborado que foi no final uma....uma grande perca de tempo.
–Vou romper com Clement – comentou decidida –Tentar algo sério com Leon e...mostrar para Lara que sou melhor que ela e provar a minha prima que não importa quando homens ela tenha trás dela, eu sou capaz de achar o amor verdadeiro –terminou a explicação de sua nova meta de vida, e Violetta tinha que admitir, ela gostou disso.
–Só quero que você seja feliz amiga –Francesca esclareceu seu desejo e Violetta sorriu com isso.
–É, eu também....-afirmou convicta de seu novo sonho, e esse não seria uma obsessão nem um trauma de infância e sim o que esperava para seu próprio futuro.
Violetta desligou com Francesca e estava colocando o nome de Leon – que agora ficava no disk rápido – precisava falar com ele, e até confessaria a verdade antes que terceiros a desvendassem. Estava chamando e Violetta estava começando a ficar irritada, ele tinha que atende-la agora ! As coisas iam bem na pista até que um carro entrou do nada, Violetta tentou frear mas, percebeu que o freio de seu carro não estava funcionando mas, estava funcionando quando ela chegará na casa de Leon...o outro carro simplesmente não parou e pelo que Violetta conseguia enxergar não tinha ninguém lá dentro, ela esperou pelo que viria e acabou mais rápido do que ela imaginava...
***
–Alô –Leon atendeu seu telefone fixo que parecia ter tocado enquanto ele tomava banho.
–Leon, sou eu, Francesca...-Leon parou por um instante indagando-se “que conheço uma Francesca ?” –A amiga da Violetta –agora o mundo fazia sentido novamente. O único problema é que ela parecia estar chorando.
–Eu estou no hospital com Clement esperando o German chegar, Leon, a Violetta sofreu um acidente, ela foi a nova vítima no maníaco....
–E como ela está ? –Leon queria ir direto ao ponto não importava quem havia ferido sua mimadinha ele só queria saber como ela estava.
–Eu sinto muito Leon...
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